Federal Open Market Committee – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 27 Jan 2022 21:05:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png Federal Open Market Committee – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Vários fatores desenham cenário desfavorável para a Bolsa | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/varios-fatores-desenham-cenario-desfavoravel-para-a-bolsa https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/varios-fatores-desenham-cenario-desfavoravel-para-a-bolsa#respond Fri, 28 Jan 2022 10:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36080 A semana trouxe algumas sinalizações relevantes para a formação de expectativas quanto ao comportamento futuro do mercado. No âmbito doméstico, a alta de 0,58% do IPCA 15 em janeiro, acima do esperado e com uma disseminação maior dos aumentos, além de reforçar as projeções para cima da inflação deste ano ainda confirma as dificuldades que… Read More »Vários fatores desenham cenário desfavorável para a Bolsa | Denise Campos de Toledo

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A semana trouxe algumas sinalizações relevantes para a formação de expectativas quanto ao comportamento futuro do mercado. No âmbito doméstico, a alta de 0,58% do IPCA 15 em janeiro, acima do esperado e com uma disseminação maior dos aumentos, além de reforçar as projeções para cima da inflação deste ano ainda confirma as dificuldades que o Banco Central pode ter para evitar novo estouro da meta, apenas com o aumento dis juros que vem sinalizando. Mesmo com a expectativa de expansão do PIB próxima de zero, o BC pode ter de promover aperto maior da Selic. 

Vale observar que sozinho na tarefa de controlar a inflação, já que não pode contar com maior compromisso fiscal do governo, que cogita até uma PEC pra cortar tributos sobre os combustíveis, o Banco Central ainda terá de lidar com possíveis efeitos do aperto da política monetária nos Estados Unidos. Antes de tratar da questão externa, importante ressaltar que o corte dos tributos federais sobre combustíveis, além do pouco impacto sobre os preços, muito relacionados às condições externas, geraria mais rombo nas finanças públicas, com mais incertezas na área fiscal, o que pode se converter em novas pressões sobre o dólar, outro importante fator na composição de preços. Enfim, uma medida que criaria mais narrativa do que resultados no controle da inflação. 

Feita a observação, tivemos nesta semana uma nova reunião do FOMC, o Comitê do Federal Reserve, que manteve os juros básicos entre 0 e 0,25%, mas já sinalizando o início do ciclo de alta em março, com a finalização do programa de recompra de títulos e possibilidade de iniciar a redução da carteira de ativos, que, na prática, significa maior corte de liquidez. Aperto necessário para facilitar o controle da inflação que, também nos Estados Unidos, vem se mantendo persistentemente acima das expectativas.A partir dessas sinalizações, o mercado passou a trabalhar com a possibilidade de 5 e não mais 4 aumentos dos juros, pelo FED, ao longo de 2022.

Independentemente dessas indicações desfavoráveis para o mercado acionário, a Bolsa aqui seguiu na trajetória de recuperação. Tem um atraso a compensar, embora isso não signifique que possa manter um fôlego mais longo. A Bolsa brasileira, até no embalo de novas emissões, tem atraído capital muito pela defasagem de preços, o atraso que citei, favorecida também pelo excesso de liquidez no mundo, com tantos programas de estímulo lançados pelos governos e bancos centrais, que começam a ser revertidos como indica o FED. O maior aperto das políticas monetárias tende a prejudicar as bolsas, em geral, pela menor disponibilidade de recursos, fora a concorrência dos juros mais altos, especialmente nos Estados Unidos, cujos títulos são considerados de risco zero. No Brasil, em particular, o aumento projetado para a Selic e as taxas impostas pela curva de juros também exercem maior concorrência. É um cenário que, em algum momento, pode levar a ajustes mais pesados no mercado acionário. 

Vale observar que a recuperação da economia americana, com expansão de 6,9% no fechamento de 2021, deu fôlego adicional para as bolsas, inclusive no Brasil. Mas esse avanço da economia americana, bem acima do esperado, acaba dando mais tranquilidade para o FED promover os ajustes necessários para o controle da inflação. Sendo que no comunicado da reunião desta semana já havia retirado o emprego da pauta dos objetivos, antes mesmo dos novos indicadores de atividade. Com o detalhe que a previsão da Tesla de continuidade do desequilibrio na cadeia de suprimentos já deu uma freada no ânimo provocado no mercado pela forte recuperação da economia americana.

O que se tem, por enquanto, é o desenho de uma conjuntura menos favorável para a performance da Bolsa, que em boa parte também será desfavorável para uma melhor performance da nossa economia. O País terá de conviver durante boa parte deste ano com inflação ainda elevada, mesmo que caia para cerca da metade de 2021, e juros mais altos até por causa disso. Sobre a inflação ainda há risco de pressões adicionais pela alta do petróleo e outras commodities no exterior, além das safras comprometidas pelas condições climáticas, fora a possibilidade de um dólar mais alto, pelo aperto das políticas monetárias no exterior e as incertezas fiscais e políticas no campo doméstico. Sendo que os programas dos candidatos melhor colocados nas pesquisas eleitorais não têm gerado maior confiança. Isso vale até para o atual governo, com iniciativas que revelam maior foco na política do que na responsabilidade fiscal. 

É um ambiente que afugenta investidores, especialmente para a Bolsa, ainda que a elevação dos juros possa exercer maior atratividade, limitando os reflexos sobre o fluxo de recursos. Mas nesse ponto ainda fica em aberto o quanto que os juros poderão subir nos Estados Unidos em prazo maior, considerando também 2023, quando, em princípio, a Selic já poderá ter retomado uma trajetória de queda. Não sem motivos, a renda fixa começa a ser observada com mais atenção por boa parcela dos investidores, independentemente do recente embalo de recuperação da Bolsa. Aumento de incertezas pode recomendar maior conservadorismo, o que não impede que a busca por oportunidades também possa favorecer momentos de reação para a Bolsa.

