governo – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 04 Nov 2021 21:17:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png governo – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Os desafios de gerenciamento no Brasil https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-desafios-de-gerenciamento-no-brasil https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-desafios-de-gerenciamento-no-brasil#respond Fri, 05 Nov 2021 11:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32779 Em relação à atual conjuntura brasileira e ao comportamento do mercado, parece que sempre dá pra cavar o poço um pouco mais ao fundo. Quando parece que tudo vai melhorar, que o mercado poderá entrar numa fase menos ruim, até para aparar exageros, as incertezas ganham novo impulso, renovando as quedas da Bolsa, testando novos… Read More »Os desafios de gerenciamento no Brasil

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Em relação à atual conjuntura brasileira e ao comportamento do mercado, parece que sempre dá pra cavar o poço um pouco mais ao fundo. Quando parece que tudo vai melhorar, que o mercado poderá entrar numa fase menos ruim, até para aparar exageros, as incertezas ganham novo impulso, renovando as quedas da Bolsa, testando novos patamares para o dólar e na curva de juros. É o que tivemos nesta última semana. 

O mercado, como se costuma falar, prefere ter certeza do tamanho do problema do que trabalhar com suposições. E, nas condições atuais, prefere lidar com o certo, mesmo que seja ruim, que é o caso da PEC dos Precatórios, com todas as mudanças fiscais que propõe, do que com o incerto, que seria o Plano B do governo. Se não houver aprovação da PEC, a tempo de viabilizar o Auxílio Brasil em 2022, se estuda a prorrogação do auxílio emergencial, possivelmente com crédito extraordinário, que dependeria da decretação de estado de calamidade, com todas as discussões que isso poderá trazer. Mas é essa a situação de incerteza que ainda prevalece, mesmo com a aprovação da matéria, em primeiro turno, na Câmara.

A reação da oposição, questionamentos quanto à forma como a votação foi conduzida e debates internos de partidos como o PSDB e o PDT, de Ciro Gomes, que até colocou a própria candidatura em stand-by, deixaram incerto o avanço da proposta, que ainda pode enfrentar resistências no Senado, apesar de o presidente Rodrigo Pacheco tratar como pauta prioritária. Não se trata mais de considerar as discussões repetitivas quanto aos impactos do ponto de vista fiscal, a margem para mais gastos e emendas políticas ou os interesses eleitoreiros, o que está pensando é a possibilidade de mais uma rodada de indefinições, quando já se assimilava a ideia de ficar com o bode na sala. 

Uma situação semelhante ocorreu com a mudança na política de estímulos do Federal Reserve. O mercado viveu muitos momentos de volatilidade pelo possível corte na injeção de recursos pelo FED. Quando veio a confirmação da redução de US$ 15 bilhões/mês na compra de ativos (tapering), mas sem relação com discussões quanto à elevação dos juros, o que se viu foi uma onda de alívio, acompanhada até pelo mercado local. É menos liquidez, mas, por enquanto, com menos reflexos sobre fluxo de investimento para outros mercados, a não ser que a economia dos EUA imponha mais alterações na política monetária.

Agora é aguardar o desfecho da novela da PEC e analisar se haverá, ou não, um plano B. Fato é que o Brasil não para de produzir incertezas. E, não sem motivos, além da volatilidade, o mercado tem mostrado muita dispersão das projeções. Nem o aumento da dosagem de elevação da Selic nem a ata da última reunião do Copom conseguiram provocar maior convergência das projeções de inflação, de juros e de expansão do PIB. O relatório Focus tem trazido médias de previsões com grandes aberturas. O mercado anda exagerando em algumas ondas de pessimismo. Mas é fato que estamos tendo de lidar com várias frentes simultâneas de incerteza, que dificultam uma postura de maior equilíbrio. É o risco fiscal envolvido nas discussões em torno da PEC e do Auxílio Brasil, as dificuldades relacionadas à crise de energia, que pesa na inflação e na atividade; são as sucessivas pressões inflacionárias, afetando o potencial de impacto dos juros; há as dificuldades de retomada do crescimento, como mostram os dados da produção industrial, e a proximidade das eleições… 

Difícil dar uma pausa nessas preocupações e focar na safra de balanços ou em fatos positivos, como o 5G e outros avanços. Os desafios do gerenciamento da política econômica e da política, de fato, estão ecoando mais.

Leia a última coluna da Denise Campos de Toledo: Mercado mantém foco nas incertezas.

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Aprovada MP da Eletrobras https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/aprovada-mp-da-eletrobras https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/aprovada-mp-da-eletrobras#respond Thu, 20 May 2021 14:23:24 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=24482 Na quarta-feira (19) foi aprovada pela Câmara dos Deputados a Medida Provisória (MP) nº 1.031, que viabiliza a privatização da Eletrobras (ELET3/ELET6). Antes que o projeto siga para o Senado, porém, serão analisadas cerca de dez emendas dos partidos de oposição, o que pode tornar o processo mais lento. Antes da votação da MP, cuja… Read More »Aprovada MP da Eletrobras

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Na quarta-feira (19) foi aprovada pela Câmara dos Deputados a Medida Provisória (MP) nº 1.031, que viabiliza a privatização da Eletrobras (ELET3/ELET6). Antes que o projeto siga para o Senado, porém, serão analisadas cerca de dez emendas dos partidos de oposição, o que pode tornar o processo mais lento.

Antes da votação da MP, cuja aprovação se deu por 313 votos a 166, houve muitos embates em relação à proposta adicionada em minuta pelo relator, Elmar Nascimento. Nessa proposta, Nascimento condicionava a privatização da Eletrobras à transferência de indenizações que ela tem direito a receber para a estatal que será criada para ficar com a Eletronuclear e com a hidrelétrica de Itaipu, que atualmente pertencem à Eletrobras.

