Vacinas – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Tue, 30 Nov 2021 14:30:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png Vacinas – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 E se as vacinas não funcionarem mais? https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/e-se-as-vacinas-nao-funcionarem-mais https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/e-se-as-vacinas-nao-funcionarem-mais#respond Tue, 30 Nov 2021 14:30:17 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33605 As declarações de Stéphane Bancel, principal executivo do laboratório americano Moderna, estão provocando fortes solavancos nos mercados internacionais na manhã desta terça-feira (30). Em média, os principais índices europeus recuam 1,5%. Em uma entrevista ao jornal “Financial Times”, Bancel disse que a vacina desenvolvida pelo laboratório para a variante Delta do coronavírus mostrou uma “forte… Read More »E se as vacinas não funcionarem mais?

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As declarações de Stéphane Bancel, principal executivo do laboratório americano Moderna, estão provocando fortes solavancos nos mercados internacionais na manhã desta terça-feira (30). Em média, os principais índices europeus recuam 1,5%.

Em uma entrevista ao jornal “Financial Times”, Bancel disse que a vacina desenvolvida pelo laboratório para a variante Delta do coronavírus mostrou uma “forte queda na eficácia” contra a variante Ômicron. Traduzindo, a nova cepa pode provocar ondas de contaminação equivalentes às causadas pela cepa Alfa, que deu origem à pandemia no início de 2020.

Quando a pandemia surgiu, há quase dois anos, o principal problema era que não havia remédios. A única solução para impedir milhões de mortes foram as medidas de restrição. Seus impactos são sentidos até agora. Por exemplo, nos resultados das seguradoras e das empresas de saúde, na alta dos preços dos carros usados e nas alterações na oferta e na demanda globais devido à interrupção das correntes de comércio.

O desenvolvimento de várias vacinas não ocorreu a tempo para salvar todas as vidas e todas as empresas, mas fez as economias caminharem para algo parecido com a normalidade.

Agora, a nova variante surgida na África do Sul ameaça fazer a situação regredir aos primeiros tempos da pandemia, com lockdown e desabastecimento. Com vários agravantes, dentre eles a exaustão psicológica e econômica das pessoas.

As incertezas aumentam. Bancel disse à rede de notícias econômicas CNBC que pode levar “meses” até o Moderna começar a produzir vacinas destinadas a combater a nova cepa. E a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que pode demorar algumas semanas até que a comunidade científica conclua qual a letalidade da variante Ômicron.

Os cientistas estão convencidos de que ela é bem mais contagiosa do que as anteriores. Então, há uma “esperança” de que, em função disso, ela seja menos letal, o que vai dispensar as autoridades de baixar novas medidas de restrição.

No entanto, enquanto há apenas incertezas, os investidores embutem a incerteza adicional nos preços, movendo cotações de ações, de moedas e de títulos do governo.

Indicadores

A taxa de desocupação recuou para 12,6% no terceiro trimestre deste ano, uma redução de 1,6 ponto percentual frente ao segundo trimestre.

Com isso, o número de pessoas em busca de emprego no país caiu para 13,5 milhões (-9,3%). Já os ocupados chegaram a 93,0 milhões, com crescimento de 4,0%.

Os dados são da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E Eu Com Isso?

A terça-feira começa marcada pela volatilidade devido às declarações do presidente do laboratório Moderna e às indefinições com relação à variante Ômicron do coronavírus.

As notícias são negativas para o mercado em um cenário de volatilidade.

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Leia também: Qual o risco do “novo” novo coronavírus?

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Vacina e inflação nos EUA https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/vacina-e-inflacao-nos-eua https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/vacina-e-inflacao-nos-eua#respond Tue, 13 Apr 2021 15:08:52 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23393 Duas notícias nos Estados Unidos devem levar os investidores a realizar um recálculo dos riscos nesta terça-feira. A primeira foi a suspensão, pela Food and Drug Adminstration (FDA, órgão americano semelhante à Anvisa), do uso da vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson. A FDA tomou a decisão “por excesso de cautela” depois que… Read More »Vacina e inflação nos EUA