Leia a última coluna da Denise Campos de Toledo: 2022: ano desafiador, com mais indefinições que certezas | Denise Campos de Toledo.

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O Fed solta os falcões https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-solta-os-falcoes https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-solta-os-falcoes#respond Thu, 27 Jan 2022 14:15:08 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36072 O investidor americano John Templeton (1912-2008), fundador da gestora de recursos Templeton, costumava dizer que as quatro palavras mais perigosas para o investidor eram “desta vez é diferente”. Em geral pronunciadas em momentos de euforia do mercado, quando os preços sobem exageradamente, essas palavras indicavam que o investidor estava subestimando os riscos de uma correção… Read More »O Fed solta os falcões

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O investidor americano John Templeton (1912-2008), fundador da gestora de recursos Templeton, costumava dizer que as quatro palavras mais perigosas para o investidor eram “desta vez é diferente”. Em geral pronunciadas em momentos de euforia do mercado, quando os preços sobem exageradamente, essas palavras indicavam que o investidor estava subestimando os riscos de uma correção nos preços. Porém, foi exatamente isso que Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, disse na quarta-feira (26). Ao comentar os resultados da reunião de dois dias do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano, Powell disse que “a situação da economia está diferente”. Ou seja, que a inflação está muito alta e que a política monetária do Fed vai mudar.

Após quase dois anos sendo leniente com a inflação, a autoridade monetária americana soltou seus falcões. No jargão do mercado, há duas abordagens possíveis para os bancos centrais. Eles podem ser pombos (em inglês “dovish”), ou mais tolerantes com a inflação, para que a política monetária não comprometa o ritmo da economia ou o nível de emprego. Ou podem ser falcões (“hawkish”), quando assumem uma postura mais estrita para manter estáveis os índices de preços. O Fed mudou de lado. Até agora, manteve a combinação de juros perto de zero com a injeção direta de recursos na economia para contrabalançar os efeitos negativos das medidas de restrição. Porém, isso vai mudar, e logo.

As declarações de Powell deixaram três pontos muito claros. O primeiro é que o Fed não tem mais dúvidas de que a inflação americana está elevada demais. “A situação não melhorou desde a última reunião de dezembro, de fato ela piorou um pouco”, disse Powell ao comentar os resultados.

Atualmente em 7% no ano calendário de 2021 quando medida pelo CPI (Consumer Price Index) e em 5,7% nos 12 meses até novembro, medida pelo índice PCE (Personal Consumption Expenditure), a inflação está muito acima da meta de 2% ao ano que deve ser perseguida pelo Fed. Mais do que isso, a economia está aquecida. O desemprego está em 3,9%, perto das mínimas históricas e em linha com o que o banco central considera, na prática, pleno emprego.

O segundo ponto é que os juros vão subir, e logo. Desde março de 2020, os Fed Funds, equivalentes à taxa Selic, são mantidos na faixa entre zero e 0,25% ao ano. Na prática, os juros são nulos. Powell praticamente garantiu que haverá uma alta em março. Ele não citou números, mas as expectativas são de que será um avanço de 0,25 ponto percentual. No entanto, o discurso mudou. A nova palavra é “ágil”. O presidente do Fed disse nada menos de três vezes durante sua entrevista coletiva concedida após a reunião que a autoridade monetária americana será “ágil” ao combater a alta de preços.

Até antes da reunião, a projeção era de que haveria no máximo quatro altas de juros neste ano, todas de 0,25 ponto percentual, de modo que os Fed Funds encerrassem 2022 a 1% ao ano. Agora, surge a hipótese de cinco elevações, pois Powell não foi claro quanto ao ritmo e à quantidade de alterações nas taxas.

O terceiro ponto é que o Fed vai zerar os estímulos à economia postos em marcha em março de 2020, e que levaram seu balanço à impressionante cifra de US$ 8,9 trilhões. Powell afirmou que esse processo deverá começar paralelamente à elevação dos juros, ou seja, ainda no primeiro trimestre deste ano.

Além de reduzir o tamanho de suas posições, o banco central vai reduzir sua ênfase em títulos lastreados em ativos imobiliários, como papéis privados garantidos por hipotecas, e concentrar os investimentos em título públicos. A meta, informou o comunicado da reunião, “é reduzir o impacto sobre a alocação setorial de crédito na economia”. O impacto de todas essas novas informações foi uma correção nos mercados americanos, com quedas dos principais índices de ações.

A avaliação do Fed sobre o aquecimento da economia poderá ser corroborada nesta manhã, com a divulgação da primeira prévia sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) americano no quarto trimestre. A estimativa mais comum é de um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2020, o que indica um ritmo acelerado para o crescimento econômico.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciaram a sessão com leves altas, reagindo à forte baixa da véspera (no caso dos Estados Unidos) e reagindo também ao fechamento em alta, mas abaixo da máxima do dia (no caso brasileiro).

No entanto, a divulgação do PIB americano no quarto trimestre e a continuidade do processo de ajuste dos mercados à atitude mais estrita do Fed poderá provocar volatilidade no mercado.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: O Fed entre a cruz e a espada.

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O Fed entre a cruz e a espada https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-entre-a-cruz-e-a-espada https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-entre-a-cruz-e-a-espada#respond Wed, 26 Jan 2022 14:16:32 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36023 Encerra-se nesta quarta-feira (26) a primeira reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, de 2022. Jerome Powell, presidente do Fed, e os demais membros do Fomc (Federal Open Market Committee), equivalente americano do Copom, terão tomado uma das decisões mais difíceis em décadas. E as consequências do comunicado que será divulgado nesta tarde… Read More »O Fed entre a cruz e a espada

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Encerra-se nesta quarta-feira (26) a primeira reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, de 2022. Jerome Powell, presidente do Fed, e os demais membros do Fomc (Federal Open Market Committee), equivalente americano do Copom, terão tomado uma das decisões mais difíceis em décadas. E as consequências do comunicado que será divulgado nesta tarde podem provocar solavancos fortíssimos nos preços dos ativos.

