crise hídrica – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Wed, 26 Jan 2022 14:25:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png crise hídrica – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Geradoras hidrelétricas buscam mais eficiência https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/geradoras-hidreletricas-buscam-mais-eficiencia https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/geradoras-hidreletricas-buscam-mais-eficiencia#respond Wed, 26 Jan 2022 14:25:47 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36025 Meses após a crise de escassez hídrica enfrentada em 2021 – e contornada devido ao nível de chuvas acima do esperado desde outubro do ano passado -, as geradoras hidrelétricas estão investindo em sistemas mais eficientes para sua operação com o objetivo de manter a mesma geração de energia com a necessidade de utilização de… Read More »Geradoras hidrelétricas buscam mais eficiência

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Meses após a crise de escassez hídrica enfrentada em 2021 – e contornada devido ao nível de chuvas acima do esperado desde outubro do ano passado -, as geradoras hidrelétricas estão investindo em sistemas mais eficientes para sua operação com o objetivo de manter a mesma geração de energia com a necessidade de utilização de menos água.

Além de se prevenir de contratempos meteorológicos, as geradoras têm investido nessa maior eficiência também para se preparar para uma nova tendência de redução na oferta de água para os players do setor, com estes disputando com demais segmentos da economia que também demandam prioridade, caso da irrigação e uso industrial.

Nesse contexto, vemos grandes companhias do setor se movimentando nessa direção. A Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) anunciou recentemente que fará investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão para a modernização de suas usinas, a ser executada no período de 2021-2030. Apenas no primeiro ano, os investimentos chegaram a R$ 100 milhões.

A Voith, companhia global de tecnologia com presença no Brasil há décadas, também realizou recentemente a modernização da usina hidrelétrica (UHE) Tucuruí e é a responsável pelo contrato para a modernização da usina Paulo Afonso IV, também da Chesf. Com a repotenciação, estima-se que a usina contará com um aumento de até 2,5 gigawatts (GW) de potência instalada, melhorando significativamente a eficiência de sua operação.

E Eu Com Isso?

A notícia reflete o período conturbado vivido pelas geradoras hidrelétricas em 2021. De fato, estas sofreram muito com o baixo nível de água em seus reservatórios e precisaram honrar seus compromissos comprando no mercado spot, o qual vendia energia a preços muito mais elevados por conta da alta demanda.

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Leia também: Consumidores de energia migram para o mercado livre.

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Consumidores de energia migram para o mercado livre https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/consumidores-de-energia-migram-para-o-mercado-livre https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/consumidores-de-energia-migram-para-o-mercado-livre#respond Wed, 29 Dec 2021 13:54:35 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35066 Seguindo a tendência observada em 2021, o próximo ano deverá continuar com uma forte migração de consumidores do mercado regulado para o mercado livre de energia elétrica. Este movimento foi impulsionado primordialmente pela alta da tarifa energética, com esta sendo resultado do cenário de escassez hídrica enfrentado ao longo do ano e consequência do acionamento… Read More »Consumidores de energia migram para o mercado livre

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Seguindo a tendência observada em 2021, o próximo ano deverá continuar com uma forte migração de consumidores do mercado regulado para o mercado livre de energia elétrica. Este movimento foi impulsionado primordialmente pela alta da tarifa energética, com esta sendo resultado do cenário de escassez hídrica enfrentado ao longo do ano e consequência do acionamento de térmicas, que provê energia mais cara quando comparada às hidrelétricas.

A despeito de uma redução considerável do risco de racionamento para 2022, é esperado que as tarifas continuem subindo no mercado regulado, com o despacho térmico sendo mais frequente para complementação do fornecimento de energia e manutenção dos níveis de reservatórios a patamares salutares.

Nesse sentido, os consumidores são atraídos para o mercado livre como uma alternativa de contratação de um fornecimento de energia mais barato, uma vez que este mercado permite que os mesmos negociem diretamente com geradores e comercializadores, sem a intermediação de uma distribuidora.

Segundo a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), cerca de 70 mil unidades consumidoras de grande e médio porte já poderiam migrar para o mercado livre, de acordo com as regras atuais do setor. Assim, diante da possibilidade de se aumentar expressivamente o número de consumidores que desejam realizar essa migração para o próximo ano, já observamos uma mobilização por parte de empresas que visam absorver essa demanda represada, com estas oferecendo ferramentas que aceleram a comercialização de energia para estes clientes.

