como a bolsa de valores funciona

Como a Bolsa de Valores Funciona

É provável que você já tenha escutado no noticiário informações sobre a situação da bolsa de valores, mas será que parou para se perguntar a razão pela qual essas notícias são compartilhadas diariamente pela imprensa de todo o país? Você sabe o que é e como a bolsa de valores funciona? Ainda, consegue entender qual é a sua ligação com a economia, política, oportunidades de emprego, mercado e investimentos?

Mesmo ouvindo diariamente atualizações e notícias a respeito do assunto, poucas pessoas realmente conhecem a bolsa de valores e sabem qual é seu impacto em suas vidas. Pensando nisso, resolvemos desenvolver este post na forma de um guia completo, que vai trazer as principais informações para você entender como a bolsa de valores realmente funciona e de que forma ela pode contribuir para que você desenvolva sua estratégia de planejamento financeiro pessoal.

Além dos conceitos básicos e de questões relevantes a esse respeito da bolsa de valores propriamente dita, você vai descobrir quais são os tipos de ações negociadas na bolsa, a rentabilidade e os riscos envolvidos. Além disso, vamos sanar as dúvidas mais comuns de quem está começando a investir, como os custos, capital e prazo mínimo de investimento e rentabilidade de ações negociadas neste mercado. Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura e descubra!

O que são investimentos a longo prazo?

Antes de entender o conceito e as principais características da bolsa de valores, é preciso compreender melhor um conceito muito importante que envolve as estratégias de investimentos — o chamado “investimento a longo prazo”.

São consideradas a longo prazo todas as aplicações e produtos financeiros que têm um prazo médio igual ou superior a um ano. Dizemos “médio” porque não existe um padrão fixo quando se trata de categorização dos investimentos a longo prazo. Dessa forma, a definição específica do que é um prazo mais longo pode variar de acordo com o perfil de cada investidor e a sua estratégia particular de investimentos.

A ideia central é que a pessoa que está em busca de algo a longo prazo tem o objetivo de construir uma base financeira para o seu futuro, e os ganhos devem ser considerados para dali a muito tempo.

Por exemplo, se você tem 25 anos e quer começar a planejar a sua aposentadoria, pode investir em produtos a longo prazo, visando formar um patrimônio significativo que lhe permita deixar de trabalhar aos 50 anos. Vale destacar, no entanto, que o longo prazo também pode ser considerado como medida para quem deseja realizar uma viagem de férias no próximo ano.

Assim, podemos perceber que a ideia principal é que esse tipo de investimento está relacionado à concretização de um objetivo que demanda um preparo financeiro mais significativo.

O mercado oferece, hoje, diversas opções de investimento que podem contribuir para a valorização do dinheiro a longo prazo sem abrir mão da segurança.

Para realizar boas escolhas de investimentos a longo prazo, é preciso ter clareza com relação aos seus objetivos e ao seu perfil de investidor. O planejamento financeiro e o controle das finanças são essenciais, mas, além deles, é preciso ter disciplina e estar a par do que acontece no mercado, na política e na economia. E é justamente nesse ponto que entra a bolsa de valores.

Muitas pessoas acreditam que ela é uma opção de investimento indicada apenas para quem pensa no curto prazo, entretanto, esse pensamento é equivocado, já que uma das vantagens da bolsa, enquanto estratégia de investimentos, é que ela oferece excelentes resultados para o investidor que a utiliza em estratégias de longo prazo, lembrando também que os riscos são menores.

Outro benefício é que, em alguns casos, o investidor tem a possibilidade de receber dividendos, que é a parte dos lucros da empresa distribuída entre os seus acionistas. Na prática, isso se traduz em ganhos mais elevados, especialmente para quem compra ações pensando nos seus resultados para um futuro mais distante e é uma boa alternativa para uma renda passiva.

Afinal, o que é a bolsa de valores?

A bolsa de valores pode ser conceituada como um mercado especial no qual se negociam ações de empresas de capital aberto. O que isso significa? Basicamente, que se trata de um ambiente no qual empresas (interessadas em vender pequenas partes de seu valor) encontram investidores (interessados em adquiri-las, tornando-se acionistas dessas companhias).

Além das ações, são negociados outros valores mobiliários, conforme você verá mais adiante.

Agora, é importante que você saiba que a bolsa costuma ser organizada na forma de uma sociedade civil, que mantém um lugar e/ou um sistema de negociação eletrônico que permite a transação de compra e venda de títulos e valores mobiliários.

