jerome powell – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 13 Jan 2022 14:16:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png jerome powell – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Quando uma notícia ruim anima os investidores https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/quando-uma-noticia-ruim-anima-os-investidores https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/quando-uma-noticia-ruim-anima-os-investidores#respond Thu, 13 Jan 2022 14:16:14 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35289 Uma inflação elevada nunca é uma notícia boa. Isso é verdade tanto no Brasil, onde a inflação tem um histórico tenebroso, quanto nos Estados Unidos, onde o trauma com altas de preços não é tão grande assim. Por isso, a reação dessa entidade chamada mercado durante a quarta-feira (12) requer um momento de explicação. Aos… Read More »Quando uma notícia ruim anima os investidores

O post Quando uma notícia ruim anima os investidores apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Uma inflação elevada nunca é uma notícia boa. Isso é verdade tanto no Brasil, onde a inflação tem um histórico tenebroso, quanto nos Estados Unidos, onde o trauma com altas de preços não é tão grande assim. Por isso, a reação dessa entidade chamada mercado durante a quarta-feira (12) requer um momento de explicação.

Aos fatos. Logo durante a manhã, o BLS (Bureau of Labor Statistics) divulgou a inflação ao consumidor americano em dezembro. O CPI (Consumer Price Index) amplo subiu 0,5% no mês passado. Foi um resultado inferior aos 0,8% de novembro, mas que foi o suficiente para fazer a inflação de 2021 ficar em 7,0%, nível mais alto desde para um período de 12 meses desde junho de 1982.

O núcleo da inflação (“core index”), que não considera os preços mais voláteis de alimentos e de combustíveis, subiu 0,6% em dezembro, acima do 0,5% registrado em novembro. No acumulado do ano, o “core index” indica uma inflação de 5,5%, a mais elevada desde o período de 12 meses encerrado em fevereiro de 1991.

No entanto, a reação do mercado a essas notícias foi, na pior das hipóteses, amena. Nos Estados Unidos, os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq fecharam com pequenas altas. Por aqui, o Ibovespa avançou mais de 1,8% e retornou à faixa de 105 mil pontos. Mais do que isso, o dólar futuro, indicador por excelência das expectativas de curto prazo, recuou 0,7% para R$ 5,556.

Como explicar isso? Com um velho ditado do mercado: “compre no boato e venda no fato”. Simplificando, monte sua estratégia de investimentos antecipadamente, com base em expectativas e em sua capacidade – ou na capacidade das pessoas que lhe assessoram – de antecipar cenários e prever tendências. Uma vez que esses cenários se tornarem realidade, encerre sua posição, embolse os lucros ou contabilize os prejuízos e parta para a estratégia seguinte.

Foi mais ou menos o que ocorreu nos mercados internacionais. A perspectiva de que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos seria a mais alta em décadas já estava dada, antecipada e devidamente precificada nos ativos financeiros. Por isso, sua confirmação reduziu a incerteza dos investidores e aliviou a volatilidade. Foi uma notícia ruim, mas que era plenamente esperada, daí seu efeito foi o inverso do que seria de se esperar.

Além disso, voltando ao princípio de tomar decisões de investimento com base no cenário provável de amanhã, em vez de fazer isso olhando para os fatos ocorridos hoje. Em suas declarações mais recentes, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, vem reiterando que o Fed vai começar a elevar os juros e a reduzir a liquidez da economia ainda neste ano. Isso deverá ajudar a fazer a inflação nos Estados Unidos retornar ao centro das metas previstas. Além disso, com menos dinheiro em circulação, os preços internacionais das commodities podem desacelerar ou mesmo cair, o que também poderia beneficiar os países emergentes, Brasil entre eles.

Assim, a notícia ruim da inflação americana elevada teve um lado positivo: ela confirmou expectativas e clareou o caminho que deve ser seguido pelo Fed. Certezas têm valor. Por isso, os preços sobem.

Indicadores

O setor de serviços cresceu 2,4% em novembro na comparação com outubro, após dois meses de taxas negativas. O resultado fez o setor recuperar-se da perda acumulada de 2,2% do bimestre.

Com o resultado de novembro, o setor ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas está 7,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014. Os dados são da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam o pregão da quinta-feira com uma leve queda, em função da alta da véspera. Já nos Estados Unidos, os contratos futuros do índice S&P 500 indicam a continuidade do movimento de valorização da quarta-feira, o que pode elevar a volatilidade do mercado brasileiro.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

—

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

—

Leia também: Analisando a inflação na gringa.