A minuta ainda determinava que a nova estatal deveria construir 6 mil megawatts (MW) de novas usinas térmicas inflexíveis (que ficam sempre ligadas), a serem financiadas com esses recebíveis. Esse foi o tema central da discussão no plenário, com partidos alegando que a construção destes gasodutos (investimentos bilionários, uma vez que a rede atual não chega hoje às localidades definidas para a construção das novas térmicas) poderia encarecer a conta de luz. O argumento refutado por outros partidos, como o MDB e o Novo.

A minuta alarmou o governo e o mercado, pois sua aprovação naquele formato poderia tornar inviável a privatização da Eletrobras. Relator e governistas fizeram então um acordo antes da votação na Câmara. A proposta de Nascimento foi alterada e essa condição deixou de ser uma condição prévia para a capitalização da companhia, o que permitiu a aprovação da MP no Congresso.

Segundo Nascimento, a proposta de mudança do texto visava não lesar o patrimônio público e sobrevalorizar a Eletrobras, deixando a totalidade do recebíveis na companhia que, hoje, tem 65% de participação do governo. Os partidos de esquerda também usaram esse argumento para protestar contra a MP no Supremo Tribunal Federal (STF), tentando barrar a votação da mesma, sem sucesso.

E Eu Com Isso?

Dada a perspectiva de privatização da companhia, esperamos uma reação positiva nas ações da Eletrobras (ELET3/ELET6) no curto prazo. A expectativa positiva já elevou as cotações na quarta-feira (19). ELET3 fechou com alta de 4,16 por cento e ELET6 subiu 3,61 por cento, ficando entre as maiores altas do dia.

A aprovação da MP é uma vitória do governo. O texto-base da MP indica que a União vai capitalizar a Eletrobras sem participar da operação. Assim, o governo reduzirá sua participação de 61 por cento para 45 por cento e ficará com uma “golden share”, que lhe permitirá vetar decisões mais sensíveis. No futuro, com as ações da companhia já mais valorizadas, o governo deve se desfazer de suas posições, realizando lucro.

O projeto aprovado desagradou empresas do setor elétrico. Dez associações do setor divulgaram um manifesto afirmando que as medidas aprovadas precisam ser avaliadas com mais cuidado. A Associação dos Grandes Consumidores de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) afirmou que a não transferência desses recebíveis para financiar as obras de gasodutos provocará um aumento de 10 por cento na conta de luz para os consumidores do mercado cativo e de 20 por cento para o mercado livre.

A decisão agradou o governo. A versão aprovada, além de não condicionar a privatização da Eletrobras à transferência de 47 bilhões de reais de recebíveis para a nova estatal, também impede a intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em contratos do mercado livre. O texto aprovado também retirou a proposta de usar os recursos futuros da hidrelétrica Itaipu para financiar a construção dos gasodutos, os pontos mais sensíveis para permitir a privatização da companhia.

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Leia também: Mudanças na MP da Eletrobras.

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Mudanças na MP da Eletrobras https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/mudancas-na-mp-da-eletrobras https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/mudancas-na-mp-da-eletrobras#respond Tue, 18 May 2021 15:46:30 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=24387 O governo tem sinalizado como uma de suas prioridades a privatização da Eletrobras por meio de um processo de capitalização, a ser realizado através da Medida Provisória (MP) nº 1.031, como uma forma de acelerar o processo e permitir que este seja concluído até 2022. Nesse contexto, o relator da MP, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA)… Read More »Mudanças na MP da Eletrobras

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O governo tem sinalizado como uma de suas prioridades a privatização da Eletrobras por meio de um processo de capitalização, a ser realizado através da Medida Provisória (MP) nº 1.031, como uma forma de acelerar o processo e permitir que este seja concluído até 2022. Nesse contexto, o relator da MP, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) vem propondo algumas mudanças no texto que geram preocupações quanto à efetivação desse processo, alarmando os investidores.

Uma das mudanças, que deve ser votada essa semana na Câmara dos Deputados, propõe tirar mais de 40 bilhões de reais em recebíveis da companhia provenientes das indenizações pagas pelo fim das concessões de geração e transmissão, que vinham sendo realizadas desde 2013.

A proposta seria transferir esse montante para a nova estatal que será criada para ficar com a Eletronuclear e a hidrelétrica de Itaipu, que hoje pertencem à Eletrobras. Isto porque a minuta onde constam as mudanças do texto da MP determina que a nova estatal deverá construir 6 mil megawatts (MW) de novas usinas térmicas inflexíveis (usinas que ficam sempre ligadas).

Essas térmicas deveriam ser movidas preferencialmente a gás natural, que é uma fonte de energia mais estável que a hidrelétrica, eólica e solar e menos poluente quando comparada aos demais combustíveis para térmicas. No entanto, a rede atual de gasodutos não chega às localidades definidas para essas novas térmicas, no Pará (onde devem ser erguidas 2 mil MW), em Minas Gerais (1,5 mil MW), em Rondônia (1,5 mil MW) e no Distrito Federal (500 MW). Dessa forma, seria necessário construir novos dutos para viabilizar o escoamento do gás dos polos produtores até as usinas.

A proposta no texto seria realizar a transferência do montante proveniente destas indenizações por ativos não amortizados da Rede Básica do Sistema Existente (RBSE) da Eletrobras para essa nova estatal, a fim de financiar seus empreendimentos.

Segundo Nascimento, a mudança do texto tem o intuito de não lesar o patrimônio público e sobrevalorizar a Eletrobras, deixando totalmente os recebíveis na companhia que, hoje, tem 65% de participação do governo. Ressaltou, no entanto, que já está sendo negociado um percentual do montante proposto diante das resistências do próprio governo.

Por fim, o relator afirmou que irá colegiar a decisão, se reunindo com representantes do Ministério de Minas e Energia, do Ministério da Economia e da Secretaria de Governo com este intuito. Caso nada seja acordado, a decisão será tomada no Congresso.

E Eu Com Isso?

As mudanças no texto da MP alarmaram tanto o governo quanto o mercado sobre a viabilidade da privatização caso estas sejam aprovadas. Isto porque, no pior cenário, a Eletrobras teria um rombo de mais de 40 bilhões de reais em seu caixa, montante que alarmou investidores. Devido ao impacto que a proposta de mudança de texto geraria para a companhia, esperamos um impacto negativo no preço das ações (ELET3/ELET6) da Eletrobras para o curto prazo.

