WEG – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 23 Oct 2025 13:07:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png WEG – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Petróleo sobe com sanções, mas afeta pouco as bolsas https://levanteideias.com.br/artigos/petroleo-sobe-com-sancoes-mas-afeta-pouco-as-bolsas https://levanteideias.com.br/artigos/petroleo-sobe-com-sancoes-mas-afeta-pouco-as-bolsas#respond Thu, 23 Oct 2025 13:07:18 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52345 Na noite da quarta-feira (22), após o fechamento dos mercados, a Secretaria do Tesouro (equivalente ao Ministério da Fazenda) dos Estados Unidos anunciou novas sanções às duas maiores petrolíferas russas, a Rosneft e a Lukoil. Juntas, as duas companhias respondem por cerca de 5 por cento da produção global de petróleo, e são controladas por… Read More »Petróleo sobe com sanções, mas afeta pouco as bolsas

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E eu com isso versão Plus

Na noite da quarta-feira (22), após o fechamento dos mercados, a Secretaria do Tesouro (equivalente ao Ministério da Fazenda) dos Estados Unidos anunciou novas sanções às duas maiores petrolíferas russas, a Rosneft e a Lukoil. Juntas, as duas companhias respondem por cerca de 5 por cento da produção global de petróleo, e são controladas por amigos e aliados do presidente Vladimir Putin.

Ambas são empresas com atuação para além da Rússia. A Rosneft é bastante ativa na Índia, um dos maiores compradores do petróleo russo, e a Lukoil está desenvolvendo campos petrolíferos no Iraque e vem ampliando sua atuação no Oriente Médio.

Com as sanções, o governo de Washington poderá congelar e bloquear ativos dessas empresas que estão fora da Rússia e ao alcance de empresas e bancos americanos. A intenção, afirmou Scott Bessent, secretário do Tesouro (equivalente a Ministro da Fazenda) dos Estados Unidos, é impedir que a Rússia “financie sua máquina de guerra”.

As sanções foram decretadas após o fracasso da tentativa de encontro entre Donald Trump e Putin, em uma reunião que ocorreria em Budapeste, capital da Hungria, para tentar pôr fim ao conflito na Ucrânia. A expectativa é que as sanções levem as refinarias da Índia a reduzir as compras de petróleo russo. O país asiático está sujeito a tarifas de 50 por cento em suas exportações para os Estados Unidos e está negociando um acordo de comércio para facilitar as transações entre empresas indianas e americanas.

Como resultado das sanções, os preços dos contratos futuros de petróleo estão subindo bastante. O barril do petróleo do tipo Brent, referência para o mercado europeu e para a Petrobras, está em alta de 5,4 por cento a 65,50 dólares ao passo que o barril de petróleo tipo WTI, referência para o mercado americano, avança 5,7 por cento para 61,81 dólares.

No entanto, apesar da alta das cotações devido às medidas de Washington, os contratos futuros dos índices americanos estão estáveis e até com leves altas no pré-mercado. A razão disso é que, mesmo subindo cerca de 5 por cento nesta manhã, as cotações do petróleo estão em queda. Em 12 meses, as cotações do Brent recuam 12,1 por cento, e as do WTI têm uma baixa ainda maior, de 13,9 por cento. Ou seja, o impacto da alta dos preços na inflação e nos juros nos Estados Unidos e na Europa ainda é, por enquanto, muito pequeno.


E Eu Com Isso?

Os investidores internacionais estão atentos aos resultados referentes ao 3T25 que estão sendo divulgados pelas principais empresas americanas. Alguns números vieram decepcionantes, o que pode comprometer o desempenho das ações neste pregão.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade



Mercados com Rafael Bevilacqua


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Morning Call Levante – 23 de Outubro de 2025 https://levanteideias.com.br/artigos/morning-call-levante-23-de-outubro-de-2025 https://levanteideias.com.br/artigos/morning-call-levante-23-de-outubro-de-2025#respond Thu, 23 Oct 2025 11:42:12 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52343 Cenário Macroeconômico No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou estável em setembro(0,0% no mês), abaixo da projeção de +0,2%. Na comparação anual, a inflação geralmanteve-se em 3,8%, igual ao mês anterior e levemente abaixo das expectativas(4,0%). Já o núcleo do índice, que exclui itens voláteis, desacelerou de 3,6% para 3,5%,reforçando a… Read More »Morning Call Levante – 23 de Outubro de 2025

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Cenário Macroeconômico

No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou estável em setembro
(0,0% no mês), abaixo da projeção de +0,2%. Na comparação anual, a inflação geral
manteve-se em 3,8%, igual ao mês anterior e levemente abaixo das expectativas
(4,0%). Já o núcleo do índice, que exclui itens voláteis, desacelerou de 3,6% para 3,5%,
reforçando a tendência de arrefecimento gradual dos preços.

Na América Latina, o México divulgou alta de 0,6% na atividade econômica de agosto
em relação ao mês anterior, revertendo a queda de -0,9% em julho e superando as
projeções de 0,1%. Na comparação anual, a atividade recuou 0,9%, um desempenho
melhor que o esperado (-1,0%), sinalizando recuperação parcial da economia
mexicana após meses de fraqueza industrial. Já na Argentina, o indicador de
atividade econômica apresentou avanço de 2,4% YoY em agosto, abaixo da
estimativa de 2,5% e inferior ao resultado anterior (2,9%).

No cenário doméstico, o governo federal anunciou um novo pacote de R$ 300
milhões para apoiar produtores de arroz, em resposta à queda expressiva dos preços
do cereal, que estão abaixo dos custos de produção. A Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) antecipou recursos originalmente previstos para 2026, que
serão direcionados a operações de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP),
Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) e Aquisições do Governo Federal (AGF).

A expectativa é movimentar até 630 mil toneladas do cereal, sendo 500 mil por meio
dos programas de subvenção e 130 mil por meio de compras governamentais. No Rio
Grande do Sul, principal estado produtor, o preço médio pago ao agricultor está em
torno de R$ 58 por saca de 50 quilos, abaixo do valor mínimo fixado de R$ 63,64.

Diante da pressão de custos, produtores preveem uma redução de até 15% na área
plantada na safra 2025/26, em um contexto de excesso de oferta global e retração
da demanda, que vem reduzindo as cotações internacionais do arroz.

Nos mercados internacionais, as bolsas de Nova York encerraram o dia em queda,
pressionadas pela intensificação das preocupações comerciais entre Washington e
Pequim. O índice Dow Jones recuou 0,71%, o S&P 500 caiu 0,53% e o Nasdaq perdeu
0,93%.

O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,55%, aos 144.873 pontos, impulsionado
pelas ações da Vale e da Petrobras. O desempenho positivo dos grandes bancos
também contribuiu para o movimento de alta.


Renda Fixa

No curto prazo, a curva de juros manteve-se praticamente estável, com oscilações
marginais e volume moderado. O vértice F26 (jan/26) permaneceu em 14,896% no dia
20/10/2025, com 2.680 negócios e 4,098.597 contratos em aberto, e ajustou para
14,900% no dia 21/10/2025, com 2.829 negócios e 4,094.538 contratos, indicando
manutenção da liquidez na base e giro moderado. Já o vértice F27 (jan/27) —
principal referência da ponta curta — apresentou taxa de 13,96999% com 10.131
negócios e 5,404.016 contratos em aberto em 20/10, e ajustou para 13,94% com 15.133
negócios e 5,404.016 contratos em 21/10, refletindo postura mais cautelosa dos
investidores e concentração da liquidez nos vértices curtos.