E Eu Com Isso?

A alta da tarifa energética em 2021 acelerou um movimento que já vinha acontecendo de migração de consumidores para o mercado livre. De fato, esta deslocação inclusive motivou a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a avançar com as novas regras para o ACL (Ambiente de Contratação Livre) neste ano, com o objetivo de aprimorar o mercado brasileiro de comercialização de energia.

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Leia também: Leilão de reserva de capacidade de energia.

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Leilão emergencial de contratação de energia https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/leilao-emergencial-de-contratacao-de-energia https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/leilao-emergencial-de-contratacao-de-energia#respond Mon, 25 Oct 2021 13:48:52 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32391 Nesta segunda-feira (25), será realizado o leilão emergencial para contratação de energia elétrica, motivado pela acentuada escassez de chuvas do período. O certame foi estruturado de modo a contratar usinas que consigam oferecer energia rapidamente ao sistema elétrico nacional, sendo esta uma medida apaziguadora aos atuais riscos de potência e racionamento. Ao todo, o leilão… Read More »Leilão emergencial de contratação de energia

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Nesta segunda-feira (25), será realizado o leilão emergencial para contratação de energia elétrica, motivado pela acentuada escassez de chuvas do período.

O certame foi estruturado de modo a contratar usinas que consigam oferecer energia rapidamente ao sistema elétrico nacional, sendo esta uma medida apaziguadora aos atuais riscos de potência e racionamento.

Ao todo, o leilão conta com uma oferta de 927 projetos cadastrados, totalizando 62 gigawatts (GW) de potência, com a maioria se tratando de térmicas movidas a gás natural e com os empreendimentos devendo se conectar nos submercados Sudeste/Centro-Oeste ou Sul.

A quantidade de energia a ser contratada permanece sigilosa, entretanto, sendo essa uma decisão exclusivamente do governo.

Ainda segundo as regras do certame, os projetos devem começar a fornecer energia a partir de maio de 2022 – um prazo muito curto para se colocar de pé empreendimentos de grande porte, com apenas sete meses para o feito.

O governo ainda dividiu os produtos a serem contratados no leilão como contratos de quantidade, com térmicas já entrando em operação gerando energia na base do sistema, e como contrato de disponibilidade, que seria uma reserva de capacidade para o sistema.

Segundo os termos do certame, o primeiro contrato visa contratação de térmicas movidas a biomassa, eólica e fotovoltaica, com preço inicial de R$ 347 por megawatt-hora (MWh), enquanto o segundo visa contratação de geradoras movidas a gás natural, óleo diesel e óleo combustível, com preço inicial de R$ 1.619 por MWh.

E Eu Com Isso?

O procedimento do leilão de hoje traz similaridades com o realizado na época do apagão de 2001, trazendo como novidade a oferta também de renováveis e térmicas de diferentes fontes.

Nesse contexto, é importante ressaltar que os preços de energia para ambos os contratos de quantidade e disponibilidade estão elevados neste certame, o que irá pressionar ainda mais a tarifa energética.

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Leia também: Leilões de energia no radar.

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Setembro confirmou um cenário dos mais desafiadores aqui e no exterior  https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/setembro-confirmou-um-cenario-dos-mais-desafiadores-aqui-e-no-exterior https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/setembro-confirmou-um-cenario-dos-mais-desafiadores-aqui-e-no-exterior#respond Fri, 01 Oct 2021 11:30:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31416 Muito se fala de agosto como um mês difícil, mas desta vez setembro não deixou nada a desejar. Tivemos de tudo. Crise política chegando ao extremo nas manifestações de 7 de setembro, com risco de ruptura entre os Poderes, e até paralisação política dos caminhoneiros. Na sequência, o recuo do presidente, com a nota mais… Read More »Setembro confirmou um cenário dos mais desafiadores aqui e no exterior 

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Muito se fala de agosto como um mês difícil, mas desta vez setembro não deixou nada a desejar. Tivemos de tudo. Crise política chegando ao extremo nas manifestações de 7 de setembro, com risco de ruptura entre os Poderes, e até paralisação política dos caminhoneiros. Na sequência, o recuo do presidente, com a nota mais pacificadora elaborada junto ao ex-presidente Temer, e entrevistas em que falou em não dar golpe, não “melar” as eleições de 2020, fazendo, inclusive, elogios às mudanças que o TSE tem feito nas estratégias de controle e de fiscalização das urnas eletrônicas.

