reforma tributária – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Mon, 27 Dec 2021 14:27:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png reforma tributária – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Senado discute tributos https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/senado-discute-tributos https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/senado-discute-tributos#respond Mon, 27 Dec 2021 14:27:12 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35047 Estamos, desde o meio da semana passada, em recesso parlamentar e 2022 é ano de eleição. Historicamente, nos anos em que tomam forma os pleitos legislativos federais e estaduais, para governos do estado e Presidência da República, pouca é a atividade no Congresso Nacional. Os motivos são claros: em primeiro lugar, porque deputados e senadores… Read More »Senado discute tributos

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Estamos, desde o meio da semana passada, em recesso parlamentar e 2022 é ano de eleição. Historicamente, nos anos em que tomam forma os pleitos legislativos federais e estaduais, para governos do estado e Presidência da República, pouca é a atividade no Congresso Nacional.

Os motivos são claros: em primeiro lugar, porque deputados e senadores voltam para suas bases eleitorais, não apenas para costurar acordos político-eleitorais, mas também para conquistar os mesmos votos que os colocaram em Brasília. Em segundo lugar, porque os mesmos parlamentares não gostariam de arriscar suas chances de reeleição ao votar pautas consideradas impopulares ou polêmicas, sob o risco de desagradar suas bases.

No entanto, a cúpula do Senado Federal pode tentar subverter essa lógica ao colocar como prioridade legislativa, para o ano que vem, a aprovação de uma reforma tributária – qualquer que seja, desde que tenha apoio da maioria da Casa.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), quer afastar a tese de que não se aprovam pautas importantes em ano eleitoral e enxerga a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 110/2019, que trata da reforma dos impostos que incidem sobre o consumo, como uma boa alternativa.

Nos últimos dias, Pacheco conversou com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), e com alguns líderes partidários para transparecer sua vontade de avançar com o tema, principalmente no primeiro semestre.

Alcolumbre deu sinais de que vai seguir a vontade de Pacheco e senadores também absorveram a ideia positivamente, entendendo que o Senado pode enviar alguma proposta aprovada à Câmara, mesmo que a outra Casa não analise a matéria no próximo ano.

Na contramão da alta cúpula do Senado, o Planalto já entende que a janela para reformas está fechada. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), recentemente deu entrevista para eliminar qualquer “chance de aprovação das reformas no ano que vem”. Por trás da declaração, está a lógica de que qualquer reforma será contaminada pela disputa eleitoral – sendo, portanto, desinteressante para o Executivo promovê-las.

E Eu Com Isso?

De fato, é bastante difícil que uma reforma tributária consiga ser aprovada no Congresso em 2022. Sendo, ainda, pré-candidato à Presidência, Rodrigo Pacheco pode estar tentando promover uma pauta cara aos brasileiros, justamente para colocar na vitrine de sua campanha. No entanto, ainda que uma reforma seja aprovada no Senado – o que também nos parece improvável – ela seria engavetada na Câmara dos Deputados.

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Leia também: Senado acelera.

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Embate entre propostas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/embate-entre-propostas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/embate-entre-propostas#respond Wed, 06 Oct 2021 13:37:52 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31585 O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) apresentou, nesta terça-feira (05), um relatório referente à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 110/2019, que trata da Reforma Tributária sobre o consumo e é considerado um pacote mais amplo de mudanças no segmento dos tributos sobre o consumo (ISS, ICMS, PIS, COFINS e IPI). A PEC 110/19, de autoria… Read More »Embate entre propostas

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O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) apresentou, nesta terça-feira (05), um relatório referente à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 110/2019, que trata da Reforma Tributária sobre o consumo e é considerado um pacote mais amplo de mudanças no segmento dos tributos sobre o consumo (ISS, ICMS, PIS, COFINS e IPI).

A PEC 110/19, de autoria do ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), havia sido deixada em banho-maria com o avanço das discussões sobre a Reforma Tributária sobre a renda e após desentendimentos sobre o tema, principalmente, na Câmara dos Deputados.

