economia chinesa – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Mon, 17 Jan 2022 20:36:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png economia chinesa – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Desaceleração na China https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/desaceleracao-na-china https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/desaceleracao-na-china#respond Mon, 17 Jan 2022 20:36:24 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35679 Duas notícias chamaram a atenção para a China na manhã desta segunda-feira (17). A primeira notícia foi o crescimento da economia acima do esperado. O Escritório Nacional de Estatísticas da China divulgou os dados de crescimento da economia em 2021. No acumulado do ano, o PIB (Produto Interno Bruto) chinês cresceu 8,1%, levemente acima do… Read More »Desaceleração na China

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Duas notícias chamaram a atenção para a China na manhã desta segunda-feira (17). A primeira notícia foi o crescimento da economia acima do esperado. O Escritório Nacional de Estatísticas da China divulgou os dados de crescimento da economia em 2021. No acumulado do ano, o PIB (Produto Interno Bruto) chinês cresceu 8,1%, levemente acima do esperado, que era 8,0%. No quarto trimestre, o avanço do PIB foi de 4,0% em relação ao mesmo período de 2020, ante projeções de 3,6%.

A segunda notícia foi o afrouxamento da política monetária. O Banco do Povo da China, o banco central chinês, cortou em 0,1 ponto percentual a taxa de juros referencial de médio prazo, reduzindo-a para 2,85% ao ano. Foi a primeira redução desde abril de 2020. Na prática, isso quer dizer mais dinheiro no sistema. O Banco do Povo está ampliando as linhas de crédito dos bancos em 700 bilhões de yuan, ou US$ 110 bilhões.

A economia chinesa está crescendo acima do previsto e o governo cortou os juros e vai injetar liquidez no mercado. Contradição? Não. Uma análise mais cuidadosa dos números mostra que, apesar do bom desempenho no trimestre e no acumulado do ano, a economia não está em sua melhor forma.

O crescimento de 4,0% no quarto trimestre foi inferior ao avanço de 4,9% alcançado nos três meses anteriores. Mais do que isso, o crescimento trimestral foi o menor desde o “fundo do poço” do segundo trimestre do ano passado, quando as restrições impostas pela pandemia fizeram a economia chinesa crescer “apenas” 3,2%.

A economia cresceu menos na comparação trimestral porque surtos esporádicos de coronavírus resultaram em bloqueios rígidos que prejudicaram o consumo. Ao mesmo tempo, os problemas no setor imobiliário, com a inadimplências da incorporadora Evergrande, reduziram a confiança dos empresários.

Outra indicação de que a economia chinesa está perdendo o fôlego foi, paradoxalmente, uma notícia positiva divulgada na sexta-feira (14). A Administração Geral de Alfândegas informou que superávit comercial chinês em 2021 foi um recorde, chegando a US$ 676,4 bilhões, um aumento de cerca de 30% em relação ao ano anterior. As exportações e as importações também cresceram cerca de 30%.

O bom desempenho do comércio exterior indica um aumento da demanda pelos principais parceiros comerciais chineses. No entanto, mesmo positiva, essa notícia indica que o principal vetor do crescimento no ano passado foram as exportações, e que a economia chinesa está mais lenta.

Outros indicadores mostram isso. A produção industrial cresceu 4,3% em dezembro ante o mesmo mês de 2020. O resultado foi superior aos 3,8% de novembro e superou também a projeção, que era de 3,6% de crescimento.

Porém, se a indústria brilhou, o varejo – que reflete melhor as condições da economia doméstica – não teve o mesmo desempenho. As vendas no varejo cresceram 12,5% no acumulado de 2021, um resultado muito superior aos 3,9% de 2020, ano mais afetado pela pandemia.

No entanto, considerando-se apenas o mês de dezembro, o crescimento frente ao mesmo período de 2020 foi de apenas 1,7%, o que acendeu um sinal de alerta junto às autoridades.

Na semana passada, o banco de investimentos americano Goldman Sachs cortou sua previsão de crescimento da China em 2022 de 4,8% para 4,3%. E o FMI (Fundo Monetário Internacional) mantem uma projeção de crescimento de 4,9% para este ano, abaixo da média histórica chinesa.

Indicadores 1

O Índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), cresceu 0,75% em novembro em comparação com outubro, e 4,30% em comparação com novembro do ano passado, considerando-se os dados sem ajuste sazonal.

Indicadores 2

O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) subiu 1,79% em janeiro, após ter caído 0,14% em dezembro. Com esse resultado, o índice acumula alta de 17,82% em 12 meses. O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) subiu 2,27% em janeiro após ter caído 0,51% em dezembro. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) desacelerou para 0,40% em janeiro ante a alta de 1,08% em dezembro.