Nos vértices intermediários, observou-se fechamento mais expressivo das taxas entre
os dias. O vértice F28 (jan/28) caiu de 13,28499% (22.612 negócios; 3.391.057 contratos)
em 20/10 para 13,24% (22.154 negócios; 3.391.057 contratos) em 21/10. Já o vértice F29
(jan/29) recuou de 13,24099996% (25.188 negócios; 3.497.590 contratos) em 20/10
para 13,21% (26.538 negócios; 3.497.590 contratos) em 21/10 — indicando
reposicionamento técnico e realocação de posições com foco em durations médias.

Na parte longa, os ajustes foram mais contidos, mas evidenciam continuidade da
pressão de queda nas taxas. O vértice F31 (jan/31) passou de 13,52300197% (11.387
negócios; 1.781.796 contratos) em 20/10 para 13,48% (10.068 negócios; 1.781.796
contratos) em 21/10. O vértice F33 (jan/33) ajustou de 13,68499821% (5.339 negócios;
588.223 contratos) em 20/10 para 13,64% (3.673 negócios; 588.223 contratos) em 21/10,
refletindo a liquidez relativamente menor, porém consistente nessa parte da curva.

O pregão consolidou um perfil de bull-flattening moderado, com fechamento mais
incisivo nas taxas médias e longas, e estabilidade na ponta curta da curva. O padrão
sugere ajuste técnico e maior seletividade das posições, compatível com uma
postura mais defensiva dos investidores, dado o cenário de juros estáveis no curto
prazo e expectativas equilibradas para a evolução da política monetária.

No leilão de títulos públicos realizado em 21 de outubro de 2025, o Tesouro Nacional
ofertou papéis indexados à Selic (LFTs) e à inflação (NTN-Bs), com destaque para a
forte demanda nos vértices intermediários e longos.
As LFTs registraram colocação integral, somando R$ 15,8 bilhões distribuídos entre os
vencimentos de setembro de 2028 e dezembro de 2031, com taxas médias de 0,0670%
e 0,1035% ao ano, respectivamente. O resultado reflete apetite consistente por ativos
pós-fixados, em linha com o ambiente de estabilidade na Selic e a busca por liquidez
de curto e médio prazo.
Entre as NTN-Bs, o Tesouro vendeu integralmente os lotes de 5, 10 e 40 anos,
totalizando R$ 617 milhões em volume financeiro. As taxas médias ficaram em 8,04%
(2030), 7,71% (2035) e 7,33% (2060), mostrando leve fechamento em relação ao leilão
anterior e indicação de demanda equilibrada mesmo nos vértices mais longos.

O resultado foi considerado sólido e bem distribuído, com boa absorção dos títulos
indexados à inflação e forte participação de investidores institucionais,
especialmente nos prazos intermediários. A manutenção de prêmios atrativos em
toda a estrutura reforça o ajuste gradual da curva real e a preferência do mercado
por alongamento seletivo de duration em um contexto de expectativas ancoradas
para a política monetária.


Análise de AçõesBrasil

WEG (WEGE3) abre a temporada de resultados do 3º trimestre de 2025

No dia de ontem (22), a WEG divulgou seus resultados referentes ao terceiro trimestre de
2025, registrando receita líquida de R$10,3 bilhões, o que representa uma expansão de 4,2%
em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento da receita desacelerou, em
parte, devido ao fortalecimento do real frente ao dólar, considerando que
aproximadamente 61% das receitas da empresa são provenientes do mercado externo.
Os custos dos produtos vendidos da companhia totalizaram R$6,8 bilhões no trimestre,
alta de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Como resultado, o lucro bruto
foi de R$3,45 bilhões, um crescimento de 1,5% frente ao 3T24.

As despesas operacionais somaram R$1,2 bilhão, um aumento de 9% em comparação ao
terceiro trimestre do ano passado. Assim, a WEG reportou um EBITDA de R$2,28 bilhões,
representando um avanço de 2,3% sobre o mesmo período de 2024. No acumulado dos
primeiros nove meses de 2025, o crescimento do resultado operacional foi de 9,7% em
relação ao mesmo período de 2024.

Para o ano de 2025, a projetamos um EBITDA de R$9,3 bilhões para WEG, o que coloca a
empresa negociando a uma relação EV/EBITDA de aproximadamente 17 vezes. Essa
avaliação indica a necessidade da companhia manter um ritmo elevado de crescimento
para cumprir as expectativas embutidas em seu valuation atual.

As despesas financeiras totalizaram R$882 milhões, um aumento de 86% em relação ao
ano anterior, principalmente devido à variação cambial, uma vez que grande parte do
caixa da empresa está em moeda estrangeira.
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Dessa forma, a WEG reportou lucro líquido de R$1,65 bilhão no trimestre, crescimento de
4,5% em relação ao mesmo período de 2024. Para o ano de 2025, as projeções indicam
lucro de R$6,7 bilhões, o que coloca a empresa com uma relação preço/lucro (P/L) de 25
vezes para o ano. Isso reforça a expectativa do mercado de que a WEG continuará
apresentando um bom ritmo de crescimento nos próximos anos.

O fluxo de caixa das atividades operacionais somou R$4,2 bilhões nos primeiros nove
meses de 2025, uma redução de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa
queda foi influenciada, principalmente, pelo aumento no saldo da conta de fornecedores.

Nas atividades de investimento, o fluxo de caixa líquido totalizou R$20,4 bilhões,
representando uma queda de 33% em comparação ao ano anterior. Ainda assim, o Fluxo
de Caixa Livre para credores e acionistas foi de R$2,2 bilhões, crescimento de 29,4% em
relação ao mesmo período de 2024.

A companhia distribuiu R$3,2 bilhões em proventos nos últimos nove meses, o que
equivale a um Dividend Yield de 2,1%, reforçando seu compromisso com a remuneração ao
acionista.

No terceiro trimestre de 2025, a WEG apresentou resultados em linha com as expectativas.
Destacamos que a companhia segue bem posicionada para manter um ritmo consistente
de crescimento, apoiada em sua diversificação de atuação e estrutura produtiva eficiente.
A empresa conta com um footprint fabril amplo e estratégico no segmento de motores de
baixa tensão e componentes, com unidades verticalizadas e intercambiáveis. Essa
flexibilidade operacional permite à WEG realocar sua produção entre diferentes plantas
conforme a demanda e a competitividade de cada região — como, por exemplo, transferir
volumes do Brasil para o México ou utilizar capacidade ociosa nos Estados Unidos para
fabricação local.

Apesar de essa realocação poder gerar certa pressão de custos no curto prazo, trata-se
de uma medida pontual e tática, com impacto limitado frente aos benefícios estruturais
que a flexibilidade oferece.

Para investidores com foco de longo prazo, momentos de transição como o atual podem
representar boas oportunidades de entrada. A tese de investimento na WEG contínua
sustentada por fundamentos sólidos, forte exposição a tendências globais relevantes —
como eficiência energética, automação e transição energética — além de um histórico
consistente de execução e entrega de resultados.