Com a aprovação da reforma do IR na Casa baixa, a proposta chegou ao Senado para votação e o presidente da Casa alta, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), orientou que as discussões sobre a PEC 110 fossem retomadas, de modo que ambas as propostas pudessem tramitar em concomitância.

A apresentação do parecer foi feita no gabinete de Pacheco e contou com a importante presença de nomes como Paulo Guedes, ministro da Economia, Paulo Ziulkoski, presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), José Tostes Neto, secretário da Receita Federal, e Rafael Fonteles, presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

Nesse sentido, o relator também anunciou que a proposta tem condições de ser aprovada pelo plenário do Senado justamente por contar com o apoio de entes federativos, do Fisco e dos principais setores privados da economia brasileira.

Rocha explicou que seu relatório prevê, primordialmente, a simplificação dos tributos e a unificação da base tributária do consumo via criação de um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) Dual – unificando PIS, Cofins e IPI no âmbito federal em um novo tributo (CBS) e unificando os tributos subnacionais (ICMS e ISS) em um único imposto, o IBS.

O relatório também garante que as alíquotas dos novos tributos serão definidas por Lei Complementar, assegurando a autonomia de estados e municípios.

O modelo já amplamente utilizado ao redor do mundo e reúne um conjunto de práticas tributárias consideradas essenciais para o bom funcionamento de um sistema de impostos.

Na mesma ocasião, o presidente do Senado firmou o compromisso de avançar com a PEC juntamente à reforma do IR e o projeto de lei que retoma o Refis, atualmente paralisado na Câmara dos Deputados.

E Eu Com Isso?

Em certo ponto desse ano, a Reforma Tributária sobre o consumo tinha sido descartada pelo mercado e pelos próprios congressistas na falta de um acordo amplo entre setor privado, entes nacionais e subnacionais, ministério da Economia e Receita Federal.

As novas conversas e a costura de um acordo dão sobrevida à matéria, que é essencial para desatar um dos maiores nós de produtividade e crescimento do Brasil.

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Leia também: Alta dos combustíveis.

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Auxílio Brasil garantido https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/auxilio-brasil-garantido https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/auxilio-brasil-garantido#respond Mon, 04 Oct 2021 13:46:51 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31486 O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, na última sexta-feira (01), que o Auxílio Brasil estaria “praticamente garantido” para o início do ano que vem – quando seriam necessários recursos para bancar o novo programa. Com o fim do auxílio emergencial datado para outubro e o governo bancando a ampliação do programa Bolsa Família nos… Read More »Auxílio Brasil garantido

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, na última sexta-feira (01), que o Auxílio Brasil estaria “praticamente garantido” para o início do ano que vem – quando seriam necessários recursos para bancar o novo programa.

Com o fim do auxílio emergencial datado para outubro e o governo bancando a ampliação do programa Bolsa Família nos meses de novembro e dezembro – a partir da arrecadação decorrente do aumento nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) –, o chefe da equipe econômica disse estar confiante “na capacidade de entrega do Congresso”, com a aprovação da PEC dos Precatórios e da Reforma Tributária sobre o Imposto de Renda.

Segundo Guedes, seria conflitante pagar os precatórios de modo integral, aumentar o Bolsa Família (reformulando-o para o Auxílio Brasil) e respeitar o teto.

Sendo assim, todos os atores políticos estariam cientes da necessidade de realizar escolhas e abrir mão de algumas cartas à mesa.

O ministério da Economia trabalha com uma ampliação de 14 para 17 milhões de famílias abarcadas pelo programa e um aumento do valor do benefício para cerca de R$ 300.

Caso sejam aprovadas as medidas legislativas necessárias para subsidiar o Auxílio Brasil, o ministro da Economia acredita que um aumento de “mais de 60%” no benefício social fica garantido.

E Eu Com Isso?

As declarações do ministro Guedes ocorrem em linha com os esforços entre os Poderes para contornar a questão dos precatórios e ampliar o escopo do Bolsa Família.