Estas indenizações são provenientes da conversão MP 579, publicada no governo de Dilma Rousseff, em 2013. Na época, foi definida a redução de contratos de geração e transmissão que acabaram por desorganizar o setor elétrico e geraram o pagamento de indenizações às companhias prejudicadas. A própria Eletrobras, que recebe os pagamentos desde 2013, possui indenizações a receber até 2028 pelas suas linhas de transmissão que, na época, não estavam totalmente amortizadas e tiveram suas concessões renovadas com tarifas muito abaixo das praticadas anteriormente.

No último balanço divulgado pela companhia, este pontua que ainda possui 46,9 bilhões de reais para receber ao longo dos próximos anos, montante que representa mais da metade de todo patrimônio líquido da Eletrobras hoje. Caso a transferência seja aprovada, a relação dívida sobre Ebitda da companhia saltaria do atual nível de 1,5 vezes para mais de seis vezes, deixando a mesma em uma posição desconfortável.

As mudanças propostas fazem parte do artigo terceiro do relatório, que estabelece as condições para a privatização da Eletrobras. Nestas condições, haveria a necessidade de uma assembleia geral de acionistas da estatal para aprovar os termos da lei que converte a MP 1.031. No entanto, há também incertezas quanto ao poder de voto da União nesse caso, uma vez que ela pode ser impedida de se pronunciar devido a um potencial conflito de interesses, uma vez que receberá o montante de outorga pela renovação das concessões de usinas hidrelétricas da nova estatal.

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Leia também: Mudanças no texto da Eletrobras (ELET3/ELET6).

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Fabio Wajngarten na CPI da Covid https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/fabio-wajngarten-na-cpi-da-covid https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/fabio-wajngarten-na-cpi-da-covid#respond Thu, 13 May 2021 15:06:39 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=24272 Nesta quarta (12), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid recebeu o ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, para um longo e conturbado depoimento. Nos momentos mais tensos, houve bate-boca entre senadores e o comunicador chegou a ter sua prisão solicitada por integrantes da comissão. Diferentemente do que havia dito recentemente a uma… Read More »Fabio Wajngarten na CPI da Covid

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Nesta quarta (12), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid recebeu o ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, para um longo e conturbado depoimento. Nos momentos mais tensos, houve bate-boca entre senadores e o comunicador chegou a ter sua prisão solicitada por integrantes da comissão.

Diferentemente do que havia dito recentemente a uma revista de circulação nacional, em seu depoimento Wajngarten preservou de críticas o governo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. No entanto, o ex-auxiliar revelou que a farmacêutica Pfizer enviou carta ao Planalto em setembro de 2020, oferecendo vacinas, e foi ignorada por dois meses – até que ele mesmo contatasse a companhia.

O ex-secretário também se esquivou de responsabilidade sobre campanhas que circularam nos perfis oficiais da Secretaria de Comunicação do governo, como a que incentivava a volta à normalidade no início da pandemia e a que colocava o ato de se vacinar como uma escolha pessoal.

Wajngarten foi contestado diversas vezes pelos senadores, que o acusaram de mentir na Comissão – crime tipificado pelo Código Penal brasileiro. No momento mais crítico da sessão, o relator Renan Calheiros (MDB-AL) sinalizou que pediria a prisão em flagrante do ex-auxiliar, mas o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), rechaçou a possibilidade.

Nesta quinta (13), a CPI deve ouvir o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlo Murillo, e o foco deve ser praticamente todo nas negociações para a venda de vacinas contra a Covid-19 ao Brasil. Na semana que vem, estão previstos depoimentos do ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Saúde, Eduardo Pazuello, entre outros nomes.

E Eu Com Isso?

A CPI vai afunilando os focos investigativos, que parecem se desenhar em torno de três eixos: a possível existência de um comitê paralelo de tomada de decisão sobre as medidas envolvendo a pandemia; o incentivo à hidroxicloroquina e a postura do governo federal com relação ao medicamento; e o suposto atraso na compra de vacinas, devido à negligência do governo.

A prova documental de contato da Pfizer, em meados de setembro de 2020, e a falta de resposta do governo federal deve colocar mais atenção aos eventuais erros cometidos quando das negociações – ainda que, à época, a Anvisa não tivesse aprovado o imunizante.

Por fim, a prisão de Wajngarten, caso tivesse ocorrido, teria praticamente sepultado precocemente a Comissão, fazendo com que os próximos entrevistados ficassem acuados e abrindo perigoso precedente no que se refere à atuação do colegiado. Por isso – entre outras razões – o presidente da CPI negou tal possibilidade e já deixou claro que não “será carcereiro”, indicando que dificilmente permitirá um movimento mais drástico durante os trabalhos. Os investidores seguem acompanhando o desenrolar da CPI, mas ela não tem feito preço nos ativos durante os pregões. Essa tendência deve continuar, pelo menos no curto prazo.

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Leia também: A inflação americana e seus efeitos.

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Avaliação realista do Copom mostra cenário com muitas incertezas  https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/avaliacao-realista-do-copom-mostra-cenario-com-muitas-incertezas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/avaliacao-realista-do-copom-mostra-cenario-com-muitas-incertezas#respond Thu, 06 May 2021 21:38:38 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=24062 O Copom, na definição da alta da Selic para 3,5%, projetando que deve chegar a 4,25% na próxima reunião, pode até ter causado alguma frustração para quem esperava um posicionamento mais duro, ao indicar normalização parcial dos juros. A indicação é que a taxa básica possa fechar o ano em 5… 5,5%. O que não… Read More »Avaliação realista do Copom mostra cenário com muitas incertezas 

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O Copom, na definição da alta da Selic para 3,5%, projetando que deve chegar a 4,25% na próxima reunião, pode até ter causado alguma frustração para quem esperava um posicionamento mais duro, ao indicar normalização parcial dos juros. A indicação é que a taxa básica possa fechar o ano em 5… 5,5%. O que não significa um ajuste pequeno. Vale lembrar que saímos do patamar de 2% do começo do ano, sendo que foi o primeiro movimento de alta dos juros desde 2015. 