Vale (VALE3) divulga relatório de produção e vendas do 3T25

Esta semana a Vale (VALE3) divulgou seu relatório operacional referente ao terceiro
trimestre de 2025, com destaque para o desempenho da produção e das vendas de
seus principais produtos. A produção de minério de ferro, principal ativo da companhia,
totalizou 94,4 milhões de toneladas no período, o que representa um crescimento de
3,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

As vendas de minério de ferro apresentaram um avanço de 5,1% na comparação anual,
atingindo 86 milhões de toneladas. O preço médio de venda do minério foi de 94,4
dólares por tonelada, com aumento de 4,2% frente ao valor registrado no terceiro
trimestre do ano passado.

No segmento de pelotas, a produção foi de 8 milhões de toneladas, o que representa
uma queda de 22,8% em relação ao mesmo período de 2024. As vendas totalizaram 8,77
milhões de toneladas, uma retração de 13,5% na mesma base de comparação. O preço
médio de venda das pelotas recuou 11,7% no período.

A análise por sistemas produtivos mostra que o Sistema Norte foi responsável por 49,7
milhões de toneladas de minério de ferro, mantendo-se estável em relação ao terceiro
trimestre de 2024. O Sistema Sudeste registrou uma produção de 22,7 milhões de
toneladas, alta de 5,3% na comparação anual. Já o Sistema Sul produziu 13,8 milhões de
toneladas, um aumento de 8,2%, impulsionado pelas operações em Vargem Grande e
Paraopeba.

Nas operações com metais básicos, a produção de cobre somou 90,8 mil toneladas no
terceiro trimestre de 2025, crescimento de 5,7% frente ao mesmo período do ano anterior.
As vendas do metal aumentaram 19,7%, com o preço médio de comercialização subindo
8,9% na comparação anual.

A produção de níquel totalizou 46,8 mil toneladas, mantendo-se estável em relação ao
terceiro trimestre de 2024. As vendas apresentaram crescimento de 5,7%, enquanto os
preços médios recuaram 9,2% no mesmo intervalo.

A Vale manteve seu guidance de produção para o ano de 2025. A companhia projeta
produzir entre 325 e 335 milhões de toneladas de minério de ferro e entre 31 e 35 milhões
de toneladas de pelotas. Para o cobre, a estimativa é de uma produção entre 340 e 370
mil toneladas, enquanto a expectativa para o níquel varia entre 160 e 175 mil toneladas
ao longo do ano.

De maneira geral, observamos que os resultados reportados pela Vale foram bons e
acima do esperado, tanto nas operações de minério de ferro quanto nas de cobre. Nossa
estimativa de faturamento para a companhia no terceiro trimestre de 2025 é de US$ 9,6
bilhões, ou aproximadamente R$ 52 bilhões, valores superiores aos registrados no
trimestre anterior.

A Vale apresentou um desempenho positivo, refletindo a combinação do preço médio
do minério de ferro em torno de US$ 94,4 por tonelada e um câmbio médio de R$ 5,40.
Para o quarto trimestre, a demanda internacional por minério de ferro permanece
razoável, com sinais de leve melhora, e o preço atual gira em torno de US$ 105 por
tonelada.

Atualmente, as ações da Vale estão sendo negociadas a um múltiplo EV/EBITDA de 4,0
vezes e a um P/L projetado de 5,5 vezes para 2025. Boa parte do retorno esperado deve
vir por meio de proventos, com o mercado projetando um dividend yield em torno de
7,5% nos próximos 12 meses, o que é atrativo para investidores focados em renda.

De maneira geral mantemos uma visão positiva para as ações da VALE3



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE”), declara que participou da
elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados
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objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de
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indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia
adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de
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informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus
analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto
que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As
informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a
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(inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise;
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Resultados da Weg (WEGE3) do 3T21 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/resultados-da-weg-wege3-do-3t21 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/resultados-da-weg-wege3-do-3t21#respond Wed, 27 Oct 2021 12:52:10 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32452 A Weg (WEGE3) divulgou, nesta quarta-feira (27), antes da abertura dos mercados, os seus números referentes ao 3T21. Os resultados vieram sólidos, acima das expectativas em termos de Ebitda e lucro líquido. A receita operacional líquida avançou em 29,1% na comparação anual, registrando R$ 6,2 bilhões no trimestre. A alta foi impulsionada em ambos mercado… Read More »Resultados da Weg (WEGE3) do 3T21

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A Weg (WEGE3) divulgou, nesta quarta-feira (27), antes da abertura dos mercados, os seus números referentes ao 3T21. Os resultados vieram sólidos, acima das expectativas em termos de Ebitda e lucro líquido.

A receita operacional líquida avançou em 29,1% na comparação anual, registrando R$ 6,2 bilhões no trimestre. A alta foi impulsionada em ambos mercado interno, responsável por 47,3% da receita, com avanço de 40,6% no ano contra ano, e externo, com alta de 20,3% para o período.

Na comparação trimestral, a alta foi de 13,7% para o mercado interno e 3,8% para o externo, reforçando a tendência positiva da receita da companhia, que ficou 5,9% acima do consenso.

Ademais, seu Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou em 22,3% na comparação anual, registrando R$ 1,1 bilhão no 3T21. O bom resultado, 6,6% acima do consenso, também reflete a melhor eficiência operacional e gestão de custos da companhia.

A companhia ainda apresentou alta de 26,2% no ano contra ano em seu lucro líquido, totalizando R$ 812,9 milhões no período, 1,6% acima do consenso. Seu ROIC (Retorno sobre Capital investido, métrica de rentabilidade) do 3T21, acumulado nos últimos 12 meses, ainda mostrou evolução de 8,0 pontos percentuais em relação ao 3T20, atingindo 31,3% no trimestre.

E Eu Com Isso?

A Weg publicou números positivos, surpreendendo as estimativas dos analistas para as principais linhas de resultado.

Portanto, estimamos que a ação reagirá positivamente no pregão de hoje. Vale mencionar que, nos trimestres anteriores, esse padrão também se confirmou, com a empresa divulgando números superiores ao consenso do mercado, justificando o histórico de sólido desempenho de suas ações.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

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Leia também: Weg investe em transformadores de energia.

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Weg investe em transformadores de energia https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/weg-investe-em-transformadores-de-energia https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/weg-investe-em-transformadores-de-energia#respond Wed, 15 Sep 2021 12:55:19 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30929 A Weg (WEGE3) comunicou ao mercado nesta terça-feira (14) que assinou contrato para a aquisição de 100% do capital da Balteau Produtos Elétricos, empresa de transformadores e conjuntos de medição do município de Itajubá, em Minas Gerais, e um dos maiores players do setor no país. A Balteau é uma empresa tradicional que opera há… Read More »Weg investe em transformadores de energia

O post Weg investe em transformadores de energia apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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A Weg (WEGE3) comunicou ao mercado nesta terça-feira (14) que assinou contrato para a aquisição de 100% do capital da Balteau Produtos Elétricos, empresa de transformadores e conjuntos de medição do município de Itajubá, em Minas Gerais, e um dos maiores players do setor no país.

A Balteau é uma empresa tradicional que opera há muitos anos no Brasil e é especializada em projeto, fabricação, ensaios elétricos e assistência técnica para transformadores de corrente e potencial capacitivo até 550kV, transformadores de potencial indutivo até 145kV e conjuntos de medição até 36kV, produtos que a Weg ainda não tem em seu portfólio.