Relatório Focus

A edição mais recente do Relatório Focus, publicada pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (17), mostra uma elevação das projeções para a inflação em 2022.

O IPCA projetado está em 5,09%, ante 5,03% da semana anterior e de há quatro semanas, e ainda acima do teto da meta. A inflação prevista para 2023 também subiu, e está em 3,40%, ante 3,36% da semana anterior.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam a sessão em baixa. A liquidez permanecerá reduzida devido ao feriado nos Estados Unidos, quando se comemora do dia de Martin Luther King, o que reduz a atividade nos pregões e pode amplificar a volatilidade.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: Grande demais para ignorar.

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A Ômicron e a China https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-omicron-e-a-china https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-omicron-e-a-china#respond Tue, 07 Dec 2021 14:31:47 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=34396 O comportamento dos mercados na Ásia e na Europa na manhã desta terça-feira (07) comprovou a tese de que o maior fator de instabilidade dos preços são as incertezas. Em uma entrevista no domingo (05), o médico americano Anthony Fauci, mais conhecido infectologista dos Estados Unidos e principal consultor de saúde da Presidência americana, disse… Read More »A Ômicron e a China

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O comportamento dos mercados na Ásia e na Europa na manhã desta terça-feira (07) comprovou a tese de que o maior fator de instabilidade dos preços são as incertezas.

Em uma entrevista no domingo (05), o médico americano Anthony Fauci, mais conhecido infectologista dos Estados Unidos e principal consultor de saúde da Presidência americana, disse que os primeiros dados sobre a variante Ômicron do coronavírus eram “encorajadores”, embora tenha advertido de que ainda era preciso levantar mais dados e fazer mais estudos para chegar a uma conclusão.

No entanto, as declarações de Fauci vieram ao encontro de uma percepção dos especialistas. Por ser muito mais contagiosa que as demais, a variante Ômicron provoca menos danos e é menos letal.

Assim, mesmo que ainda leve tempo para que os laboratórios desenvolvam uma vacina contra essa nova cepa, será possível manter as economias funcionando sem a necessidade de novas medidas de isolamento.

Como resultado, as ações asiáticas subiram. No Japão, o índice Nikkei subiu 1,89% e em Hong Kong o índice Hang Seng avançou 2,72%. A alta foi mais concentrada nas ações de tecnologia. O índice Hang Seng Tech avançou 4,21%, uma das maiores altas do ano.

O índice amplo MSCI Ásia Pacífico, que considera todos os mercados com exceção do Japão, avançou 1,72%. A alta se estendeu à Europa, com o índice Pan-Europeu avançando 1,9%.

Além da Ômicron, notícias de estímulos econômicos por parte do governo chinês também animaram os mercados. As autoridades em Pequim indicaram que vão tomar medidas para impulsionar a economia, tentando aliviar a crise do setor imobiliário, que vem sofrendo com endividamento em excesso.

O Banco do Povo, o banco central chinês, deverá montar um plano de empréstimos direcionados às empresas imobiliárias. Além disso, ele vai reduzir os depósitos compulsórios, liberando 1,2 trilhão de renminbis (US$ 188 bilhões) para a economia.

A economia da China não está crescendo tão rapidamente quanto o esperado, pois enfrenta os ventos contrários da desaceleração global e a queda de seu mercado imobiliário, que já foi um importante motor de crescimento.

Na terça-feira (07), o principal centro de pesquisa econômica do governo chinês estabeleceu a meta para o crescimento da economia em 2022 para 5,5%, levemente abaixo dos 6% esperados anteriormente.

Em outubro, o FMI (Fundo Monetário Internacional) havia reduzido seus prognósticos para o crescimento chinês para 5,6%. Com os estímulos ao setor imobiliário, é provável que esse número venha melhor do que as projeções.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam a manhã com uma forte alta de 1,5%, seguindo o entusiasmo dos mercados globais. Além das altas na Ásia e na Europa, os contratos futuros do índice americano S&P 500 também estão em alta

As notícias são positivas para a bolsa.

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Leia também: Qual o risco do “novo” novo coronavírus?

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O fim do “crescimento chinês”? https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fim-do-crescimento-chines https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fim-do-crescimento-chines#respond Mon, 18 Oct 2021 13:43:48 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31989 A expressão “crescimento chinês” tornou-se um lugar comum nos últimos tempos. Quando um país ou uma empresa apresenta uma expansão significativa e contínua em seus resultados, esse crescimento é considerado “chinês”. A comparação deve-se ao sistemático avanço do PIB (Produto Interno Bruto) da China nas últimas décadas. Desde o início dos anos 1980, a China… Read More »O fim do “crescimento chinês”?

