denise – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 13 Jan 2022 20:24:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png denise – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Os desafios locais e globais não dão trégua | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-desafios-locais-e-globais-nao-dao-tregua https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-desafios-locais-e-globais-nao-dao-tregua#respond Fri, 14 Jan 2022 10:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35293 Inflação, perspectivas para a política de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além das questões fiscais internas vêm pautando muito os movimentos do mercado, dos ativos, nessas primeiras semanas de 2022. A inflação de 10,06% registrado pelo IPCA em 2021, a maior desde 2015, além de ter superado as projeções de fechamento de ano… Read More »Os desafios locais e globais não dão trégua | Denise Campos de Toledo

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Inflação, perspectivas para a política de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além das questões fiscais internas vêm pautando muito os movimentos do mercado, dos ativos, nessas primeiras semanas de 2022. A inflação de 10,06% registrado pelo IPCA em 2021, a maior desde 2015, além de ter superado as projeções de fechamento de ano reforçou as preocupações quanto às condições para se evitar um novo estouro da meta neste ano. A projeção média ainda passa dos 5% e até por isso temos tido momentos de curva de juros bem mais pressionada, sendo que a projeção média para a Selic, de acordo com o último relatório Focus, foi a 11,75%, piorando, claro, as expectativas de crescimento, com corte da previsão do PIB para 0,26%, este ano. Isso na média, porque uma possível retração ainda está no radar.

No geral, tem havido uma frustração com os dados setoriais de atividade. A reação dos Serviços em novembro, com avanço de 2,4% sobre outubro, bem acima do esperado, jogando o setor 4,5% acima do pré pandemia, veio na contramão do marasmo geral que se tem observado. Pode até mexer com as projeções, que andavam bem pessimistas para o fechamento de 2021, com algum carregamento menos pesado para 2022./ Mas aí entra em cena a Ômicron e o avanço acelerado de casos, que neste início de ano deve dar uma freada, principalmente, nesse setor, prejudicando turismo, bares, restaurantes, eventos. Ainda há uma interrogação quanto ao que pode acontecer ao longo do trimestre, até com cancelamento do Carnaval em várias cidades. De qualquer modo, serviços ainda estão devendo uma retomada ainda mais consistente pelo atraso registrado desde o começo da pandemia, até por ser um dos principais alvos de restrições. Ficam dúvidas também quanto à capacidade de reação da atividade, não só dos Serviços, diante da perda de poder de compra da população, com inflação e juros mais altos, geração de empregos de pior qualidade, informais, e reajustes salariais que, para a maior parcela dos trabalhadores, não têm conseguido repor as perdas. O fato de os serviços para as famílias terem avançado 2,8% em novembro também traz maior alento.

No início citei também a inflação e os juros nos Estados Unidos. A inflação de 2021 ficou em 7%, a maior desde 1982, mas não teve impacto mais pesado nos mercados dada a desaceleração de novembro para dezembro. Mesmo com núcleos mais pressionados e vários grupos de preços em alta, como Serviços, de início, provocou até um certo alívio. Assim como outros indicadores, pelo menos, não aumentou a preocupação com surpresas quanto à intensidade da esperada retomada da alta dos juros pelo Federal Reserve, nem do corte de liquidez.

Mas a situação ainda é bem incerta. Ao mesmo tempo que se conta com menos pressões de alguns preços, as commodities continuam em alta, os desequilíbrios da cadeia produtiva podem se arrastar por mais tempo, com os fechamentos de fábricas e portos provocados pela Ômicron. No Brasil, as condições climáticas, que melhoram as perspectivas para a crise energética, podem prejudicar a oferta e preços de alimentos, até pela seca em áreas de produção de grãos. E tem toda a disseminação dos aumentos até para reposição de custos e recomposição de margens, como tem ocorrido nos preços industriais e de Serviços, por exemplo.

No âmbito doméstico ainda lidamos com as questões fiscais, independentemente das melhora das contas públicas no fechamento do último ano. Teve as mudanças no teto, aumento de fundão eleitoral, corte de verbas até para o ministério da Economia, com mais recursos para emendas parlamentares e do relator e, agora, a onda de reivindicações de reajustes salariais do funcionalismo, após o presidente defender aumento apenas para os policiais. São condições que aumentam as incertezas fiscais e o risco de instabilidades, em ano de eleições, com a economia enfrentando várias vulnerabilidades. 