Na semana passada, presidentes do Legislativo deram indicações de que ambas as propostas têm espaço para avançar no Congresso.

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Leia também: O embate tucano | Política sem Aspas.

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Relator critica pressão https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/relator-critica-pressao https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/relator-critica-pressao#respond Mon, 27 Sep 2021 13:23:53 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31293 Designado para ser relator da Reforma Tributária que trata de mudanças no Imposto de Renda (IR), o senador Angelo Coronel (PSD-BA) afirmou que não tem pressa para realizar a votação do texto no Senado. O parlamentar criticou a pressão que tem sido imposta a ele e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e defendeu… Read More »Relator critica pressão

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Designado para ser relator da Reforma Tributária que trata de mudanças no Imposto de Renda (IR), o senador Angelo Coronel (PSD-BA) afirmou que não tem pressa para realizar a votação do texto no Senado.

O parlamentar criticou a pressão que tem sido imposta a ele e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e defendeu que seria “irresponsável” apresentar um relatório sem ouvir todas as partes (setor privado, estados e municípios) de maneira detalhada.

Nesse contexto, o senador baiano projeta a entrega do texto e eventual votação apenas em meados de dezembro, ou mesmo em 2022.

Ademais, Angelo Coronel também questionou o tratamento dado à proposta pela Câmara dos Deputados, que teria aprovado uma proposta “açodada” e “sem dados reais”.

Agora, segundo o relator, seria a hora de efetuar um freio de arrumação sobre o assunto.

Com relação à reforma do IR ser condição para garantir recursos para o novo Bolsa Família (também chamado de Auxílio Brasil), o senador disse que, a princípio, não concorda com a condicionante, uma vez que ela estaria sendo pretexto para acelerar a tramitação da matéria.

Ainda, o parlamentar disse estar estudando o aumento de tributação sobre mineradoras, por meio do ajuste de +1,5 ponto percentual (de 4% para 5,5%) na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais. O texto que veio da Câmara já previa um aumento.

Outra mudança que está sob análise é sobre as alíquotas de dividendos e as novas alíquotas do IRPJ – que, segundo Angelo Coronel, não podem acarretar aumento de carga tributária.

Por fim, há um alinhamento do relator com o presidente da Casa no que diz respeito ao avanço, em concomitância, da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 110/2019, que traz uma ampla Reforma Tributária sobre o consumo.

Segundo Pacheco, as duas matérias não se excluem e podem ser apreciadas separadamente – na Câmara, o projeto foi deixado de lado.

E Eu Com Isso?

Se considerarmos todo o ruído negativo que impactou os mercados quando a proposta de reforma do IR tributava na Câmara, a instituição de um “freio de arrumação” e a possibilidade de ao texto tramitar juntamente à proposta que traz mudanças nos tributos sobre o consumo, no Senado, deve ser positiva.

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Leia também: Qual Terceira Via? | Política sem Aspas.

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Ibovespa volta para os 116 mil pontos com aprovação do texto-base da reforma do IR https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-volta-para-os-116-mil-pontos-com-aprovacao-do-texto-base-da-reforma-do-ir https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-volta-para-os-116-mil-pontos-com-aprovacao-do-texto-base-da-reforma-do-ir#respond Thu, 02 Sep 2021 22:35:02 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30618 Mercado Local → Ibovespa 116.677 pontos -2,28% O Ibovespa apresentou forte queda nesta quinta-feira, retornando para os 116 mil pontos, com o mercado reagindo negativamente à aprovação do texto-base da reforma do Imposto de Renda na Câmara. Além disso, a produção industrial do Brasil, divulgada hoje, caiu 1,3% em julho na comparação com o mês… Read More »Ibovespa volta para os 116 mil pontos com aprovação do texto-base da reforma do IR

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Mercado Local

→ Ibovespa 116.677 pontos -2,28%

O Ibovespa apresentou forte queda nesta quinta-feira, retornando para os 116 mil pontos, com o mercado reagindo negativamente à aprovação do texto-base da reforma do Imposto de Renda na Câmara.