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Duas notícias nos Estados Unidos devem levar os investidores a realizar um recálculo dos riscos nesta terça-feira. A primeira foi a suspensão, pela Food and Drug Adminstration (FDA, órgão americano semelhante à Anvisa), do uso da vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson. A FDA tomou a decisão “por excesso de cautela” depois que seis mulheres nos Estados Unidos tiveram problemas de coagulação do sangue. Os casos foram registrados com pacientes com idades entre 18 e 48 anos e os sintomas se desenvolvendo de seis a 13 dias após terem recebido a injeção. Apesar de a própria FDA ter afirmado que “esses eventos adversos parecem ser extremamente raros”, a notícia coloca em xeque a possibilidade de a Johnson & Johnson entregar 100 milhões de doses da vacina nos Estados Unidos até o fim de maio, como prometido pela empresa.

A segunda notícia foi a alta da inflação ao consumidor nos Estados Unidos. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de março avançou 0,6 por cento, elevando a inflação em 12 meses para 2,60 por cento. Esse resultado veio bem acima das expectativas, que eram de um aumento de preços da ordem de 0,5 por cento no mês passado. Segundo as autoridades americanas, a alta dos preços dos combustíveis pressionou os preços.

A variação da inflação já está pressionando os títulos do Tesouro americano de dez anos, cuja taxa avançou para 1,68 por cento ao ano na manhã da terça-feira. O que preocupa os investidores são as reiteradas declarações de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que a autoridade monetária será complacente com a inflação para não abreviar nem interromper o processo de recuperação econômica.

No entanto, a alta dos preços nos Estados Unidos pode pressionar o rendimento dos títulos do Tesouro, alterando o fluxo de recursos para países emergentes e desenvolvidos. Por isso, a sessão desta terça-feira deverá ser marcada por uma forte volatilidade, enquanto os investidores digerem a notícia e refazem seus cálculos de risco e de retorno.

Indicadores econômicos

As vendas no varejo retornaram ao patamar anterior à pandemia. Em fevereiro, as vendas no varejo cresceram 0,6 por cento. As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Instituto, o varejo está no mesmo patamar de setembro de 2020 e 0,4 por cento acima do nível de fevereiro de 2020, último mês anterior à pandemia. As vendas haviam caído em dezembro e em janeiro devido à retirada do auxílio emergencial e à volta às aulas, que reduziram a renda disponível, mas a situação caminhou para a normalização em fevereiro, informou o IBGE.

E Eu Com Isso?

As notícias de inflação e de suspensão da vacina da Johnson & Johnson estão pressionando os contratos futuro do índice americano S&P 500, ao passo que a incerteza com relação à instalação da CPI pressiona os contratos futuros de Ibovespa. Com isso, a perspectiva é negativa para o mercado, em um cenário de volatilidade.

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Leia também: O brilho da infraestrutura.

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Compra de vacinas pelo setor privado? https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/compra-de-vacinas-pelo-setor-privado https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/compra-de-vacinas-pelo-setor-privado#respond Wed, 07 Apr 2021 19:26:26 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23213 A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (6), o caráter de urgência e, em seguida, o texto-base do Projeto de Lei que permite a compra de vacinas pelo setor privado. Por 317 votos favoráveis e 120 contrários, o PL foi aprovado e os destaques apresentados devem ser apreciados ainda nesta quarta-feira (7) e seguir para… Read More »Compra de vacinas pelo setor privado?

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (6), o caráter de urgência e, em seguida, o texto-base do Projeto de Lei que permite a compra de vacinas pelo setor privado. Por 317 votos favoráveis e 120 contrários, o PL foi aprovado e os destaques apresentados devem ser apreciados ainda nesta quarta-feira (7) e seguir para o Senado Federal logo em seguida. A tendência, contudo, é que o tema – ainda que com o aval legal do Executivo e Legislativo – seja judicializado.

A oposição deve levar questionamentos legais ao Supremo Tribunal Federal sobre a inconstitucionalidade do projeto, que poderia ser interpretado como uma possibilidade de concorrência desleal com o Estado, já que a provisão de imunizantes, atualmente, é escassa.