Na economia, avanço da inflação e dos juros, crises hídrica e de energia, com adoção da bandeira de escassez hídrica (no lugar da vermelha de nível dois), aumento das incertezas fiscais com a intenção do governo de turbinar o Bolsa Família sob o nome de Auxílio Brasil. Nenhuma crítica ao programa em si, necessário diante do aumento da pobreza decorrente da pandemia, mas com muitas dúvidas quanto à forma como se pretende gerenciar todas as regras fiscais envolvidas, desde a Lei de Responsabilidade Fiscal, passando pela de Diretrizes Orçamentárias, até o teto de gastos. O governo aumentou o IOF, encarecendo mais as operações de crédito, para bancar o lançamento do novo programa ainda neste ano, só que contando, a partir de 2022, com a receita extra que pode vir da Reforma do Imposto de Renda, por meio da taxação de Lucros e Dividendos. Reforma que ainda pode passar por grandes mudanças no Senado.

O relator e senador Angelo Coronel fala em ouvir todas as partes envolvidas, para entender os motivos e os efeitos de cada uma das propostas incluídas no projeto. Ademais, ele já antecipa a intenção de ampliar a faixa de isenção das pessoas físicas para R$ 5 mil. Ou seja, o governo pode não ter o reforço de caixa esperado. Mesmo assim, está tendo aval para ampliar despesas permanentes relacionadas ao Auxílio Brasil com a proposta ainda em tramitação. Por outro lado, para que o Auxílio Brasil caiba no teto de gastos, há necessidade de postergação de boa parte dos Precatórios, de sentença judiciais, que deveriam ser pagos no próximo ano. Todas as saídas em discussão não trazem segurança quanto ao compromisso com o fiscal.

Mas os problemas não são apenas domésticos. Do lado externo pesam as incertezas quanto à inflação, hoje um problema global, as implicações sobre as políticas dos governos e bancos centrais, com boa possibilidade de o Federal Reserve, nos Estados Unidos, já começar a cortar os estímulos em novembro. Essa situação tem provocado mais pressão de alta sobre o dólar e as taxas dos treasuries, ampliando a volatilidade dos mercados.

Setembro foi um mês de ondas de aversão ao risco. Em outro sentido, há risco de uma crise também de amplitude global na área energética, com o aumento dos preços do petróleo e do gás, que afeta muito a Europa (com possível escassez no inverno, período de maior demanda). E, ainda, há a China no radar das preocupações. De lá veio uma das grandes pressões do mês, que foi a possível quebra da Evergrande, gigante do ramo imobiliário, que fez o mercado recordar a crise de 2008. Mas o país também enfrenta dificuldades com a menor oferta de carvão e de energia, que já prejudica a atividades das empresas e leva a uma revisão do potencial de expansão da economia.

Em meio a tudo isso, ainda temos a variante Delta como mais um fator de incerteza, especialmente pela nova onda de contágio e mortes registrada nos Estados Unidos.

Com todo esse cenário conturbado, dados domésticos mais favoráveis acabaram ficando em segundo plano. Poderíamos estar comemorando a melhora das contas públicas, com os recordes de arrecadação, favorecida até pela inflação mais alta, além da retomada da atividade, que permitiu a redução das projeções de déficit para este ano, com queda da relação dívida/PIB. Também temos a recuperação do mercado, nos números do Caged e da PNAD. Embora o desemprego ainda atinja mais de 14 milhões de brasileiros, com a taxa de desocupação do IBGE em 13,7% no trimestre encerrado em julho, houve uma melhora, reforçada pela flexibilização das atividades, diante de um controle maior da pandemia. O País tem conseguido avançar com a vacinação, o que pode nos garantir uma situação de menor risco, inclusive, em relação à variante Delta. Pelo menos, é o que se vê até agora.

O problema é que, paralelamente a tudo isso, estamos acompanhando uma revisão para cima das projeções de inflação e de juros, com a Selic podendo chegar à faixa de 9% no ano que vem. O que tem colaborado para a expectativa de um avanço menor da economia no próximo ano. As projeções, na média, estão em torno de 1,5%, mas muitos analistas já esperam crescimento abaixo de 1%, considerando também as implicações negativas de um ano de eleições que promete muita polarização e movimentos defensivos, até com adiamento de planos de investimentos. São problemas que deixam o cenário mais nublado.