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A expressão “crescimento chinês” tornou-se um lugar comum nos últimos tempos. Quando um país ou uma empresa apresenta uma expansão significativa e contínua em seus resultados, esse crescimento é considerado “chinês”. A comparação deve-se ao sistemático avanço do PIB (Produto Interno Bruto) da China nas últimas décadas.

Desde o início dos anos 1980, a China vem adotando práticas empresariais e capitalistas que destravaram sua economia e sua renda. Por isso, atualmente, seu Produto Interno Bruto é o segundo do mundo.

Em 2020, o PIB chinês estava estimado em US$ 14,7 trilhões. Ainda longe dos 20,9 trilhões do PIB americano no ano passado, mas grande o suficiente para fazer diferença na economia global.

Por isso, a atenção com que os investidores observaram a divulgação, na manhã desta segunda-feira (18), de um crescimento de “apenas” 4,9% no PIB chinês no terceiro trimestre em comparação com 2020. Embora esse número seja capaz de matar de inveja qualquer ministro da Fazenda do Ocidente (ou mesmo da Ásia), o resultado foi encarado com preocupação.

No segundo trimestre, o avanço em relação ao mesmo período de 2020 havia sido de 7,9%. A China já não desfrutaria de um crescimento chinês? E, se isso for verdade, qual o impacto sobre a economia brasileira e sobre os investimentos?

Essas perguntas merecem uma resposta um pouco mais elaborada. O crescimento chinês está baseado em dois grandes pilares. Um deles é externo, com a China se tornando o fornecedor industrial do mundo. Outro é interno. A população chinesa é enorme e era, há algumas décadas, predominantemente rural. Boa parte do crescimento veio de um processo de urbanização que criou cidades gigantescas e incorporadoras igualmente gigantescas. O país construiu apartamentos espaçosos em arranha-céus modernos para centenas de milhões de pessoas, que demandam quantidades astronômicas de cimento, minério de ferro, petróleo e soja para movimentar tudo isso.

Agora, o mercado imobiliário – em particular, a dívida que os incorporadores e compradores de imóveis acumularam – é uma grande ameaça ao crescimento.

A maior incorporadora chinesa, Evergrande, enfrenta uma séria escassez de dinheiro que já está afetando a economia. E, excluindo-se o petróleo, os demais produtos são muito relevantes para a exportação brasileira.

Crise à vista? Nem tanto.

Observando-se os números, é possível perceber que a produção industrial, o esteio do crescimento da China, caiu muito em setembro, registrando o pior desempenho desde os primeiros dias da pandemia.

Por outro lado, o consumo interno não perdeu seu ritmo. As vendas no varejo aumentaram 4,4% em setembro em relação ao ano anterior. E as famílias voltaram a gastar dinheiro em refeições em restaurantes e outros serviços em setembro, pois as autoridades chinesas foram bem-sucedidas em conter pequenos surtos do coronavírus.

A própria desaceleração industrial tem de ser observada com mais cautela. Os números, de fato, pioraram. No entanto, o setor foi prejudicado pela iniciativa chinesa de tentar produzir mais energia “limpa”, que não depende da queima de petróleo e de carvão, o que elevou os preços da eletricidade e afetou o setor industrial.

Qual a conclusão de tudo isso?

Apesar da baixa no PIB do terceiro trimestre, a economia chinesa ainda aparenta manter razoavelmente sua vitalidade.

Na avaliação dos analistas da Levante Ideias de Investimentos, está havendo uma convergência suave para um estado estacionário, de crescimento mais lento, mas longe de uma crise devastadora como se teme.

E Eu Com Isso?

A semana começa com os mercados em baixa. Os contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500 recuam devido às más notícias econômicas na China e, no caso brasileiro, devido às incertezas de Brasília.

No entanto, não se descarta uma reversão da tendência.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: China: Regulação na listagem das companhias.

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A Evergrande não é tão grande https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-evergrande-nao-e-tao-grande https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-evergrande-nao-e-tao-grande#respond Tue, 21 Sep 2021 13:17:49 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31102 O conglomerado chinês Evergrande (3333.HK) pode, sem exagero, ser considerado um império. É a segunda maior incorporadora chinesa. Emprega 200 mil pessoas e gera 3,8 milhões de empregos indiretos. Tem 1,3 mil condomínios residenciais em construção em 280 cidades do país asiático. Seus interesses vão da construção à exploração de parques temáticos, passando pelos bens… Read More »A Evergrande não é tão grande

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O conglomerado chinês Evergrande (3333.HK) pode, sem exagero, ser considerado um império. É a segunda maior incorporadora chinesa. Emprega 200 mil pessoas e gera 3,8 milhões de empregos indiretos. Tem 1,3 mil condomínios residenciais em construção em 280 cidades do país asiático. Seus interesses vão da construção à exploração de parques temáticos, passando pelos bens de consumo. O grupo comprou um time de futebol, o Guangzhou Evergrande. Para abrigar seus jogos, ele está construindo um estádio em forma de flor de lótus, com um orçamento de US$ 1,7 bilhão, além de ter gasto US$ 185 milhões para desenvolver o que deve ser a escola de futebol mais cara do mundo.