A bolsa tem uma responsabilidade muito grande perante a sociedade, as empresas e acionistas. Por isso, deve prezar pela ética em suas negociações, divulgando todas as informações importantes atreladas às operações que nela são realizadas.

Assim, de forma resumida, podemos afirmar que a bolsa de valores é um ponto de encontro entre as empresas e pessoas que querem vender ações com pessoas interessadas em adquiri-las.

Como a bolsa de valores funciona?

No Brasil, a bolsa de valores que viabiliza as negociações de valores mobiliários (ações) entre compradores e vendedores é a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) que faz parte da B3 (Brasil, Bolsa e Balcão), reunião entre as empresas Cetip, BM&F Bovespa e Bovespa. Ao longo do tempo, todas as bolsas de valores que surgiram no Brasil (ex: Bolsa do Rio de Janeiro) acabaram se incorporando à Bovespa, fazendo com que a B3 fosse uma das maiores bolsas de valores do mundo.

Se você quer investir na bolsa, sua primeira ação deve ser criar uma conta em uma corretora de investimentos. Trata-se de uma instituição que faz a distribuição das ofertas de ações e realiza todas as intermediações entre os vendedores, compradores e a bolsa.

Na prática, isso acontece da seguinte forma: uma empresa decide disponibilizar suas ações no mercado em troca de recursos financeiros que lhe permitam realizar investimentos no seu negócio.

Para oferecer suas ações, ela precisa abrir o seu capital — se tornando uma companhia de capital aberto —, realizar o registro junto à bolsa e listar as ações que serão negociadas.

Depois de realizado esse trâmite, as ações ficam disponíveis para o mercado, sendo que as mesmas passam a ser oferecidas pelas corretoras aos investidores. Isso é chamado de mercado primário, já que se trata da primeira oferta de venda das ações daquela empresa.

É nesse momento que começa a ocorrer uma relação de oferta e demanda por essas ações, o que acontece porque o investidor primário pode querer vender suas ações — acreditando que o seu preço vá cair ou, simplesmente, por estar interessado em outras ações, enquanto outro investidor vai comprar as mesmas acreditando que elas podem se valorizar.

O investidor primário, interessado em vender, deve lançar uma ordem de venda de suas ações na corretora pelo valor que ele pretende receber. O sistema da sua corretora envia uma ordem para a B3. O investidor interessado em adquirir essas ações envia uma ordem de compra para a sua corretora pelo valor que ele considera compatível com aquelas ações.

Se as ordens de compra e venda chegarem à bolsa de valores com o mesmo valor, a oferta é fechada, e aí estamos diante do chamado mercado secundário.

Quais são os tipos de ação negociados na bolsa?

Na bolsa de valores são negociados diferentes tipos de ação, cada um deles com suas particularidades. A seguir, falaremos um pouco mais sobre as características de cada uma delas e tudo o que o investidor precisa saber antes de começar a negociar nesse mercado. Confira abaixo!

Exchange Traded Fund — ETF

O ETF é uma excelente opção para quem está pensando em começar os seus investimentos na bolsa de valores. Trata-se de uma alternativa recomendada para iniciantes, pois não há a necessidade de analisar ações específicas, uma vez que replicam um índice.

O Exchange Traded Fund é um ativo que usa como referência um índice, por exemplo, o ETF BOVA11 que replica o índice da bolsa de valores (Ibovespa), já o IVVB11 replica o índice S&P 500 dos EUA. Assim, sua composição é feita com o propósito de obter rendimentos semelhantes aos índices replicados.

O patrimônio do ETF é composto pelas ações que compõem um determinado índice e portanto segue o desempenho do mesmo. Por exemplo, se você comprar o BOVA11 ele irá replicar o índice Ibovespa, portanto se este valorizar, seu ativo também valorizará. Ele se apresenta como uma solução interessante para quem quer começar a investir e tem pouco conhecimento sobre o tema, além de ser uma alternativa recomendada para os investidores que estão em busca de diversificação.

O mercado oferece, hoje, diversas opções de ETFs, desde ativos que replicam o índice Ibovespa, S&P 500 até Tesouro Direto.

A dica é sempre buscar o apoio de empresas ou profissionais especializados, que possam orientar você com base no seu perfil de investidor e nos seus objetivos financeiros.

Ações

As ações são como pequenas partes de uma empresa. Também conhecidas como “papéis”, elas representam pequenas partes que compõem o capital social de uma companhia de capital aberto.

Assim, as ações são unidades de títulos emitidas por sociedades anônimas e negociadas entre os investidores interessados em se tornarem acionistas daquelas empresas. Elas são divididas em dois tipos principais: ações ordinárias e ações preferenciais.