Com cerca de 350 colaboradores e parque fabril de 11,8 mil metros quadrados de área construída, a receita líquida da Balteau foi de R$ 121,7 milhões em 2020.

Os transformadores da Weg são de grande potência e utilizados na indústria e em hidrelétricas. O produto adquirido com a compra da Balteau tem a finalidade de medir energia, de forma que auxiliará à Weg na transformação de subestações de energia em produtos digitalizados.

E Eu Com Isso?

A notícia é positiva para a Weg (WEGE3), que, embora tenha esclarecido que a aquisição não representa investimento relevante, vem em linha com sua estratégia de expansão.

Ademais, a WEG tem adquirido empresas inovadoras no setor da indústria 4.0, além de empresas que complementam seu portfólio, como é o caso da Balteau, que agregará uma nova linha de produtos ao portfólio da Weg.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

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Leia também: Resultado da Weg (WEGE3) do 1T21.

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Ibovespa tem forte queda em sessão pré-feriado https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-tem-forte-queda-em-sessao-pre-feriado https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-tem-forte-queda-em-sessao-pre-feriado#respond Thu, 08 Jul 2021 22:31:40 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=27766 O Ibovespa fechou o dia com queda de 1,25%. Esse movimento se dá por um maior temor global de novos surtos do coronavírus provocados por novas variantes, o que pode proporcionar uma recuperação econômica mais lenta que o esperado. Na onda dessa aversão global ao risco, o S&P fechou em queda de 0,86% e o… Read More »Ibovespa tem forte queda em sessão pré-feriado

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O Ibovespa fechou o dia com queda de 1,25%. Esse movimento se dá por um maior temor global de novos surtos do coronavírus provocados por novas variantes, o que pode proporcionar uma recuperação econômica mais lenta que o esperado.

Na onda dessa aversão global ao risco, o S&P fechou em queda de 0,86% e o dólar teve alta de 0,25%, fechando em R$ 5,25.

Já o petróleo Brent teve nova alta de 1,29%, cotado a $74,38 seguindo a alta dos últimos dias após adiamento da reunião da OPEP+.

Maiores altas e baixas do dia (08/07)

Nas maiores altas do dia, destaque para Iguatemi, com alta de 1,39%, seguido de BR Malls, com 0,50%.

O setor apresenta recuperação após quedas causada pela reforma tributária, com propostas que fragilizam o mesmo. Destaque também para Renner com alta de 0,27%.

Nas maiores baixas do dia, a liderança fica para CSN, com queda de 4,42%. Destaque também para SulAmérica e Weg, com quedas de 3,89% e 3,72%, respectivamente.

Fechamento do mercado

Veja abaixo os principais números do fechamento de hoje:

Ibovespa -1,25% 125.428 pontos
Dólar +0,29% R$ 5,26
Euro +0,78% R$ 6,23
Bitcoin -4,13% R$ 174.572,37
Ação que mais subiu: IGTA3 +1,74%
Ação que mais desceu: CSNA3 -4,42%

Para saber tudo sobre o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, 08, com as informações acima e mais, veja o nosso último vídeo do nosso canal no Youtube, com o Sócio Analista Enrico Cozzolino:

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Ibovespa em realização de lucros na última sessão do mês https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-em-realizacao-de-lucros-na-ultima-sessao-do-mes https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-em-realizacao-de-lucros-na-ultima-sessao-do-mes#respond Wed, 30 Jun 2021 21:40:11 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=27302 O Ibovespa fechou em queda de 0,41% nesta quarta-feira (30), recuando para o patamar dos 126.801 pontos. O desempenho foi abaixo dos índices dos Estados Unidos, que fecharam majoritariamente em alta. O dólar, por sua vez, subiu 0,63%, cotado a R$ 4,97. Continua repercutindo no cenário doméstico a reforma tributária e o noticiário político, além… Read More »Ibovespa em realização de lucros na última sessão do mês

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O Ibovespa fechou em queda de 0,41% nesta quarta-feira (30), recuando para o patamar dos 126.801 pontos.

O desempenho foi abaixo dos índices dos Estados Unidos, que fecharam majoritariamente em alta.

O dólar, por sua vez, subiu 0,63%, cotado a R$ 4,97.

Continua repercutindo no cenário doméstico a reforma tributária e o noticiário político, além de alguma realização técnica após os ganhos das últimas semanas.

A taxa de desemprego anunciada pela manhã também não foi positiva: 14,7%, em linha com o esperado.

No corporativo destaque para Magazine Luiza (MGLU3), que anunciou seu plano de abertura de lojas no Rio de Janeiro. Apesar disso, as ações fecharam em queda de 2,3%.

Maiores altas e baixas do dia (30/06)

As maiores altas do dia foram do Banco Inter (BIDI11), da Petro Rio (PRIO3) e do Iguatemi (IGTA3).

As maiores quedas foram da B2W (BTOW3), Cogna (COGN3) e Weg (WEGE3).

Fechamento do mercado

Veja abaixo os principais números do fechamento de hoje:

Ibovespa -0,41% 126.802 pontos
Dólar +0,63% R$ 4,97
Euro +0,29% R$ 5,90
Bitcoin -3,55% R$ 174.931,61
Ação que mais subiu: BIDI11 +5,36%
Ação que mais desceu: BTOW3 -3,80%

Para saber tudo sobre o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, 30, com as informações acima e mais, veja o nosso último vídeo do nosso canal no Youtube, com o Analista Fernando Martins:

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Weg (WEGE3): Vale a Pena Investir nas Ações? https://levanteideias.com.br/artigos/weg-wege3-vale-a-pena-investir-nas-acoes https://levanteideias.com.br/artigos/weg-wege3-vale-a-pena-investir-nas-acoes#respond Tue, 25 May 2021 19:54:19 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=24904 Neste relatório, falaremos sobre a maior fornecedora de soluções de equipamentos eletroeletrônicos da América Latina, que, além de vir apresentando forte crescimento em suas receitas, tem trazido excelentes retornos, a WEG (WEGE3). Abordaremos o seu histórico, suas linhas de receita, seu potencial de crescimento, seu market share, os riscos intrínsecos ao seu modelo de negócios,… Read More »Weg (WEGE3): Vale a Pena Investir nas Ações?

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Neste relatório, falaremos sobre a maior fornecedora de soluções de equipamentos eletroeletrônicos da América Latina, que, além de vir apresentando forte crescimento em suas receitas, tem trazido excelentes retornos, a WEG (WEGE3).

Abordaremos o seu histórico, suas linhas de receita, seu potencial de crescimento, seu market share, os riscos intrínsecos ao seu modelo de negócios, o resultado do primeiro trimestre de 2021, bem como nossas projeções sobre a empresa para os próximos anos.

Tudo isso com a finalidade de explicar o porquê de acreditarmos que a WEG seja uma empresa capaz de entregar ótimos retornos no longo prazo.

A empresa tem como principais fontes de crescimento:

O desenvolvimento de novos negócios

A empresa tem exposição estratégica às principais tendências seculares, tais como:

a) a busca global por fontes de energia limpa;

b) a eletrificação da frota, com a WEG sendo uma fornecedora-chave de marcas globais de veículos comerciais (MAN/VW);

c) a indústria 4.0;

d) a eficiência energética;

e) a rede inteligente;

f) o armazenamento de energia.