Com tantas ambições e interesses, não surpreende que as contas a pagar grupo sejam imperiais. O Evergrande tem passivos totais de US$ 305 bilhões, e os credores estão cada vez mais convencidos da incapacidade de esses compromissos serem honrados. Essa convicção ganhou força nos últimos dias.

Ainda nesta semana o grupo precisa honrar o pagamento de um bônus, e há muita incerteza se esse pagamento será feito. Uma agência de classificação de risco chinesa rebaixou o “rating” do Evergrande de AA para A, e colocou essa nota em revisão para possível rebaixamento.

Como não poderia deixar de ser, as ações despencaram. As cotações encerraram a terça-feira (21) a 2,27 dólares de Hong Kong, ou 1,54 real. No entanto, na segunda-feira (20) a baixa havia sido de 10,2%, derrubando cotações de outras empresas do setor de construção civil chinesas. E a queda nos últimos 12 meses foi de cabalísticos 88,8%.

As consequências de uma falência, calote, ou reestruturação forçada da dívida da Evergrande serão drásticas. Um dos grandes riscos não-calculados da economia chinesa é o endividamento das empresas. Os números não são transparentes. Assim, há uma grande incerteza sobre quanto as empresas devem a quais bancos.

Quando os problemas se tornaram mais evidentes nos últimos dias, a imprensa não demorou a comparar a Evergrande com o banco de investimentos Lehman Brothers. Excessivamente alavancado e incapaz de honrar seus compromissos, o banco sofreu uma intervenção desastrada das autoridades americanas em setembro de 2008, que provocou uma avalanche de prejuízos no sistema financeiro internacional.

No entanto, as situações são diferentes.

O Lehman Brothers era da primeira divisão das finanças internacionais e tinha como contrapartes todos os bancos minimamente relevantes do mundo. A Evergrande é uma incorporadora cujas atividades estão restritas à China e que não tem operações cruzadas com os bancos. E apesar das reiteradas declarações de líderes do PCC (Partido Comunista Chinês), de que será difícil haver socorro estatal para a empresa, as coisas não são tão simples.

O desenvolvimento imobiliário representa cerca de 25% da economia chinesa. Boa parte da população de quase 1,4 bilhão de pessoas ainda reside na zona rural, e há uma demanda elevada e secular por habitações urbanas (temos sempre de lembrar que tudo na China é grande).

Uma desaceleração nesse setor pode dificultar a recuperação da economia chinesa, algo que o governo não quer nem pensar. O PCC é único e autocrático. Porém, ele justifica a manutenção do poder apresentando as credenciais do crescimento econômico.

As consequências não se restringiriam às fronteiras chinesas. Um calote pode afetar a demanda por insumos básicos. No caso brasileiro, a empresa mais prejudicada seria a mineradora Vale (VALE3), que tem no setor siderúrgico chinês o principal cliente para seu minério de ferro. Não por acaso, as ações da mineradora caíram 3,3% na segunda-feira e fecharam a R$ 83,31, menor cotação desde dezembro de 2020.

É hora de comprar Vale?

Como sempre, não existe uma única resposta. A Vale está em uma fase diferente do passado, com todos os investimentos pesados e necessários já tendo sido realizados em grande parte. Isso reduz muito os investimentos a serem aportados na operação.

O segundo ponto é que, com o aumento de produção contratado e projetado, a companhia será capaz de produzir minério de ferro com custo caixa marginalmente abaixo do atual, que já é a menor do mundo na produção por tonelada de minério.

A combinação desses dois fatores, aliada a um volume de produção/vendas maior, fará com que a companhia continue sendo uma excelente geradora de caixa livre de maneira estrutural.

Investir ou não em Vale dependerá da estratégia de cada investidor. Neste ano de 2021, a companhia vai distribuir em proventos diretos e indiretos, um retorno médio de quase 20%, um montante recorde e de longe o melhor Dividend Yield da bolsa.

Para os próximos anos, a companhia continuará a gerar um caixa em ritmo forte e distribuindo bons dividendos para seus acionistas.

Por outro lado, para uma estratégia de ganho de capital, o cenário pode ser de pessimismo total com a tese da Vale, dada a sensibilidade muito grande do preço de suas ações com as cotações do minério de ferro, com as quedas recentes em linha e bastante condizentes com o derretimento do minério de ferro, como consequência dos problemas na China.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciam a terça-feira em alta, recuperando-se parcialmente da baixa da véspera.