Ações ordinárias — ON

São aqueles ativos que concedem ao investidor direito a voto nas assembleias realizadas pela companhia. Assim, o investidor que adquire ações ordinárias tem a possibilidade, por exemplo, de eleger os membros do conselho de administração daquela empresa.

O que pode ser considerado uma vantagem também pode significar desvantagem em algumas situações. Isso, porque, se a empresa titular daquelas ações falir ou for liquidada, os acionistas que possuem ações ordinárias só têm direito de receber o seu capital depois que os credores e os acionistas detentores de ações preferenciais receberem as suas.

Ações preferenciais — PN

Os detentores destas ações não têm direito a voto em assembleia, entretanto, têm prioridade no recebimento dos dividendos de uma companhia. Essa é uma regra geral, mas alguns critérios podem variar de acordo com a empresa.

De acordo com a legislação brasileira, os acionistas que possuem esse tipo de ação têm o direito de receber dividendos 10% maiores (no mínimo) do que os que são pagos aos acionistas que possuem ações ordinárias.

Brazilian Deposit Receipts — BDRs

Os Brazilian Deposit Receipts, também conhecidos como BDRs, são certificados de depósito de valores mobiliários emitidos no Brasil e que representam valores mobiliários de companhias abertas que estão sediadas fora do país.

Os BDRs são divididos em três níveis: 01, 02 e 03. Enquanto os de nível 01 são indicados para investidores mais qualificados, os 02 e 03 envolvem processos mais simples e podem ser adquiridos pelos investidores interessados diretamente na bolsa.

Units

As units são ativos menos comuns no mercado brasileiro, mas que também fazem parte do rol de produtos negociados na bolsa de valores.

Eles representam um pacote de ativos composto por mais de uma classe de valores mobiliários. Um exemplo de unit seria um conjunto de ações ordinárias e preferenciais.

De forma geral, os investidores que buscam esse tipo de investimento estão pensando em usufruir dos benefícios de cada ativo — no caso das ações ordinárias e preferenciais, o potencial de rentabilidade a longo prazo e a oportunidade de receber dividendos. No site da B3, o investidor pode consultar a composição das units.

Quais são as tendências do novo mercado e o que o investidor precisa saber a respeito?

Se você ainda não atua diretamente na bolsa de valores, provavelmente não observou algumas transformações importantes que ela tem vivenciado. A tendência que os especialistas e investidores experientes já têm observado é a do chamado “novo mercado”, que significa, basicamente, um aumento da unificação das ações, com a conversão de ações preferenciais e units em ações ordinárias.

Este movimento está acontecendo em razão do interesse do mercado de trazer mais transparência para as operações, diminuindo as diferenças entre os acionistas majoritários e os minoritários.

O Novo Mercado traz consigo uma mudança importante nos critérios que envolvem transparência e governança. Tais modificações representam vantagens tanto para os investidores interessados no mercado de ações quanto para as empresas que fazem a unificação ou conversão das suas ações.

Na prática, as empresas que optam pela reestruturação das suas ações, demonstram para o mercado o seu interesse em manter uma governança mais sólida e independente, gerando segurança para o mercado e para os seus acionistas.

Quais os riscos de investir na bolsa de valores?

Todo tipo de investimento tem um certo grau de risco. O investidor precisa ter isso em mente quando ingressa nesse mercado e decide investir o seu capital em produtos financeiros.

A diferença entre os produtos negociados na bolsa e outras opções disponibilizadas no mercado é que, no primeiro caso, não existe o respaldo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Por outro lado, a rentabilidade dos investimentos realizados na bolsa costuma ser mais alta, se comparada à de investimentos em renda fixa.

O que o investidor deve saber é que os riscos existem tanto na bolsa quanto em qualquer outra modalidade de investimento. A questão é que eles são calculados e podem, facilmente, ser objetos de planejamento por parte do investidor.

Para saber qual é seu nível de tolerância ao risco e entender quais são os ativos mais alinhados às suas expectativas, é importante analisar o seu perfil de investidor e entender quais são os seus objetivos financeiros a curto, médio e longo prazo.

Qual é a rentabilidade dos investimentos em ações?

As ações integram o rol de investimentos em renda variável. Isso significa que a rentabilidade das ações negociadas na bolsa é variável e depende de diversos fatores. Além disso, há diversas maneiras de ganhar dinheiro com as ações, e elas vão além da rentabilidade atrelada à diferença de preço com a compra e venda de ativos.

Além desse ganho, existem os ganhos com dividendos, bonificação, juros sobre o capital próprio, entre outros. Antes de saber quanto rende uma ação e de perder o medo de investir na renda variável, é necessário entender o que significa “Ibovespa”.