Outro possível entrave para a compra privada de vacinas diz respeito à postura dos fabricantes, que têm se recusado a efetuar vendas para a iniciativa privada, negociando apenas com representantes do poder público. Por outro lado, interlocutores do setor privado que apoiam o PL afirmam que haveria um cuidado enorme para não furar a fila de grupos prioritários e respeitar as outras regras de distribuição de imunizantes, transmitindo, assim, a mensagem correta à população.

Segundo o texto da deputada Celina Leão (PP-DF), o setor privado não poderia comercializar vacinas, mas somente imunizar seus funcionários. Ainda, o projeto prevê que empresários doem a mesma quantidade de vacinas adquiridas para a imunização dos empregados para o Sistema Único de Saúde. Atualmente, a iniciativa privada já pode comprar vacinas, mas elas teriam de ser doadas integralmente ao SUS enquanto a vacinação de grupos prioritários estiver em curso.

E Eu Com Isso?

De fato, o Projeto de Lei aborda uma questão polêmica do ponto de vista jurídico e deve acabar no STF uma vez aprovado. No entanto, é também verdade que o texto toma os devidos cuidados para que não se crie competição entre o primeiro e o segundo setor e, apesar de ser prerrogativa do Estado fornecer imunizantes ao povo brasileiro, é sempre positiva a abertura de novas frentes de compra de vacinas.

De qualquer maneira, a aprovação, em definitivo, do texto na Câmara dos Deputados nesta quarta (7) pode trazer algum impacto positivo, mas secundário, para a Bolsa brasileira. Até por conta da tramitação no Senado e posterior (e muito provável) judicialização do tema, não esperamos muito otimismo com o PL.

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Leia também: Vacina da Johnson & Johnson.

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Balanço macropolítico | Política sem Aspa https://levanteideias.com.br/politica-sem-aspas/balanco-macropolitico-politica-sem-aspa https://levanteideias.com.br/politica-sem-aspas/balanco-macropolitico-politica-sem-aspa#respond Fri, 05 Mar 2021 23:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=21770 O mês de fevereiro de 2021 parecia morno, com o Ibovespa ensaiando alguma recuperação após recuar pouco mais de 3% em janeiro, até a última semana de pregão. Se, na primeira semana do mês, o índice reagiu e voltou a beirar os 120 mil pontos, nas duas semanas seguintes ele não teve força para estender… Read More »Balanço macropolítico | Política sem Aspa

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O mês de fevereiro de 2021 parecia morno, com o Ibovespa ensaiando alguma recuperação após recuar pouco mais de 3% em janeiro, até a última semana de pregão. Se, na primeira semana do mês, o índice reagiu e voltou a beirar os 120 mil pontos, nas duas semanas seguintes ele não teve força para estender a alta e, por fim, acabou tombando 6,93% na última semana de fevereiro (pior resultado semanal em 11 meses), fechando o mês caindo 4,21%.

Iniciamos o mês de março com o Ibovespa cotado a 110.035 pontos, menor patamar do índice para o ano, também devido ao refluxo estrangeiro, sentido após altas mais acentuadas nas treasuries (títulos públicos) americanas, mas principalmente pelos episódios recentes envolvendo o Executivo e empresas estatais.

Nesta primeira semana, o índice teve alta acumulada de 4,7%, refletindo o otimismo dos investidores com a aprovação da PEC Emergencial no Senado Federal e seu rápido encaminhamento para a Câmara. Mais adiante, vou discutir como o projeto foi fortemente desidratado.

Na coluna de hoje, vou trazer algumas considerações sobre os acontecimentos recentes e também sobre a economia brasileira, diante de uma nova perspectiva de desaceleração devido às restrições de circulação em março.

Da perspectiva macro, destaque para o resultado do Produto Interno Bruto de 2020, que foi divulgado nesta semana e ficou levemente acima da medida de mercado: o PIB de 2020 recuou 4,1%, contra projeções de uma queda de 4,3%. O resultado do Valor Adicionado demonstra alta na Agropecuária (2,0%), que apresentou ganhos de produtividade e aumentou sua produção, e baixa nos setores da Indústria (-3,5%) e Serviços (-4,5%) – esse último, responsável por 75% do resultado.