Os investidores estarão refazendo as contas sobre o impacto potencial dos problemas da Evergrande e no aguardo das decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) e do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, prevista para serem divulgadas na quarta-feira (22).

As notícias são positivas para a bolsa.

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Leia também: O Copom e o Fomc.

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Ibovespa desaba com rumores de falência da Evergrande https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-desaba-com-rumores-de-falencia-da-evergrande https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-desaba-com-rumores-de-falencia-da-evergrande#respond Mon, 20 Sep 2021 20:59:51 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31085 Mercado Local → Ibovespa 108.843 pontos -2,33% Mais um dia de queda do índice brasileiro, dessa vez em linha com as bolsas mundiais em um cenário de maior aversão a risco. Há uma maior possibilidade da falência da gigante chinesa Evergrande, o que pode impactar diversos mercados. Mercado Externo → Nasdaq -2,2%→ S&P500 -1,7%→ Dow… Read More »Ibovespa desaba com rumores de falência da Evergrande

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Mercado Local

→ Ibovespa 108.843 pontos -2,33%

Mais um dia de queda do índice brasileiro, dessa vez em linha com as bolsas mundiais em um cenário de maior aversão a risco.

Há uma maior possibilidade da falência da gigante chinesa Evergrande, o que pode impactar diversos mercados.

Mercado Externo

→ Nasdaq -2,2%
→ S&P500 -1,7%
→ Dow Jones -1,8%

Os índices americanos também operaram em queda no dia de hoje, com maior aversão ao risco global.

Câmbio

→ Dólar R$ 5,33 +0,9%

Commodities

→ Petróleo Brent (Barril): -1,2% US$ 74,44
→ Minério de Ferro (Bolsa de Dalian): -8,8% US$ 93

Mais um dia de forte queda do minério de ferro, com maior temor em relação a desaceleração da economia chinesa e a possibilidade de falência da Evergrande.

Vencedora da enquete do Telegram

–>VIIA3 R$ 7,94 -6,1%

A Via ficou novamente entre as maiores perdas do dia, com a pressão inflacionária e aumento dos juros impactando negativamente as ações, podendo inibir o consumo.

Maiores Altas (20/09)

–> CPLE6 R$ 6,94 +4,7%
–> SBSP3 R$ 35,91 +1,8%
–> CVCB3 R$ 20,60 +0,8%
–> IGTA3 R$ 32,24 +0,4%

A Copel liderou entre as maiores alta do Ibovespa, influenciada pelo anúncio da distribuição de R$ 1,4 bilhão em proventos.

Maiores Baixas (20/09)

–> BRKM5 R$ 58,39 -11,5%
–> VIIA3 R$ 7,89 -6,7%
–> CASH3 R$ 6,69 -5,9%
–> IRBR3 R$ 4,88 -5,8%
–> PRIO3 R$ 18,93 -5,7%

A sinalização da Novonor em alienar sua participação bilionária em bolsa gerou uma pressão negativa para as ações da Braskem (BRKM5) no curto prazo, movimento natural com o mercado já prevendo um lote grande de venda.

As ações da Méliuz também se destacaram entre as maiores perdas, corrigindo ganhos das últimas semanas.

Fechamento do mercado

Veja abaixo os principais números do fechamento de hoje:

Ibovespa -2,33% 108.844 pontos
Dólar +0,85% R$ 5,33
Euro +1,19% R$ 6,27
Bitcoin -5,48% R$ 236.583,33
Ação que mais subiu: CPLE6 +4,68%
Ação que mais desceu: BRKM5 -11,54%

Para saber tudo sobre o que movimentou os mercados nesta segunda-feira, 20, com as informações acima e mais, veja o último vídeo do nosso canal no Youtube, com o Estrategista-Chefe Rafael Bevilacqua:

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Didi perde usuários após intervenção estatal https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/didi-perde-usuarios-apos-intervencao-estatal https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/didi-perde-usuarios-apos-intervencao-estatal#respond Fri, 17 Sep 2021 13:46:27 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30999 As notícias de intervenções estatais em diferentes setores na China não param, e a bola da vez é o maior aplicativo de transporte do país, a Didi Global (DIDI). Desde que abriu seu capital em Nova York, a companhia sofreu uma dura repressão do Partido Comunista Chinês. As agências reguladoras chinesas proibiram a companhia de… Read More »Didi perde usuários após intervenção estatal

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As notícias de intervenções estatais em diferentes setores na China não param, e a bola da vez é o maior aplicativo de transporte do país, a Didi Global (DIDI).