Na verdade, a confirmação dessas indicações vai depender muito da evolução do cenário macroeconômico, aqui e no exterior. O Comitê fez uma análise bastante realista do que pode influenciar as expectativas e movimentos do mercado. Citou desde a reação das economias mais desenvolvidas, impulsionadas por vacinação e pacotes de estímulo até as especulações que o mercado possa fazer em torno disso, pelo receio de possíveis pressões inflacionárias que levariam a elevações dos juros.

Cenário com potencial para trazer dificuldades para os emergentes. Temos tido boas amostras disso, com as oscilações dos juros dos treasuries americanos, contrariando as indicações do FED, de manutenção do atual nível das taxas, por um longo tempo, até admitindo pressões pontuais sobre a inflação, que não alterem muito a média esperada. Movimentos que sempre têm repercussões sobre o mercado brasileiro.

Quanto à inflação, embora ainda considere determinadas pressões como temporárias, o Copom não desconsidera o impacto do aumento das commodities no exterior sobre os preços domésticos, e, tampouco, o reflexo de curto prazo da mudança da bandeira de energia, da variação maior dos preços administrados ou das projeções que, neste ano, testam o teto da meta e, no próximo, o ponto central.

Assim como o mercado, o Copom também demonstra incertezas quanto ao ritmo de retomada da economia, em meio à segunda onda da pandemia, o que pode também ter influência sobre a inflação.

Quanto aos juros em si, além da necessidade de promover a convergência das expectativas para a meta inflacionária, ainda ressalta a importância da agenda de reformas e do encaminhamento da questão fiscal, que sem perspectivas mais favoráveis podem exigir um prêmio de risco mais elevado.

Enfim, no que depende da política de juros, podemos esperar impacto positivo sobre o mercado. O problema é que os movimentos do câmbio, do fluxo de investimentos e da curva de juros, dependem muito de todos esses fatores que também darão condições, ou não, de o Copom seguir com a política de juros que vem sinalizando.

A leitura realista da conjuntura nos traz muitas indefinições, com potencial para produzir, ainda, muita volatilidade dos ativos. E mais: os juros mais altos, que tendem a garantir ganhos menos ruins nas aplicações de renda fixa, podem ser mais um fator limitador da retomada da atividade, com encarecimento do crédito em várias frentes, desde o consumo, financiamentos na área imobiliária até para o giro das empresas, sem esquecer a dívida pública.

A normalização ou a elevação dos juros parece ser também uma resposta à incapacidade que o País ainda demonstra em reduzir os fatores de risco em várias frentes, não apenas na inflacionária.

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Leia mais da Denise Campos de Toledo: O país da resiliência | Denise Campos de Toledo.

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Sem reforma tributária https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/sem-reforma-tributaria https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/sem-reforma-tributaria#respond Wed, 05 May 2021 13:47:10 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=24015 No mesmo dia em que o relatório da reforma tributária foi lido na comissão mista, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), declarou extinto o colegiado e, assim, impossibilitou que ele votasse o texto do parecer, elaborado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O foco do relator foi na substituição de tributos como PIS,… Read More »Sem reforma tributária

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No mesmo dia em que o relatório da reforma tributária foi lido na comissão mista, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), declarou extinto o colegiado e, assim, impossibilitou que ele votasse o texto do parecer, elaborado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

O foco do relator foi na substituição de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), um imposto que praticamente unificaria todos os tributos atuais que incidem sobre o consumo. Ainda, foi proposta a criação do Imposto Seletivo como forma de complementar o novo modelo. A transição dos tributos seria feita em duas fases: nos primeiros dois anos, haveria apenas a unificação do PIS e da Cofins; em seguida, haveria mais quatro anos de transição para englobar o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).

Aguinaldo Ribeiro afirmou que seu parecer foi resultado de um compilado do que foi debatido na comissão mista e – reconhecendo a amplitude e complexidade da reforma proposta – também ressaltou que “portas largas levam sempre a caminhos curtos” para defendê-la como a melhor alternativa para enfrentar as mazelas do atual sistema tributário brasileiro.

Na outra ponta, Arthur Lira se baseou no regimento interno da Câmara para finalizar os trabalhos da comissão, colocando Câmara e Senado novamente em rota de colisão. A ação foi vista como uma tentativa de controlar os rumos da reforma e realizar o fatiamento da proposta, concentrando, também, as mudanças do regime tributário na esfera federal.

Desse modo, a apresentação do relatório final na comissão, na próxima terça (11), fica comprometida até segunda ordem.

E Eu Com Isso?

Com disputas eminentemente políticas de pano de fundo, o relatório de mais de 100 páginas apresentado pelo deputado da Paraíba nesta terça (4) pode ter subido no telhado, com a reforma tributária voltando à estaca zero no Congresso. O texto elaborado pelo relator é sólido, apesar de passível de algumas mudanças, e vai na direção correta para suprir as necessidades que o Brasil precisa para um sistema tributário mais eficiente, transparente e justo.

Nas entrelinhas, está a vontade do governo, junto a Lira, de não promover grandes mudanças para não perder o apoio de alguns setores econômicos que seriam mais afetados com a reforma – o que é uma infelicidade, uma vez que um sistema mais calibrado beneficiaria a todos em termos de produtividade e segurança jurídica.

O mercado recebeu mal a notícia da extinção da comissão mista e entendeu que o trabalho feito até agora pode ter sido posto em xeque, fazendo com que o principal índice de ações brasileiras fechasse esta terça no negativo. O pregão de hoje já não deve precificar tanto o desfecho mais negativo. Há, ainda, a esperança de que as partes se entendam e que a reforma, como um todo, não suba no telhado, mas a construção de um consenso torna-se cada vez mais difícil.

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Leia também: Reforma tributária do Senado.