Em meio a tudo isso, o mercado tem oscilado entre momentos de stress exagerado, com avanço do dólar, dos juros futuros, queda da Bolsa, e períodos de maior ânimo, onde prevalece uma análise mais técnica dos fundamentos, sem reações emocionais. Fato é que gestores e investidores que conseguem controlar o emocional estão obtendo os melhores resultados. O mundo anda muito complicado, tendo de conviver com todas as situações inéditas e desafiadoras impostas pela pandemia. O Brasil, que nunca foi fácil, mais que nunca deixa claro que não é para amadores. Pode parecer chavão, mas é o que estamos vendo ao ter de lidar com tantas incertezas simultaneamente, algumas evitáveis. Calma e bons negócios. Os dias de reação mais favorável do mercado estão aí para confirmar as boas oportunidades e consolidar resultados pra quem tem conseguido lidar melhor com as instabilidades, com os desafios locais e globais.

Leia a última coluna da Denise Campos de Toledo: Novo ano, velhos problemas | Denise Campos de Toledo.

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Mercado segue no embalo das incertezas  | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/mercado-segue-no-embalo-das-incertezas-denise-campos-de-toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/mercado-segue-no-embalo-das-incertezas-denise-campos-de-toledo#respond Fri, 19 Nov 2021 10:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33317 Semana após semana, o clima de incerteza só aumenta. A novela da PEC dos Precatórios se arrasta, dando margem para o surgimento de novas propostas que contrariam a responsabilidade fiscal. A PEC já abriu a porta para a quebra de regras importantes, desde o compromisso com o pagamento de sentenças judiciais até a mudança no… Read More »Mercado segue no embalo das incertezas  | Denise Campos de Toledo

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Semana após semana, o clima de incerteza só aumenta. A novela da PEC dos Precatórios se arrasta, dando margem para o surgimento de novas propostas que contrariam a responsabilidade fiscal. A PEC já abriu a porta para a quebra de regras importantes, desde o compromisso com o pagamento de sentenças judiciais até a mudança no período de referência da inflação para o ajuste do teto de gastos. Teve a justificativa da necessidade de buscar condições de financiamento para o Auxílio Brasil. Passou na Câmara, até com apoio do mercado, por este ver um limite para a ampliação de gastos. O alívio durou pouco.

No Senado, como se esperava, a resistência é maior. Tenta-se garantir o pagamento dos precatórios com a possibilidade de eles ficarem de fora do teto, o que seria mais uma lamentável manobra contábil que vai contra a responsabilidade fiscal, mesmo que se queira vincular a sobra orçamentária ao programa social e evitar o calote. Fora isso, há outras pressões por gastos, inclusive as emendas de parlamentares e comissões, apesar do posicionamento contrário do STF aos do relator, que constituem o chamado orçamento secreto. Até ministro foi exonerado temporariamente para tratar do assunto no orçamento do próximo ano, sem se descartar a liberação de mais recursos partidários. O próprio governo lançou novas despesas. Em mais uma iniciativa populista e para aumentar a pressão pela aprovação da PEC, fala em reajuste de servidores, de policiais, também com as “sobras” orçamentárias. É aguardar o que, efetivamente, será colocado em votação no Senado, se não terá de voltar para a Câmara, se não haverá mesmo um plano B. O Auxílio Brasil já começou a ser pago, mas com valor ainda bem inferior aos R$ 400,00 que se pretende colocar como piso.

Mas as incertezas não são apenas fiscais. Ainda tem a inflação e a piora dos indicadores de atividade, que já fizeram o IBCBr, a prévia do PIB do Banco Central, registrar uma recessão técnica, com dois trimestres seguidos de retração, o que reforça as perspectivas de um fim de ano mais fraco, com as projeções para 2022 ainda sendo revistas para pior. A inflação persistente, por outro lado, pode levar a ajustes mais fortes da Selic em relação ao aumento da dosagem já implementado pelo Copom. Ficam dúvidas nesse sentido, exatamente, pela perda de ritmo da economia. Mas a possibilidade existe, na medida em que a inflação também compromete a expansão do consumo e da atividade.