Na análise da outra ponta, das despesas, destacam-se as quedas no Consumo das Famílias (-5,5%) em relação ao ano anterior, e na Despesa do Consumo do Governo (-4,7%). Os investimentos correntes em capital fixo, A Formação Bruta de Capital Fixo, também recuou, ficando na casa dos -0,8%. Na comparação trimestral (4T20/3T20), o PIB cresceu 3,2%, refletindo o ritmo de recuperação econômica.

De fato, a queda da produção poderia ter sido bem maior se não houvesse dispêndios na casa dos R$ 250 bilhões com o auxílio emergencial, assim como restrições menos agressivas durante grande parte do segundo semestre. Dadas as circunstâncias, o pior resultado do PIB na série histórica foi um bom resultado.

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O problema parece estar em 2021. Caminhamos, mais uma vez, para recorde de morte diárias e um novo pico de infecção – reflexo do afrouxamento das medidas de contenção nos últimos feriados – e, ainda assim, esbarramos na demora na aquisição de vacinas, a melhor (e única) saída para preservar vidas e a economia.

É chocante a falta de planejamento e gestão observada na vacinação em massa, em um dos países supostamente mais eficientes nessa seara. Há dez anos, o Brasil reportava vacinação recorde contra o vírus da H1N1, demonstrando a capilaridade do sistema público. Seja qual for a justificativa, fato é que perderemos vidas e postos de trabalho por conta deste atraso.

Voltaremos, também, a pagar um novo auxílio emergencial diante dos efeitos da pandemia se estendendo também para esse ano. Serão R$ 44 bilhões destinados à população e que ficarão fora do teto de gastos e da meta do resultado primário, mas significam, sim, mais endividamento para a União.

Utilizada para aprovar o novo auxílio, a PEC Emergencial já foi aprovada no Senado Federal em dois turnos e agora depende do aval – que deve ocorrer nesta próxima semana – da Câmara dos Deputados. Investidores se animaram com a aprovação simplesmente porque foi vetada a entrada de uma emenda que deixava o Bolsa Família também fora do teto, refletindo o baixo sarrafo que vem sendo utilizado para cobrar um ajuste fiscal mais efetivo.

O custo da aprovação da PEC foi elevado. Para além da tentativa de desvincular os gastos com educação e saúde, medida que praticamente nasceu sem chances de prosperar, o texto final aumentou o rol de benefícios tributários que ficarão fora da redução, diminuiu o tempo de congelamento dos gastos (de 2 anos para somente enquanto o estado de calamidade estiver em voga) em caso de decreto de calamidade e desobrigou estados e municípios a acionarem os gatilhos de contenção quando despesas superarem 95 por cento da arrecadação.

Do ponto de vista fiscal, o texto é um avanço, mas muito tímido. Se considerarmos o mecanismo de 95% das despesas obrigatórias para condicionar o acionamento dos gatilhos no âmbito do governo federal, segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente do Senado, eles só poderão entrar em ação em 2025. Hoje, a despesa obrigatória representa cerca de 92 por cento da despesa total da União. Desse modo, o ajuste fiscal vai existir, mas foi desidratado e adiado – até lá, seguiremos na iminência do descontrole das contas públicas.

Inclusive, fica aberto o caminho para conceder reajustes salariais já em 2022, quando o congelamento de 2 anos, implementado no ano passado, se expira. Bolsonaro sabe disso e, convenhamos, não tem a mesma sensibilidade que Guedes quando o assunto é austeridade.

Vide, também, a decisão, tomada unilateralmente pelo presidente, de não renovar o mandato presidencial do economista Roberto Castello Branco para a Petrobras. Devido ao peso da gigante petroleira no índice, assim como a relevante participação do Banco do Brasil e outras estatais que caíram na mesma esteira da Petro, a bolsa amargou quedas em sucessão por receio de piora na gestão desse grupo de Companhias.

Ah, e não nos esqueçamos do Orçamento de 2021, que entra o terceiro mês do ano com uma série de pendências no ar. Enquanto isso, caminhoneiros se sentem no direito, após uma série de concessões feitas nos últimos anos, de fechar marginais e rodovias Brasil afora para protestar contra restrições de circulação. E o ministério da Saúde admite que a média diária de mortes, ainda em março, deve chegar a 3 mil, com estados e municípios colapsando na falta de leitos de UTI.