Por mais que o Brasil esteja avançando com a agenda de Reformas e regulamentações que podem melhorar o ambiente de negócios, além de estimular investimentos e uma maior atratividade de capital, ainda esbarramos nos vários fatores de risco, ampliados pelas incertezas externas, que sempre são mais desfavoráveis para os países com mais pontos de vulnerabilidade. Potencialmente, poderíamos estar numa situação bem melhor. Mas qualquer avaliação de cenário e definição de estratégias de investimento tem de considerar essas questões desfavoráveis que citei e que podem pesar, também, nos próximos meses. A inflação ainda é um desafio. Juros mais altos atrapalham o crescimento. Muitas Reformas podem não ter a qualidade esperada. Interesses políticos ampliam os riscos no lado fiscal e até no institucional, apesar das tentativas de maior entendimento entre os Poderes. E não se pode prever com maior segurança até onde vai a crise energética. Que outubro venha com mais chuvas e menos problemas.

Leia a última coluna da Denise Campos de Toledo: Mercado mantém foco nas incertezas | Denise Campos de Toledo.

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O BC refaz as contas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-refaz-as-contas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-refaz-as-contas#respond Thu, 30 Sep 2021 14:51:15 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31411 Como acontece no fim de cada trimestre, o BC (Banco Central) divulgou nesta quinta-feira (30) o RTI (Relatório Trimestral da Inflação). É o trabalho de maior fôlego do BC, tratando do cenário para a inflação e os juros. Nele, o BC considera os riscos de a variação dos preços, para cima ou para baixo, sair… Read More »O BC refaz as contas

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Como acontece no fim de cada trimestre, o BC (Banco Central) divulgou nesta quinta-feira (30) o RTI (Relatório Trimestral da Inflação). É o trabalho de maior fôlego do BC, tratando do cenário para a inflação e os juros.

Nele, o BC considera os riscos de a variação dos preços, para cima ou para baixo, sair do gabarito das metas de inflação. Nesta edição, o BC mostra estar preocupado com dois impactos, o da crise hídrica e o da alta dos preços da energia e dos alimentos nos índices.

Segundo o RTI, “a elevada inflação ao consumidor continua se revelando persistente. (…) Com as sucessivas surpresas, a inflação acumulada em doze meses subiu de 8,06% em maio para 9,68% em agosto, superando amplamente a meta de inflação de 3,75% para o ano calendário de 2021.”

Há dois motivos para isso, os preços dos alimentos e dos bens industriais. No trimestre, os preços de alimentos subiram 2,76%, com destaque para carnes, leite e aves e ovos, devido à alta dos custos com a ração animal e da redução na oferta de pastagens devido à seca.

Os preços dos bens industriais subiram 2,53% no trimestre, quinto trimestre consecutivo com elevação superior a 1,50%. As causas são a mudança na composição dos gastos das famílias, a existência de gargalos de oferta e o repasse de custos, dentre os quais o de commodities, a alta do dólar e das tarifas de energia.

Nesse cenário, o BC aponta três riscos. O agravamento da crise hídrica e a ameaça de um racionamento de energia, a evolução da pandemia e “ações que piorem as expectativas a respeito da trajetória fiscal”.

Segundo o RTI, esses fatores “podem pressionar os prêmios de risco e a confiança dos agentes, com impactos negativos, possivelmente defasados, sobre a atividade econômica e os investimentos em particular.” Tradução: isso desincentiva pessoas e empresas a investir.

Apesar de ter elevado levemente a expectativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, que subiu de 4,6% para 4,7%, o BC é cauteloso.

“Independentemente da avaliação mais agregada do IBC-Br, dados coincidentes de agosto, cujas variações não têm direção unânime, não sugerem expansão generalizada”, diz o Relatório.

Mais adiante, o BC mostra que o cenário para 2022 também não é dos melhores. “Ao longo de 2022, espera-se ritmo de crescimento menor do que no segundo semestre de 2021, resultando em crescimento anual de 2,1%”, diz o RTI.

Segundo o BC, há menos espaço para a recuperação cíclica devido à redução do hiato do produto. Além disso, a alta dos juros deverá ter efeitos de prazo mais longo sobre a atividade econômica. No entanto, esse cenário não é uma certeza.