Esta reunião é importante porque ela vai responder a maior dúvida do mercado sobre a estratégia futura do Fed. A autoridade monetária seguirá sendo tolerante com a inflação e agindo devagar, ou vai alterar sua estratégia e passar a combater os preços de maneira mais incisiva?

Na prática, isso quer dizer responder duas perguntas. A primeira é sobre a elevação dos juros americanos. Atualmente as taxas dos Fed Funds, os juros referenciais dos Estados Unidos, estão, na prática, em zero. Como a remuneração dos Fed Funds é divulgada como uma banda (ou intervalo), os juros estão entre zero e 0,25% ao ano. Mas, na prática, a taxa é nula.

Com a alta da inflação – que chegou a 7% em dezembro, maior nível desde junho de 1982 – a projeção é que o Fed realize três ou quatro elevações de 0,25 ponto percentual nos juros até o fim do ano. Com isso, os Fed Funds encerrariam dezembro a 0,75% ou a 1% ao ano. Na avaliação mais popular, esse processo prossegue por 2023 e 2024, sempre com suaves correções mensais de 0,25 ponto percentual.

Ao fim do processo, os Fed Funds estarão ao redor de 2,5% ao ano e a inflação americana terá retornado à meta, que oficiosamente é de 2% ao ano. Isso sem afetar o processo de recuperação da economia nem elevar o desemprego.

Esse é o mundo ideal. No entanto, o problema que Powell e os diretores do Fomc enfrentam é que há muitas dúvidas entre os investidores sobre a intensidade e a permanência da inflação. Assim como ocorre no Brasil, boa parte da alta dos índices decorre do aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis. O “núcleo” da inflação, o chamado “core index”, que não considera esses itens, subiu 5,5% nos 12 meses até dezembro de 2021. É um resultado inferior ao da inflação “cheia”, mas nem tanto assim.

A grande preocupação dos investidores e da autoridade monetária dos Estados Unidos é a dispersão da alta dos preços dos combustíveis para outros segmentos da economia. Isso poderia tornar o processo inflacionário persistente. E obrigar o Fed a manter os juros mais elevados por mais tempo, prejudicando a recuperação após a pandemia.

Daí a dificuldade da decisão do Fed. Se mantiver uma postura tolerante e leniente com a inflação temendo comprometer a retomada da atividade econômica, o banco central americano pode ter de tomar medidas mais drásticas em um futuro próximo. Se, ao contrário, indicar que será firme com a alta de preços, o Fed pode abortar o processo de recuperação da economia.

Não há um caminho claro a seguir. Do outro lado do Pacífico, o Banco do Povo da China, o banco central chinês, anunciou há alguns dias um razoável afrouxamento do mercado de dinheiro, devido à deterioração do nível de atividade econômica provocada pelas medidas necessárias para conter a variante Ômicron.

Na Europa os banqueiros centrais não estão de acordo. O Banco da Inglaterra iniciou um processo de aperto, ao passo que o BCE (Banco Central Europeu), que calibra a velocidade econômica da Zona do Euro, parece não ter pressa para retirar os estímulos. Porém, uma sinalização mais “hawkish”, ou dura, do Fed nesta quarta-feira poderá levar o BCE a começar seu próprio processo.

A decisão do Fed será difícil, e terá consequências sobre todas as economias. No caso do Brasil, juros mais altos nos Estados Unidos podem manter o real depreciado em relação ao dólar. Apesar de favorecer as exportações, um câmbio valorizado também pressiona os preços por aqui, o que pode obrigar o nosso BC (Banco Central) a retardar o processo de aperto iniciado no ano passado, e que deve prosseguir durante pelo menos o primeiro trimestre.

E Eu Com Isso?

A quarta-feira começa com um forte movimento de alta tanto nos contratos futuros do Brasil quanto nos dos Estados Unidos. Por aqui, o Ibovespa futuro já supera 111 mil pontos, mantendo a valorização da véspera. As cotações das ações domésticas foram auxiliadas pela valorização das commodities do mercado internacional. Porém, a depender da decisão do Fed, o mercado poderá apresentar uma volatilidade elevada.

As notícias são positivas para a Bolsa, em um cenário de volatilidade.

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Leia também: O impacto da crise na Rússia.

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Inflação e juros nos EUA https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/inflacao-e-juros-nos-eua https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/inflacao-e-juros-nos-eua#respond Mon, 24 Jan 2022 13:41:16 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35980 Dollar Tree (Nasdaq: DLTR) é uma das maiores cadeias varejistas americanas. Foi fundada na Virgínia em 1953, e atualmente possui 15,2 mil lojas nos Estados Unidos e no Canadá, empregando 193 mil pessoas. Está longe de ser um local glamuroso. Ao contrário, boa parte de sua freguesia é composta por cidadãos de baixa renda e… Read More »Inflação e juros nos EUA

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Dollar Tree (Nasdaq: DLTR) é uma das maiores cadeias varejistas americanas. Foi fundada na Virgínia em 1953, e atualmente possui 15,2 mil lojas nos Estados Unidos e no Canadá, empregando 193 mil pessoas. Está longe de ser um local glamuroso. Ao contrário, boa parte de sua freguesia é composta por cidadãos de baixa renda e imigrantes, que estão na base da pirâmide econômica. O que os atrai são preços baixos.