O ganho de market share com o portfólio atual de produtos

Embora reste pouco mercado para a empresa crescer sua participação no Brasil, ainda há muito para ela desbravar no cenário internacional.

A internacionalização

A WEG já é uma empresa global, mesmo assim, além do possível ganho de espaço com os produtos fabricados, há muita oportunidade em outros segmentos ainda não tão explorados fora do Brasil.

Histórico da empresa

Report WEG - Levante Ideias

A WEG é uma empresa de origem familiar criada, na década de 60, no município de Jaraguá do Sul, no alto vale de Santa Catarina, região que recebeu um número enorme de imigrantes oriundos da Alemanha e de outros países europeus no século passado.

Os valores associados à cultura germânica são preservados, até hoje, na região, na cidade e na empresa.

Com o aumento da demanda por motores na localidade e a demora de até 60 dias para a entrega deles naquele tempo, os visionários Werner, Eggon e Geraldo enxergaram, naquele cenário, uma oportunidade de suprir a necessidade do mercado, totalmente dependente da tecnologia de outras regiões e sedento por desenvolvimento.

Assim, decidiram abrir a Eletromotores Jaraguá, atuando, em seus primórdios, exclusivamente na fabricação de motores elétricos.

O trio – cujas iniciais do nome compõem o nome atual da companhia – possuía formações complementares: enquanto o primeiro deles era um grande mecânico, os outros dois tinham, respectivamente, formação em administração e em eletricidade.

Na década de 80, enquanto o Brasil e o mundo passavam por um momento de aperto e de dificuldades econômicas, a WEG dava um passo além na sua transformação.

Em 1981, foi criada a WEG Transformadores e a WEG Energia, o que deu início ao processo mais intenso de diversificação do portfólio de produtos fabricados e abriu o leque de oportunidades à frente, tais marcas são de extrema importância e perduram até os dias atuais.

Na década de 90, a WEG virou, de fato, uma companhia internacionalizada: foram abertas filiais nos Estados Unidas, na Alemanha, Inglaterra, França, Espanha e Suécia.

No Brasil, estima-se que, à época, ela já detinha quase 80% do mercado de motores elétricos. Além disso, a exportação de seus produtos já alcançava 55 países.

Report WEG - Levante Ideias

No primeiro ano da década seguinte, a WEG foi além e anunciou a aquisição de fábricas na Argentina e no México – e, posteriormente, em Portugal.

Ela seguiu sua expansão internacional nos anos seguintes, indo à Cingapura e à China, e adquiriu fábricas locais em Manaus, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Nos últimos anos, a WEG tem acelerado seu processo de internacionalização com diversas aquisições sendo realizadas ao redor do mundo.

Além disso, ela se estabeleceu em um novo mercado, o de tintas e vernizes industriais, e ampliou seu escopo na parte de energia, fabricando equipamentos para energia eólica.

No contexto atual, ela está entre os maiores fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos de uso industrial do Brasil e da América Latina.

Na categoria de motores elétricos de baixa tensão, ela está entre os maiores players do mundo.

Ao longo dos anos, a WEG cresceu tanto de forma orgânica como por meio de aquisições de empresas nacionais e internacionais.

Dessa forma, as suas unidades fabris encontram-se espalhadas por diversos estados brasileiros, bem como outros países, tais como: Colômbia, México, Argentina, Estados Unidos, China, Áustria, Alemanha, Índia, Espanha, Portugal e África do Sul.

A companhia atua de forma diversificada dos pontos de vista estratégico, geográfico e de produtos/mercados.

Atualmente, podemos dizer que a WEG é uma empresa que desenvolve e produz soluções de eficiência energética para toda a cadeia produtiva.

A imagem abaixo, retirada da apresentação institucional da empresa, demonstra bem a inserção dos produtos da empresa.

Report WEG - Levante Ideias

Este artigo é uma versão reduzida do Report Completo sobre o assunto produzido pela Equipe de Análise da Levante.

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Linhas de negócio

Conforme comentado acima a respeito de sua história, a WEG foi ampliando seu escopo de atuação e diversificando suas linhas de negócio para além da fabricação de motores elétricos, abrangendo outros mercados, como o de energia e, até mesmo, o mercado de tintas. Atualmente, as áreas de negócio da companhia são divididas em:

Report WEG - Levante Ideias

Report WEG - Levante Ideias

O Potencial de Crescimento da WEG

A WEG é referência no segmento industrial e no de energia elétrica, oferecendo diversos produtos e serviços de alto conteúdo tecnológico para as principais indústrias brasileiras e de outros países.

Sem dúvida alguma, a WEG não é uma empresa industrial tradicional, pois a sua operação produz e comercializa desde produtos mais tradicionais e resilientes até as próximas tendências em termos de inovação tecnológica para motores, como o motor elétrico e, até mesmo, o motor de energia, atuando, assim, nos segmentos de painéis solares e de energia eólica.

Além disso, como comentado acima, ela tem atuado no desenvolvimento de motores para veículos automotivos.

A produção ainda tem como foco veículos de transporte de cargas – como VUCs (Veículos Urbanos de Carga) –, pois o custo ainda é proibitivo para a implementação em carros de passeio e tem uma autonomia de 200 quilômetros, o que impossibilita, ainda, a utilização para veículos de transporte maiores.

Outro ponto interessante é o seu negócio digital, o qual, por meio de tecnologia, permite o monitoramento de motores industriais (da WEG ou de terceiros), fornecendo dados relevantes sobre seus funcionamentos (frequência, temperatura, vibração). Isso permite uma melhor manutenção e acompanhamento.

Report WEG -Levante Ideias

Um grande diferencial competitivo da WEG é a sua verticalização, com praticamente toda a produção dos componentes realizada dentro de casa.

Esse tipo de estrutura, uma vez bem executado, permite maior controle produtivo, customização, maior autonomia, independência, domínio total da sua tecnologia e maior potencial de lucros e de rentabilidade sobre o patrimônio.

Quando ela necessita de um determinado item que não possui potencial escalável, a WEG acaba comprando-o no mercado, uma vez que não tem pretensões de participar dele, como no caso de baterias e chips – entre outros produtos similares.

Em outros casos, a empresa cresce via fusões e aquisições com um claro objetivo em mente: acelerar seu acesso a mercados e a novas tecnologias.

Na imagem abaixo, podemos perceber que as últimas aquisições da empresa (realizadas em 2019) focaram a internalização da tecnologia (processo de monitoramento de motores).

Report WEG - Levante Ideias

Mesmo com as altas taxas de crescimento das receitas e dos lucros, a WEG segue enxergando potencial de crescimento em suas linhas de negócio.

A companhia não pretende realizar movimentos ou mudanças bruscas para acelerar o crescimento.

Em suma, ela tem como objetivo seguir seu ritmo histórico de expansão (entre 15% e 18% ao ano). Apesar do número, não há qualquer tipo de projeção ou guidance formal nesse sentido.

Por meio de seu conhecimento em engenharia, de sua forte reputação no segmento GTD e do modelo de negócios verticalmente integrado, a WEG tem uma exposição estratégica às principais tendências seculares, como:

a) a busca global por fontes de energia limpa;

b) a eletrificação da frota, com a WEG sendo uma fornecedora-chave de marcas globais de veículos comerciais (MAN/VW);

c) a indústria 4.0;

d) a eficiência energética;

e) a rede inteligente;

f) o armazenamento de energia.