“Esta previsão apresenta grau elevado de incerteza e está apoiada nas seguintes hipóteses: continuidade do arrefecimento da crise sanitária, diminuição gradual dos níveis de incerteza econômica, manutenção do regime fiscal e ausência de restrições diretas ao consumo de eletricidade.”

Ou seja, no panorama visto do BC não se espera um racionamento de energia, hipótese que não pode ser totalmente descartada.

Conclusão: o RTI mostra um cenário mais adverso para a inflação à frente, o que deve obrigar os investidores a refazer as contas para 2022.

Com apenas um trimestre restante neste ano, o cenário para 2021 está praticamente dado, salvo alguma grande surpresa.

Agora, é refazer as contas e se preparar para o ano que vem.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano começam o último pregão do terceiro trimestre com uma leve alta devido a um movimento de ajuste.

As notícias são positivas para a Bolsa.

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Leia também: Copom eleva taxa Selic para 6,25% ao ano.

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Leilões de energia no radar https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/leiloes-de-energia-no-radar https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/leiloes-de-energia-no-radar#respond Thu, 23 Sep 2021 12:42:52 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31211 Na semana que vem, inicia-se o primeiro de uma sequência de três leilões de contratação de energia que ocorrem até dezembro deste ano. Como objetivo destes, vemos a cobertura das necessidades de médio e longo prazo do sistema elétrico, além de um novo modelo emergencial direcionado ao atual cenário de crise hídrica. O primeiro leilão… Read More »Leilões de energia no radar

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Na semana que vem, inicia-se o primeiro de uma sequência de três leilões de contratação de energia que ocorrem até dezembro deste ano.

Como objetivo destes, vemos a cobertura das necessidades de médio e longo prazo do sistema elétrico, além de um novo modelo emergencial direcionado ao atual cenário de crise hídrica.

O primeiro leilão a ser realizado em setembro, conhecido como A-5, visa a expansão do parque gerador no médio prazo, no qual o projeto deve ser entregue no prazo de cinco anos, em 2026.

Em outubro temos um segundo leilão, este denominado leilão emergencial, que visa a compra de energia de reserva a prazos mais desafiadores, organizado às pressas como mais uma medida de enfrentamento à crise hídrica.

Neste certame, a proposta seria adquirir mais energia para o sistema entre 2022 e 2025, de modo a aliviar a atual condição das hidrelétricas, ajudando na recuperação de seus reservatórios.

Adicionalmente, os projetos precisarão estar na região Sudeste/Centro-Oeste e Sul, submercados que mais têm necessitado de geração de energia, o que limita a participação de certas geradoras.

Por fim, ocorre em dezembro o último leilão programado para 2021, de reserva de capacidade, modelo totalmente dedicado às termelétricas.

Neste modelo, apelidado de “leilão das térmicas”, o certame visa a contratação de mais potência para o sistema elétrico a partir de 2026.

Estas geradoras também devem ter mais oportunidades no modelo de licitação emergencial, embora os prazos estipulados para a entrega sejam mais arrojados.

E Eu Com Isso?

Os leilões para contratação de energia anunciados para os próximos meses são positivos para o setor. Não projetamos impacto imediato em nenhuma ação de empresas de utilities, porém o sucesso desses leilões proporcionará maior segurança futura para o sistema integrado e, portanto, agregará valor a todas essas companhias no longo prazo.

Ademais, embora a competição possa ser acirrada, geradoras listadas, como AES (AESB3), Engie (EGIE3), Eneva (ENEV3) e Omega (OMGE3), poderão cadastrar projetos disponíveis nos certames e, assim, expandir seu portfólio, com potencial geração de valor aos acionistas.

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Leia também: Leilões aquecem setor de saneamento.

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O impacto da estiagem nas elétricas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-impacto-da-estiagem-nas-eletricas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-impacto-da-estiagem-nas-eletricas#respond Thu, 16 Sep 2021 14:43:12 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30978 As companhias de energia concentradas em geração hídrica já começam a sentir os efeitos da escassez de chuvas que se alastra no país em suas operações, prevendo impactos em seus resultados do segundo semestre de 2021. Isso porque, devido à decisão de poupar o nível de água dos reservatórios, as companhias deverão comprar energia este… Read More »O impacto da estiagem nas elétricas

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As companhias de energia concentradas em geração hídrica já começam a sentir os efeitos da escassez de chuvas que se alastra no país em suas operações, prevendo impactos em seus resultados do segundo semestre de 2021.