Em meio a tudo isso, ainda vêm as incertezas de fora, com os bancos centrais também começando a ajustar as políticas diante de uma inflação que já não parece tão transitória como se imaginava. Esse movimento pode levar a um maior desvio de recursos para mercados favorecidos por elevações dos juros. A principal expectativa é quanto aos futuros passos do Federal Reserve, nos Estados Unidos. E o mercado local, já pressionado por todos esses fatores, ainda convive com o risco de as bolsas no exterior também entrarem em uma fase de correção. Não sem motivo, temos a Bolsa aqui testando mínimas, o dólar persistentemente mais alto e a curva de juros pressionada, com uma dispersão que há muito tempo não se via nas projeções das instituições financeiras.

Enquanto isso o governo, a própria equipe econômica, além de admitir a flexibilização de importantes regras fiscais, no embalo dos interesses políticos, já começar a flertar até com intervencionismos para conter algumas pressões de preços. Sem um plano de ação mais concreto, a equipe de Guedes segue dividida entre reconhecer as dificuldades e agir com responsabilidade ou tentar sustentar o otimismo, ressaltando avanços regulatórios, que até estão ocorrendo, mas cujos efeitos ficam comprometidos pelo cenário nebuloso.

O Brasil, na verdade, voltar a conviver com ameaças que pareciam superadas, como a inflação e os juros em dois dígitos, retração da atividade e desequilíbrio fiscal. 

Leia a última coluna da Denise Campos de Toledo: Incertezas persistem em várias frentes, mesmo com mercado buscando movimento mais favorável.

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Da calmaria à tempestade https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/da-calmaria-a-tempestade https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/da-calmaria-a-tempestade#respond Thu, 08 Jul 2021 14:50:47 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=27740 Nesta semana, mais curta para o mercado brasileiro, tivemos uma boa amostra do quanto podemos ter de mudança repentina de ativos, por mais que os fundamentos indiquem um comportamento melhor. E isso vale tanto para o cenário externo como interno. No âmbito doméstico, contrariando as expectativas, o dólar disparou, chegando a testar a faixa próxima… Read More »Da calmaria à tempestade

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Nesta semana, mais curta para o mercado brasileiro, tivemos uma boa amostra do quanto podemos ter de mudança repentina de ativos, por mais que os fundamentos indiquem um comportamento melhor. E isso vale tanto para o cenário externo como interno.

No âmbito doméstico, contrariando as expectativas, o dólar disparou, chegando a testar a faixa próxima dos R$ 5,30, sendo que duas semanas atrás se cogitava a queda para um patamar até abaixo dos R$ 4,90.

Nos últimos dias a pressão mais relevante veio do lado político, com o avanço das investigações no âmbito da CPI, agora envolvendo negociações irregulares na aquisição de vacinas que, ainda que não tenham se concretizado, mostraram possíveis intenções, de integrantes do Ministério da Saúde, mais próximos do governo e do centrão.

Situação que reafirma, no mínimo, a falta de coordenação na área da Saúde e no Executivo, em ações relevantes no que diz respeito ao controle da pandemia, com potencial para levar a possíveis implicações do próprio presidente e de lideranças no Congresso, com o deputado Ricardo Barros. Cenário que tende a produzir maior desgaste político para Bolsonaro, que segue em uma posição cada vez mais desconfortável nas pesquisas, reforçando incertezas para as eleições de 2022.

Todo o desgaste do governo leva a outro tipo de preocupação, que envolve a área fiscal. Já foi anunciada a prorrogação, por três meses, do auxílio emergencial. Medida prevista diante dos efeitos ainda presentes da pandemia, sobre a atividade econômica e o mercado de trabalho.

O governo também antecipou uma reformulação do Bolsa Família, logo na sequência, com maior número de beneficiários e possível aumento também do valor. Fica a dúvida se não seria uma estratégia para garantir maior popularidade, o que sugere o endosso da equipe econômica a esse tipo de movimentação, que pode afetar o encaminhamento da agenda de Reformas e o esperado ajuste das finanças públicas.