Assim, as principais avenidas de crescimento da empresa são:

O ganho de market share com o portfólio atual de produtos

Embora reste pouco mercado para a empresa crescer sua participação no Brasil, ainda há muito para desbravar no cenário internacional.

A internacionalização

A WEG já é uma empresa global, mesmo assim, além do possível ganho de espaço com os produtos fabricados, há muita oportunidade em outros segmentos ainda não tão explorados fora do Brasil.

Desenvolvimento de novos negócios

A WEG investe muito em Pesquisa e Desenvolvimento, além de realizar aquisições estratégicas.

Com uma cultura ágil, a empresa consegue reinventar-se a cada momento, sempre buscando fornecer produtos e soluções de alta qualidade para seus clientes.

Um exemplo recente foi a entrega dos ventiladores pulmonares em 2020, que auxiliaram no combate ao Covid-19.

Embora ela nunca tivesse fabricado um produto sequer do tipo, em pouco mais de um mês, a empresa conseguiu finalizar todo o processo de produção deles e entregá-los.

Conforme comentado acima, a companhia vislumbra muitas oportunidades em termos de projetos vencedores, mas não é seu perfil estimulá-los de maneira agressiva.

Essa perspectiva cautelosa, que condiz com o seu perfil e com a sua história, se encaixa bem em seus níveis de endividamento e de alavancagem ao longo dos anos.

Desdobramento das ações da WEG (WEGE3)

A Weg anunciou ao mercado, no dia 27 de abril, a aprovação de seus acionistas pelo desdobramento de ações de 1 para 2.

Essa medida tem o objetivo de ampliar o acesso de investidores às ações emitidas pela companhia, assim como aumentar a liquidez das ações e diversificar sua base acionária.

Dessa forma, cada 1 ação ordinária passa a representar 2 ações ordinárias, sem que ocorra a elevação do Capital Social da Companhia.

Além disso, os novos números de ações ordinárias escriturais nominativas, todas com direito a voto, passaram de 2.098.658.999 para 4.197.317.998.

O desdobramento de ações, também conhecido como split, em geral, é realizado pela empresa quando seus papéis começam a apresentar preço muito elevado.

Com o desdobramento, o preço unitário das ações diminui, fazendo com que elas fiquem mais acessíveis a todos os investidores, o que, por sua vez, aumenta a liquidez dos ativos.

Justamente pelo fato de os preços das ações diminuírem e o número de ações aumentarem, o patrimônio dos investidores não muda.

Este artigo é uma versão reduzida do Report Completo sobre o assunto produzido pela Equipe de Análise da Levante.

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Resultado da Weg (WEGE3) do 1T21 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/resultado-da-weg-wege3-do-1t21 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/resultado-da-weg-wege3-do-1t21#respond Wed, 28 Apr 2021 14:51:03 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23783 A Weg (WEGE3) divulgou nesta quarta-feira (28), antes da abertura dos mercados, os seus números referentes ao 1T21. Os resultados vieram sólidos, acima das expectativas em termos de Ebitda e lucro líquido. A receita operacional líquida avançou em 36,7 por cento na comparação anual, registrando 5,0 bilhões de reais no trimestre. A alta foi impulsionada… Read More »Resultado da Weg (WEGE3) do 1T21

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A Weg (WEGE3) divulgou nesta quarta-feira (28), antes da abertura dos mercados, os seus números referentes ao 1T21. Os resultados vieram sólidos, acima das expectativas em termos de Ebitda e lucro líquido.

A receita operacional líquida avançou em 36,7 por cento na comparação anual, registrando 5,0 bilhões de reais no trimestre. A alta foi impulsionada em ambos mercado interno, responsável por 46,2 por cento da receita, com avanço de 4,2 por cento no trimestre, e externo, com alta de 3,5 por cento. Na comparação trimestral, a alta foi de 3,8 por cento, reforçando a tendência positiva da receita da companhia, que ficou 5,3 por cento acima do consenso.

No mercado interno, o destaque ficou para a boa demanda pelos produtos de ciclo curto, sendo os segmentos de mineração e infraestrutura os principais destinos para estes produtos, impulsionados pelo andamento da recuperação da atividade econômica iniciada no segundo semestre do ano passado, ainda a passos lentos.  No segmento de GTD (geração, transmissão e distribuição de energia), registrou avanço de 24,2 por cento na comparação anual, com este se mantendo como responsável por boa parte do crescimento reportado da companhia.

No mercado externo, observamos a recuperação da demanda de equipamentos de ciclo curto, porém de forma ainda morosa, não atingindo ainda os volumes negociados pré-covid. A demanda por equipamentos de ciclo longo, apesar de volátil nos últimos trimestres, tem apontado sinais de recuperação, com uma melhora significativa na entrada de pedidos de projetos ao final do 1T21. O segmento de GTD avançou em 42,9 por cento na comparação anual, com destaque para o bom desempenho nas operações nos Estados Unidos, México e Índia.

Seu EBITDA, métrica de geração de caixa, avançou em 3,7 por cento na comparação trimestral, registrando 1,0 bilhão de reais no 1T21. O bom resultado, 7,7 por cento acima do consenso, também reflete a melhor eficiência operacional e gestão de custos da companhia. Na comparação anual, a alta foi de 64,2 por cento.

A companhia ainda apresentou alta de 73,7 por cento no ano contra ano em seu lucro líquido, totalizando 764,3 milhões de reais no período, 7,3 por cento acima do consenso. Seu ROIC (Retorno sobre Capital investido, métrica de rentabilidade) do 1T21, acumulado nos últimos 12 meses, ainda mostrou evolução de 7,5 pontos percentuais em relação ao 1T20, atingindo 28,2 por cento no trimestre.

E Eu Com Isso?

Os resultados vieram sólidos, com crescimento de receita, melhora das margens operacionais, ganhos de escala e eficiência na alocação de capital, acima das expectativas para em termos de Ebitda e lucro líquido. Dessa forma, esperamos um impacto positivo no preço das ações da companhia (WEGE3) para o curto prazo.

Além de seus resultados positivos, a Weg ainda exibiu uma sólida posição de caixa líquido de 2,7 bilhões de reais, mostrando-se fortemente capitalizada para futuros empreendimentos.

Adicionalmente, a companhia reportou a deliberação de seu Conselho de Administração de crédito de juros sobre capital próprio (JCP), no valor total de 71,0 milhões de reais, com pagamento previsto para 11 de agosto de 2021 – um retorno em proventos de 0,46 por cento.

Por fim, houve ainda o anúncio da Weg sobre a aprovação de seus acionistas pelo desdobramento de ações de 1 para 2, com o objetivo de ampliar o acesso de investidores às ações emitidas pela companhia, assim como aumentar a liquidez das ações e diversificar sua base acionária.

Os bons resultados reportados pela companhia ainda reforçam a expectativa de que esta continue colhendo os frutos de sua diversificação de áreas de negócio e exposição a diferentes mercados, mostrando resiliência a eventos externos.

Como principais catalisadores para as ações da companhia, vemos a continuidade do ciclo de investimentos no segmento industrial brasileiro e o consequente crescimento de receitas e lucros em taxas elevadas.