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Guerra de convocações https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/guerra-de-convocacoes https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/guerra-de-convocacoes#respond Thu, 29 Apr 2021 16:03:37 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23817 Instalada nesta terça-feira (27) e foco das atenções do mundo político, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado Federal deve definir, na manhã desta quinta (29), seu plano de trabalho e estabelecer um cronograma inicial de convocação para depoimentos. Nesse sentido, a sessão será marcada por uma guerra de convocações de ambos… Read More »Guerra de convocações

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Instalada nesta terça-feira (27) e foco das atenções do mundo político, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado Federal deve definir, na manhã desta quinta (29), seu plano de trabalho e estabelecer um cronograma inicial de convocação para depoimentos.

Nesse sentido, a sessão será marcada por uma guerra de convocações de ambos os lados – da parte governista, o objetivo é convocar vários governadores, em especial aqueles considerados adversários do governo federal. Do lado do G7 (bloco de senadores independentes ou declaradamente de oposição ao governo), o plano é convocar ex-ministros da Saúde e usar o caso recente do ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, que tomou a vacina supostamente escondido do Planalto.

Foram apresentados 260 requerimentos de informação, documentos e pedidos de depoimentos. Na lista de convocações dos governistas, estão nomes como os governadores João Doria (PSDB-SP), Rui Costa (PT-BA), Hélder Barbalho (MDB-PA) e Wilson Lima (PSC-AM), além de figuras relevantes como o médico infectologista e coordenador do comitê de saúde de São Paulo, David Uip, e o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante). Ademais, o grupo aliado a Bolsonaro também apresentou requerimentos para coletar informações sobre o uso de verbas federais nos 26 estados e no Distrito Federal, assim como atualizações sobre quaisquer investigações relativas à aplicação destes montantes nos entes subnacionais.

Por outro lado, o G7 já tem articulado com os líderes da Comissão para convocar desafetos e ex-membros do governo. Em cronograma prévio discutido na noite desta quarta (28) entre o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o relator Renan Calheiros (MDB-AL), está prevista a convocação, já na semana que vem, dos ex-ministros da Saúde do governo Bolsonaro, assim como o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga e o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres. Um pouco mais adiante, a ideia é trazer o ex-secretário de Comunicação Social, Fábio Wajngarten e outros assessores especiais da Presidência.

E Eu Com Isso?

Nestes primeiros dias de funcionamento da Comissão, o que se percebe é um tom firme adotado pelo presidente e pelo relator da CPI, muito provavelmente em retaliação à manobra frustrada que tentou impedir a nomeação de Renan Calheiros para a relatoria.

A convocação de ex-ministros da Saúde logo na primeira semana é uma derrota para o governo, que tenta virar o jogo jogando os holofotes para Estados e municípios. Com minoria na comissão, (4 de 11 senadores), porém, nem todos os requerimentos serão aceitos.

Investidores devem deixar os trabalhos da CPI e o pequeno revés do governo em segundo plano nesta quinta (29), em meio ao otimismo nas bolsas globais e início da temporada de resultados, mas acompanham de perto o desenrolar da comissão e seus efeitos políticos.

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Leia também: O enrosco político na questão fiscal | Denise Campos de Toledo.

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Acordo no Orçamento https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/acordo-no-orcamento https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/acordo-no-orcamento#respond Tue, 20 Apr 2021 14:48:32 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23596 Após semanas de intensa discussão, o governo e o Congresso fecharam um acordo para solucionar o impasse envolvendo o Orçamento de 2021, aprovado com despesas obrigatórias subestimadas e, portanto, passível de ajustes. A partir da forte pressão do Legislativo, o texto final deve englobar os 16,5 bilhões de reais em emendas destinadas a deputados e… Read More »Acordo no Orçamento

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Após semanas de intensa discussão, o governo e o Congresso fecharam um acordo para solucionar o impasse envolvendo o Orçamento de 2021, aprovado com despesas obrigatórias subestimadas e, portanto, passível de ajustes.

A partir da forte pressão do Legislativo, o texto final deve englobar os 16,5 bilhões de reais em emendas destinadas a deputados e senadores, enquanto os vetos de gastos discricionários devem ficar na casa dos 10,5 bilhões de reais, conforme divulgou a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda (PL-DF), nesta segunda-feira (19).

Adicionalmente, o próprio Executivo deve efetuar cortes na casa dos 9 bilhões de reais em despesas discricionárias, envolvendo emendas de bancada estadual (não obrigatórias) e outros dispêndios relacionados ao funcionamento da máquina pública federal. No total, portanto, o volume total de vetos deve ficar na casa dos 20 bilhões de reais, supostamente viabilizando a peça orçamentária.

Em contrapartida, foi aprovado um Projeto de Lei no Congresso (PLN 2/2021) para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, permitindo que alguns gastos fiquem de fora da meta de resultado primário e que o ajuste de gastos não obrigatórios pelo Executivo seja mais flexível. Sobre os ajustes, basicamente o que se propõe é que, caso as despesas sujeitas ao teto superem seu limite, contingenciamentos terão de ser feitos imediatamente – isso inclui, principalmente, as emendas aumentadas na reta final do processo orçamentário.

Em relação às exceções ao déficit primário (que já iam ficar fora do teto, por serem gastos editados via crédito extraordinário), ficaram de fora os 44 bilhões de reais do auxílio emergencial, os 10 bilhões do programa de redução de salário e jornada (BEm), 5 ou 10 bilhões de uma nova rodada de crédito subsidiado para micro e pequenas empresas e 20 bilhões para novos gastos para saúde – além de cerca de 10 bilhões de reais em créditos para a saúde já abertos em 2021 e 31 bilhões de reais de gastos contratados em 2020, mas que devem ser executados e pagos esse ano.

No total, isso significa que gastos fora da meta primária podem ficar na casa dos 120-125 bilhões de reais, pouco mais da metade do déficit primário estimado para 2021 (247 bilhões de reais). Havia a possibilidade de alterar a meta primária – uma solução mais transparente –, mas não houve vontade política para tal.

