leilão de concessão – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 06 Jan 2022 14:20:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png leilão de concessão – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Leilão das rodovias BR-381 e BR-262 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/leilao-das-rodovias-br-381-e-br-262 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/leilao-das-rodovias-br-381-e-br-262#respond Thu, 06 Jan 2022 14:20:27 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35164 Inicialmente agendada para novembro e, posteriormente, para dezembro de 2021, o leilão da rodovia entre Minas Gerais e Espírito Santo, que inclui os trechos da BR-381 e a BR-262, foi novamente reagendado agora para a data de 7 de fevereiro deste ano. Para o projeto, estão previstos investimentos de cerca de R$ 7,4 bilhões ao… Read More »Leilão das rodovias BR-381 e BR-262

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Inicialmente agendada para novembro e, posteriormente, para dezembro de 2021, o leilão da rodovia entre Minas Gerais e Espírito Santo, que inclui os trechos da BR-381 e a BR-262, foi novamente reagendado agora para a data de 7 de fevereiro deste ano. Para o projeto, estão previstos investimentos de cerca de R$ 7,4 bilhões ao longo do contrato de 30 anos de operação da via, além de custos e despesas na ordem de R$ 6 bilhões (valores de abril de 2019, ainda não corrigidos).

Apelidada de ‘Rodovia da Morte’ devido aos desafios inerentes de sua operação, a expectativa é que os trechos atraiam interessados, devendo haver concorrência pelo ativo no próximo certame. Além disso, destaca-se o fato deste se tratar de um contrato de grande porte, possivelmente o último do atual ciclo de concessões federais, sendo um forte atrativo para quem deseja atuar no segmento.

Para ampliar o interesse privado pela via no próximo leilão, o governo federal criou alguns mecanismos para dar maior atratividade ao ativo e garantir uma maior competição ao certame. Dentre as mudanças, destacamos o compartilhamento do risco de inflação dos insumos utilizados nas obras, com a empresa ganhadora podendo escolher que uma parcela (de até 30%) do reajuste das tarifas de pedágio seja feito pelo IGP-DI, índice que contempla mais o custo dos insumos usados, ao contrário de utilizar apenas o IPCA (indicador geralmente aplicado).

Além disso, o governo também propôs o parcelamento da integralização do capital social, no qual metade do valor que teria que ser pago na assinatura do contrato poderá ser desembolsado apenas com o início da cobrança de pedágio, trazendo mais segurança ao operador. Houve também flexibilizações das receitas acessórias previstas e da abertura das praças de pedágio, podendo ser antecipada a cobrança realizada em determinados pontos.

E Eu Com Isso?

Para o leilão de fevereiro, que promete competitividade, ao menos cinco grupos já declararam estar estudando o ativo, entre eles companhias tradicionais do setor brasileiro, como a CCR (CCRO3) e Ecorodovias (ECOR3), e multinacionais de infraestrutura, como a Sacyr e Acciona. Gestoras de investimentos, como o Pátria, também já declararam interesse em avaliar o ativo no passado.

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Leia também: Novas concessões da Ecorodovias.

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Segunda fase do leilão de concessão da Cedae https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/segunda-fase-do-leilao-de-concessao-da-cedae https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/segunda-fase-do-leilao-de-concessao-da-cedae#respond Tue, 28 Dec 2021 13:28:29 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35052 Para esta quarta-feira (29), está agendado o leilão do bloco 3 da companhia de saneamento do Rio de Janeiro, a Cedae, na segunda fase da concessão da empresa. O lote, único remanescente dos 4 blocos do leilão realizado em abril, não recebeu propostas na época e agora volta para uma segunda rodada turbinado, incluindo a… Read More »Segunda fase do leilão de concessão da Cedae

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Para esta quarta-feira (29), está agendado o leilão do bloco 3 da companhia de saneamento do Rio de Janeiro, a Cedae, na segunda fase da concessão da empresa. O lote, único remanescente dos 4 blocos do leilão realizado em abril, não recebeu propostas na época e agora volta para uma segunda rodada turbinado, incluindo a zona oeste do município mais 20 cidades hoje atendidas pela estatal.