O post Quando uma notícia ruim anima os investidores apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/quando-uma-noticia-ruim-anima-os-investidores/feed 0
O Fed e o Waze ou quando o juro sobe e a bolsa também https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-o-waze-ou-quando-o-juro-sobe-e-a-bolsa-tambem https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-o-waze-ou-quando-o-juro-sobe-e-a-bolsa-tambem#respond Wed, 15 Dec 2021 14:19:54 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=34779 Hoje é o dia da verdade para o Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Na tarde desta quarta-feira (15), Jerome Powell, presidente do Fed, concederá sua última entrevista coletiva do ano para dizer o que, no fundo, todos os investidores já sabiam, mas vinham evitando admitir. A inflação americana está alta demais, especialmente devido… Read More »O Fed e o Waze ou quando o juro sobe e a bolsa também

O post O Fed e o Waze ou quando o juro sobe e a bolsa também apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Hoje é o dia da verdade para o Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Na tarde desta quarta-feira (15), Jerome Powell, presidente do Fed, concederá sua última entrevista coletiva do ano para dizer o que, no fundo, todos os investidores já sabiam, mas vinham evitando admitir. A inflação americana está alta demais, especialmente devido à alta de preços dos combustíveis e das commodities minerais, energéticas e agrícolas.

A economia dos Estados Unidos está muito aquecida e a demanda está desbalanceada, pois as cadeias globais de suprimentos ainda não se ajustaram. E, por isso, o Fed terá de fazer a parte desagradável do trabalho de um banqueiro central: retirar estímulos e, em seguida, elevar juros, para desaquecer a economia e evitar uma alta excessiva nos preços. Porém, ao contrário do que seria de se esperar, isso pode provocar uma alta nos preços das ações.

A princípio, essa ideia parece absurda. Pelo livro texto, juros mais elevados são teoricamente prejudiciais para os preços das ações. O raciocínio parece claro: juros em alta desaquecem a economia, apertam o crédito e reduzem o consumo. Se os consumidores compram menos, por óbvio as empresas vendem menos e têm lucros menores, pagando menos dividendos. Logo, as ações se tornam menos atrativas e há, pelo menos na margem, um movimento dos investidores de vender os papéis menos promissores (ou os que estão mais caros) e aplicar na renda fixa. Em adição, o custo de oportunidade de ficar alocado em renda variável aumenta, de modo que a taxa a que se descontam as ações sobe e, mecanicamente, promove uma realização no valor presente dos papéis. Esse raciocínio está correto. Porém, ele flexibiliza algo importante no mercado, que são as expectativas.

Risco é ruim, mas há uma gradação nessa avaliação. Um risco conhecido é preferível a um risco desconhecido. A melhor comparação é com o aplicativo de navegação Waze, que indica não só o melhor caminho como também o tempo estimado do trajeto.

Suponha que você está viajando durante os feriados de fim de ano. Cenário 1: o Waze informa que há um engarrafamento na estrada e que sua viagem vai demorar duas horas a mais. Cenário 2: o Waze informa que a estrada está interditada (pode ser uma queda de barreira ou um protesto) e não há previsão para o horário de chegada.

Os dois cenários são ruins, mas diferentes. No primeiro caso você aumenta o som do carro e tenta não se estressar. No segundo você começa a avaliar se não é o caso de cancelar tudo, fazer uma manobra arriscada para chegar à outra pista da estrada e voltar para casa. O Cenário 1 é uma situação adversa, mas conhecida, e você segue em frente. No Cenário 2, os riscos são desconhecidos e você pode simplesmente desistir.

Por que essa comparação? Essa entidade chamada mercado prefere uma situação ruim e conhecida a um cenário indefinido e desconhecido. O Fed deve anunciar hoje que vai acelerar a retirada das medidas de estímulo. Provavelmente para US$ 30 bilhões por mês, em vez dos US$ 15 bilhões atuais. Suponhamos que Powell anuncie algo muito mais drástico, por exemplo que a injeção de recursos se encerra ainda neste ano.

É uma notícia ruim, mas que acabará com a incerteza. Os investidores vão refazer suas contas. Alguns vão decidir que é preciso cancelar a viagem e voltar para a renda fixa. Outros vão preferir esperar a turbulência passar e continuar a jornada, ainda que leve mais tempo para chegar ao lucro. No entanto, o fim da indefinição deve sustentar uma alta das ações no longo prazo. Na ponta do lápis, mesmo sem medidas de estímulo, a economia americana está crescendo, as empresas melhoraram seu desempenho e ainda há muita liquidez por aí. E tudo isso indica bons ganhos para quem souber escolher as melhores ações. Com a assessoria dos analistas da Levante Ideias de Investimentos.