Isso porque, devido à decisão de poupar o nível de água dos reservatórios, as companhias deverão comprar energia este ano para compensar a baixa geração de suas hidrelétricas de modo a complementar o que tinham inicialmente planejado.

Moacir Bertol, diretor geral da Copel (CPLE6), geradora hídrica, afirmou que quem tem base hídrica tem que administrar para fazer a operação dessa energia e amenizar os efeitos dessa exposição.

Além disso, é necessário que o setor como um todo comece a incorporar o efeito das mudanças climáticas à sua gestão, uma vez que os ciclos de secas, que antes eram de dez em dez anos, encurtaram para sete, o que altera a programação de grande parte das companhias.

Dado o atual cenário, a usina termelétrica GNA I, no Porto do Açu (RJ), recebeu autorização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para antecipar sua operação e entrar em operação comercial a partir de hoje, com o objetivo de contribuir no atendimento da demanda por energia elétrica em meio à crise no setor.

A unidade é operada pela Gás Natural Açu, joint venture formada pela petroleira BP, Siemens, SPIC Brasil e pela Prumo Logística, controlada pelo EIG, e possui capacidade instalada de 1.338,30 megawatts (MW).

E Eu Com Isso?

A antecipação da usina termelétrica GNA I é positiva dado o atual cenário de escassez hídrica enfrentado. A título de exemplo, destacamos a relevância da antecipação da linha da Taesa (TAEE11), que adicionou 1,3 gigawatts (GW) na malha de transmissão.

Como a capacidade de escoamento contava com aproximadamente 10-12 GW, o acréscimo foi bem expressivo e tem auxiliado no atual cenário.

Da mesma forma, a entrada da operação da térmica de GNA chega em um momento crítico para auxílio do quadro.

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Leia também: Copel vai vender Compagas.

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Novo ciclo na Eneva https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/novo-ciclo-na-eneva https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/novo-ciclo-na-eneva#respond Mon, 06 Sep 2021 12:38:34 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30694 O ano de 2021 tem sido benéfico para a geradora Eneva (ENEV3). Além do maior despacho térmico que a mesma tem praticado no atual cenário de baixa pluviosidade do país, a companhia anunciou, agora em setembro, uma nova campanha exploratória na Amazônia. Segundo a empresa, a campanha teria como objetivo aumentar as suas reservas de… Read More »Novo ciclo na Eneva

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O ano de 2021 tem sido benéfico para a geradora Eneva (ENEV3). Além do maior despacho térmico que a mesma tem praticado no atual cenário de baixa pluviosidade do país, a companhia anunciou, agora em setembro, uma nova campanha exploratória na Amazônia.

Segundo a empresa, a campanha teria como objetivo aumentar as suas reservas de gás natural na região, com perfurações que devem se estender até 2022. A previsão é que o ciclo demande investimentos da ordem de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões.

Além da nova fase exploratória, a companhia ainda planeja a construção de novas térmicas com a finalidade de ingressar com as mesmas nos próximos leilões de energia, vendendo a energia advinda destas através de PPAs (contratos de compra de energia) de longo prazo.

Como principal projeto, a empresa planeja a construção de uma usina próxima ao campo de Azulão, na Bacia do Amazonas.

Para a próxima licitação, que ocorrerá em dezembro, a Eneva visa cadastrar uma térmica no campo de Azulão, a qual usará como fonte o gás natural produzido na região.

A companhia, que tem seu modelo de negócio centrado no reservoir-to-wire (R2W), possui sua geração térmica integrada aos campos produtores de gás, o que garante custos mais atrativos para sua operação.

Ainda segundo a mesma, o projeto em Azulão se encontra bastante adiantado, já possuindo licenciamento para atuação.

E Eu Com Isso?

A notícia é positiva para a Eneva.

A companhia tem se beneficiado do atual cenário hídrico, que acarretou no aumento do despacho térmico como alternativa de suprimento de energia.

Nesse contexto, as térmicas da companhia têm aumentado seu período de operação e, consequentemente, intensificado sua geração de energia.