De acordo com os termos para a disputa, ganha a concessão quem oferecer a maior outorga a partir de lance mínimo fixado em R$ 1,16 bilhão. Esta outorga deverá ser paga em três parcelas, dividida da seguinte forma: i) do valor mínimo, de R$ 1,16 bilhão, 80% devem ficar para o estado; ii) 15% para os municípios; e iii) 5% para o IRM (Instituto Rio Metrópole). Do ágio, metade vai para o estado e a outra metade é partilhada entre as prefeituras envolvidas, que também ficam com a outorga variável de 3% da receita do negócio ao longo do contrato.

Ainda, a companhia vencedora deverá se comprometer a investir cerca de R$ 4,7 bilhões nos 35 anos de vigência do contrato com o objetivo de universalizar água e esgoto à população das áreas concedidas. Como esperado, empresas dominantes do setor no país e com negócios no estado já apresentaram propostas para participar do certame, caso da Aegea e Águas do Brasil.

E Eu Com Isso?

A participação de grandes empresas no leilão da Cedae já representa uma vitória para o setor de saneamento, que demanda alto volume de investimentos para seu desenvolvimento e para o alcance das metas de universalização de água e esgoto para a população.

Nesse sentido, embora seja esperado competição para o certame de amanhã, com as propostas para o mesmo já tendo sido enviadas por demais companhias, a expectativa é que operadores estejam se preservando para novos leilões de saneamento que deverão ocorrer em 2022.

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Leia também: Avanço na reestruturação da Cedae.

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Expectativa para Leilão de Aeroportos https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/expectativa-para-leilao-de-aeroportos https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/expectativa-para-leilao-de-aeroportos#respond Tue, 21 Sep 2021 14:55:52 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31116 Hoje (21) deverá ser aprovada a abertura de consulta pública para a 7ª rodada de concessões de aeroportos pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Segundo os termos da mesma, é estimado investimentos na ordem de R$ 8,5 bilhões para 16 terminais divididos em três blocos, incluindo Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), com o… Read More »Expectativa para Leilão de Aeroportos

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Hoje (21) deverá ser aprovada a abertura de consulta pública para a 7ª rodada de concessões de aeroportos pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Segundo os termos da mesma, é estimado investimentos na ordem de R$ 8,5 bilhões para 16 terminais divididos em três blocos, incluindo Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), com o contrato de operação tendo vigência de 30 anos.

O leilão terá como lance mínimo de outorga o valor R$ 897 milhões para os três lotes, montante o qual ainda poderá aumentar devido à concorrência na disputa.

Ademais, as ganhadoras do certame ainda deverão pagar ao governo uma outorga variável todos os anos, de cerca de 6,89% a 15,54% da receita de cada bloco.

Ainda, estima-se também o pagamento de 1,9 bilhão direcionado a cobertura do plano de demissões voluntárias da Infraero, uma vez que, como a mesma ficará sem grandes terminais ao final do leilão, seus atuais empregados não terão mais a possibilidade de realocação para outras unidades.

Em relação à duração da consulta pública, é estimado que esta dure cerca de 45 dias, com a Anac enviando os editais e estudos de viabilidade para o TCU (Tribunal de Contas da União) após receber as contribuições dos interessados na disputa.

Após a publicação do edital definitivo, é esperado um prazo de 70 dias para a realização do certame, com o mesmo devendo ocorrer entre abril e junho de 2022.

E Eu Com Isso?

A notícia é positiva para o setor. Entre os terminais a serem leiloados estão Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), considerados últimas “joias da coroa” no controle da estatal Infraero, razão pela qual é esperada a participação de grandes investidores no leilão.

Nesse contexto, vemos como potenciais candidatos grandes operadores de infraestrutura no país, como a suíça Zurich Airport, a espanhola Aena, a alemã Fraport, a francesa Vinci Airports e a Changi Airports International, de Cingapura.

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Leia também: CCR pode investir em Cumbica.

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Leilão da rodovia Dutra https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/leilao-da-rodovia-dutra https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/leilao-da-rodovia-dutra#respond Thu, 19 Aug 2021 14:20:13 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30058 Na terça-feira (17), foi publicado o edital do leilão da rodovia Dutra, marcado para 29 de outubro, na sede da B3 (SP). O certame tem previsão de investimentos na ordem de R$ 14,8 bilhões, com duração de 30 anos de contrato. Além desses, são esperados custos operacionais de aproximadamente R$ 11 bilhões. A expectativa é… Read More »Leilão da rodovia Dutra

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Na terça-feira (17), foi publicado o edital do leilão da rodovia Dutra, marcado para 29 de outubro, na sede da B3 (SP). O certame tem previsão de investimentos na ordem de R$ 14,8 bilhões, com duração de 30 anos de contrato. Além desses, são esperados custos operacionais de aproximadamente R$ 11 bilhões.