Desde que abriu seu capital em Nova York, a companhia sofreu uma dura repressão do Partido Comunista Chinês. As agências reguladoras chinesas proibiram a companhia de registrar novos clientes enquanto conduzem uma investigação sob a premissa de segurança de dados da população.

Com isso, as concorrentes aproveitaram o momento e começaram a lançar diversas promoções, a fim de atrair os novos entrantes e os clientes já existentes da Didi.

Como resultado, a companhia perdeu mais de 30% de seus clientes ativos diariamente, passando de 15,6 milhões em junho, para 10,9 milhões em agosto.

Enquanto isso, as concorrentes têm apresentado um crescimento no número de usuários, ou até quedas em proporções menores.

Estima-se que a proibição de abertura de conta da Didi, esteja privando a empresa de cerca de 4 milhões de usuários por mês.

E Eu Com Isso?

A notícia é negativa tanto para a China quanto para a Didi.

O país perde confiança internacional por estar intervindo em mais um setor, o que aumenta o risco-país e o grau de incerteza dos mercados sobre as políticas da China.

Para a Didi, esse problema vem desde o IPO, como resultado suas ações já caíram mais de 40% no período.

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Leia também: Didi (DIDI): Negligência no IPO.

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China: Regulação na listagem das companhias https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/china-regulacao-na-listagem-das-companhias https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/china-regulacao-na-listagem-das-companhias#respond Fri, 27 Aug 2021 14:10:56 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30386 Segundo informações veiculadas pelo Wall Street Journal, a China está planejando estipular novas regras que vão proibir as companhias que transportam, armazenam e manipulam grandes quantidades de dados confidenciais de consumidores a fim de abrir o capital nos EUA. Esta medida, portanto, frustra as ambições de boa parte das empresas do ramo da tecnologia do… Read More »China: Regulação na listagem das companhias

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Segundo informações veiculadas pelo Wall Street Journal, a China está planejando estipular novas regras que vão proibir as companhias que transportam, armazenam e manipulam grandes quantidades de dados confidenciais de consumidores a fim de abrir o capital nos EUA.

Esta medida, portanto, frustra as ambições de boa parte das empresas do ramo da tecnologia do país de se listar no exterior.

Além disso, também pode ser estabelecido um mecanismo que exigirá a obtenção de uma aprovação formal para IPOs no exterior de um comitê interministerial a ser criado nos próximos meses.

As novas regras provavelmente ajudarão Pequim a exercer mais controle sobre a complexa estrutura corporativa que as maiores empresas de tecnologia da China usam para contornar as restrições ao investimento estrangeiro.

Ademais, os líderes chineses consideram setores como internet, telecomunicações e educação sensíveis por questões políticas ou de segurança nacional.

Além disso, foi dito no final de julho – em uma reunião presidida pelo presidente Xi Jinping – que o sistema para aprovação de listagens no exterior por empresas será aprimorado para “prevenir e resolver os riscos relacionados”.

E Eu Com Isso?

A notícia é negativa para os ativos chineses listados no exterior, embora a medida não deva afetá-los diretamente a sua situação.

Ademais, as quedas recentes limitam o potencial de perdas no curto prazo, posto que o risco regulatório já nos parece amplamente precificado.

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Leia também: China proíbe downloads do app Didi.

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China mantém taxa de juros https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/china-mantem-taxa-de-juros https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/china-mantem-taxa-de-juros#respond Fri, 20 Aug 2021 13:39:17 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30121 O Banco Central Chinês (PBoC) manteve sua taxa básica de juros de um ano estável em 3,85% pelo décimo sexto mês consecutivo, enquanto a taxa de cinco anos, usada como referência na determinação de empréstimos no mercado imobiliário chinês, foi conservada em 4,65%. A evolução da taxa de cinco anos é de especial interesse em… Read More »China mantém taxa de juros

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O Banco Central Chinês (PBoC) manteve sua taxa básica de juros de um ano estável em 3,85% pelo décimo sexto mês consecutivo, enquanto a taxa de cinco anos, usada como referência na determinação de empréstimos no mercado imobiliário chinês, foi conservada em 4,65%.

A evolução da taxa de cinco anos é de especial interesse em razão da elevada alavancagem do setor imobiliário na China, em geral, e de sua principal construtora, Evergrade, em particular.

As dívidas da empresa correspondem a algo no entorno de 300 bilhões, ou 2% do PIB (Produto Interno Bruto) chinês de 2020.

A equalização do problema é particularmente difícil, na medida em que o governo chinês, após a má experiência de excessivos gastos na crise de 2008, desta vez tem agido com maior parcimônia, mantendo as taxas até muito recentemente em valores mais altos entre emergentes, que agora voltam a normalizar sua Política Monetária.