Mas, a depender de alguns quadros, teremos reformas, crescimento robusto, inflação controlada e superação da Covid-19 – tudo isso com extrema naturalidade. A ver, no fim do ano, qual será o balanço de 2021. Até agora, ele não é positivo.

Quer aprofundar mais seus conhecimentos em assuntos como mercado e política? Então leia minha última coluna: Afinal, a Eletrobras será privatizada? | Política Sem Aspas.

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Muita promessa e pouca ação | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/muita-promessa-e-pouca-acao https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/muita-promessa-e-pouca-acao#respond Fri, 19 Feb 2021 12:10:24 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=21223 O Carnaval passou e o mercado continua com as mesmas expectativas e incertezas, esperando para ver se o ano, finalmente, começa. Aliás, começou com um imbróglio político que pode atrasar a pauta, envolvendo STF e o deputado do PSL, Daniel Silveira. Nos bastidores, mais um teste para o relacionamento Bolsonaro/Centrão.  Começaram as discussões em torno… Read More »Muita promessa e pouca ação | Denise Campos de Toledo

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O Carnaval passou e o mercado continua com as mesmas expectativas e incertezas, esperando para ver se o ano, finalmente, começa. Aliás, começou com um imbróglio político que pode atrasar a pauta, envolvendo STF e o deputado do PSL, Daniel Silveira. Nos bastidores, mais um teste para o relacionamento Bolsonaro/Centrão. 

Começaram as discussões em torno do orçamento, gatilhos e volta do auxílio emergencial. Há uma tentativa de estabelecer alguma compensação para a nova despesa, que pode vir extra teto, mas terá implicações nas contas do ano e no cumprimento do teto. 

Se fala em até três semanas para a definição, o que poderia garantir a volta do pagamento do auxílio em março, podendo se estender por quatro meses, dado o avanço da pandemia. 

Mas ainda não se pode confiar muito na tal compensação ou se haverá apenas algum drible nas restrições legais para as despesas com o benefício que, importante ressaltar, terá custo bem menor que no ano passado e também menor impacto sobre a atividade.

Vale salientar que a pandemia, com novas variantes, o atraso e ritmo incerto da vacinação, assim como aquisição de novos imunizantes, tem tido influência crescente nas projeções para este começo de ano. 

Novas restrições de atividade e o receio de contágio da população, com aglomerações irresponsáveis, colocam a pandemia como um grande entrave à recuperação da atividade nos primeiros meses de 2021. 

Perspectivas melhores só para o segundo semestre, o que ainda sustenta a projeção de um avanço do PIB acima de 3%, mas que tem passado por alguns cortes, diante da possível retração no primeiro trimestre e, talvez, até no segundo. 

O ritmo da vacinação assume peso maior que o avanço da agenda prioritária para a economia, embora perspectivas melhores do lado fiscal possam trazer algum alívio na curva de juros e no câmbio, com consequências benéficas para o ambiente econômico.

Aliás, independentemente das dificuldades da retomada, continua no radar uma possível antecipação da elevação da Selic, dada a pressão nos índices de inflação, decorrente da alta de commodities, com dólar mais alto, e reflexos de algumas pressões também no varejo. 

Mesmo com todas as estratégias propostas pelo governo para baixar o preço do diesel, combustíveis são um dos itens que podem continuar afetando os índices ao consumidor.

De qualquer modo, mesmo com essa relação de problemas, liquidez e juros baixos no exterior, combinados com o avanço da vacinação em vários países, além de dados mais animadores de atividade, ajudam no desempenho da Bolsa. Sendo que os balanços de várias empresas no campo doméstico também têm ajudado a animar o mercado de ações.

Mas um movimento mais favorável de Bolsa, câmbio e curva de juros, com menos volatilidade, continua na dependência de maior eficiência na vacinação e confiança na gestão das finanças. Questões que seguem muito em aberto, com mais promessas do que ações efetivas.

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Leia mais da Denise Campos de Toledo: O ver para crer da pauta de prioridades | Denise Campos de Toledo.