A expectativa é que o leilão atraia a participação de grandes grupos do setor, sendo a CCR, atual operadora da rodovia, a favorita para o arremate.

Além de empresas tradicionais do setor, como a Ecorodovias, é também esperada a participação de fundos de investimento, dado o forte potencial de retorno do projeto.

Como principal vantagem da concessão, destacamos o seu tráfego consolidado de veículos, com a Nova Dutra tendo registrado, em 2019 (pré-pandemia), receita bruta de R$ 1,43 bilhão.

Além disso, o vencedor do certame será favorecido com as receitas do empreendimento assim que assumir a concessão, ao contrário de estradas ainda não pedagiadas que requerem intervalo até o início da cobrança.

Para a definição do vencedor do leilão será utilizado um modelo híbrido, no qual os participantes poderão oferecer um desconto de, no máximo, 15,31% no valor da tarifa de pedágio.

Em caso de empate, será escolhido o maior valor de outorga.

E Eu Com Isso?

A notícia ilustra o interesse de empresas tradicionais do setor e de fundos de investimento em participar da disputa do projeto de infraestrutura, um dos mais esperados dos últimos anos.

Apesar de complexo, ele contempla um forte potencial de retorno, o que chama atenção de investidores.

Nesse contexto, a Ecorodovias e a CCR são apontadas como potenciais participantes do certame, com a notícia devendo refletir uma reação positiva no preço de suas ações (ECOR3 e CCRO3) no curto prazo.

Todavia, cabe ressaltar que ainda é cedo para dizer quais grupos irão de fato realizar propostas.

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Leia também: CCR pagará R$ 1,2 bilhão ao estado de SP.

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Leilão de Concessão da Cedae https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/leilao-de-concessao-da-cedae https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/leilao-de-concessao-da-cedae#respond Mon, 03 May 2021 14:39:20 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23969 Foi realizado na sexta-feira (30) o leilão de concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), na B3. O leilão foi bastante competitivo, com vitória dos consórcios Aegea e Iguá e superou as expectativas com arrecadação de cerca de 22,7 bilhões de reais com três dos quatro blocos arrematados. Este… Read More »Leilão de Concessão da Cedae

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Foi realizado na sexta-feira (30) o leilão de concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), na B3. O leilão foi bastante competitivo, com vitória dos consórcios Aegea e Iguá e superou as expectativas com arrecadação de cerca de 22,7 bilhões de reais com três dos quatro blocos arrematados.

Este foi o primeiro leilão de saneamento realizado em 2021. Nele foram apresentadas 12 licitações para os quatro blocos dos consórcios participantes, entre eles: i) o consórcio Redentor, formado pela Equatorial Energia e Sonel Ambiental; ii) a Aegea, formado pela Itaúsa, Equipar e GIC; iii) Rio Mais, formado pela Vinci Partners, Águas do Brasil e BRK Ambiental; e iv) Iguá Saneamento e Sabesp.

Os quatro blocos se referiam à: i) Zona Sul do Rio de Janeiro mais 18 municípios, com outorga mínima de 4,0 bilhões de reais; ii) Barra da Tijuca, Jacarepaguá e outros dois municípios, com outorga mínima de 3,2 bilhões de reais; iii) Zona Oeste do Rio e seis outros municípios, com outorga mínima de 908 milhões de reais; e iv) Centro e Zona Norte do Rio, com outorga mínima de 2,5 bilhões de reais.

Após disputa acirrada, a Aegea sagrou-se a grande vencedora do dia, arrematando os blocos 1 e 4 do leilão. Para o arremate, o consórcio ofertou um valor de 15,4 bilhões de reais para ambos os blocos, amplamente superior ao lance mínimo de 6,5 bilhões de reais inicialmente realizado. Após a vitória, o consórcio optou por exercer seu direito de desistência do Bloco 3, que terminou o leilão sem ofertas. O consórcio Iguá foi o vencedor do leilão do Bloco 2, com o lance de 7,3 bilhões de reais – um ágio de 129,68 de reais em relação ao valor inicialmente ofertado. No total, o leilão gerou um bônus de 22,7 bilhões de reais para os 3 blocos. 

E Eu Com Isso?