Tal movimento, inclusive, já vem se refletindo no seu desempenho operacional, o que pode ser observado no último resultado divulgado pela companhia, no 2T21.

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Leia também: Resultados da Eneva (ENEV3) do 2T21.

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O PIB e a energia https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-pib-e-a-energia https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-pib-e-a-energia#respond Wed, 01 Sep 2021 13:32:37 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30492 O PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,1% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre. Esse resultado indica estabilidade e vem depois de três trimestres positivos consecutivos de crescimento da economia, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em valores correntes, o PIB, que é soma dos bens e serviços finais… Read More »O PIB e a energia

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O PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,1% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre. Esse resultado indica estabilidade e vem depois de três trimestres positivos consecutivos de crescimento da economia, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em valores correntes, o PIB, que é soma dos bens e serviços finais produzidos no país, chegou a R$ 2,1 trilhões no segundo trimestre.

Com esse resultado, segundo o IBGE, a economia brasileira avançou 6,4% no primeiro semestre e nos últimos quatro trimestres acumula alta de 1,8%.

Ademais, o PIB continua no patamar do fim de 2019 ao início de 2020, período pré-pandemia, e ainda está 3,2% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

Apesar de o PIB previsto para 2021 permanecer positivo – a edição mais recente do Relatório Focus prevê um crescimento de 5,22% – a oferta de eletricidade tornou-se um problema mais sério, que pode comprometer os prognósticos para 2022.

Ainda segundo o Focus, a projeção para o ano que vem é de um crescimento de 2%.

Porém, na terça-feira (31), o governo federal anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária para as contas de energia. A bandeira “escassez hídrica” vai elevar em R$ 14,20 o valor cobrado nas contas para cada 100 kWh consumidos.

Mais severa que a bandeira “vermelha 2”, a qual já vinha sendo aplicada desde junho, a bandeira “escassez hídrica”, que já vem sendo chamada informalmente de bandeira preta, deve ser mantida até abril do ano que vem, e representa uma alta de 49,63% em relação à situação anterior.

Segundo o governo e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a nova bandeira vai elevar em 6,78% a tarifa média dos consumidores regulados (aqueles atendidos pelas distribuidoras, e que não contratam eletricidade no mercado livre), mas não será aplicada nos consumidores de baixa renda, que aderem à tarifa social.

Uma das provas da gravidade da situação é que o governo alterou as regras da capitalização da Eletrobras (ELET3/ELET6).

Ele determinou que a holding do setor elétrico antecipe um aporte de R$ 5 bilhões na CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) em 2022 para compensar o aumento das despesas com a contratação de energia das usinas termelétricas e com a aquisição de energia dos países vizinhos.

Para pagar, a empresa deve usar o dinheiro que receberá dos acionistas privados. A modelagem da capitalização, na prática uma privatização, previa contribuições anuais nos próximos 25 anos, mas o governo quer antecipar o pagamento. Esse fundo concentra as principais despesas do setor elétrico e é rateado por todos os consumidores do país nas tarifas de energia.

As comparações com o apagão de 2001 são inevitáveis.

Naquela ocasião, o trauma sobre a sociedade e a economia foi intenso, embora a situação tivesse alguns agravantes.

O maior deles foi seu ineditismo.

Durante décadas, a convicção era que o Brasil não tinha problemas de energia devido a seu parque gerador de usinas hidrelétricas. Os profissionais do setor elétrico vinham advertindo para gargalos e riscos de racionamento, mas essas conversas não eram muito ouvidas.

Subitamente, a sociedade foi ameaçada com riscos de racionamento e teve de tomar medidas urgentes, reduzindo o consumo em 20%.

Todos foram afetados. As prefeituras reduziram a iluminação pública, o comércio e as indústrias tiveram de alterar seus padrões de consumo e os consumidores apagaram lâmpadas e encurtaram banhos.

Algo parecido se repetiu em 2014 e 2015, mais uma vez devido à redução das chuvas.

Naquele momento, os reservatórios atingiram o menor nível histórico, chegando a 17% de sua capacidade, em média.

Para comparar, no apagão de 2001, a média era 31%, o que obrigou o governo a contratar energia térmica, muito mais cara.

Em alguns casos, o preço da eletricidade chegou a dobrar.

Na prática, a situação de 2001 era pior do que a de 2015 e a atual, pois a participação da energia hidrelétrica era de 85% do total.