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Leia mais sobre a empresa: WEG: Avenida de crescimento.

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Pergunta que eu respondo | Domingo de Valor https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/pergunta-que-eu-respondo-2 https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/pergunta-que-eu-respondo-2#respond Sun, 11 Apr 2021 15:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23284 No fim  de fevereiro de 2021, a Levante Ideias de Investimentos completou três anos de vida. Somos uma casa de análise com ideias de investimentos independentes, sem conflitos de interesse e que preza pela educação financeira dos seus leitores. Nesse período, eu escrevi mais de 160 artigos e colunas que são enviadas semanalmente para aproximadamente… Read More »Pergunta que eu respondo | Domingo de Valor

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No fim  de fevereiro de 2021, a Levante Ideias de Investimentos completou três anos de vida. Somos uma casa de análise com ideias de investimentos independentes, sem conflitos de interesse e que preza pela educação financeira dos seus leitores.

Nesse período, eu escrevi mais de 160 artigos e colunas que são enviadas semanalmente para aproximadamente 300 mil leitores. Sempre recebo muitos comentários e dúvidas. Acredito que as dúvidas dos leitores enriquecem bastante o conteúdo e procuro sempre responder diretamente com uma linguagem simples e descomplicada.

O texto de hoje é dedicado aos leitores que sempre me dão muitas ideias e assuntos para escrever. Na coluna de hoje, vou colocar as dúvidas mais frequentes enviadas pelos leitores e seguidores do meu canal do youtube, com a minha resposta direta e reta, sem enrolação sobre os assuntos.

“Como eu faço para saber a próxima vez que determinada empresa irá pagar dividendos?”

Infelizmente não é possível saber com exatidão quando as empresas irão anunciar a distribuição de dividendos. Nem qual será o valor a ser distribuído.

Entretanto, existem épocas mais prováveis para a divulgação dessas informações, como os meses de março e de abril, quando as empresas divulgam o resultado fechado do ano anterior e convocam a Assembleia Geral dos acionistas. É nesse momento que se aprovam as demonstrações financeiras e a distribuição de proventos (dividendos e juros sobre capital próprio).

Pode acontecer de a empresa autorizar uma distribuição intermediária de dividendos durante o ano, que pode ser trimestral, sempre relativo ao resultado do período, ou uma vez por ano em datas variáveis. Nesse caso, aconselho a observar  o histórico de distribuição de dividendos das empresas, pois geralmente as distribuições regulares de proventos podem acontecer nos mesmos meses.

“Vale a pena comprar uma ação que anunciou distribuição de dividendos e vendê-la logo após ela se tornar ex-dividendos?” e “Quando ele cita o exemplo dos dividendos e o ajuste do valor da ação, como exatamente funciona isso?”

Indo direto ao ponto, a resposta é NÃO! Irei utilizar um exemplo numérico para explicar o que acontece quando uma ação passa a ser negociada “ex-dividendos”.

Uma empresa que tem papéis negociados a 100 reais por ação anuncia um dividendo de 10 reais por ação, portanto um retorno esperado de 10 por cento.

A empresa divulga uma data de corte (ex: 22 de abril), data para a posição acionária que dá direito aos acionistas receberem os dividendos. No dia seguinte (23 de abril), as ações passam a ser negociadas “ex-dividendos”, ou seja, quem comprar as ações a partir daquele dia não terá mais o direito a receber os dividendos.

Ocorre um ajuste no preço das ações na B3, pois os acionistas que tinham as ações no dia 22 de abril já têm um crédito a ser recebido na data de pagamento (ex: 30 de abril), enquanto quem compra as ações “ex-dividendos” no dia seguinte não terá direito a receber os dividendos.

Nesse exemplo, o ajuste no preço da ação é o seguinte: 100 reais por ação multiplicado pelo fator do retorno dos dividendos: 1 menos o retorno em dividendos que é de 10 por cento, portanto o fator é de 90 por cento, ou 0,9. Dessa forma, no dia 23 de abril “ex-dividendos”, as ações sofrem reajuste e abrem o pregão negociadas a 90 reais por ação (100 reais multiplicado por 90 por cento).

Portanto, nesse exemplo, quem comprou a ação antes do anúncio dos dividendos e as vendeu logo depois da data “ex-dividendos” acabou não tendo nenhum ganho. Comprou as ações por 100 reais, ganhou 10 reais de dividendos, mas vendeu por 90 reais, uma soma zero.

Assim existe um preço histórico das ações (sem o ajuste) e o novo preço da ação “ex-dividendos” divulgado pela B3, que muda o histórico de preços das ações no passado.

“Quando a empresa repassa os juros sobre capital próprio (JCP) para nossa conta, já estão descontados os 15 por cento do imposto de renda? Ou teremos que pagar esse imposto na declaração anual?

As empresas fazem o crédito do JCP para os acionistas já com os 15 por cento de imposto de renda descontados na fonte.

Na declaração de imposto de renda anual, o contribuinte precisa apenas declarar os rendimentos tributáveis totais por empresa (CNPJ).

No caso de dividendos, que são isentos de imposto de renda, o contribuinte precisa declarar os rendimentos isentos e não tributáveis.

“A Weg anunciou desdobramento de ações, devo aderir? Dá para esperar alta nas ações da Weg com o desdobramento?”

Irei repetir sempre: desdobramento de ações não gera valor para os acionistas. O único impacto nas ações é o aumento da liquidez, pois há redução do lote padrão ao se comprar determinada ação.

Por exemplo: uma ação que é negociada a 100 reais por ação, tem um desdobramento de 1 para 5. Ou seja, 100 ações são multiplicadas por 5. Seria como você trocar uma nota de 100 reais por 5 notas de 20. Você tem a mesma quantidade de dinheiro, mas é mais fácil para gastar. Afinal, é mais difícil ter troco para uma nota de 100 reais.

Pode acontecer de as ações subirem depois de um desdobramento, mas não é devido ao desdobramento e sim por conta de outros fatores. Por essa razão, os investidores têm essa ideia errada de que desdobramento de ações aumenta o valor de mercado de uma empresa.

Entretanto, quando uma ação passa a ser mais negociada, tanto em quantidade quanto em volume médio diário em Reais, temos aumento da liquidez e uma melhor precificação das ações daquela empresa, o que pode afetar o seu valor de mercado no médio e longo prazo.

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“Como eu faço para calcular o retorno em dividendos?”

Essa conta é bastante simples: valor do dividendo por ação dividido pelo preço das ações. Pode ser usado o preço da ação em duas datas: i) preço de fechamento do dia do anúncio dos dividendos e; ii) preço de fechamento do último dia com direito aos dividendos.

“O que você acha das ações X, Y ou Z?”

Essa pergunta é a mais frequente: os assinantes querem saber a minha opinião sobre a ação de uma empresa específica.

Minha resposta começa sempre pelo setor de atuação da empresa, a chamada análise “de cima para baixo”. Ou seja: se o setor é atrativo e pode se beneficiar do momento econômico atual, por exemplo. No momento, os setores de companhias aéreas e turismo, por exemplo, não atravessam uma fase favorável por conta da pandemia da Covid-19 e das medidas de isolamento social.