A notícia é positiva para a Aegea, pois a vitória permite a expansão de suas operações no País, e também para a Itaúsa, após o grupo ter anunciado que assinou contratos para investir na companhia – um montante de 1,3 bilhão reais para aquisição de 10,2 por cento das ações da Aegea Saneamento e 8,5 por cento de seu capital total.

A aquisição, avaliada como positiva pela agência de rating Moody’s, permitirá à Aegea financiar novos investimentos no País. Dessa forma, esperamos um impacto positivo para o preço das ações da Itaúsa (ITSA4) para o curto prazo.

O resultado do leilão também pode gerar um impacto levemente negativo no preço das ações da Equatorial (EQTL3), uma vez que era esperado que a companhia vencesse algum dos contratos, já havendo anteriormente sinalizado forte interesse em ingressar no setor de saneamento. A companhia, no entanto, acabou não arrematando nenhum bloco no leilão.

O leilão da Cedae, marcado por intensa incerteza se de fato iria ocorrer, foi bastante competitivo, o que traz uma perspectiva de investimentos robustos a serem realizados no setor de saneamento básico para os próximos anos. Os altos valores oferecidos no leilão também ressaltam o apetite de risco dos investidores pelo setor de saneamento.

Segundo previsto no contrato de concessão, os consórcios vencedores deverão investir cerca de 30 bilhões de reais em infraestrutura de saneamento básico ao longo do contrato de 35 anos, com 12 bilhões de reais devendo ser desembolsados nos primeiros cinco anos. O investimento contempla o objetivo de universalização da água até o décimo segundo ano da concessão, conforme estabelecido no novo marco regulatório do saneamento.

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Leia também: Sabesp disputará concessão.

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Destaque da CCR na Infra Week https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/destaque-da-ccr-na-infra-week https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/destaque-da-ccr-na-infra-week#respond Thu, 08 Apr 2021 14:18:25 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23219 Nesta quarta-feira (7) foi iniciada a Infra Week, como foi batizada a série de leilões para o setor de infraestrutura no intervalo de 7 a 9 de abril. Estes leilões abrangem o segmento de aeroportos, concessões portuárias e ferroviárias, com expectativa de atrair cerca de 10 bilhões de reais em novos investimentos para o período.… Read More »Destaque da CCR na Infra Week

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Nesta quarta-feira (7) foi iniciada a Infra Week, como foi batizada a série de leilões para o setor de infraestrutura no intervalo de 7 a 9 de abril. Estes leilões abrangem o segmento de aeroportos, concessões portuárias e ferroviárias, com expectativa de atrair cerca de 10 bilhões de reais em novos investimentos para o período.

Seguindo a agenda do dia, vimos o leilão de 22 aeroportos federais realizados na sede da B3, em São Paulo, o qual teve como vencedores a CCR e a operadora francesa Vinci.

O destaque ficou por conta da CCR, que arrematou a concessão mais concorrida do dia, o Bloco Sul, com um lance de 2,1 bilhões de reais de outorga, um ágio de 1.534 por cento ante o valor previamente definido pelo edital, superando a meta do governo. Na concessão, a companhia deverá realizar investimentos da ordem de 2,9 bilhões de reais, com a perspectiva de uma receita de 7,5 bilhões de reais. O bloco inclui nove aeroportos: Foz do Iguaçu (PR), Londrina (PR), Bacacheri (PR), Curitiba (PR), Joinville (SC), Navegantes (SC), Uruguaiana (RS), Bagé (RS) e Pelotas (RS).

Além deste lote, a CCR também venceu a disputa pelo Bloco Central com um lance de 754 milhões de reais de outorga, um ágio de 9.156 por cento ante o valor definido inicialmente no edital. A companhia deverá realizar investimentos da ordem de 1,8 bilhão de reais ao longo dos 30 anos da concessão, tendo como perspectiva de receita 3,6 bilhões de reais. O bloco inclui 6 aeroportos: Goiânia (GO), São Luís (MA), Imperatriz (MA), Teresina (MA), Palmas (TO) e Petrolina (PE).

A operadora francesa Vinci surpreendeu e arrematou o Bloco Norte, com um lance de 420 milhões de reais de outorga, o que representa um ágio de 777,47 por cento em relação ao valor previamente definido pelo edital. O contrato prevê investimentos da ordem de 1,5 bilhão de reais para a concessão, além de perspectiva de receita de 3,6 bilhões de reais no período. O lote inclui 7 aeroportos, com 3 destes localizados no Amazonas, 2 no Acre e 1 em Roraima e em Rondônia.