Atualmente, a disseminação da energia térmica e a expansão da geração eólica e solar reduziu a fatia hidrelétrica para cerca de 65%.

No entanto, o apagão de 2001 comprometeu um movimento de retomada do crescimento econômico que vinha ganhando força.

Na avaliação do time de análise da Levante Ideias de Investimento, um eventual apagão teria efeitos drásticos sobre a economia em 2022.

O crescimento esperado poderia cair dos 2% previstos para perto de zero, algo sempre explosivo em um ano eleitoral.

E Eu Com Isso?

O Ibovespa amargou a segunda queda mensal consecutiva em agosto, com uma desvalorização de 2,48%. Com isso, ele inicia setembro zerando os ganhos do ano.

No primeiro pregão do mês, os contratos futuros começam com uma leve alta, ao passo que os contratos futuros do índice americano S&P 500 estão em queda devido à piora dos indicadores econômicos chineses, com redução da produção industrial.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: Powell e o PIB.

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Aporte bilionário da Eletrobras https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/aporte-bilionario-da-eletrobras https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/aporte-bilionario-da-eletrobras#respond Wed, 01 Sep 2021 12:28:22 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30488 A deterioração do cenário hidrológico tem agravado preocupações quanto ao risco de racionamento de energia e a elevação da tarifa energética, que vem apresentando altas subsequentes em pleno pleito eleitoral. Nesse contexto, o governo determinou, nesta terça-feira (31), que a Eletrobras (ELET3/ELET6) antecipe um aporte de 5 bilhões de reais à Conta de Desenvolvimento Energético… Read More »Aporte bilionário da Eletrobras

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A deterioração do cenário hidrológico tem agravado preocupações quanto ao risco de racionamento de energia e a elevação da tarifa energética, que vem apresentando altas subsequentes em pleno pleito eleitoral. Nesse contexto, o governo determinou, nesta terça-feira (31), que a Eletrobras (ELET3/ELET6) antecipe um aporte de 5 bilhões de reais à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2022, de modo a abrandar a alta nas contas de luz da população no período.

Na mesma data, a companhia comunicou, através de Fato Relevante, que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a resolução que determina o valor do benefício econômico dos seus novos contratos de concessão, condição necessária para a capitalização da empresa. Segundo o comunicado, foi definido 62,5 bilhões de reais de valor adicionado pelos novos contratos de concessão de geração de energia elétrica para 22 usinas hidrelétricas da companhia. Deste valor, 23,2 bilhões de reais serão pagos à União pelas outorgas das usinas, que sairão do atual regime de cotas, que só remunera operação e manutenção, para o de produção independente de energia.

Ainda no mesmo dia da decisão do governo, ele ainda anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária excepcional, denominada bandeira de escassez hídrica. Segundo o comunicado, a nova bandeira visa cobrir o rombo de 13,8 bilhões de reais relacionados, principalmente, ao custo mais elevado de geração de energia proveniente das usinas termelétricas, que deverão ser acionadas até o final do ano. 

Ademais, o governo ainda anunciou ontem um programa de racionalização, que incentiva a redução voluntária do consumo de energia, direcionado aos consumidores convencionais atendidos pelas distribuidoras. O incentivo se dará por meio de descontos nas faturas dos consumidores que aderirem ao programa.

E eu com isso?

No que tange às notícias relacionadas à Eletrobras, sobre o aporte bilionário da companhia e o novo valor das outorgas das usinas detidas pela mesma, entendemos que, em conjunto, estas teriam um impacto neutro no preço das ações da mesma (ELET3/ELET6).

De fato, o aporte da Eletrobras à CDE é um trunfo do governo para argumentar com o Congresso que a privatização teria efeito positivo nas contas de luz. Nesse contexto, ressaltamos que nossa leitura é positiva, uma vez que as notícias apontam um avanço no processo de privatização da estatal. 

Por fim, sobre as notícias relacionadas à criação de uma nova bandeira, entendemos que, apesar de impopular, esta teria um viés positivo, de modo que arrecadação adicional proveniente da bandeira escassez hídrica visaria eliminar o impacto das despesas do setor sobre a tarifa de 2022, de modo a não estender o impacto tarifário, zerando essa conta em abril.

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Leia também: Sobre a capitalização da Eletrobras | Domingo de Valor.

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