Além disso, a produção industrial do Brasil, divulgada hoje, caiu 1,3% em julho na comparação com o mês anterior, ficando abaixo das expectativas.

Mercado Externo

→ Nasdaq 0,14%
→ S&P500 0,26%
→ Dow Jones 0,37%

Os principais índices americanos fecharam em alta, com investidores na expectativa pelo relatório de payroll que será divulgado amanhã.

O indicador semanal de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que saiu hoje, registrou 340 mil pedidos, em linha com o esperado.

Câmbio

→ Dólar R$ 5,18 0,0%

Commodities

→ Petróleo Brent (Barril) US$ 71,16 -0,4%
→ Minério de ferro (Ton): US$ 142,02 -0,98%

Vencedora da enquete do Telegram:

Vibra Energia BRDT3 -4,3%

A Vibra Energia (antiga BR Distribuidora) foi a vencedora da nossa enquete.

A Vibra Energia realizou o Investor Day nesta quarta-feira (01), evento em que deixou claro as avenidas que irá pavimentar daqui em diante e, inclusive, definindo os segmentos que não irá atuar: majoritariamente atividades que envolvem um capital intensivo como refino, geração de energia elétrica e infraestrutura de transporte.

O viés é desenvolver e intensificar a atuação no mercado de energia elétrica, mantendo uma estrutura mais leve de ativos, priorizando parcerias, JV’s e aquisições pontuais de ativos que complementem a estrutura de comercialização.

Maiores Altas (02/09)

ASAI3 R$17,54 3,0%
EGIE3 R$39,08 1,0%
PRIO3 R$18,77 0,8%
SBSP3 R$36,49 0,1%

As ações do Assaí lideraram as altas do dia após a varejista concluir a venda de dois imóveis geridos pela TRX por R$ 134,6 milhões.

Maiores Baixas (02/09)

CIEL3 R$2,60 -6,5%
VIIA3 R$9,64 -6,1%
LAME4 R$5,78 -5,9%
SANB11 R$39,48 -5,2%
ELET3 R$36,75 -5,0%

Em mais um dia de queda, a Cielo apresentou forte desvalorização na sessão.

A inovação nas formas de pagamento, como a criação do PIX e os novos sistemas implementados pelo mercado financeiro vem afetando negativamente as ações da empresa.

Já as ações da Eletrobras caíram forte após a aprovação no Senado de outro projeto que desfaz regras mais rígidas para os planos de saúde das estatais, podendo interferir, dificultando a privatização, além do aumento da preocupação com o agravamento da crise hídrica.

Fechamento do mercado

Veja abaixo os principais números do fechamento de hoje:

Ibovespa -2,28% 116.677 pontos
Dólar +0,02% R$ 5,18
Euro +0,28% R$ 6,15
Bitcoin +1,91% R$ 256.441,36
Ação que mais subiu: ASAI3 +2,99%
Ação que mais desceu: CIEL3 -6,47%

Para saber tudo sobre o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, 02, com as informações acima e mais, veja o último vídeo do nosso canal no Youtube, com o Sócio-Analista Enrico Cozzolino: 

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Agenda cheia https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/agenda-cheia https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/agenda-cheia#respond Tue, 31 Aug 2021 14:39:21 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30472 O último dia de agosto promete ser bastante movimentado em Brasília, com uma série de eventos importantes para os mercados. Nesta terça (31), espera-se a entrega do parecer da Reforma Administrativa e da Lei Orçamentária Anual de 2022, além de conversa entre o Legislativo e o Executivo sobre a questão dos precatórios. Ainda, estão nos… Read More »Agenda cheia

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O último dia de agosto promete ser bastante movimentado em Brasília, com uma série de eventos importantes para os mercados.

Nesta terça (31), espera-se a entrega do parecer da Reforma Administrativa e da Lei Orçamentária Anual de 2022, além de conversa entre o Legislativo e o Executivo sobre a questão dos precatórios.