A expectativa do Governo era de uma taxa interna de retorno (TIR) real de 9,2 por cento no bloco Sul e de 11,4 por cento no bloco Central.

E Eu Com Isso?

A disputa e os valores oferecidos surpreenderam as expectativas do mercado. Apesar de já ser esperado o arremate do Bloco Sul pela CCR, o interesse no Bloco Central pela companhia surpreendeu, uma vez que este se tratava de um lote menos atrativo. A CCR ainda teve como destaque os elevados ágios praticados no leilão. Os preços das ações da companhia (CCRO3) reagiram negativamente aos valores mais altos oferecidos, fechando o dia em queda de 1,82 por cento, comparado à ligeira alta de 0,1 por cento no Ibovespa.

Acreditamos que este leilão teve um pouco menos de competição de players internacionais e que a CCR pagou um pouco caro nos aeroportos dos blocos Sul e Central. Entretanto o valor pago ficou em linha com os últimos leilões de aeroportos no Brasil.

A geração de valor para acionistas da CCR e a taxa interna de retorno (TIR) vai depender de: ganhos de eficiência nos investimentos a serem realizados, nível de despesas operacionais e projeções de tráfego nos aeroportos.

A CCR tem posição de caixa confortável de 6,2 bilhões de reais e nível de endividamento líquido de 2,9 vezes a geração de caixa medida pelo Ebitda.

Marco Cauduro, presidente da CCR, afirmou na ocasião que os lances elevados praticados no leilão não impactam o planejamento futuro do grupo. Ressaltou que o grupo vinha estudando a concessão desde 2019 e que as ofertas são compatíveis com o retorno projetado no longo prazo.

Adicionalmente, Cauduro sinalizou interesse da empresa em outros ativos, sendo o principal deles a concessão da rodovia Dutra que vence no curto prazo, com expectativa de investimentos de 15 bilhões de reais. Acreditamos que a CCR precise fazer uma oferta de ações para financiar o seu crescimento e manter o nível de endividamento sob controle.

Após a conquista de 15 dos 22 aeroportos em leilão, a CCR reforçou significativamente sua participação no setor aeroportuário. Apesar da crise no setor aéreo dado o agravamento da pandemia, a CCR mostrou que a sua ampliação neste é estratégica para a companhia, que hoje opera apenas o aeroporto de Confins (MG), em parceria com a Zurich Airport, além de outros aeroportos menores fora do país: Quiport (Equador), Aeris (Costa Rica) e Curaçao (Caribe).

A Vinci também surpreendeu com o arremate do Bloco Norte, uma vez que sua participação não era esperada pelo governo. Em anúncio, o presidente da companhia se mostrou bastante positivo quanto ao empreendimento, apostando na recuperação econômica do país após a pandemia.

A disputa resultou em uma arrecadação de cerca de 3,3 bilhões de reais para o governo, com potencial de geração de 6,1 bilhões de reais de investimentos para os próximos 30 anos.

Em resumo, o leilão foi uma ótima notícia para o Governo Federal, e talvez nem tanto para os acionistas da CCR, a depender da taxa interna de retorno (TIR) nos projetos.

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Leia mais sobre a empresa: CCR (CCRO3): Resultado do 4T20.

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Sucesso na infraestrutura https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/sucesso-na-infraestrutura https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/sucesso-na-infraestrutura#respond Thu, 08 Apr 2021 14:13:38 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23215 Contra dinheiro não há argumentos. Foi um sucesso o primeiro dia da Infra Week. O apelido foi dado aos três dias seguidos de leilões de concessões da infraestrutura, que começaram na quarta-feira (07). Foram leiloadas concessões de 22 aeroportos em todo o Brasil, que eram operados pela estatal Infraero. O valor movimentado superou 3,3 bilhões… Read More »Sucesso na infraestrutura

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Contra dinheiro não há argumentos. Foi um sucesso o primeiro dia da Infra Week. O apelido foi dado aos três dias seguidos de leilões de concessões da infraestrutura, que começaram na quarta-feira (07). Foram leiloadas concessões de 22 aeroportos em todo o Brasil, que eram operados pela estatal Infraero. O valor movimentado superou 3,3 bilhões de reais e os ágios foram muito elevados.