No próximo ano, o governo terá uma folga no teto de gastos até importante, garantida pela inflação mais alta deste ano, que é a referência para o aumento autorizado de despesas. Da mesma forma, a relação dívida x PIB também foi favorecida pelos índices de preços mais pressionados, além da retomada da atividade. Só que em vez de tentar consolidar um quadro fiscal mais positivo, essas mudanças podem sustentar estratégias políticas.

A polêmica proposta de reforma tributária, em boa medida, também foi vista como uma estratégia populista, com possíveis consequências negativas para as empresas e atração de investimentos, especialmente pela taxação de lucros e dividendos. Medida também avaliada como um esforço na obtenção de receita para assegurar o novo programa social. Proposta que, aliás, foi um dos fatores que começaram a mudar o sinal para o câmbio e até para a Bolsa de Valores, que sentiu o impacto do risco de saída de capital. Há preocupação, inclusive, com os resultados a serem obtidos com os IPOs agendados.

Ambiente político mais pesado; proposta de Reforma Tributária equivocada; preocupações com os impactos da crise hídrica e do aumento dos custos de energia, sobre a atividade, a inflação e a política de juros… Não faltaram motivos para pressão no câmbio, na Bolsa, na curva de juros. Já é dominante a aposta de alta de um ponto na Selic na reunião do Copom em agosto, com possível aumento além do esperado até o final do ano. O que poderia, talvez, fazer o dólar retornar para a trajetória esperada, assim como a inflação. 

No lado externo, o mercado ficou muito focado na ata do Federal Reserve que, apesar de não ter trazido indicações mais claras quanto à possível antecipação do corte de estímulos, confirmou que a discussão está colocada. Ainda que o FED reafirme a paciência com a inflação rodando em patamar mais alto, parte dos integrantes do FOMC deixa evidente a intenção de antecipar ajustes. Posição que em algum momento pode prevalecer.

O que ainda segura o tom mais ameno é que há uma percepção mista em relação aos indicadores, como os do mercado de trabalho, não permitindo um diagnóstico mais seguro das condições econômicas, reiterando a necessidade de novos dados para consolidar um posicionamento quanto às mudanças na política monetária. Até por isso, discussões sobre o tema poderão provocar muita volatilidade nos mercados. 

Por outro lado, ressurgiu a incerteza quanto ao ritmo da atividade global, mais uma vez, relacionada à pandemia. Paralelamente à abertura de vários países, com uma maior flexibilização de atividades e até dispensa do uso de máscara, surge a preocupação com a variante Delta, que tem maior capacidade de contágio.

Neste fechamento de semana mais curta, o mercado brasileiro interrompe os negócios, por causa do feriado paulista desta sexta-feira, tendo de lidar com as notícias de vários países em alerta pelo temor de a variante provocar novas ondas de contágio. Fator que mexeu com os preços de commodities, o comportamento das Bolsas, do dólar e outros ativos. Se há um novo risco referente à pandemia, há risco também de freada na retomada das economias e, consequentemente, na demanda, levando a movimentos defensivos.

Enfim, fechamos a semana com muitos pontos preocupantes em aberto, demonstrando que após a calmaria de junho, onde as peças pareciam se encaixar de forma mais positiva, julho promete, no mínimo, muita agitação.

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Leia mais da Denise Campos de Toledo: Incertezas sustentam alta dos juros | Denise Campos de Toledo.

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O que se pode ter de melhor e de pior | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-que-se-pode-ter-de-melhor-e-de-pior-denise-campos-de-toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-que-se-pode-ter-de-melhor-e-de-pior-denise-campos-de-toledo#respond Fri, 26 Mar 2021 12:38:47 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=22862 Estamos em um momento do País em que nem mesmo iniciativas positivas estabelecem uma confiança maior em termos de saída da crise. É o caso do comitê que poderá coordenar as ações de combate à pandemia, reunindo os três Poderes, Executivo, Judiciário e Legislativo. Como acreditar na coordenação que, de início, só incluiu na conversa… Read More »O que se pode ter de melhor e de pior | Denise Campos de Toledo

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Estamos em um momento do País em que nem mesmo iniciativas positivas estabelecem uma confiança maior em termos de saída da crise. É o caso do comitê que poderá coordenar as ações de combate à pandemia, reunindo os três Poderes, Executivo, Judiciário e Legislativo.