Indicadores 1

O BC (Banco Central) divulgou nesta quarta-feira o IBC-Br, seu índice de atividade econômica, que serve como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto). Considerando-se o cálculo com ajustes sazonais, a atividade decresceu 0,4% em outubro em relação a setembro. Sem ajustes sazonais o decréscimo foi um pouco menor, de 0,19%. Em 12 meses, considerando-se a variação sem ajustes sazonais, a atividade cresceu 4,19%.

Indicadores 2

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,14% em dezembro após ter subido 1,19% em novembro. De janeiro a dezembro de 2021, o índice acumulou alta de 17,30%, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas). O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,51% em dezembro após ter subido 1,31% em novembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 1,08% em dezembro. Em novembro, o índice havia apresentado taxa de 0,79%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,54% em dezembro. No mês anterior a taxa havia sido de 0,95%.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa iniciam a quarta-feira com uma leve alta, mas o mercado vai permanecer na expectativa do resultado da reunião do Federal Reserve, o que deve amplificar a volatilidade das ações.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

—

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

—

Leia também: O Copom está pessimista.

O post O Fed e o Waze ou quando o juro sobe e a bolsa também apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-o-waze-ou-quando-o-juro-sobe-e-a-bolsa-tambem/feed 0
Os juros americanos vão subir https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-juros-americanos-vao-subir https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-juros-americanos-vao-subir#respond Mon, 13 Dec 2021 14:14:26 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=34719 A inflação americana está elevada. Na sexta-feira (10), o BLS (Bureau of Labor Statistics), órgão público americano comparável ao nosso IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o índice de preços ao consumidor (Consumer Price Index – CPI) de novembro foi de 0,8%. No acumulado em 12 meses, a inflação para o consumidor… Read More »Os juros americanos vão subir

O post Os juros americanos vão subir apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A inflação americana está elevada. Na sexta-feira (10), o BLS (Bureau of Labor Statistics), órgão público americano comparável ao nosso IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o índice de preços ao consumidor (Consumer Price Index – CPI) de novembro foi de 0,8%. No acumulado em 12 meses, a inflação para o consumidor subiu 6,8%. Para comparar, nos 12 meses até outubro, a taxa acumulada era de 6,2%.

O núcleo do CPI, denominado “core index”, que exclui itens cujos preços são mais voláteis, como alimentos e energia subiu 0,5% em novembro. Isso elevou a variação em 12 meses para 4,9%, acima dos 4,6% de outubro. Considerando-se a inflação geral, o índice foi o mais elevado desde novembro de 1982. Ou seja, há quase 40 anos.

Só para dar uma ideia: da última vez que houve uma inflação tão elevada nos Estados Unidos não existiam internet, televisão a cabo e telefone celular. A União Soviética ainda era um país temido por seu potencial nuclear. E o presidente do Brasil era um general escolhido indiretamente.

Assim como no Brasil, os índices de preços americanos têm sido turbinados por itens específicos. Os preços da energia avançaram 3,5% em novembro, e os preços da gasolina subiram 6,1% no mês. Em 12 meses, a alta da energia foi de 33% e o gasto nas bombas de combustível ficou 58% maior.

Não foi o único número a mostrar o aquecimento da economia. Na quinta-feira (09) o Departamento do Trabalho havia divulgado uma queda recorde nos pedidos iniciais de seguro-desemprego. O resultado da semana encerrada em 4 de dezembro foi de 184 mil pedidos, uma queda de 43 mil pedidos em relação ao nível revisado da semana anterior. Foi o menor número semanal de pedidos desde os 182 mil pedidos na semana encerrada em 6 de setembro de 1969. A média móvel de quatro semanas caiu para 218,75 mil pedidos, uma diminuição de 21,25 mil pedidos em relação à média revisada da semana anterior.

Com tantos números indicando o aquecimento da economia, a expectativa dos investidores é que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, deve acelerar na retirada dos estímulos à economia.

A expectativa agora é que, na reunião marcada para a terça-feira (14) e para a quarta-feira (15), Jerome Powell, presidente do Fed, anuncie que a compra será reduzida em US$ 30 bilhões por mês, em vez dos US$ 15 bilhões anunciados em outubro.

Com isso, o programa que vinha injetando US$ 120 bilhões na economia todos os meses deverá estar encerrado em março do ano que vem, o que, na cabeça dos investidores, abre espaço para o Fed começar a elevar os juros. A estimativa é de três altas das taxas referenciais de curto prazo já em 2022, mais três em 2023 e mais duas em 2024.