Os terminais aeroportuários estavam divididos em três blocos, Sul, Norte e Central. No bloco Sul, cujo preço mínimo era de 130,2 milhões de reais, estavam os aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina e Bacacheri no Paraná, os de Navegantes e Joinville em Santa Catarina e os de Pelotas, Uruguaiana e Bagé no Rio Grande do Sul.

No bloco Central estavam os aeroportos de Goiânia, Teresina, Palmas, São Luís e Imperatriz, no Maranhão, e Petrolina, em Pernambuco. O valor era de 8,1 milhões de reais. E no bloco Norte estavam os aeroportos de Manaus, Tabatinga e Tefé, no Amazonas, Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, Porto Velho e Boa Vista. O lance mínimo havia sido estipulado em 47,9 milhões de reais.

Os resultados surpreenderam. A Companhia de Participações em Concessões, parte do grupo CCR (CCRO3) arrematou o bloco Sul por 2,1 bilhões de reais, ágio de 1.534 por cento, e adquiriu o lote Central por 754 milhões de reais, ágio de 9.156 por cento (LEIA MAIS ABAIXO). Quem levou o bloco Norte foi a empresa francesa Vinci Airports, que administra, entre outros, o aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Ela pagou 420 milhões de reais, ágio de 777 por cento ante o preço mínimo.

Vamos fazer as contas? O governo ofereceu 22 aeroportos por 186,2 MILHÕES de reais. Levou 3,27 BILHÕES de reais (aqui vale a pena colocar as maiúsculas para frisar a diferença). Na ponta do lápis, um ágio médio de 1.658 por cento. Ou, dizendo a mesma coisa de outra maneira: para a iniciativa privada, a infraestrutura brasileira vale 17 vezes mais do que a estimativa do governo. E, pelas regras dos leilões, ao longo dos próximos 30 anos esses aeroportos deverão receber mais de 6 bilhões de reais em investimentos.

Em qualquer latitude e estação do ano, um ágio de 1.658 por cento indica que alguém errou feio nas contas. O vendedor pode ter sido conservador demais. Ou o comprador pode ter sido excessivamente otimista. Nesse segundo caso, o problema ficará com os acionistas da CCR e da Vinci. Porém, vamos dar a eles o benefício da dúvida e considerar que seus executivos sabiam o que estavam fazendo. Que conclusão podemos tirar disso?

A principal é que, visto de fora e no longo prazo, o Brasil ainda é um lugar com grande potencial de investimento. Repetindo: no longo prazo. Nos próximos meses, a economia e os resultados das empresas vão estar sujeitos a trancos e solavancos devido às incertezas da pandemia e às indefinições da política. Porém (de novo), no longo prazo, o Brasil é um paraíso para os investidores em infraestrutura.

Vamos voltar rapidamente no tempo, para o início da década passada. Uma leve melhora na renda do brasileiro tornou os aeroportos intransitáveis. As pessoas gostam de viajar. Quando for possível superar o medo da pandemia e sair de casa, é bastante provável que os aeroportos voltem a ficar superlotados. Isso entrou nos cálculos de quem investiu neles.

O mesmo raciocínio vale para rodovias, ferrovias e portos. Quem mora em São Paulo sabe que feriados são momentos tenebrosos nas estradas. Porém, mesmo em dias úteis, as vias mal comportam o tráfego de caminhões. Se, por uma intervenção divina, a malha rodoviária brasileira fosse duplicada milagrosamente em uma noite, ainda assim não haveria estradas ociosas. Assim, o resultado da venda dos aeroportos confirma: para quem não tem pressa e sabe fazer contas, o Brasil é um excelente local para se investir.

Ata do Fed

Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed) divulgou a Ata da mais recente reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), o Copom americano. O documento confirmou as expectativas dos investidores, de que o Fed vai manter os juros baixos e os estímulos à economia, e que só vai alterar essas diretrizes quando houver sinais efetivos de que a economia e a inflação estão subindo. Ou seja, em vez de operar com base em prognósticos, o Fed quer esperar para ver. A notícia afastou a hipótese de uma possível alta dos juros, mas colocou a inflação novamente no topo da lista de assuntos a serem monitorados com cuidado.

E Eu Com Isso?

A quinta-feira começa com uma leve alta nos contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500, devido às perspectivas de crescimento mais forte da economia americana e à melhora de humor provocada pelos bons resultados do leilão de infraestrutura. Os investidores não deram muita atenção às declarações do presidente Jair Bolsonaro, que criticou o reajuste de 39 por cento do gás pela Petrobras, considerado por ele “inadmissível”, o que coloca no radar novas intervenções governamentais na estatal.