Ainda, estão nos noticiários o novo texto do marco legal das ferrovias, enviado pelo governo por meio de Medida Provisória, e negociações envolvendo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para destravar a Reforma Tributária sobre a renda e o Refis (programa de renegociação de dívidas do governo).

A Reforma Administrativa era esperada nesta segunda-feira (30), mas houve adiamento para efetuar pequenos ajustes, segundo o relator Arthur Maia (DEM-BA).

O presidente da comissão especial, deputado Fernando Monteiro (PP-PE), já esperava atraso e acabou não convocando sessão do colegiado para esta terça.

Com o texto sendo entregue hoje, a leitura do parecer deve ocorrer nesta quarta (1º) e a votação apenas depois do feriado.

No que se refere à questão dos precatórios, o governo – por meio do ministro da Economia, Paulo Guedes – manifestou apoio à solução proposta pelo Conselho Nacional de Justiça, em que haveria um limite anual para o pagamento dos precatórios.

O teto seria calculado com base no primeiro ano de pagamento das dívidas dentro do teto de gastos (2016), com reajuste inflacionário para os anos seguintes. Há, no entanto, questionamentos sobre a constitucionalidade dessa medida.

Por essa e por outras questões ainda em aberto (como o Auxílio Brasil, por exemplo), o Planalto deve enviar a LOA 2022 com um esqueleto bastante parecido com o orçamento de 2021, além da inclusão do pagamento integral dos precatórios e enxugamento das emendas parlamentares apenas para adequação ao teto de gastos.

A ideia é enviar uma mensagem modificativa a posterior, fazendo os ajustes necessários e incluindo as despesas acordadas entre os Poderes.

Ainda sobre matérias em tramitação no Congresso, a Reforma Tributária voltou a ser discutida entre os líderes. O diagnóstico é que o texto atual não avançará e, por isso, cogita-se retirar a tributação sobre dividendos, ou ao menos reduzir a alíquota da cobrança.

Caso a taxação saia da proposta, a expectativa é de frustração de receitas ainda maior, fato que pode incomodar o governo federal.

Por fim, destaque para a MP que institui o novo marco legal do transporte ferroviário.

A iniciativa propõe um regime de autorização como alternativa ao tradicional regime de concessões, conferindo ao setor privado maior segurança jurídica e capacidade para investir.

A medida tem validade de 120 dias e deverá ser apreciada pelas duas Casas Legislativas, neste período, para não expirar.

E Eu Com Isso?

Em face à agenda bastante movimentada em Brasília, o cenário político deve trazer volatilidade extra para o pregão desta terça-feira.

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Leia também: Taleban, geopolítica e poder | Política sem Aspas.

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Está mais difícil fazer prognósticos otimistas | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/esta-mais-dificil-fazer-prognosticos-otimistas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/esta-mais-dificil-fazer-prognosticos-otimistas#respond Fri, 27 Aug 2021 12:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30362 A economia brasileira segue em crescimento, com indicadores positivos, como os recordes de arrecadação, a recuperação do emprego formal, os bons resultados das empresas, a retomada firme de vários ramos de atividade, o que tende a ser reforçado pelo avanço da vacinação e a maior flexibilização das atividades. Apesar desse quadro favorável, o clima é… Read More »Está mais difícil fazer prognósticos otimistas | Denise Campos de Toledo

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A economia brasileira segue em crescimento, com indicadores positivos, como os recordes de arrecadação, a recuperação do emprego formal, os bons resultados das empresas, a retomada firme de vários ramos de atividade, o que tende a ser reforçado pelo avanço da vacinação e a maior flexibilização das atividades. Apesar desse quadro favorável, o clima é de muitas incertezas em vários aspectos. Temos a inflação persistentemente alta, superando as projeções; dúvidas do lado fiscal, especialmente por iniciativas que mostram a preocupação do governo em abrir espaço no orçamento de 2022, para mais gastos; além da crise hídrica e da crise de energia. São temas dos mais relevantes que, talvez, não estejam sendo tratados com a devida atenção ou de uma forma que traga menos desconfiança.