Como acreditar na coordenação que, de início, só incluiu na conversa governadores aliados? E como confiar em uma ação mais coerente se, na sequência, o presidente volta a falar em tratamento preventivo?

Para fechar ainda tivemos o alerta de Arthur Lira, presidente da Câmara, dizendo que alguns remédios do parlamento são fatais, ao se referir à necessidade de focar as discussões em medidas relacionadas à pandemia e o Executivo adotar posturas mais responsáveis. Para bom entendedor…

O que fica é a percepção de uma dificuldade enorme de o presidente Bolsonaro assumir uma postura mais coerente em relação à pandemia, que acabe com a politização do tema, ao questionar procedimentos básicos recomendados com base na ciência. Isso mesmo após o pronunciamento, em rede nacional, em que parecia ser uma outra pessoa em comparação com falas e ações registradas desde um ano atrás. Mudança, talvez, decorrente de uma pressão política maior diante da sensação de descontrole que se tem na área da saúde.

Pode haver, sem dúvida, uma mobilização mais produtiva no combate à pandemia, só que muito mais por cobranças em cima do governo, inclusive por parte da base aliada, do que por um entendimento político, de fato. Mas até que bons resultados comecem a surgir o mercado tende a se manter volátil e sensível ao noticiário, interno e externo.

Nesta semana houve momentos de pressão desde a demissão do presidente do Banco Central da Turquia até a proposta de governadores do auxílio emergencial de 600 reais, passando pelo novo calote da dívida pela Argentina e a piora das ações de tecnologia dos EUA, além das idas e vindas das medidas restritivas na Alemanha.

Tudo isso sem deixar de lado as incertezas fiscais, na definição do orçamento e de novos programas, para minimizar o impacto econômico da pandemia, num ambiente de inflação ainda pressionada que só reforça a previsão de um maior aperto dos juros. Parece confuso, não é mesmo? Mas tem sido o embalo do dia a dia, num novo normal que, de normal, não tem nada.

O certo é que uma gestão mais coerente e eficiente da pandemia já poderia estabelecer perspectivas muito melhores do ponto de vista econômico. Tanto que a carta dos economistas divulgada no último final de semana priorizou medidas de controle da pandemia, defendendo desde procedimentos básicos, como recomendação de uso de máscara, até a aceleração da vacinação. Enquanto não se conseguir reverter a curva de contaminação e mortes não dá para contar com a reação da economia.

Programas sociais, linhas de crédito, adiamento de tributos, antecipação de aposentadorias podem, sem dúvida, minimizar o impacto econômico das medidas de restrição de atividade, necessárias diante do agravamento do ritmo de contágio, mas nada que nos leve a uma recuperação em V. 

Além dos desafios estruturais da nossa economia, mais que conhecidos, temos agora de encarar a pandemia e todas as questões políticas relacionadas. Se é para deixar tudo mais difícil, o Brasil tem dado muitos exemplos. Até do Judiciário tivemos reforços importantes no pacote de incertezas, com revisões de situações que pareciam definidas, como do ex-presidente Lula, processos da Lava Jato e a atuação de Sérgio Moro. Mas, sem desviar das prioridades, o foco tem de ser a pandemia, cujo gerenciamento pode interferir muito no que se pode esperar, de melhor ou de pior, para a economia. Bom senso e responsabilidade ajudariam bastante.

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Leia mais da Denise Campos de Toledo: Brasil, o País do Potencial | Denise Campos de Toledo.

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Os riscos da crise de confiança | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-riscos-da-crise-de-confianca-denise-campos-de-toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-riscos-da-crise-de-confianca-denise-campos-de-toledo#respond Fri, 05 Mar 2021 11:45:15 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=21666 O mercado está bem perto de uma crise de confiança. Chega no limite do estresse, depois se acomoda com alguma notícia mais favorável. Têm sido vários dias de montanha-russa, com sobe e desce do dólar, da Bolsa, da curva de juros. Há muita incerteza quanto ao que esperar da política econômica e da economia. A… Read More »Os riscos da crise de confiança | Denise Campos de Toledo

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O mercado está bem perto de uma crise de confiança. Chega no limite do estresse, depois se acomoda com alguma notícia mais favorável. Têm sido vários dias de montanha-russa, com sobe e desce do dólar, da Bolsa, da curva de juros. Há muita incerteza quanto ao que esperar da política econômica e da economia. A queda do PIB de 4,1% em 2020, com reação maior que a esperada no último trimestre, passou a ser a grande notícia em semanas.