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Leia mais: O brilho da infraestrutura.

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CCR (CCRO3), Ecorodovias (ECOR3) e novos leilões https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ccr-ccro3-ecorodovias-ecor3-e-os-novos-leiloes https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ccr-ccro3-ecorodovias-ecor3-e-os-novos-leiloes#respond Tue, 29 Dec 2020 13:34:27 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19745 Estão previstos para os próximos dois anos leilões de concessão de rodovias em todo o território brasileiro. A previsão de investimentos fixos (Capex) está em torno de 36,5 bilhões de reais somente para os leilões de concessões previstos para 2021. Em sua maioria são concessões federais, incluindo uma das mais rentáveis do País, a via… Read More »CCR (CCRO3), Ecorodovias (ECOR3) e novos leilões

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Estão previstos para os próximos dois anos leilões de concessão de rodovias em todo o território brasileiro. A previsão de investimentos fixos (Capex) está em torno de 36,5 bilhões de reais somente para os leilões de concessões previstos para 2021. Em sua maioria são concessões federais, incluindo uma das mais rentáveis do País, a via Dutra, atualmente operada pela CCR (CCRO3), com previsão de 14,5 bilhões de reais em investimentos.

Na agenda ainda se encontram pacotes de concessões estaduais, ou seja, conjuntos de diversas rodovias de pequeno porte dentro do mesmo Estado ou regiões próximas, com previsão de mais de 60 bilhões de reais em investimentos totais. Destes, somente o mega pacote para renovação de seis lotes de rodovias no Paraná prevê um montante de 42 bilhões de reais de Capex.

O leilão de concessões no setor de infraestrutura vem sendo um dos principais pontos positivos do atual governo, com atuação firme e constante do ministério da Infraestrutura, destravando obras em todo o território nacional e vem atraindo empresas de diversas naturezas jurídicas, não somente operadores de concessões como a CCR e a Ecorodovias, mas fundos de investimentos como o Pátria, que se consolidou como quarta maior empresa operadora do país, Vinci Partners (fundo de private equity) e consórcios formados por empresas locais e menores com participação de algumas empresas estrangeiras.

E Eu Com Isso?

O setor de infraestrutura segue com agenda recheada para concessões de rodovias, com uma parte significativa dos leilões que estavam previstos para este ano sendo adiados para 2021. Uma parcela relevante desses leilões serão renovações de concessão, a exemplo da via Dutra. Ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, a Dutra conecta as duas principais cidades brasileiras e é operada pela CCR (CCRO3). O leilão está previsto para o terceiro trimestre de 2021.

Em termos de economia, os leilões são benéficos, gerando empregos no longo prazo, melhorando a infraestrutura de transporte, facilitando a interligação de municípios e aumentando o fluxo de capitais para o País. A tendência é que as ofertas dos pacotes estaduais tenham uma maior participação de consórcios ou grupos empresariais para dividirem os investimentos e a responsabilidade da operação e, nos leilões de maior porte, a concorrência deve ser mais acirrada, com a participação de grandes empresas, inclusive internacionais.

O ponto de atenção fica para a CCR (CCRO3), a maior concessionária de capital aberto, seguida pela Ecorodovias (ECOR3). Em nossa visão a CCR é a favorita para levar a renovação da concessão, que já opera há muitos anos, devido à sua experiência acumulada no ativo e deve fazer uma oferta mais otimizada, gerando um impacto positivo para a companhia.

Além das renovações de contrato, a CCR ainda espera a conclusão dos termos da renovação tarifária pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) de alguns de seus principais ativos, um dos principais gatilhos para as ações da companhia no curto prazo. Em complemento a companhia anunciou em Fato Relevante, na terça-feira (28) a assinatura de um termo aditivo para o reembolso de obras no aeroporto de Confins (MG) e receberá de imediato cerca de 33 milhões de reais, além da previsão de reembolso de até 272 milhões de reais para os próximos anos devido a obras de melhoria de responsabilidade federal, porém executadas pela companhia. Esperamos um leve impacto positivo no curto prazo para CCRO3.

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Leia mais sobre as empresas: CCR (CCRO3) e Ecorodovias (ECOR3): Possível reequilíbrio de concessões rodoviárias.

 

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