Gráfico de Bolsa oscilando

Recuperação ou especulação

No momento de mais otimismo do pregão da quinta-feira (17), o Ibovespa chegou a um máximo de 119.027 pontos. São exatos 500 pontos abaixo do máximo histórico, os 119.527 pontos do fechamento de 23 de janeiro deste ano. Uma diferença de magros 0,42 por cento do pico histórico. E isso nas circunstâncias mais improváveis, com uma pandemia de consequências ainda imprevisíveis mostrando sinais de que está retornando com força.

Recuperação ou especulação? Essa pergunta está na mente dos investidores, e não apenas no Brasil. Os mercados internacionais apresentam a mesma questão. No caso do mercado americano, é possível definir a incerteza com poucos números. Por lá, o desemprego permanece em um patamar elevado, 6,7 por cento. E o número de novos pedidos de seguro-desemprego da semana encerrada no dia 12 de dezembro, divulgado na quinta-feira (17), foi de 885 mil, uma alta de 23 mil pedidos semanais ante as 862 mil solicitações da semana anterior.

Apesar de o desemprego indicar uma economia funcionando em baixa rotação, os mercados acionários nos Estados Unidos quebram recorde atrás de recorde. A relação Preço/Lucro (P/L) média do índice Standard & Poor’s de 500 ações está em 22, muito acima da média histórica, que é de 15,3. No das ações de tecnologia, que representam cerca de 28 por cento do índice, a distorção é ainda maior. Esse setor, historicamente, é negociado a um P/L superior ao dos demais segmentos da economia. Seu P/L médio é de 20,6. Atualmente, está em 26,4. E a pergunta é a mesma: recuperação da economia, ou bolha especulativa, turbinada pela pesada injeção de liquidez que os principais bancos centrais vêm promovendo desde o início da pandemia?

A resposta mais correta é: ambas. A alta de preços registrada desde o início de novembro, e que promete se estender até o fim do ano, tem esses dois motivos. Muitos investidores estão, de fato, mais otimistas com o desenvolvimento de várias vacinas contra o coronavírus e esperam que o início da vacinação em massa, por enquanto apenas no Reino Unido e nos Estados Unidos, permita às economias uma volta à normalidade. Outros investidores podem até não estar tão convencidos, mas apostam em uma melhora concreta da economia mundial.

O que fazer, nestes momentos? A recomendação para os tempos de euforia é a mesma para os tempos de crise. Observar cuidadosamente os fundamentos das empresas, os números do desempenho das companhias e a solidez das premissas de seus planos de negócios e a qualidade de sua execução. Saber diferenciar quais são as companhias capazes de gerar valor a seus acionistas em dias de sol ou de chuva, e investir nelas tendo em mente os preços justos e os momentos corretos de entrar na posição e de sair dela. Ou, resumidamente: a recomendação para os tempos de crise e de euforia, especulativa ou não, é contar com a excelência do time de análise da Levante Ideias de Investimentos, que recomenda as ações mais promissoras e a estratégia mais adequada para multiplicar seus ganhos com elas.

Indicadores

A prévia da Sondagem da Indústria de dezembro sinaliza aumento de 1,5 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação aos 114,6 pontos de novembro. Se o resultado se confirmar, esse será o maior valor do índice desde junho de 2010.

A possível alta na confiança da indústria é consequência de avaliações mais positivas sobre o momento presente e otimismo em relação aos próximos meses. Se as projeções se confirmarem, o Índice de Situação Atual aumentaria 1,6 pontos, para 119,8 pontos. Seria o maior valor desde os 119,9 pontos de outubro de 2007. O Índice de Expectativas subiria 1,4 ponto, para 109,3 pontos.

O dado preliminar indica queda de 0,6 ponto percentual do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) em dezembro, para 79,1 por cento. Em médias móveis trimestrais, o Nuci continuaria subindo. Seria a sexta alta consecutiva, de 79,2 por cento para 79,5 por cento.

E Eu Com Isso?

Apesar da leve alta dos contratos futuros do índice americano S&P 500 no início dos negócios desta sexta-feira, os contratos futuros do Ibovespa começam o dia em baixa de 0,5 por cento, o que pode indicar um movimento de realização de lucros de curto prazo.

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