Durante muitos anos, todas as lojas Dollar Tree tinham pelo menos algum item que custava apenas US$ 1. Esse, aliás, era o nome original da rede varejista. Porém, na quinta-feira (20) a empresa anunciou que, após 35 anos, a política ia mudar. A alta da inflação obrigou a Dollar Tree a elevar o “preço mínimo” para US$ 1,25. Embora seja pouco em termos absolutos, é uma alta de 25%. E que confirma o que os indicadores vêm dizendo há tempos: a economia americana está sofrendo com um processo inflacionário.

Assim, a semana se inicia com uma grande expectativa sobre o resultado da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que deve ocorrer na terça (25) e se encerrar na quarta (26). A expectativa de boa parte dos investidores é que o Fed deve anunciar novas fases do aperto na política monetária. A injeção de recursos na economia por meio da compra de títulos está em seus estágios finais, e vai terminar em março. Muitos dos participantes de mercado avaliam que o Fed vai aproveitar o fim dessa política para começar a elevar os juros.

A taxa dos Fed Funds, os juros referenciais dos Estados Unidos, atualmente em zero, poderão ser elevadas três ou quatro vezes neste ano, encerrando 2022 entre 0,75% e 1% ao ano. E a projeção mais comum é de outros três ou quatro ajustes em 2023 e mais alguns em 2024, fazendo com que os juros possam chegar a 2,5% ao ano ao fim do processo. Essa é a conclusão do discurso recente dos participantes do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano.

Porém, há algumas dúvidas com relação à velocidade do ajuste. A inflação americana está elevada. Nos 12 meses até dezembro de 2021 o CPI (Consumer Price Index) global subiu 7,0%, a maior alta desde junho de 1982. O “core index”, que não considera os preços mais voláteis dos alimentos e dos combustíveis, subiu 5,5% nesse período, a maior alta em 12 meses desde junho de 1982.

Assim como vem ocorrendo no Brasil, os vetores mais importantes da alta de preços nos Estados Unidos têm sido os alimentos e combustíveis, devido às condições do mercado global de energia e aos preços das commodities. No entanto, mesmo sem considerar esses itens, a inflação permanece elevada. E qualquer economista sabe que uma alta persistente de preços acaba “contaminando” todos os setores da economia, e é muito mais difícil de debelar.

Por isso, não se descarta a hipótese de que a reunião do Fomc se encerre na quarta-feira com um comunicado “duro”, indicando altas mais acentuadas dos juros e até mesmo uma data para o processo de redução do balanço do Fed. Desde o início da pandemia, o banco central americano injetou dinheiro na economia por meio da compra de títulos públicos, hipotecários e até mesmo de empresas, o que elevou seu portfólio em US$ 4,4 trilhões. Em algum momento, o Fed deverá reduzir essa cifra, vendendo títulos e retirando dinheiro da economia. Mais um ponto de aperto da política monetária, com restrições ao crédito e desaceleração da economia.

Relatório Focus

A edição do Relatório Focus publicada pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (24) mostra que a expectativa para a inflação em 2022 voltou a subir. Agora, o prognóstico para o IPCA é de 5,15%, ante 5,09% da edição anterior e de 5,03% de há quatro semanas. Não mudaram as projeções para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que segue em 0,29%, e para a Taxa Selic, que está em 11,75%.

E Eu Com Isso?

A semana começa com os contratos futuros do índice americano S&P 500 em leve baixa, ainda seguindo o processo de ajuste iniciado há poucas semanas. Os investidores permanecem convencidos da alta dos juros, o que exerce uma pressão baixista sobre a renda variável.

As notícias são negativas para a Bolsa.

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Leia também: Defenda seu dinheiro da inflação.

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Declaração do FOMC, resultado preliminar do PIB dos EUA e Taxa de Desemprego no Brasil são destaques na semana https://levanteideias.com.br/artigos/declaracao-do-fomc-resultado-preliminar-do-pib-dos-eua-e-taxa-de-desemprego-no-brasil-sao-destaques-na-semana https://levanteideias.com.br/artigos/declaracao-do-fomc-resultado-preliminar-do-pib-dos-eua-e-taxa-de-desemprego-no-brasil-sao-destaques-na-semana#respond Fri, 21 Jan 2022 22:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35950 A próxima semana, entre os dias 24 e 28 de janeiro, será marcada pela divulgação de alguns indicadores importantes, principalmente nos Estados Unidos. O principal ponto de atenção para os investidores deve ser a declaração do FOMC (Federal Open Market Committee) e a entrevista coletiva do órgão na quarta-feira (26). O mercado está bastante atento… Read More »Declaração do FOMC, resultado preliminar do PIB dos EUA e Taxa de Desemprego no Brasil são destaques na semana

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A próxima semana, entre os dias 24 e 28 de janeiro, será marcada pela divulgação de alguns indicadores importantes, principalmente nos Estados Unidos. O principal ponto de atenção para os investidores deve ser a declaração do FOMC (Federal Open Market Committee) e a entrevista coletiva do órgão na quarta-feira (26). O mercado está bastante atento aos passos do comitê, tendo em mente a inflação americana e a possível alta dos juros em março.

Além disso, no Brasil, as atenções se voltam para a divulgação do Boletim Focus, na segunda-feira (24), e para a Taxa de Desemprego, que sai na sexta-feira (28). 

No continente europeu, os dados para a próxima semana estão mais tímidos. A divulgação de maior destaque acontece na segunda-feira, com o resultado preliminar do PMI Industrial de janeiro da Zona do Euro. O índice em questão mede o nível de atividade dos gerentes de compras na indústria da construção e fornece uma indicação sobre a saúde do setor de construção na Zona do Euro.

Confira a agenda econômica da semana.