Em relação à inflação, temos a atuação do Banco Central, até com aceleração da alta dos juros, na tentativa de trazê-la para um patamar compatível com a meta. Isso colabora para gerar perspectivas mais favoráveis. Mas, por outro lado, além de fatores inevitáveis, como o aumento dos preços de alimentos pelas condições climáticas ou das commodities, vemos o governo colaborando para gerar incertezas, até do lado fiscal. Isso, é claro, sem contar os sucessivos embates políticos, sustentando o dólar em patamar mais alto, o que amplia as pressões de preços. E há mais: temos o ministro da Economia, Paulo Guedes, aparentemente, menosprezando o problema e, até mesmo, as consequências da inflação alta para a população, como ao dizer que a inflação entre 7% e 8% está nas regras do jogo ou ao questionar que mal tem a energia subir. Além da falta de empatia pelo impacto que a situação tem sobre a população, com o poder de compra mais comprometido, num cenário de aumento da pobreza e desemprego elevado, o ministro ainda parece não estar preocupado, como deveria, com os impactos que a inflação e os juros mais altos podem ter sobre o andamento da economia, sem esquecer da gravidade da crise de energia, que ainda pode provocar mais inflação, além da possibilidade de racionamento e de apagões que também pesem sobre a atividade.

Sobre a questão fiscal, tivemos algum alívio nesta semana, o que permitiu uma trégua no mau humor do mercado local. A votação da polêmica proposta da Reforma do IR foi adiada, e alternativas que não deixem tão evidentes as manobras para driblar o teto de gastos estão sendo buscadas para a PEC dos Precatórios. A proposta orçamentária deve ser apresentada contemplando o pagamento integral das dívidas e, se houver algum entendimento nas discussões com o Congresso e com o STF, poderá ser alterada depois. 

O fato é que o noticiário do dia a dia da economia, com todos esses ruídos, além dos sons mais estridentes da política, já colaboram para ocasionar uma revisão para baixo das perspectivas de expansão da economia. 

Do lado fiscal, ainda se pode esperar algum encaminhamento mais favorável, até pela repercussão muito negativa de várias pautas. Já na política temos todo um cenário de embates institucionais, que não tem dado muito espaço para uma visão mais otimista, especialmente com a proximidade das eleições. E proximidade que, como sabemos, ainda pode interferir bastante na área econômica. Por tudo isso, o que se pode antecipar é mais volatilidade do mercado, pressão sobre os juros e revisão dos indicadores de inflação e de crescimento. Tomara que venham boas surpresas, contrariando esses prognósticos.

A Coluna da Denise Campos é publicada toda sexta-feira em nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

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Leia mais da Denise Campos de Toledo: Tensão em alta afeta o mercado e a curva de juros.

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Tempestade Perfeita: O que esperar nos próximos meses https://levanteideias.com.br/artigos/tempestade-perfeita-o-que-esperar-nos-proximos-meses https://levanteideias.com.br/artigos/tempestade-perfeita-o-que-esperar-nos-proximos-meses#respond Fri, 20 Aug 2021 20:55:22 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30159 Nas últimas semanas, a Bolsa de Valores brasileira vem acumulando sucessivas quedas, que, atreladas a acontecimentos exteriores e internos, levou alguns analistas de mercado a chamarem o período de “Tempestade Perfeita”. Tempestade Perfeita, de acordo com o Head de Renda Variável da Levante Ideias de Investimentos, Flávio Conde, é o período em que um conjunto… Read More »Tempestade Perfeita: O que esperar nos próximos meses

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Nas últimas semanas, a Bolsa de Valores brasileira vem acumulando sucessivas quedas, que, atreladas a acontecimentos exteriores e internos, levou alguns analistas de mercado a chamarem o período de “Tempestade Perfeita”.