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Ano começa em alta https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ano-comeca-em-alta https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ano-comeca-em-alta#respond Mon, 04 Jan 2021 13:27:33 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19781 As ações iniciaram 2021 em alta. Os contratos futuros do Índice Bovespa abriram os negócios nesta segunda-feira com uma alta superior a 1 por cento, rompendo o nível psicológico de 120 mil pontos. Os contratos futuros do índice americano Standard & Poor’s de 500 ações sobem 0,4 por cento no início do dia. Na Europa,… Read More »Ano começa em alta

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As ações iniciaram 2021 em alta. Os contratos futuros do Índice Bovespa abriram os negócios nesta segunda-feira com uma alta superior a 1 por cento, rompendo o nível psicológico de 120 mil pontos. Os contratos futuros do índice americano Standard & Poor’s de 500 ações sobem 0,4 por cento no início do dia. Na Europa, as ações também começaram a semana eufóricas. Em Londres, a alta supera 2,5 por cento, e em Frankfurt as ações avançam mais de 1,5 por cento no início do dia.

O que justifica tanto otimismo? A razão é a mesma e a única: o avanço na aprovação das vacinas ao longo do fim de semana. Países tão diversos quanto a Índia, a Inglaterra e a Argentina já estão colocando seus programas de imunização em marcha, o que representa o primeiro passo para a volta da normalidade às relações econômicas.

Mais do mesmo? Pode até ser. No entanto, uma das poucas certezas entre os investidores é que o divisor de águas para a normalização das relações econômicas é a vacinação das populações. Segundo autoridades sanitárias americanas, os efeitos positivos podem vir antes do esperado. Em Nova York, a estimativa é que, com 10 por cento da população imunizada e a manutenção das medidas de isolamento, o número de casos começará imediatamente a cair. Ou seja, o impacto positivo das vacinas sobre a economia será intenso e, eventualmente, rápido.

O vírus não vai acabar, nem deixará de fazer vítimas por algum tempo. Mesmo assim, se for possível restringir seus efeitos, a economia poderá voltar ao normal antes do que se espera. É com base nessa expectativa que os mercados sobem no início de 2021.

Boletim Focus

A primeira edição do Boletim Focus, do Banco Central (BC), de 2021 mostra que as projeções para este ano começaram a ser revistas. O prognóstico para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 recuou para 3,40 por cento, ante os 3,49 por cento do levantamento anterior. Já a projeção para a inflação medida pelo IPCA manteve-se praticamente estável em 3,32 por cento, ante os 3,34 por cento da semana anterior. A taxa de câmbio e a taxa referencial Selic previstas para dezembro permaneceram inalteradas, em 5 reais e 3 por cento, respectivamente.

Indicadores I

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou uma inflação de 1,07 por cento na semana encerrada em 31 de dezembro de 2020, ficando 0,14 ponto percentual abaixo da taxa registrada na última divulgação.

Com este resultado, o IPC-S mostra que a inflação ao consumidor foi de 5,17 por cento no acumulado de 2020 e nos últimos 12 meses. Os preços desaceleraram em quatro das oito classes de despesa componentes do índice. A maior queda foi do grupo Educação, Leitura e Recreação. Os preços retrocederam 0,58 por cento, após terem subido 2,19 por cento na semana anterior. A maior queda foi nas passagens aéreas. Os preços caíram 9,49 por cento, após terem subido 9,62 por cento no levantamento anterior.

Indicadores II

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) recuou 0,4 ponto em dezembro, para 95,2 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICE inverte a tendência de alta iniciada em julho e recua 0,7 ponto no mês. O ICE consolida os índices de confiança de quatro setores: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) cedeu 0,2 ponto, para 97,8 pontos, após subir por sete meses consecutivos. O Índice de Expectativas (IE-E) recuou 0,3 ponto, para 94,3 pontos.

E Eu Com Isso?

O bom começo das ações indica uma sessão positiva para os mercados. Não se descarta a hipótese de o Ibovespa iniciar o ano rompendo a barreira dos 120 mil pontos.

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Leia também: Desempenho dos investimentos em 2020 | Domingo de Valor.