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O BC errou a mão? https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-errou-a-mao https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-errou-a-mao#respond Wed, 08 Dec 2021 14:32:41 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=34607 Um dos exercícios econômicos mais interessantes é observar as projeções ao longo do tempo. Isso permite comparar o que se esperava com o que de fato ocorreu e descobrir o que mudou. Tomemos, por exemplo, o último relatório Focus de 2020, com dados de 31 de dezembro. As projeções para 2021 são de que a… Read More »O BC errou a mão?

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Um dos exercícios econômicos mais interessantes é observar as projeções ao longo do tempo. Isso permite comparar o que se esperava com o que de fato ocorreu e descobrir o que mudou. Tomemos, por exemplo, o último relatório Focus de 2020, com dados de 31 de dezembro.

As projeções para 2021 são de que a taxa Selic seria de 3,00% ao ano em dezembro, e de que a inflação medida pelo IPCA encerraria o ano com 3,32% em 12 meses. Os prognósticos para 2022 eram de um IPCA de 3,50% e de uma taxa Selic encerrando o ano que vem a 4,50%.

Avanço rápido para a segunda-feira (06), quando foi publicada a edição mais recente do Relatório Focus, com dados de 3 de dezembro. A Selic prevista para 2021 está, como seria de se esperar, em 9,25%.

A expectativa de inflação para o ano é de 10,18%. E a Selic esperada para dezembro de 2022 está em 11,25%. A taxa esperada para o fim do ano que vem veio subindo todos os meses, sistematicamente, desde o início deste ano.

Olhar as previsões antigas é um excelente exercício de humildade. Tentar antecipar os fatos é uma tarefa ingrata, pois essa entidade chamada realidade é por demais aleatória.

No entanto, observando-se a série de relatórios Focus divulgados pelo BC (Banco Central), é possível notar que o mercado foi corrigindo seus prognósticos sistematicamente ao longo do ano.

Foram raras as semanas em que as expectativas de inflação e de juros para este ano e para 2022 não se alteraram. E em nenhum momento houve retrocesso: ambos os prognósticos caminharam invariavelmente para cima ao longo do tempo. Em retrospecto, isso é óbvio. Os preços do petróleo e das commodities agrícolas e minerais avançaram, o real se depreciou sistematicamente em relação ao dólar e a poderosa expansão monetária internacional só poderia dar energia à inflação.

Tudo explicado pelos livros-texto de economia mais básicos. Então, a questão de um trilhão de reais é: o BC errou ao reduzir a taxa básica ao chamado lower-bound e a lançar mão do forward-guidance, com apoio de relevantes agentes econômicos, inclusive? Ou o BC está errando agora ao se manter atrás da curva e não entregar o precificado desde a última reunião?

Há uma premissa importante e forte na economia que atribui aos bancos centrais uma característica expectacional. Por terem acesso às informações das instituições financeiras, aos dados da atividade econômica e por desenvolverem modelos em média mais sofisticados de análise, os bancos centrais são considerados diligentes e com certa assimetria favorável de informação. Teoricamente sabem tudo e, portanto, podem tomar as melhores decisões. Quase uma onisciência.

Contudo, ao contrário do que acontece com a característica divina, a onisciência dos banqueiros centrais pode ser relativa em determinados horizontes. Ela só vale se a economia está arrumada e com as expectativas devidamente ancoradas. Ou seja, se há um razoável equilíbrio das contas públicas e uma razoável previsibilidade.

Sem esse ambiente, o banqueiro central não é capaz de fazer milagres. Ao contrário, tem de ser um gestor firme da política monetária e um comunicador excelente, para preservar o valor da moeda e ancorar as expectativas.

Comparando o trabalho do Copom (Comitê de Política Monetária) com o de seu equivalente americano, o Fomc (Federal Open Market Committee), sabe-se que a tarefa no Brasil é muito mais difícil.

Por aqui há não apenas uma memória inflacionária como também toda uma estrutura de indexação. Se você não acredita, pergunte a qualquer brasileira ou brasileiro que teve de renegociar recentemente um contrato de locação de imóveis corrigido pelo IGP-M.

Ao tentar desfrutar de um luxo permitido apenas a banqueiros centrais de países ricos, que é a leniência com a inflação, o Copom não só abriu a jaula que prendia o dragão como também desancorou as expectativas do mercado.

Agora, será necessário que os juros permaneçam altos durante bastante tempo de maneira a fazer tanto os preços quanto as expectativas convergirem para o centro da meta.

A “sorte” do BC – e o azar de todos os brasileiros e brasileiras – é que a atividade econômica está fraca. Assim, uma vez metabolizadas as altas de commodities e petróleo e a apreciação do dólar, é bastante provável que a alta de preços desacelere. Mesmo assim, o remédio para isso será amargo e, pior, pode ter sido desnecessário.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa estão iniciando a sessão em alta, estimulados pela valorização dos mercados internacionais, que seguem otimistas devido aos prognósticos menos graves da variante Ômicron do coronavírus.

As notícias são positivas para a bolsa.

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Leia também: A Ômicron e a China.

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Powell vai antecipar o fim da festa e não é hora de vender https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/powell-vai-antecipar-o-fim-da-festa-e-nao-e-hora-de-vender https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/powell-vai-antecipar-o-fim-da-festa-e-nao-e-hora-de-vender#respond Wed, 01 Dec 2021 15:00:53 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33636 Na terça-feira (30), Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, realizou a tradicional apresentação semestral diante de um comitê do Senado americano. É quando os presidentes do Federal Reserve buscam explicar com mais detalhes para os senadores como veem a economia e o que pretendem fazer a respeito. A rigor, Powell… Read More »Powell vai antecipar o fim da festa e não é hora de vender

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Na terça-feira (30), Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, realizou a tradicional apresentação semestral diante de um comitê do Senado americano. É quando os presidentes do Federal Reserve buscam explicar com mais detalhes para os senadores como veem a economia e o que pretendem fazer a respeito.