O estresse vem muito de medidas inesperadas do governo, que jogaram dúvidas quanto à implementação da prometida política econômica liberal. Houve a intervenção na Petrobras, com a mudança na presidência, determinada por Bolsonaro, que não teria gostado da política de preços, de Roberto Castelo Branco estar em home office, de ter ido a uma reunião de máscara ou, apenas, pelo temor de uma greve dos caminhoneiros.

Foram as justificativas cogitadas e todas elas podem ter tido influência, deixando em segundo plano a questão de não interferência, porque interferência houve. Na sequência veio a isenção de PIS/Cofins sobre diesel e gás, proposta de mudança no ICMS, aumento da taxação para instituições financeiras, para compensar a perda de receita, junto com outras medidas, como o corte de benefícios para indústria química e revisão das condições de desconto do IPI na compra de veículos por pessoas com deficiência.

Sem querer compactuar com as possíveis mudanças na estatal, que podem ir contra as boas práticas de mercado, cinco conselheiros já decidiram se afastar da Petrobrás que, aliás, teve um resultado de balanço bem superior ao esperado. Mais um fator de tensão.

Vire a página, tem toda a preocupação com a pandemia, a pouca eficiência na gestão da compra de vacinas, a insegurança quanto à gestão da pior crise sanitária que o País já enfrentou. Crise que neste começo de ano volta a ameaçar o desempenho da economia, com novas e pesadas restrições de atividade, paralelamente ao risco do colapso do sistema de saúde. Mais que a economia, ficam as preocupações do ponto de vista social e humano.

Vire a página, novamente, e temos todas as incertezas quanto à volta do auxílio emergencial e a PEC Emergencial, que deve definir o que se pode esperar de gestão das finanças, com responsabilidade fiscal. O tema agora avança de forma mais favorável. Mas também produziu limites de stress, com a possível exclusão não só do auxílio, mas também de todo o Bolsa Família do teto de gastos. Seria o aval para gastos ilimitados. Desmontado esse esquema, assim como a possibilidade de volta do benefício no valor de 600 reais, a fervura diminuiu.

Ainda que esses temas todos possam ser administrados com maior responsabilidade, revertendo os principais temores, os recados são ruins. Não há segurança quanto ao encaminhamento do que seria a pauta prioritária do governo e dos desvios que pode sofrer. Cada dia uma surpresa. Isso num cenário em que a economia pode passar por uma fase de retração, com inflação pressionada, que, junto com o dólar mais alto e as idas e vindas do ajuste fiscal, pode levar a uma antecipação, até com mais intensidade, da elevação da Selic pelo Banco Central. O mercado já dá quase como certo algum ajuste na reunião deste mês do Copom.

Não vamos esquecer também que do exterior também vêm algumas pressões pontuais. A instabilidade dos juros dos treasuries americanos têm tido forte repercussão também por aqui. 

É aproveitar os momentos de trégua do mercado e torcer por menos ruídos. Se com a economia e as pautas mantendo o rumo esperado já não está fácil, medidas inesperadas, sem planejamento e atitudes tempestivas, que flertam com o populismo, tornam tudo muito mais difícil. 

Em tempo, dado o atual cenário, em seus vários aspectos, melhor contar com performance efetivamente melhor da economia só mais para o segundo semestre, mesmo com o carregamento do desempenho melhor que o esperado de 2020. Aliás, as projeções para o PIB 2021 ainda se mantêm, na média, acima de 3%, mas com cortes sucessivos.

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Leia mais da Denise Campos de Toledo: Indefinições dão rasteira até nos profissionais.