Trata-se de uma difícil tarefa a harmonização entre o socorro ao balanço da companhia, que, se falir, traria a economia chinesa a reboque, e a parcimônia no refinanciamento de crédito considerado ruim.

Embora o partido chinês não tenha imposto uma meta ambiciosa de crescimento para esse ano (6%), as metas têm tido o efeito de fazer com que a economia chinesa venha operando a marcha forçada ano após ano.

No primeiro semestre, por exemplo, o estoque de crédito avançou 12,6%, enquanto a oferta de moeda sofreu alta de 8,6%.

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Os mercados iniciam esta sexta-feira em queda nos contratos futuros do índice americano S&P 500 e de queda nos contratos futuros do Ibovespa.

As notícias são negativas para a Bolsa.

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Leia também: Redução de estímulos ganha força no Fed.

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Sell-off prossegue na China https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/sell-off-prossegue-na-china https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/sell-off-prossegue-na-china#respond Mon, 26 Jul 2021 14:35:19 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=28560 Na madrugada desta segunda-feira (26), o sell-off (movimento forte e generalizado de venda dos ativos) das ações chinesas do setor de educação privada e tecnologia se estendeu, dando continuidade às perdas da última sexta-feira (23). O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou em queda de mais de 4%, a maior em meses. Na última… Read More »Sell-off prossegue na China

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Na madrugada desta segunda-feira (26), o sell-off (movimento forte e generalizado de venda dos ativos) das ações chinesas do setor de educação privada e tecnologia se estendeu, dando continuidade às perdas da última sexta-feira (23).

O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou em queda de mais de 4%, a maior em meses.

Na última semana, reguladores chineses publicaram algumas propostas que interferem diretamente no modelo de negócio do setor de educação privada.

Potencialmente, as novas regulações poderiam banir aquelas que possuem fins lucrativos, “crescimento de capital” ou com listagem nas bolsas. As ações do setor negociadas nos Estados Unidos caíram entre 30% e 50% por cento na sexta-feira.

As perdas, porém, espalham-se para os demais ativos e atingem até mesmo as gigantes da tecnologia do país. Alibaba (BABA), Tencent (TCEHY), JD.com (JD) e demais seguem sendo afetadas pela maior percepção de risco regulatório.

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Logicamente, as restrições de ordem regulatória elevam a percepção de risco associada a determinados investimentos e impactam negativamente os preços.

No caso das empresas do setor de educação, potencialmente proibidas de operar livremente e de maneira racional do ponto de vista econômico, a questão é ainda mais severa, praticamente inviabilizando quaisquer perspectivas de investimento no setor.

Contudo, ainda não está claro como e quando acontecerão tais sanções.

Diante de tantas perguntas, o mercado prefere migrar a alocação para ativos com um grau de incerteza mais adequado.

No caso das big techs chinesas, chama a atenção a recente abertura do desconto para as empresas de tecnologia nos Estados Unidos, que seguem em bom momento nos mercados.

O contexto operacional ainda é extremamente favorável, dado que as empresas seguem apresentando elevadas taxas de crescimento tanto na linha de receitas como nos lucros, mas é algo que vem sendo visto como secundário diante do nebuloso cenário.

Gradativamente, o cerco já vinha apertando há alguns meses, com diversas multas e sanções sendo deliberadas a quase todas as gigantes da tecnologia. Porém, era algo visto como aceitável e em determinados contexto, totalmente justificáveis. Agora, o tom mudou.

O alvo não são mais empresas específicas, e sim diversos setores. A recém listada DiDi, de caronas, a Meituan, de delivery de frutas, além do próprio setor de educação veem suas operações mais amarradas.

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Leia também: Estímulos nos EUA e na China.

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Estímulos nos EUA e na China https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/estimulos-nos-eua-e-na-china https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/estimulos-nos-eua-e-na-china#respond Thu, 15 Jul 2021 13:46:59 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=27903 Jerome Powell, o presidente do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano, afirmou na quarta-feira (14) estar “pronto para intervir” se a inflação sair de controle. Mesmo assim, Powell serviu mais uma dose dos estímulos de que o mercado depende para continuar batendo recordes. No primeiro dia do seu depoimento semestral diante do Congresso, ele… Read More »Estímulos nos EUA e na China

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Jerome Powell, o presidente do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano, afirmou na quarta-feira (14) estar “pronto para intervir” se a inflação sair de controle.

Mesmo assim, Powell serviu mais uma dose dos estímulos de que o mercado depende para continuar batendo recordes.

No primeiro dia do seu depoimento semestral diante do Congresso, ele disse acreditar que a alta dos preços irá amainar no final do ano.