A rigor, Powell não disse nada muito diferente do que as Minutas da mais recente reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) haviam informado – que a inflação está muito elevada e que o Fed vai cumprir seu dever constitucional e agir para resolver o problema.

No entanto, como falou para mais pessoas além do restrito círculo de leitores das publicações do Fed, Powell sacudiu os mercados como só um presidente do BC americano consegue fazer.

Ele afirmou com todas as letras que, na próxima reunião do Fomc em dezembro, será discutida uma aceleração da retirada de estímulos à economia americana.

Desde o início da pandemia, o Fed vem comprando todos os meses US$ 120 bilhões em títulos públicos e lastreados por hipotecas para injetar dinheiro na economia.

Com isso, o balanço do Fed aumentou em US$ 4,5 trilhões, para US$ 8,7 trilhões. É dinheiro demais, mesmo para padrões americanos.

O que mudou?

Ainda em outubro, o Fed havia anunciado que começaria a reduzir essa compra em US$ 15 bilhões todos os meses a partir de novembro, zerando o programa até junho de 2022.

Porém, Powell afirmou em seu depoimento diante do Congresso que na próxima reunião do Fed, em dezembro, será discutida uma aceleração disso.

Ele não indicou valores. Porém, a expectativa dos investidores é que, na mais conservadora das hipóteses, a redução seja acelerada para US$ 30 bilhões por mês já em dezembro, o que encerraria o programa ainda em março. A data anterior era junho.

Por que esses três meses fazem tanta diferença?

Por um motivo simples: apesar de não haver nenhuma comunicação oficial por parte do Fed, é consenso nessa entidade chamada mercado que, assim que o programa estiver encerrado, o Fed terá liberdade para começar a elevar os juros.

Desde o início da pandemia as taxas americanas vêm sendo mantidas na prática em zero, o que provocou fortes elevações nos preços dos ativos financeiros e das commodities e justificou uma alta dos índices de inflação para os maiores níveis em 30 anos.

O remédio clássico para essa distorção é elevar os juros. Entretanto, os efeitos colaterais desse tratamento são bem conhecidos. O crédito fica mais caro e escasso, as pessoas têm menos dinheiro para gastar e as empresas faturam menos vendendo produtos e prestando serviços.

Ou seja, os lucros tendem a emagrecer e os investidores vendem ações devido à piora das expectativas. Foi o que ocorreu na terça-feira. O índice S&P 500 caiu quase 2% o Ibovespa recuou 0,87% após oscilar violentamente e, no pior momento do dia, rondar 100 mil pontos.

O que fazer?

Nesses momentos é muito fácil perder a cabeça e vender. O clássico erro de estratégia de tentar deter um prejuízo que, na prática, não existe, ao menos no regime de caixa. Explicando: suponha que você comprou 100 ações da companhia A por R$ 10 cada. Sua posição vale mil reais. Em uma turbulência, as cotações recuam para R$ 9 e sua posição passa a valer R$ 900. Você perdeu 100 reais? Na prática, não. Você comprou 100 ações e permanece com 100 ações. Se não vender nenhuma ação e as cotações voltarem para R$ 10, essa variação de preços não terá tido nenhum efeito sobre o seu patrimônio. Porém, se você vender as ações a R$ 9, você terá realizado o prejuízo. E realizado aqui significa tornar esse prejuízo real, concreto.

Se o valor do seu portfólio encolheu com as quedas das últimas semanas e chegou ao mínimo do ano no pregão da terça-feira, desesperar-se não parece ser a melhor postura. Apesar de observar os números encolhendo em sua planilha, pense que o número de ações permanece o mesmo. E na opinião dos analistas da Levante Ideias de Investimentos, a alavancagem operacional das empresas, ou seja, os ganhos de eficiência obtidos durante a pandemia vão garantir bons resultados por vários trimestres – desde que a mudança do cenário não tenha sido forte a ponto de prejudicar os fundamentos da companhia. Então vale lembrar o velho provérbio escocês: em uma tragédia, alguns choram e outros vendem lenços.

E Eu Com Isso?

Em uma reação à queda da véspera, os contratos futuros do Ibovespa e também os contratos futuros do índice americano S&P 500 iniciam o dia em alta. No entanto, o mercado está sujeito a uma volatilidade elevada devido às incertezas com relação à variante Ômicron do coronavírus.

As notícias são positivas para o mercado em um clima de forte volatilidade.

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Leia também: E se as vacinas não funcionarem mais?

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Petróleo permanece em alta https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/petroleo-permanece-em-alta https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/petroleo-permanece-em-alta#respond Wed, 24 Nov 2021 14:04:02 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33444 A lei da oferta e da demanda é uma das poucas que nunca foi questionada pelos economistas e formuladores de política econômica (os que tentaram se deram conta disso em pouco tempo). Por isso, é preciso analisar com cuidado o comportamento dos preços do petróleo na terça-feira (23). Apesar de os governos de diversos países,… Read More »Petróleo permanece em alta

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A lei da oferta e da demanda é uma das poucas que nunca foi questionada pelos economistas e formuladores de política econômica (os que tentaram se deram conta disso em pouco tempo). Por isso, é preciso analisar com cuidado o comportamento dos preços do petróleo na terça-feira (23).

Apesar de os governos de diversos países, incluindo Estados Unidos, China, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Índia, terem anunciado a liberação de reservas estratégicas do produto no mercado para fazer frente à pressão de alta nos preços, as cotações subiram.

As cotações tanto do barril do petróleo do tipo Brent (que baliza os preços da Petrobras) quanto do barril do tipo WTI (West Texas Intermediate), indicador do mercado americano, subiram 81 centavos de dólar, algo como 1%.