Por fim, destaca-se o artigo no PLN 2 que exclui-se o gasto com custeio da máquina pública como prioridade de execução, permitindo cortes maiores neste grupo de despesas, mas, por outro lado, aumentando o risco de shutdown do governo.

Ao cabo, a resolução do impasse foi de encontro com o que a equipe econômica queria e acabou, na prática, enfraquecendo fortemente as âncoras fiscais do País, com o governo tendo que se endividar ainda mais que o previsto em 2021.

E Eu Com Isso?

Se levarmos em consideração os cálculos da Instituição Fiscal Independente do Senado, órgão que serve de guardião das contas públicas brasileiras, o risco de estouro do teto continua, já que seriam necessários cortes na casa dos 31,9 bilhões de reais em gastos discricionários inflados. Com apenas 20 bilhões sendo cortados, o governo dependerá, de fato, de uma realidade de gastos menores que o previsto em despesas obrigatórias e contingenciamentos frequentes para tornar o Orçamento exequível e preservar o teto.

Com o PLN englobando a emenda “fura-teto” no acordo, a reação nos mercados nesta terça (20) deve ser negativa. Fosse o governo mais fiscalmente responsável, ou politicamente hábil, essa situação orçamentária não teria sido uma realidade. No fim do dia, porém, prevaleceu a vontade de quem tem mais poder na atual conjuntura (o Legislativo, diante de uma grande crise e um governo fragilizado em termos de popularidade e apoio no Congresso).

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Leia mais sobre o caso: Orçamento de 2021 parece se encaminhar para uma solução.

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CPIs: tudo o que você precisa saber | Política sem Aspas https://levanteideias.com.br/politica-sem-aspas/cpis-tudo-o-que-voce-precisa-saber-politica-sem-aspas https://levanteideias.com.br/politica-sem-aspas/cpis-tudo-o-que-voce-precisa-saber-politica-sem-aspas#respond Fri, 16 Apr 2021 23:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23513 O jargão “acabar em pizza” é, muitas vezes, usado para descrever alguma investigação ou fiscalização promovida pelas autoridades legais do País, em que o desfecho traz algum subterfúgio que acaba livrando o(s) acusado(s) de qualquer pena. Consagrada na política, a expressão, porém, foi criada por um jornalista esportivo da Gazeta Esportiva, na década de 1960.… Read More »CPIs: tudo o que você precisa saber | Política sem Aspas

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O jargão “acabar em pizza” é, muitas vezes, usado para descrever alguma investigação ou fiscalização promovida pelas autoridades legais do País, em que o desfecho traz algum subterfúgio que acaba livrando o(s) acusado(s) de qualquer pena.

Consagrada na política, a expressão, porém, foi criada por um jornalista esportivo da Gazeta Esportiva, na década de 1960. O finado Milton Peruzzi, um dos integrantes do tradicionalíssimo Mesa Redonda, cobria uma enorme crise no Palmeiras – curiosamente, também time de seu coração – envolvendo finanças e diversas alas políticas.

Peruzzi se mandou para o Parque Antártica, a fim de cobrir a polêmica reunião, que durou horas e horas e teve ânimos muito exaltados, com a missão de fornecer a manchete para a primeira página do jornal. No limite do prazo para a montagem da Gazeta Esportiva, por volta das onze horas da noite, eis que saem os dois grupos políticos em paz (e esfomeados, claro), divulgando aos jornalistas que haviam chegado a um acordo político e iriam celebrar comendo uma pizza nos arredores do Palmeiras. Peruzzi foi gentilmente convidado para o jantar, pelo bom trânsito que tinha dentro do clube.

Ao receber a ligação de seu editor, poucos minutos depois, e ser indagado sobre o desfecho da reunião, ocorreu ao jornalista responder que a tensa disputa “acabou em pizza”, dando origem à famosa expressão. Você pode ouvir a história completa, contada pelo próprio Peruzzi em entrevista ao Milton Neves em 1997, aqui.

Da criação e dos objetivos das CPIs

Pois bem: “acabar em pizza” é uma das possibilidades quando se instaura uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional. Instrumento de prerrogativa do Poder Legislativo, uma CPI tem como finalidade apurar fato determinado (especificando qual o escopo da comissão) e investigar denúncias de irregularidades contra a administração pública – podendo ocorrer no âmbito federal, estadual e municipal, sob tutela das respectivas instâncias legislativas.

Segundo a Constituição Federal de 1988, as CPIs têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, que, na prática, significa que essas comissões têm acesso aos mesmos poderes que a Polícia Federal e Polícia Civil, por exemplo. Ao final dos trabalhos da comissão, é apresentado um relatório final e, a partir daí, dá-se o encaminhamento julgado mais pertinente: caso a CPI aponte para a necessidade de criação de uma nova lei, o relatório vai para a Mesa Diretora das Casas; se é denotada a prática de algum crime, o relatório é encaminhado para o Ministério Público; se há provas de cometimento de infrações administrativas na administração pública, esse relatório é repassado ao Executivo.

No âmbito federal, para ser criada, uma CPI precisa da assinatura de, no mínimo, ⅓ dos membros uma das Casas Legislativas. Caso seja instaurada pelo Congresso Nacional, são necessários ⅓ das assinaturas de deputados e de senadores – formando-se, assim, uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI).

Na Câmara dos Deputados, o prazo máximo para os trabalhos de uma CPI é de 180 dias (120 dias iniciais e opção de prorrogação por mais 60 dias). Já no Senado Federal, o regimento estabelece que uma CPI deve finalizar seus trabalhos dentro da legislatura em que foi instaurada – ou seja, nos quatro anos entre as eleições presidenciais.

História da CPI

 Em termos legais, a Comissão Parlamentar de Inquérito surgiu com a Constituição de 1934, no primeiro governo Vargas, mas logo foi retirada do arcabouço legal, com o advento do Estado Novo e promulgação de nova Constituição, em 1937. Esse tipo de comissão foi voltar a ser prevista somente em 1946, com o primeiro processo de redemocratização da 4ª República. Aliás, a primeira CPI data dessa época e teve como objetivo investigar os atos ditatoriais de Getúlio Vargas, mas não teve conclusão nenhuma.