“A inflação aumentou acentuadamente e deverá permanecer elevada nos próximos meses, antes de diminuir”, afirmou Powell à Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados.

Nesta quinta-feira (15), ele vai depor diante da Comissão de Assuntos Bancários do Senado americano.

Powell disse também que o Fed pode mudar a política monetária “se detectarmos sinais de que o rumo da inflação, ou as expectativas de inflação de longo prazo, estiverem persistentemente maiores que os níveis consistentes com a meta”.

Na linguagem neutra e cifrada dos banqueiros centrais, ele foi claro em dizer que, se houver mudança na política, não será para já.

Os comentários de Powell seguem números desconfortáveis para a inflação americana. Na quarta-feira (14), o Bureau of Labor Statistics divulgou que a inflação no atacado (Producer Price Index, PPI) de junho foi de 1,0%, ante 0,8% em maio e 0,6% em abril.

Com isso, a inflação ao produtor acumulada em 12 meses até junho está em 7,3%, ante 6,6% em maio. É o maior percentual para o PPI desde o início da série histórica, que começou em 2010.

Na véspera, o BLS (Bureau of Labor Statistics) havia divulgado a inflação ao consumidor. O CPI (Consumer Price Index) de junho registrou um aumento de 0,9% nos preços, elevando a inflação acumulada em 12 meses para 5,4%.

Ambos os indicadores justificam temores de que a economia americana está se recuperando depressa demais do impacto negativo da pandemia. E uma inflação em alta pode elevar a pressão para que o Fed eleve os juros, atualmente a zero, e reduza a compra mensal de US$ 120 bilhões em ativos.

Porém, os comentários de Powell indicam que nada deve ocorrer até o fim do ano, tudo o que os investidores queriam ouvir.

Ele disse que o aumento da inflação é temporário e que há uma distorção na base de comparação.

Os preços caíram muito no segundo trimestre de 2020 e isso infla os resultados. Outra justificativa é a recuperação assimétrica da economia.

“O aumento da demanda provocou gargalos na produção, o que gerou aumentos rápidos dos preços de alguns bens e serviços, que devem ser parcialmente revertidos com a eliminação desses gargalos.”

Em sua reunião de junho, o Fomc (Federal Open Market Committee), equivalente americano do Copom, começou a discutir a hora e as condições de retirada dos estímulos, mas Powell indicou que nada haveria de mudar no curto prazo.

Sua principal preocupação não é com a inflação, mas com o emprego, que ainda não retornou aos níveis anteriores à pandemia.

China

O governo chinês informou que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 7,9% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2020.

O resultado foi levemente abaixo das estimativas, que eram de um crescimento de 8,1%. Mesmo assim, tanto as vendas no varejo quanto a produção industrial cresceram mais rápido do que o previsto.

Em relação aos três primeiros meses deste ano, o PIB aumentou 1,3%, acima do 0,6% de crescimento registrado no primeiro trimestre em relação aos últimos três meses de 2020.

Na comparação anual, o primeiro trimestre deste ano havia crescido 18,3% devido à forte queda na atividade econômica provocada pela pandemia.

“A economia da China manteve uma recuperação estável”, disse o National Bureau of Statistics, equivalente ao IBGE brasileiro, em um comunicado. Mas a agência acrescentou que ainda há preocupações sobre a propagação global da pandemia e sobre a recuperação “assimétrica” internamente.

As vendas no varejo aumentaram 12,1% em junho em relação ao ano anterior, acima dos 11% esperados.

A categoria de crescimento mais rápido foi a de bebidas, com alta de 29,1% ano-a-ano. A produção industrial cresceu 8,3%, acima da estimativa de 7,8%.

Apesar de positivos, os resultados ficaram além do esperado. Talvez essa seja a causa de a china ter, preventivamente, reduzido os depósitos compulsórios na sexta-feira (09), liberando um trilhão de yuanes, equivalente a US$ 145 bilhões, na economia.

Tanto os comentários de Powell quanto a mudança no compulsório chinês indicam que as maiores economias do mundo estão dispostas a manter os programas de estímulo ao crescimento, apesar da ameaça de inflação global.

Essa manutenção garante o otimismo dos investidores e pode sustentar novos recordes nos mercados acionários.

E Eu Com Isso?

Apesar das declarações de Powell, o mercado futuro americano está iniciando os negócios em queda devido ao crescimento abaixo do esperado na China.

Além disso, a persistente tolerância do Fed com a inflação vem provocando preocupações devido à sustentabilidade dessa política no longo prazo.

Por aqui, além do mercado externo em queda, a incerteza política pressiona para baixo os contratos futuros de Ibovespa.

As notícias são negativas para a bolsa.

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Leia também: Foco nos números.

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