Como explicar que os preços subiram apesar de uma expectativa de aumento da oferta? Não, a lei da oferta e da procura não foi temporariamente revogada. A justificativa para esse movimento atípico tem três momentos.

Primeiro: nas últimas semanas, o movimento de preços do petróleo tem sido de alta devido à expectativa de normalização da economia e do aquecimento da demanda.

Segundo: essa valorização se interrompeu há poucos dias devido ao ressurgimento de casos da Covid em países da Europa e à retomada das medidas de isolamento, confirmada na Áustria e na Holanda, e em discussão na Alemanha.

E terceiro, a decisão indica que os governos acreditam em um retorno da escassez do produto, tanto que estão liberando seus estoques estratégicos de maneira coordenada. Isso serviu como um indicador que a oferta do petróleo será incapaz de suprir totalmente a demanda por um bom tempo.

Há boas razões para isso. O petróleo é um dos produtos cujo ciclo é mais longo devido à intensidade de capital. A maturação dos investimentos é lenta. Entre a suspeita de existência de óleo em uma jazida e o frentista abastecendo um veículo podem se passar quase dez anos.

Por isso, quedas nos investimentos para prospecção e exploração afetam a produção anos depois. Em meados da década passada, o petróleo perdeu ainda mais prestígio devido à sua pegada de carbono e ao aquecimento global, o que restringiu os investimentos.

Agora, alguns países – especialmente produtores “jovens” no Norte da África – estão tendo dificuldade em entregar o esperado. E, para pressionar ainda mais o mercado, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Rússia, conhecida como Opep+, não tem pressa em fazer a produção retornar aos níveis anteriores à pandemia para manter os preços altos e ganhar mais dinheiro.

Ou seja, apesar de todo o discurso ambiental e de geração de energia verde, a demanda pela commodity vai bem, obrigado, e os preços deverão permanecer pressionados por bastante tempo.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa iniciam a sessão em baixa após a valorização da véspera, que foi motivada pela alta das ações da Petrobras.

A sessão deve ser marcada por forte volatilidade, com os investidores à espera de indicadores importantes da economia americana, como o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre e as Minutas da reunião mais recente do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano.

As notícias são negativas para a bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: A inflação não é mais aquela.

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A Ata do Copom e as falas do Fed https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-ata-do-copom-e-as-falas-do-fed https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-ata-do-copom-e-as-falas-do-fed#respond Wed, 03 Nov 2021 14:05:43 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32694 A publicação, nesta quarta-feira, da Ata da 242ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) mostrou o Comitê mais preocupado com a inflação e com o desarranjo das contas públicas do que na reunião realizada em setembro. Nessa reunião, o Comitê chegou a discutir a possibilidade de elevar a taxa referencial Selic mais do que… Read More »A Ata do Copom e as falas do Fed

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A publicação, nesta quarta-feira, da Ata da 242ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) mostrou o Comitê mais preocupado com a inflação e com o desarranjo das contas públicas do que na reunião realizada em setembro.

Nessa reunião, o Comitê chegou a discutir a possibilidade de elevar a taxa referencial Selic mais do que o 1,5 ponto percentual anunciado.

Na Ata anterior, os estímulos monetários e a reabertura das economias sustentavam um ambiente favorável aos países emergentes. Na mais recente, a percepção é que haverá menos crescimento em 2022 devido à retirada dos estímulos fiscais e monetários, o que piora a situação dos países emergentes.

A expectativa para a recuperação da economia brasileira no segundo semestre piorou, mas as perspectivas são boas para o setor de serviços, o agronegócio e a indústria extrativa.

A projeção para a taxa de câmbio subiu de R$ 5,25 para R$ 5,60. Isso, e a manutenção de preços elevados para a energia e para os insumos industriais devem não só elevar a inflação como também mantê-la elevada durante mais tempo. Daí o Copom ter elevado sua projeção de inflação neste ano de 8,5% para 9,5%, e de 3,7% para 4,1% em 2022.

Ademais, a inflação dos preços administrados esperada para este ano avançou de 13,7% para 17,1%. A projeção para 2022 subiu de 4,2% para 5,2%.

Os membros do Copom frisaram o aumento dos riscos fiscais e da consequente desancoragem das expectativas de inflação por parte dos agentes econômicos.

“O Copom reitera que o (…) esmorecimento no esforço de reformas estruturais e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, segundo a Ata.

A conclusão é inevitável.

“O Comitê entende que um processo de desancorarem de expectativas pode gerar elevados custos econômicos de longo prazo, motivando o Copom a escolher uma trajetória de elevação de juros compatível com a convergência da inflação para a meta ainda em 2022.”.

Além disso, indicou que na última reunião deste ano, agendada para dezembro, a Selic deve ser mais uma vez aumentada em 1,5 ponto percentual, para 9,25% ao ano, o maior nível desde 2017.

A única questão pendente é que, segundo a Ata, tanto na reunião mais recente quanto em todas as outras reuniões realizadas neste ano, a decisão concernente à política monetária foi tomada por unanimidade.

Qualquer pessoa que já tenha presenciado uma conversa profissional entre economistas – como a maioria dos membros do Comitê – sabe que divergências técnicas fazem parte do processo.

A velha piada é que quando três economistas se reúnem para propor algo, a reunião produz no mínimo quatro soluções.

Por isso, ou essa unanimidade é apenas protocolar, ou os membros do Copom estão menos permeáveis do que deveriam às nuances do debate.

Federal Reserve

Além da Ata da reunião, os investidores vão prestar atenção ao fim da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano. O mais importante e relevante serão as declarações de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sobre a redução dos programas de estímulo à economia.