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Ibovespa zerou as perdas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ibovespa-zerou-as-perdas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ibovespa-zerou-as-perdas#respond Wed, 16 Dec 2020 13:26:06 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19121 Na ponta do lápis, a alta acumulada do ano é pequena, apenas 0,4 por cento. Porém, em retrospecto, ao fechar a 116.149 pontos na terça-feira (15), o Ibovespa registrou uma proeza. Em um movimento de valorização iniciado no primeiro pregão de novembro, o principal indicador do mercado acionário brasileiro subiu 23,6 por cento e, dando… Read More »Ibovespa zerou as perdas

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Na ponta do lápis, a alta acumulada do ano é pequena, apenas 0,4 por cento. Porém, em retrospecto, ao fechar a 116.149 pontos na terça-feira (15), o Ibovespa registrou uma proeza. Em um movimento de valorização iniciado no primeiro pregão de novembro, o principal indicador do mercado acionário brasileiro subiu 23,6 por cento e, dando continuidade à alta de algumas semanas antes, zerou as perdas do ano. Nada mal quando se recorda que, no dia 23 de março, quando o impacto da pandemia ainda se fazia sentir com toda a força sobre o mercado, a desvalorização do Ibovespa no ano em reais era de 45 por cento. Em dólares, a queda era ainda mais acentuada, 56,4 por cento.

Vale lembrar que, em março, quando a B3 registrou duas interrupções de negócios (“circuit breaker”) em um mesmo pregão pela primeira vez em sua história e o movimento era de pânico, quem acompanha a Levante foi aconselhado a manter a calma. Lançamos o Gabinete AntiCaos, de modo a fornecer a você uma orientação segura para navegar em meio à tempestade. E, mesmo naquele momento de sustos constantes, nossas recomendações se mantiveram fiéis à nossa filosofia. Analisar os fundamentos, escolher as melhores empresas, aproveitar as distorções de preço, calibrar cuidadosamente os riscos e não deixar os ruídos do mercado atrapalhar seu raciocínio.

Agora, quando o pior parece ter passado e o otimismo retorna gradualmente aos mercados, nós da Levante permanecemos seguindo os nossos princípios. Para o investidor desavisado, o pânico e a euforia são igualmente perigosos. Se em momentos de susto é grande a tentação de vender na baixa e realizar um prejuízo, nos momentos de festa há uma enorme pressão por comprar ativos caros demais, cujo resultado de longo prazo ficará aquém do que poderia. Nessas horas, assim como nos momentos de tempestade, é preciso saber escolher com critério as melhores ações. E, nessas horas – assim como nas mais sombrias – você pode contar com a experiência e a segurança do nosso time de análise.

Internacional

A quarta-feira também será um dia importante devido à última reunião deste ano do Federal Open Market Committee (Fomc), equivalente americano do Copom. Apesar de, como aqui, serem praticamente nulas as probabilidades de qualquer alteração na taxa de juros dos Estados Unidos (hoje perto de zero), os investidores querem saber outra coisa. A questão é como o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) avaliará o impacto da vacina sobre a economia americana. Mais especificamente, se as famílias e as empresas dos Estados Unidos vão precisar de mais estímulos econômicos e monetários até que a vacinação cubra uma parcela importante da população e aumente a imunidade dos americanos.

Este ano foi tumultuado para Jerome Powell, presidente do Fed, assim como para os demais banqueiros centrais. O Fed cortou os juros, aumentou a compra de títulos públicos e privados para irrigar a economia e garantir sua solvência, e tomou várias medidas extraordinárias para conter o impacto da pandemia sobre a economia. No entanto, o cenário mudou desde a última reunião, no início de novembro.

O desenvolvimento de vacinas e o início dos processos de imunização, primeiro no Reino Unido e agora nos Estados Unidos, justificaram fortes altas nas bolsas ao redor do mundo e deverão melhorar as perspectivas para 2021. Nas projeções econômicas trimestrais divulgadas em setembro, o Fed previa que em 2021 a economia americana iria crescer 4 por cento e a taxa de desemprego recuar para 5,5 por cento, ante os 6,7 por cento registrados em novembro. Após a reunião, essas projeções deverão ser revisadas.

E Eu Com Isso?

A sessão começa com os contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500 em alta, com os investidores animados pelas perspectivas positivas com a reunião do Fed.

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Leia também: Ata do Copom confirma juro baixo.

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