Segundo registros de historiadores ligados à Câmara e ao Senado Federal, de 1945 a 1955, 52 das primeiras 80 CPIs tiveram o mesmo desfecho: nenhuma conclusão concreta, fazendo coro ao famoso jargão “acabou em pizza”. Com o advento da ditadura militar, pouquíssimas CPIs foram instaladas.

Desse modo, tal instrumento do Poder Legislativo somente começou a ganhar força com a CF/1988, com alguns episódios decisivos para a política nos últimos 30 anos. Comentarei, a seguir, cinco CPIs importantes para a história do Brasil:

CPI do PC Farias (1992)

Primeira CPI (que foi, na verdade, uma Comissão Mista) de peso após a promulgação da nova Carta Magna brasileira. A comissão investigou um esquema amplo de corrupção envolvendo o empresário Paulo César Farias, que havia sido tesoureiro do então Presidente da República, Fernando Collor de Mello.

Denunciado pelo seu irmão, Pedro Collor, o presidente viu a CPMI descobrir uma série de empresas fantasmas, venda de favores e priorização de empresas específicas em obras públicas, além de uso do dinheiro ilegal para pagamento das contas de despesas pessoais do próprio Collor. Da comissão, surgiu o pedido de impeachment contra Collor, aprovado pela Câmara dos Deputados em setembro de 1992. Em 1996, PC Farias foi encontrado morto juntamente com sua namorada, Suzana Marcolino, em um dos casos inconclusos mais famosos do Brasil – suspeita-se de queima de arquivo.

CPI dos Anões do Orçamento (1993)

No ano seguinte, foi instalada a CPI dos Anões do Orçamento, nome dado a um grupo, de pouca relevância política, de congressistas brasileiros que, no final dos anos 80 e início dos anos 90, fraudou recursos do Orçamento da União.

A comissão investigou o desvio de dinheiro do Orçamento feito por meio da manipulação de emendas parlamentares, e o relatório final apontou para montantes roubados acima da casa dos R$ 100 milhões para favorecer governadores, ministros, senadores e deputados. Do pedido de cassação de 18 parlamentares apresentado pelo relator Roberto Magalhães (PFL-PE), seis levaram à perda de mandato e oito não tiveram êxito, com a absolvição dos políticos. Outros quatro parlamentares renunciaram antes de serem cassados, entre eles o principal operador do esquema, o deputado João Alves de Almeida (PFL-BA).

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CPI do Judiciário (1999)

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Judiciário foi instaurada em abril de 1999 e teve como objetivo apurar as denúncias de irregularidades praticadas por integrantes de tribunais superiores, tribunais regionais e tribunais de Justiça do País.

A CPI ficou famosa por desvendar a ligação do senador Luiz Estevão (MDB-DF) com o juiz classista e ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, Nicolau dos Santos Neto (ou “Lalau”, como foi apelidado). Foram descobertos desvios de R$ 169 milhões na construção do Fórum Trabalhista de São Paulo, levando à cassação do senador, ao fim da figura do juiz classista e à criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

CPI do Banestado (2003)

A CPMI do Banestado, ou CPMI de Evasão de Divisas, foi criada em junho de 2003 para investigar as responsabilidades sobre os registros de evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais ocorridos entre 1996 e 2002. Segundo estimativas, foram enviados pelo Banco do Estado do Paraná (Banestado) cerca de R$ 30 bilhões ao exterior, totalizando, entre outros bancos, um montante de R$ 150 bilhões, aproximadamente, em transações ilegais.

A CPI foi uma das mais extensas da história do Legislativo, requisitando quebra de sigilo de mais de 1.700 contas bancárias e ligando mais de 200 pessoas no esquema de evasão de dinheiro. Ao cabo, essa foi uma das CPIs que “terminou em pizza”: o relator da comissão, deputado José Mentor (PT-SP), sugeriu o indiciamento de 91 pessoas – incluindo o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, o empresário fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, e o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco – pelo envio irregular de dinheiro a paraísos fiscais após um ano e meio de investigações, mas o relatório nunca foi votado pelos integrantes da CPI.

CPI dos Correios (2005)

Uma das comissões mais famosas, a CPMI dos Correios, criada em junho de 2005, tinha como objetivo inicial investigar supostas irregularidades e ilicitudes na estatal após a divulgação de uma fita de vídeo em que o ex-diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, detalha a dois empresários um esquema de pagamento de propina dirigido pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ).

Dessa fase inicial de investigações, eclodiu o escândalo do Mensalão – esquema de compra de votos que ameaçou derrubar o governo Lula no fim de seu primeiro mandato. Em entrevista a um jornal de grande porte, Roberto Jefferson detalhou o esquema de corrupção do governo e acabou mudando os rumos da CPI dos Correios, levando à conclusão, em 2006, e aprovação de um relatório posteriormente enviado ao Ministério Público. O material serviu de apoio para a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra uma série de políticos e a cassação de alguns mandatos no Congresso, entre eles de José Dirceu (PT) e o próprio Roberto Jefferson.

CPI da Covid-19

Desde meados de 2014 e 2015, não se ouve falar muito em CPIs no Planalto Central. Após a CPI da Petrobras, que investigou irregularidades na estatal e na compra da refinaria de Pasadena (Califórnia-EUA), e a CPI do Futebol (2015), a qual ganhou mais destaque devido à Copa do Mundo de 2014 no Brasil, as comissões ficaram em segundo plano.

Depois de cerca de seis anos, porém, a sigla vai voltar para os noticiários brasileiros. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão monocrática do ministro Barroso e posterior confirmação por maioria da Corte na última quarta-feira (14), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), leu, no meio da semana, em sessão plenária da Casa Legislativa, o requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia de Covid-19.