Em abril do ano passado, o Fed iniciou um programa de recompra de títulos públicos e hipotecários que vem injetando US$ 120 bilhões por mês na economia. Com isso, o balanço do Fed avançou para inéditos US$ 8,6 trilhões e os Estados Unidos começam a viver um processo inflacionário. A redução é questão de tempo.

Em declarações anteriores, Powell já adiantou que a redução dos estímulos, conhecida como “tapering”, pode começar ainda neste ano e deve estar concluída em meados de 2022.

Por isso, a expectativa mais comum é que a recompra seja reduzida em US$ 15 bilhões por mês, o que encerraria o programa em oito meses. No entanto, o Fed pode indicar um ritmo diferente. E aí moram os riscos de volatilidade.

Se mostrar que quer reduzir as recompras mais rápido do que o esperado, o Fed pode provocar, em menor escala, um fenômeno de 2013 que ficou conhecido como “taper tantrum”.

Naquele momento, os investidores se surpreenderam com uma decisão do BC americano de apertar sem aviso prévio a política monetária que havia sido afrouxada devido à crise do subprime.

O inesperado provocou uma forte volatilidade nos preços. Como o Fed vem dizendo há tempos que vai desacelerar as compras, não se espera algo semelhante.

No entanto, também agora há riscos de algum mal-entendido. Se anunciar um corte muito abrupto, haverá volatilidade nos preços. Se, ao contrário, indicar uma redução mais lenta, a conclusão do mercado pode ser que o Fed ainda está preocupado com o crescimento da economia, mandando sinais de que a situação ainda não está tão positiva.

Assim, a atenção com que as declarações de Powell serão acompanhadas nesta quarta-feira.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam a volta do feriado em baixa, seguindo a direção do mercado americano. Os investidores estão receosos da decisão do Federal Reserve a ser anunciada mais tarde, o que pode amplificar a volatilidade do mercado.

As notícias são negativas para bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: Copom aumenta Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano.

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O Fed e o Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-o-copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-o-copom#respond Mon, 01 Nov 2021 13:41:42 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32659 A semana encurtada pelo feriado será marcada por dois eventos ligados a bancos centrais, ambos agendados para a quarta-feira (03). No Brasil, devido ao feriado de Finados na terça-feira (02), a Ata da reunião mais recente do Copom (Comitê de Política Monetária) será divulgada no dia 3, logo cedo. E na mesma quarta-feira se encerra… Read More »O Fed e o Copom

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A semana encurtada pelo feriado será marcada por dois eventos ligados a bancos centrais, ambos agendados para a quarta-feira (03). No Brasil, devido ao feriado de Finados na terça-feira (02), a Ata da reunião mais recente do Copom (Comitê de Política Monetária) será divulgada no dia 3, logo cedo. E na mesma quarta-feira se encerra a reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano, seguida pela esperada entrevista de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Em geral, eventos sem surpresas, as duas declarações – a Ata do Copom e a entrevista de Powell – serão cruciais para orientar os investidores com relação à política monetária no ano que vem, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Começando pelos Estados Unidos. As expectativas com relação aos juros americanos estão cristalizadas na manutenção das taxas perto de zero. Powell, porém, já tem declarado que poderá rever essa posição caso a inflação por lá permaneça consistentemente acima de 2% ao ano durante um período razoável em 2022.

No entanto, o que interessa mesmo aos investidores é saber como será o ritmo de redução da injeção mensal de dinheiro na economia americana. Em abril do ano passado, para conter os efeito da pandemia, o Fed começou a comprar US$ 120 bilhões todos os meses em títulos públicos e hipotecários para injetar dinheiro no sistema.

Powell já deu a entender que essa ajuda deverá se encerrar no primeiro semestre do ano que vem, e a expectativa dos investidores é que, em sua entrevista coletiva, ele indique qual será o ritmo desse encerramento, se mais concentrado no início ou no fim do primeiro semestre.

A solução dessa dúvida terá um impacto forte sobre a trajetória dos juros e do dólar nos mercados globais, influenciando também os preços dos ativos brasileiros.

Já com relação ao Copom (Comitê de Política Monetária), a trajetória dos juros já é conhecida até o fim deste ano. No Comunicado divulgado após a reunião em que elevou a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano, o Comitê antecipou outra elevação semelhante na reunião agendada para dezembro. Com isso, a Selic deve encerrar 2021 a 9,25% ao ano.

As dúvidas são com relação ao comportamento dos juros no ano que vem. Apesar de no Comunicado o BC indicar uma expectativa de juros em 9,75% em 2022, o prognóstico da edição mais recente do Relatório Focus espera juros ainda mais altos.

A razão para isso é a expectativa de alta da inflação. No Comunicado, o Comitê elevou a inflação prevista para este ano para 9,5% ante os 8,5% da reunião anterior. Aumentou a projeção da inflação de 2022 para 4,1% ante os 3,7% anteriores. E revisou drasticamente os prognósticos para a inflação dos preços administrados, que incluem itens como as tarifas de energia. A projeção para 2021 subiu de 13,7% para 17,1%.

Relatórios Focus

A primeira edição do Relatório Focus de novembro indica uma forte alta nos juros projetados para 2022, seguindo-se à decisão do Copom de elevar a Selic em três pontos percentuais entre o fim de outubro e o início de dezembro. Agora, a Selic prevista para dezembro de 2022 subiu de 9,50% na edição anterior para 10,25%.

Para comparar, a projeção há quatro semanas era de 8,50%. A inflação prevista para o ano que vem avançou para 4,55% ante 4,40%, e o prognóstico de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) encolheu de 1,40% para 1,20%.

E Eu Com Isso?

A semana começa com altas nos contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500, com os investidores animados pelos bons resultados corporativos.

Por aqui, o volume deve ficar abaixo da média devido ao pregão espremido entre o fim de semana e o feriado.

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Leia também: Um trimestre de resultados recordes.

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