Levante Ideias - Criptomoedas

Grande demais para ignorar

A expressão “grande demais para quebrar” nasceu durante a crise do subprime americano de 2008. A falência do banco de investimentos Lehman Brothers em setembro daquele ano provocou um solavanco sem precedentes nas finanças internacionais. Por isso, nasceu um consenso de que as grandes instituições financeiras não poderiam quebrar.

O socorro representava um conflito de agenda. O governo teria de gastar dinheiro dos contribuintes para resolver um problema causado por má gestão. No limite, tirando dinheiro de saúde e educação para socorrer executivos e investidores. Porém, isso era um mal menor, comparado ao que poderia ocorrer com a economia como um todo se um grande banco de varejo quebrasse.

Por que essa história conhecida em plena manhã de sexta-feira? Porque uma rápida leitura do noticiário sobre criptomoedas mostra que esse mercado se tornou grande demais para ignorar. Vejamos três notícias que circularam em apenas 24 horas, todas elas envolvendo autoridades governamentais:

– na quinta-feira (13), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse que a Prefeitura carioca pretende lançar uma criptomoeda, o Cripto Rio, e aplicar 1% dos recursos do Tesouro municipal em criptomoedas. Além disso, o município pretende incentivar o pagamento de impostos com Bitcoins, aumentando o desconto do IPTU. Tudo isso destina-se a atrair não só recursos, como também empresas de tecnologia para o Porto Maravilha, central tecnológica mantida pela Prefeitura.

– também na quinta-feira (13), o Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados americana anunciou que vai realizar uma audiência no dia 20 de janeiro para discutir o consumo de energia pelo setor de criptomoedas. O deputado democrata Frank Pallone, que preside o Comitê, disse que é preciso analisar os “fortes impactos energéticos e ambientais” que as criptomoedas exercem sobre o meio ambiente, e se é possível que sua mineração use energia mais limpa.

– na madrugada da sexta-feira (14), um jornal do Paquistão divulgou um estudo de autoridades locais para proibir as criptomoedas no país. Diretores do ministério das finanças, do banco central e da comissão de valores mobiliários do Paquistão estão estudando maneiras de impedir os negócios. Em 2018, os bancos paquistaneses haviam sido proibidos de negociar com exchanges de criptomoedas. Agora, a intenção é proibir totalmente os negócios.

Em si, mais declarações de intenções do que propostas concretas. No entanto, essas três notícias, provenientes de três pontos do mundo distantes entre si, confirmam algo que a Fernanda Guardian, especialista de criptomoedas da Levante Ideias de Investimentos vem dizendo há tempos. O movimento de migração desses ativos para a economia “tradicional” é inexorável.

Mesmo uma notícia aparentemente “ruim” como o banimento pelo governo paquistanês confirma isso. O Paquistão não é um país sem importância. Seu Produto Interno Bruto é de US$ 262 bilhões, maior que o do Chile e que o de Portugal. E o fato de o governo estar preocupado com o impacto das criptomoedas na economia confirma que esses ativos entraram de vez na agenda dos governos.

Ou seja, é um mercado grande demais para você ignorar. E pode contar com as análises da Fernanda para trilhar um caminho lucrativo nesse universo novo e promissor.

Indicadores

O volume de vendas do varejo cresceu 0,6% em novembro, na comparação com o mês anterior (0,2%). Mesmo com o avanço, mais da metade das atividades tiveram resultado negativo no período. No ano, o varejo acumula alta de 1,9% e nos últimos doze meses crescimento de 1,9%. Os dados são da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E Eu Com Isso?

A sexta-feira começa com leves baixas nos contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 em um movimento de ajuste após a volatilidade elevada registrada ao longo da semana, que deve continuar.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: Os desafios locais e globais não dão trégua | Denise Campos de Toledo.

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