Se o segmento for atraente, começo comparando as empresas, suas vantagens competitivas e o crescimento de lucros (earnings momentum). O padrão é sempre ter uma ordem de preferência para as ações de um setor. Por exemplo, entre as seguradoras, que devem ser beneficiadas com a alta da taxa de juros (Selic), a minha ordem de preferência é: SulAmérica (SULA11), Porto Seguro (PSSA3) e BB Seguridade (BBSE3).

Em geral, eu tenho várias empresas e setores no meu radar e coloco as ações na carteira somente depois de muita análise fundamentalista. É um trabalho contínuo de construção de conhecimento sobre empresas e setores.

“Quero investir em ações, mas não tenho tempo para acompanhar a fundo o mercado, qual a melhor alternativa de investimento?”

Se você acredita não ter tempo para gerir e acompanhar mais a fundo sua carteira ativa de ações, alocar recursos em ETFs é uma estratégia acertada, pois lhe proporcionará diversificação e um retorno ajustado ao risco sempre próximo àquele observado pelo mercado, pois esses ETFs replicam índices de mercado.

“O que fazer agora que a companhia XX vai fazer uma oferta de ações (follow-on)?

Se você é acionista desta empresa, eu sempre recomendo que o investidor exerça o seu direito de prioridade e entre na oferta de ações para que a sua posição não seja diluída após a emissão de novas ações.

Geralmente, o limite de subscrição proporcional (LSP) varia conforme a oferta. Na prática, se um investidor detém 100 ações, seu direito de compra é de 15 a 20 por cento de sua posição. Ou seja, de 15 a 20 ações.

O investidor precisa falar para o seu assessor na corretora ou fazer a reserva no site da corretora que deseja exercer o seu direito de prioridade e comprar as ações ao preço de mercado. É um processo diferente do IPO, em que o investidor fixa o preço máximo que pretende pagar pelas ações.

Dessa forma, o investidor compra a mercado as ações na oferta de ações (follow-on) e precisa fazer o pedido até a data limite, sempre indicando que deseja o máximo a que tem direito na oferta (LSP).

Fique tranquilo que geralmente o preço da oferta (follow-on) vem um pouco abaixo do preço de mercado.

“As ações small caps são atrativas tanto em períodos de baixa como de alta?”

A minha resposta categórica é: as ações small caps ”destravam valor” mais facilmente quando o mercado está em alta. Assim, o Ibovespa tem a primeira onda de valorização para, em seguida, alcançar as ações com menor valor de mercado e liquidez. Porém, nada impede que uma ação small cap possa ter forte valorização mesmo com o mercado em baixa.

Quer aprofundar mais seus conhecimentos sobre a Bolsa de Valores? Então leia minha última coluna: O risco aumentou, mas as empresas na Bolsa vão bem | Domingo de Valor.

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Weg (WEGE3): Resultado do 4T20 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/weg-wege3-resultado-do-4t20 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/weg-wege3-resultado-do-4t20#respond Wed, 24 Feb 2021 13:48:34 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=21343 A Weg (WEGE3) apresentou nesta quarta-feira (24), antes da abertura dos mercados, os seus resultados referentes ao 4T20. Os números vieram bons, com receita líquida em linha com as expectativas do mercado, com Ebitda e lucro líquido acima do esperado. A receita líquida do trimestre atingiu 4.889 milhões de reais, um crescimento de 29,4 por… Read More »Weg (WEGE3): Resultado do 4T20

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A Weg (WEGE3) apresentou nesta quarta-feira (24), antes da abertura dos mercados, os seus resultados referentes ao 4T20. Os números vieram bons, com receita líquida em linha com as expectativas do mercado, com Ebitda e lucro líquido acima do esperado.

A receita líquida do trimestre atingiu 4.889 milhões de reais, um crescimento de 29,4 por cento na comparação anual e de 1,8 por cento na comparação trimestral.

Já o lucro antes dos impostos, juros, da amortização e da depreciação (Ebitda) foi de 981 milhões de reais, uma variação positiva de 47,2 por cento na comparação com o 4T19 e de 4,9 por cento na comparação com o 3T20. Com isso, a margem Ebitda passou de 19,5 por cento no 3T20 para 20,1 por cento no fechamento do 4T20.

Por fim, o lucro líquido somou 742,2 milhões de reais, um crescimento de 48,3 por cento na comparação de base anual e aumento de 15,2 por cento na comparação com o 3T20. Também houve ganhos de margem líquida, que passou de 13,4 por cento no 3T20 para 15,2 por cento neste quarto trimestre de 2020.

Em relação a sua operação, os destaques positivos foram o forte desempenho do mercado interno, com melhora observada nas áreas com predominância de equipamentos de ciclo curto (motores comerciais, tintas e vernizes). As áreas de ciclo longo também apresentaram evolução positiva quando comparadas ao 3T20, com destaques para os negócios ligados a papel e celulose, mineração, óleo e gás e geração e transmissão de energia.

A Weg também divulgou nesta terça-feira (23), através de fato relevante, um aviso aos acionistas sobre declaração de dividendos complementares no valor total de 732,9 milhões de reais, correspondente a R$ 0,3494 por ação – um retorno em dividendos de 0,42 por cento. A distribuição será realizada para os acionistas titulares das ações da companhia em 26 de fevereiro de 2021, sendo estas negociadas ex-dividendos em 1 de março de 2021 em diante.

E Eu Com Isso?

Os resultados apresentados pela Weg vieram sólidos, com Ebitda e lucro líquido acima do esperado pelo mercado. Além disso, a divulgação de dividendos complementares é vista de forma atrativa para o mercado. Dessa forma, esperamos impacto positivo no preço das suas ações (WEGE3) no curto prazo.

Seus resultados do quarto trimestre trazem o reflexo da continuidade na melhora da atividade econômica, especialmente para o mercado local, onde foi observada maior demanda por seus produtos e soluções. Acreditamos que a retomada da atividade, junto aos esforços de redução de custos da companhia e aumento de sua eficiência operacional, foi, de fato, decisiva para o bom desempenho trimestral desta.

Para o mercado externo, observamos uma recuperação mais lenta dos negócios da Weg, com os negócios de ciclo curto permanecendo virtualmente constantes desde o maior impacto da pandemia em seus negócios, no final de 2T20. Os negócios de ciclo longo apresentaram maior volatilidade no 4T20, também sinalizando uma recuperação mais lenta e apresentando recuo na receita consolidada no mercado externo.

Importante ressaltar que a companhia apresentou ganho de margem nas principais linhas de seu resultado, tendo colhido os ganhos de produtividade oriundos das políticas de contenção de custos e despesas do último trimestre, das quais boa parte foi mantida.

Em termos de rentabilidade para o período, verificamos esta como positiva, com o indicador de Retorno sobre o Capital Investido (ROIC), que mede tanto a eficiência operacional da companhia como a eficiência na gestão dos investimentos, atingindo 25,5 por cento, 5,3 pontos percentuais a mais que no 4T19 e 2,2 pontos percentuais acima do 3T20.

O que podemos esperar para a Weg é que a companhia continue colhendo os frutos de sua diversificação de áreas de negócio e exposição a diferentes mercados, mostrando resiliência a eventos externos.

Como principal catalisador das ações da companhia, vemos a continuidade do ciclo de investimentos no segmento industrial brasileiro e o consequente crescimento de receitas e lucros em taxas elevadas.

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Leia mais sobre a empresa: WEG: Avenida de crescimento.

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