Tempestade Perfeita, de acordo com o Head de Renda Variável da Levante Ideias de Investimentos, Flávio Conde, é o período em que um conjunto de acontecimentos ruins estão acontecendo ao mesmo tempo, tanto no Brasil quanto no mercado exterior (EUA, Europa e Ásia).

Nesse sentido, no período atual, a inflação alta dos EUA, somada à retirada de estímulos monetários e a juros maiores em 2022, contribuem para a Tempestade Perfeita.

Ademais, a desaceleração da economia chinesa, a queda dos preços do petróleo, o minério de ferro em queda e a crise geopolítica recente no Afeganistão também são fatores que contribuem.

No Brasil, a alta da inflação, a taxa básica de juros podendo ser elevada a mais de 7,5% e a polêmica Reforma Tributária têm dominado as manchetes nas últimas semanas.

Flávio Conde também adiciona aos fatores contribuintes da Tempestade Perfeita as recentes pesquisas eleitorais com Lula na frente de Bolsonaro, a quedas dos preços de minério de ferro e de aço, a crise do Executivo com o Judiciário e a tensão relacionada ao risco fiscal devido ao “novo Bolsa Família”.

Dessa forma, muitos investidores estão inseguros em relação ao mercado e querendo saber se essa tempestade irá passar.

A Tempestade Perfeita é passageira?

Para Conde, esse é um momento passageiro. E, ao que tudo indica, irá melhorar – e muito – num futuro próximo.

O analista acredita que o cenário exterior apresentará melhoras entre os meses de outubro e dezembro. Alguns dos fatores que podem ser responsáveis por essa recuperação são os seguintes:

  • A inflação nos EUA começará a ceder, com a retirada de estímulos ocorrendo de forma gradual e juros aumentando apenas 0,25% em 2022;
  • Estabilização do preço do petróleo em US$ 69;
  • Minério de Ferro deve parar de cair em US$ 153;
  • A questão do Afeganistão deve se resolver;
  • A situação na China deve se estabilizar.

No caso específico do Brasil, os principais fatores que irão fazer com que essa Tempestade passe são:

  • A inflação pode começar a desacelerar a partir de outubro;
  • A crise entre Executivo e Judiciário deve melhor até o mês de outubro;
  • A Reforma Tributária já deverá ter sido votada e não aprovada;
  • Os preços de minério de ferro e aço devem parar de cair;
  • Os juros elevados já estarão nos preços.

Ademais, os meses finais do ano reservam datas importantes, como a Black Friday e o Natal, que devem impulsionar os resultados do 3T21 e do 4T21.

Por último, o processo de vacinação estará completo, ou quase perto disso, permitindo a total reabertura da economia.

O momento é de compra ou de venda? 

Bom, apesar do cenário conturbado, a expectativa da equipe de Análise da Levante segue otimista no médio e longo prazo. Para corroborar essa expectativa, de acordo com a pesquisa Latam Fund Manager Survey (FMS), do Bank of America, 49% dos profissionais consultados acreditam que o Ibovespa irá superar os 130 mil pontos ao final de 2021. 

Ainda segundo o levantamento, 10% acreditam que o índice vá fechar o ano acima dos 140 mil pontos e pouco mais de 20% dos investidores acreditam que o índice deva encerrar o ano entre os 120 e 130 mil pontos.

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Divulgação do parecer https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/divulgacao-do-parecer https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/divulgacao-do-parecer#respond Fri, 20 Aug 2021 14:16:38 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30131 O parecer da Proposta de Emenda à Constituição 32/2020, que trata da reforma das carreiras do funcionalismo público brasileiro, deve ser divulgado na semana que vem pelo seu autor, o deputado Arthur Maia (DEM-BA). O projeto, que já passou pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, encontra-se na comissão especial e está em… Read More »Divulgação do parecer

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O parecer da Proposta de Emenda à Constituição 32/2020, que trata da reforma das carreiras do funcionalismo público brasileiro, deve ser divulgado na semana que vem pelo seu autor, o deputado Arthur Maia (DEM-BA).