Ibovespa é o nome dado ao principal índice da bolsa de valores, e ele é um excelente Benchmark para o investidor comparar o desempenho dos seus investimentos em ações.

Muitas pessoas ainda acham que investir na bolsa é exclusivo de quem tem muito capital e conhecimento sobre o mercado. Entretanto, esse é um mito que está atrelado à falta de educação financeira e de conhecimento a respeito do mercado de investimentos.

Se as pessoas soubessem o quanto que o investimento em ações pode ser vantajoso e oferecer ganhos financeiros expressivos, essa mentalidade mudaria e teríamos, cada vez mais, novos investidores atuando no mercado.

O ano de 2018 foi marcado por um desempenho significativo da bolsa de valores, já que o Ibovespa encerrou 2018 com uma valorização de 15,03%. Apesar das oscilações e do sobe e desce ao longo do ano, o fechamento foi em alta, consolidando o investimento em ações como o mais rentável do período.

Quais são as dúvidas mais comuns sobre investimentos em ações?

Os investidores, especialmente os que estão ingressando no mercado e têm pouco conhecimento a respeito dos produtos financeiros, têm muitas dúvidas a respeito das ações e dos investimentos e produtos de renda variável. Elencamos, a seguir, as mais comuns, acompanhadas das orientações dos nossos especialistas. Confira!

Quero investir na bolsa de valores, por onde eu começo?

Você precisa abrir uma conta em uma corretora de valores. Mas, antes, é necessário conhecer o seu perfil de investidor e traçar o seu plano de investimentos. Recomenda-se que isso seja feito com o apoio de profissionais especializados no mercado de investimentos, como analistas e consultores.

Como comprar uma ação?

Você deverá realizar todo o processo de envio de ordens de compra e venda de ações por meio da plataforma da sua corretora de valores. É no home broker da corretora que o investidor vai comprar e vender as suas ações.

Vale destacar que a escolha da corretora é uma etapa importante; por isso, faça uma pesquisa de mercado e busque por empresas sérias e com renome no mercado. Isso vai agregar segurança às suas operações.

Qual é o valor de uma ação na bolsa de valores?

Isso vai depender do tipo de ação que você deseja negociar e do posicionamento da companhia titular daquela ação no mercado. O preço está diretamente atrelado à relação de oferta e procura por aquele tipo de ação. Dessa forma, quando muitas pessoas querem comprar uma ação e poucas estão disponíveis para venda, é normal que o preço do ativo suba.

Quanto dinheiro é necessário para investir na bolsa?

Essa é uma pergunta muito interessante, já que, como já apontamos, muitas pessoas acreditam ser necessário ter um capital expressivo à disposição. Esse pensamento é equivocado, principalmente porque não existe um valor mínimo para investir.

O que os especialistas recomendam é que o investidor estabeleça um planejamento, aportando um capital que lhe permita ter bons resultados e compense os custos.

De forma geral, esse valor gira em torno de R$ 5.000,00. Entretanto, se você não tiver essa quantia, lembre-se de conversar com o seu consultor, para vocês avaliarem juntos as melhores opções, de acordo com o valor que você tem à disposição.

Quais são os principais riscos que eu corro se investir na bolsa de valores?

Como já mencionamos, todo investimento tem um certo grau de risco. No caso da bolsa de valores, seu ativo poderá se desvalorizar, ou seja, você perderá dinheiro; há, também, o risco de liquidez, que é a dificuldade de encontrar compradores interessados na ação que você quer vender.

Como você pôde ver ao longo deste guia, o investimento na bolsa de valores é uma excelente estratégia de planejamento financeiro pessoal. É claro que a escolha dos melhores produtos financeiros está atrelada a diversos fatores; por isso, o apoio técnico de profissionais especializados é imprescindível.

Se você quer se tornar um investidor de sucesso, as nossas dicas de ouro são: mantenha-se atualizado a respeito do que acontece no mercado, tenha clareza com relação aos seus objetivos pessoais, invista na sua educação financeira, diversifique a sua carteira de investimentos, busque informações junto ao seu consultor e não tenha medo de arriscar.

Mesmo com pouco capital, saiba que é possível transformar o seu dinheiro e conseguir atingir os seus objetivos financeiros de forma segura e rentável. Inclusive, investindo junto à bolsa de valores.

Agora que você já sabe como a bolsa de valores funciona, o que acha de aprofundar o seu conhecimento a respeito do assunto? Aproveite para baixar este manual e descubra como escolher uma corretora de investimentos.

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