Pressionado pelos seus pares, o presidente do Senado unificou os dois pedidos de CPI que tramitavam na Casa – o primeiro, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), e o segundo, do senador Eduardo Girão (PODEMOS-CE) – com o intuito de ampliar o escopo das investigações para os estados e os municípios. O foco nos entes subnacionais era um desejo de Bolsonaro e da base governista, mas ele tem limitações apenas à transferência das verbas federais aos outros âmbitos da Federação, sob pena de usurpação de competência das Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, como bem aponta a Constituição de 1988.

Na prática, contudo, essa ampliação das investigações deve criar um ambiente ainda mais tenso na comissão, com alguns senadores já indicando que os trabalhos devem, inevitavelmente, recair sobre administrações estaduais e municipais. A tarefa de manter o foco inicial da CPI caberá ao presidente e ao relator do colegiado, ainda indefinidos pelos seus integrantes.

Muito provavelmente, as onze cadeiras da comissão serão ocupadas da seguinte forma, seguindo bloco partidário e proporcionalmente ao tamanho da bancada: senadores Humberto Costa (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (REDE-AP), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Eduardo Girão (PODEMOS-CE), Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Ciro Nogueira (PP-PI), Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC). Nesse contexto, a composição é mais desfavorável ao governo federal, com apenas 4 dos 11 senadores tendo alguma identificação mais nítida com a base aliada: Ciro Nogueira, Marcos Rogério, Eduardo Girão e Jorginho Mello.

Nos últimos dias, estão sendo fechados acordos para a definição do presidente e do relator. O MDB, por ser a maior bancada do Senado, deve ocupar a relatoria da CPI com Renan Calheiros – notícia negativa para o Executivo, que vai concentrando seus esforços para equilibrar o jogo ao promover o nome de Omar Aziz, nome mais independente, para a presidência do colegiado.

Com o escopo ampliado, mas minoria na CPI, o governo federal terá um grande desafio para sair totalmente ileso da comissão, do ponto de vista político. Líderes do Executivo nas Casas já recorrem a recursos para postergar ao máximo o início dos trabalhos e, principalmente, para evitar que os dois cargos de destaque fiquem com parlamentares desafetos do governo. O objetivo, nesse caso, é fazer o máximo para que essa CPI “acabe na famosa pizza.”

Quer aprofundar mais seus conhecimentos em assuntos como mercado e política? Então leia minha última coluna: O filme e o retrato: entendendo melhor as pesquisas | Política sem Aspas.

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Bolsonaro encurralado entre duas forças políticas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/bolsonaro-encurralado-entre-duas-forcas-politicas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/bolsonaro-encurralado-entre-duas-forcas-politicas#respond Thu, 15 Apr 2021 16:01:31 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23471 Faltando apenas uma semana para a tomada de decisão final sobre o Orçamento de 2021, por meio do prazo de sanção presidencial, Bolsonaro está encurralado entre duas forças políticas gigantescas do governo. Em reunião recente ocorrida no Palácio do Planalto, com a presença de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, Paulo Guedes, ministro da Economia,… Read More »Bolsonaro encurralado entre duas forças políticas

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Faltando apenas uma semana para a tomada de decisão final sobre o Orçamento de 2021, por meio do prazo de sanção presidencial, Bolsonaro está encurralado entre duas forças políticas gigantescas do governo.

Em reunião recente ocorrida no Palácio do Planalto, com a presença de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, Paulo Guedes, ministro da Economia, Luiz Eduardo Ramos, chefe da Casa Civil, Wagner Rosário, ministro da Controladoria-Geral da União e Flávia Arruda, titular da Secretaria de Governo, Bolsonaro foi avisado que perderá apoio da base aliada caso vete o projeto orçamentário aprovado pelo Congresso.

Por outro lado, Paulo Guedes afirmou que poderia colocar o cargo à disposição caso ocorresse a sanção integral do texto e voltou a alertar para os perigos de o presidente cometer crime de responsabilidade, em função do orçamento considerado inexequível.

Como pano de fundo, além das diferentes interpretações sobre os riscos fiscais de uma eventual sanção integral ou parcial do Orçamento, há um extenso cálculo político que acaba impossibilitando que uma solução seja encontrada. Enquanto o presidente da Câmara já deixou claro que não vai rever as condições firmadas em acordos políticos com seus pares – que levou ao excesso de gastos –, o governo também não quer ficar dependente do Legislativo e teme traição de sua base aliada.

Isto porque a alternativa apresentada pelos congressistas é a de sanção total do Orçamento e envio posterior de um Projeto de Lei visando corrigir os excessos de emendas parlamentares. Nada garante, contudo, que o Congresso vá aprovar o PL e, mesmo confiando na palavra de Lira, esta dinâmica deixaria Bolsonaro completamente submisso ao Poder Legislativo.

A dor de cabeça não para por aí, uma vez que o Poder vizinho também tem alertado sobre os custos de não fazer valer sua vontade. Aliados do Centrão argumentam que, caso o presidente vete o texto, a base no Congresso será esvaziada e Bolsonaro terá dificuldades ainda maiores para avançar com sua agenda, em meio à instalação de uma CPI da Covid e popularidade em queda.

E Eu Com Isso?

Cada dia que passa, fica mais claro que o impasse envolvendo o Orçamento de 2021 é uma situação de “perde-perde” para o mercado. Ver a peça orçamentária aprovada nos moldes atuais seria um duro golpe para o quadro fiscal do País e, ao mesmo tempo, aumentaria as chances de instabilidade política, com motivos contundentes para a abertura de um processo de impedimento.

Ao mesmo tempo, ir contra o Congresso ao vetar, parcialmente ou integralmente, o projeto aprovado poderia custar o apoio da base aliada, trazendo paralisia ao processo político como um todo e descartando de vez a possibilidade de avanço em reformas essenciais para o desempenho econômico futuro, como a reforma tributária e a administrativa.

Nesse contexto, e tendo em vista o pequeno rali recente de alta na bolsa brasileira, esperamos uma reação negativa dos investidores nesta quinta (15) e possível realização de lucros à frente, na medida em que se entra na reta final para a sanção do Orçamento.

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Leia também: Orçamento aprovado

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