O projeto, que já passou pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, encontra-se na comissão especial e está em período de audiências públicas, para debater ponto a ponto o texto original enviado pelo Executivo.

Nesse sentido, o relator deve apresentar entre a próxima quarta (25) e sexta-feira (27) o texto substitutivo e já indicou que haverá mudanças relevantes.

Segundo o cronograma do Executivo, a ideia é votar na comissão o texto na primeira semana de setembro, para, em seguida, levá-lo ao plenário da Câmara.

Maia reviu parte das opiniões que tinha antes das audiências públicas e deve modificar pontos como: a definição do que são carreiras típicas de Estado (que manterão regras de estabilidade); a retirada do “estágio probatório” de concursados; a regulamentação do desempenho de servidores por meio de projeto de lei complementar; e incluir servidores do Judiciário e de outros poderes na PEC, com exceção dos militares das Forças Armadas e da polícia.

Sendo assim, o substitutivo deve modificar consideravelmente o texto original e a tendência é de abrandamento do poder da reforma – como é de costume –, conforme as discussões avancem. 

E Eu Com Isso?

De acordo com o cronograma inicial, o parecer do relator somente seria apresentado na primeira semana de setembro.

No entanto, comenta-se, nos bastidores, que a antecipação da proposta tem a ver com as dificuldades de avanço da Reforma Tributária.

Assim, o governo estaria mudando sua prioridade e enxergando um avanço mais célere da Reforma Administrativa.

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Leia também: Fim da CPI da Covid-19.

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Sem consenso https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/sem-consenso-2 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/sem-consenso-2#respond Wed, 18 Aug 2021 14:33:47 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30020 Conforme exposto no comentário desta terça-feira (17), o Projeto de Lei que trata da segunda fase da Reforma Tributária foi colocado em pauta para votação na tarde de ontem, na Câmara dos Deputados. A matéria chegou sem consenso entre líderes, mas com a esperança de que o governo e o presidente da Câmara, Arthur Lira… Read More »Sem consenso

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Conforme exposto no comentário desta terça-feira (17), o Projeto de Lei que trata da segunda fase da Reforma Tributária foi colocado em pauta para votação na tarde de ontem, na Câmara dos Deputados.

A matéria chegou sem consenso entre líderes, mas com a esperança de que o governo e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pudesse articular “no varejo” com deputados, fazendo com que alguns pontos polêmicos fossem decididos na hora do voto e o projeto avançasse.

O plano inicial falhou e, com receio da proposta ser rejeitada em plenário e engavetada, o Planalto apresentou requerimento para retirada do PL da pauta.

Aprovado o pedido por 390 votos a 99, a Reforma Tributária foi novamente adiada e só deve ser retomada na semana que vem.

Segundo o diagnóstico da equipe econômica, a discussão se perdeu de tal forma que a matéria passou a correr risco de ser fortemente alterada e gerar altíssimo custo fiscal.

Na tentativa de ganhar apoio de algum dos entes subnacionais – já que os estados explicitamente pediram a rejeição da reforma no início desta semana – o presidente Lira buscou o apoio de municípios ao prometer a elevação do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) na fatia do imposto de renda.

Nos bastidores, a estratégia era de aprovar o texto-base – o parecer do deputado Celso Sabino (PSDB-PA) – e discutir as emendas ao projeto na semana seguinte, dando tempo para o relator negociar a aprovação, ou rejeição, de cada uma delas.

No entanto, algumas siglas de peso, como MDB e DEM, insistiram na alteração de parte do projeto ainda na sessão desta terça e lançaram dúvidas sobre a quantidade de votos garantidos pela base aliada.

E Eu Com Isso?

O adiamento da proposta pegou o mercado de surpresa e provocou reação negativa mais acentuada.

A Câmara dos Deputados é, sob o entendimento atual, a Casa Legislativa em que a base do governo está mais consolidada e a pauta econômica vinha sendo bem recebida pelos deputados. 

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Leia também: Será que vai?

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