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O caso Ford e os entraves aos investimentos no País https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-caso-ford-e-os-entraves-aos-investimentos-no-pais https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-caso-ford-e-os-entraves-aos-investimentos-no-pais#respond Fri, 15 Jan 2021 12:22:59 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=20030 A decisão da Ford de suspender a produção no Brasil, independentemente das condições globais da empresa, do posicionamento no mercado de automóveis, reforçou as discussões relacionadas aos desafios de se empreender no País, o Custo Brasil e a necessidade de avançar com reformas estruturais, além de assegurar um crescimento sustentável de longo prazo. Questões que… Read More »O caso Ford e os entraves aos investimentos no País

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A decisão da Ford de suspender a produção no Brasil, independentemente das condições globais da empresa, do posicionamento no mercado de automóveis, reforçou as discussões relacionadas aos desafios de se empreender no País, o Custo Brasil e a necessidade de avançar com reformas estruturais, além de assegurar um crescimento sustentável de longo prazo. Questões que são colocadas, paralelamente, à urgência em se estabelecer perspectivas mais favoráveis para a evolução das contas públicas – o que determinaria maior confiança quanto ao potencial de expansão sustentável do País – e maior segurança jurídica e institucional. 

O Brasil impõe sérios entraves às empresas sem oferecer segurança quanto ao crescimento econômico e respeito às regras do jogo.

São dificuldades que podem impedir resultados melhores até para setores, como o automobilístico, que foi um dos que mais receberam incentivos nas últimas décadas.

Mesmo que a Ford tenha estratégias próprias para tomar essa decisão, chamou muita atenção, em particular, o fato de estar mantendo e até ampliando investimentos na Argentina, país que enfrenta uma seríssima crise econômica, com incertezas maiores que o Brasil. O custo de produção lá é menor. O que pode ser uma vantagem enorme quando se tenta aumentar o retorno financeiro.

A nossa lista de problemas é enorme. Temos deficiência até em relação à educação e qualificação da mão de obra. Depois tem o custo de contratação. A logística fica mais cara e complicada pelo atraso na infraestrutura. A carga tributária e a complexidade do sistema ajudam a tornar o produto brasileiro mais caro e menos competitivo. Decisões judiciais, alterando regras contratuais, aumentam muito as incertezas, além do próprio posicionamento do governo em relação à determinados temas. 

Temos avanços até importantes, em andamento, na questão da regulamentação e melhoria do ambiente de negócios, como a Lei de Liberdade Econômica, de Falências, do gás, março do saneamento. Mas não se vê o governo com disposição na defesa de uma reforma tributária mais ampla, de uma reforma administrativa que produza resultados mais rápidos, em avançar com privatizações e mesmo promover o ajuste esperado das finanças. 

Várias vezes já citei a falta de coordenação interna do governo para levar adiante as pautas urgentes referentes ao ajuste das finanças públicas. Ainda estamos no aguardo da aprovação do orçamento deste ano, se possível, junto com a PEC emergencial e a revisão de benefícios e subsídios, que permitam o cumprimento do teto dos gastos, com alguma margem para que se possa cuidar da assistência social frente à pandemia, fora os necessários estímulos ao crescimento.

Não se pode esquecer ainda a posição particular do presidente Bolsonaro em questões como a revisão de benefícios sociais, até para que se pudesse criar um novo programa como o Renda Brasil, a privatização do Ceagesp, que já se colocou totalmente contra, e as medidas propostas para o Banco do Brasil, com fechamento de agências e redução do pessoal. O momento pode até não ser o mais adequado para demissões, pela crise ainda decorrente da pandemia. Mas são atitudes que reforçam as dúvidas quanto ao que se pode esperar de reformulação da economia. Por mais que haja uma defesa pública da diminuição do tamanho do Estado, ajuste das finanças públicas e implementação das Reformas, na prática, o que se vê é muito mais discurso do que iniciativas concretas. E as promessas eram ambiciosas…

Pode haver até resistência do Congresso em relação a essas promessas. E tem muito lobby contrário. Mas cabe ao governo lutar para estabelecer uma base de apoio. O problema é quando a base de apoio que se busca também pode impor travas maiores, como temos visto em muitas situações.

Há um caminho importante a ser traçado pelo País para alavancar um nível muito maior de investimentos, melhorando o ambiente de negócios e as condições de competitividade. Mas seguir por esse caminho depende muito da vontade política. Vontade que anda bem incerta.

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O retrato de 2020 poderia ser bem pior https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-retrato-de-2020-poderia-ser-bem-pior https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-retrato-de-2020-poderia-ser-bem-pior#respond Fri, 18 Dec 2020 11:30:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19263 O ano parece fechado em relação à economia. Podemos ter um ou outro indicador, mas nada que mude muito o balanço de 2020. Foi um ano péssimo? Sem dúvida. Mas podia ter sido pior. O retrato não ficou tão ruim como começou a ser desenhado. A economia não teve o tombo que se previa. No… Read More »O retrato de 2020 poderia ser bem pior

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O ano parece fechado em relação à economia. Podemos ter um ou outro indicador, mas nada que mude muito o balanço de 2020. Foi um ano péssimo? Sem dúvida. Mas podia ter sido pior. O retrato não ficou tão ruim como começou a ser desenhado.

A economia não teve o tombo que se previa. No início da pandemia se falava em retração de mais de 9%. Deve ficar ao redor de 4,5%. O desemprego avançou, também, menos do que se esperava. Vários setores tiveram recuperação em V. A inflação subiu, nas ficou perto do centro da meta. Os juros básicos permanecem em 2% ao ano, o menor patamar já registrado, o que ajudou a baratear o crédito, reforçando a reação da atividade, como no setor da construção.

Nesse fechamento de ano ainda acompanhamos uma reação positiva do mercado, alavancada pelo retorno do capital externo. Tudo bem que fomos favorecidos por uma liquidez excessiva no exterior, com tendência de aumentar, já que vários pacotes de estímulo ainda serão implementados, num ambiente de juros muito baixos e até negativos.

O importante a se notar é que o Brasil não foi excluído do radar dos investidores, na busca por melhores opções de ganho.

É como se houvesse uma paciência maior com o Brasil mesmo com a acentuada piora das finanças públicas. Tem a justificativa de ter sido um dos países que mais gastaram para minimizar os impactos econômicos da pandemia e com resultados importantes. Até as agências de Rating não alteraram a nota de risco do País, apesar dos alertas com relação ao forte desequilíbrio fiscal e aumento do endividamento. 

A cobrança deve vir 2021. Será preciso urgência no encaminhamento das matérias que ajudem a ajustar as finanças, respeitando teto de gastos, regra de ouro e outras restrições legais, sem descuidar das reformas, retomada dos investimentos, emprego, da estabilidade e do crescimento.

O Brasil terá como meta fiscal um rombo de mais de R$ 247 bilhões, o maior dos últimos oito anos, com exceção deste que teve a justificativa do estado de calamidade. Nem deve ser computado, mas que deixa uma herança pesada a ser administrada. Sem esquecer da dívida em quase 93% do PIB, com tendência de caminhar para os 100%. Só a fatia vincenda em 2021 já chega a R$ 1,3 trilhão. As condições de rolagem vão depender muito da credibilidade fiscal.

A agenda está mais ou menos colocada. Falta o acerto político para garantir a aprovação das pautas mais relevantes, sem desvios populistas que levem a mais gastos, o que vale para congressistas e o governo.

O começo do ano pode ter dificuldades, como já vimos nas últimas semanas, pelos embates em torno das eleições para a presidência da Câmara e do Senado. Os interesses políticos se sobrepõem aos econômicos. O que garante algum ânimo é a percepção geral da necessidade de ajuste e cumprimento do teto, e a mobilização que tem garantido aprovações importantes quando a situação aperta. Foi assim com a LDO. Pelo menos, o governo vai começar o próximo ano podendo trabalhar com o orçamento.

O recado que fica é que dá para colocar a casa em ordem. Se o Brasil já esteve no radar dos investidores com tantas incertezas, imagine o que pode acontecer se conseguir entrar nos trilhos. E há condições para isso em várias frentes.

Do ajuste fiscal aos marcos regulatórios, passando por concessões, privatizações, ainda que bem mais modestas que as promessas, diminuição da burocracia, reformas… Como eu disse, a agenda está colocada. É esperar que os interesses políticos não atrapalhem. Sem esquecer da pauta externa que impõe outras revisões de rota, como na política ambiental. 

Sem otimismo exagerado, 2021 pode ser um bom ano. Sem esquecer, claro, de um programa eficiente de imunização que nos afaste do pior que tivemos este ano, que foi a pandemia. Além disso o Brasil continua devendo uma retomada mais vigorosa de investimentos, que deem sustentação ao crescimento de longo prazo, com mais emprego, melhoria da infraestrutura e das condições de competitividade. 

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