Relatório Focus

As expectativas para 2021 têm se alterado pouco devido à aproximação do fim do ano. Os prognósticos para 2022, porém, continuam mudando.

Agora, a projeção para a taxa referencial Selic no fim de 2022 subiu para 11,50% ante 11,25% da semana anterior e 11% há quatro semanas.

A projeção de crescimento da economia para o ano que vem recuou levemente para 0,50%, ante 0,51% da semana anterior, mas registrou uma forte queda ante os 0,93% de há quatro semanas.

E Eu Com Isso?

A semana começa com os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 em alta, apesar da expectativa de endurecimento da política monetária. A interpretação dos investidores é que, apesar da alta potencial dos juros, os prognósticos para a economia seguem positivos.

As notícias são positivas para a bolsa.

—

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

—

Leia também: Crônica de um aperto monetário anunciado.

O post Os juros americanos vão subir apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-juros-americanos-vao-subir/feed 0
Pandemia, Powell e PIB https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/pandemia-powell-e-pib https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/pandemia-powell-e-pib#respond Thu, 02 Dec 2021 15:00:42 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33672 A movimentação desta quinta-feira (02) será definida por três assuntos que, coincidentemente começam com a letra “p”. O mais importante deles é a pandemia. Há sinais crescentes de que a variante Ômicron se espalha rapidamente e vários países já se preparam para uma reprise do que ocorreu no início de 2020. Estados Unidos, Alemanha e… Read More »Pandemia, Powell e PIB

O post Pandemia, Powell e PIB apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A movimentação desta quinta-feira (02) será definida por três assuntos que, coincidentemente começam com a letra “p”.

O mais importante deles é a pandemia. Há sinais crescentes de que a variante Ômicron se espalha rapidamente e vários países já se preparam para uma reprise do que ocorreu no início de 2020.

Estados Unidos, Alemanha e França, só para citar algumas nações, já definiram medidas de restrição. No caso americano, o presidente Joseph Biden deve anunciar ainda nesta quinta-feira um prolongamento do uso obrigatório de máscaras.

A previsão era que essa medida perdesse validade no dia 18 de janeiro de 2022, mas Biden deve prolongar a exigência por um período ainda indeterminado.

Além disso, o governo americano determinou na quarta-feira (01) que todos os viajantes internacionais que se destinam aos Estados Unidos terão de fazer um teste de Covid 24 horas antes do embarque.

Na França, a expectativa das principais autoridades científicas é que a Ômicron seja a principal cepa do coronavírus em atividade no país já no fim de janeiro, com consequências ainda imprevisíveis. E na Alemanha, onde a população vacinada ainda está em 69% do total, o novo chanceler Olaf Scholz, que deve substituir Angela Merkel em janeiro, já estuda maneiras de restringir o acesso dos não vacinados a supermercados e farmácias, o que deverá representar mais um golpe para a economia europeia.

Todas essas decisões, e as que devem ser anunciadas nos próximos dias, indicam uma única direção: a volta das medidas de restrição e a inserção de travas que vão desacelerar a rotação das engrenagens da economia.

Pode ser que todas essas precauções sejam desnecessárias. Talvez em poucos dias fique provado que a variante Ômicron é mais contagiosa, mas menos letal que as variantes anteriores e tudo volte para onde estava indo – a caminho da normalidade.

Porém, por enquanto, isso é uma incerteza. E incerteza, como sabemos, é um componente importante da formação dos preços dos ativos, pois leva os investidores a demandar prêmio e a evitar o risco.

Federal Reserve

Em seu segundo dia de depoimento diante do Congresso americano, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, confirmou com todas as letras que haverá uma mudança na condução da política monetária americana.

Na terça-feira (30), ele depôs no Senado e, na quarta-feira (01), ele falou na Câmara dos Deputados. Em sua segunda apresentação, Powell afirmou que “talvez seja apropriado” retirar a palavra “transitório” dos textos do Fed que tratam de inflação.

Na véspera ele já havia afirmado que a retirada das medidas de estímulo pode ser acelerada ainda neste mês. Nos dias 14 e 15 de dezembro, o Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano, realiza sua última reunião de 2021. Tornou-se mais provável que a autoridade monetária anuncie uma aceleração da retirada das medidas.

No ano passado, o Fed começou a estimular a economia comprando US$ 120 bilhões por mês em títulos públicos e hipotecários.

Em outubro, ele anunciou a decisão de reduzir essas compras em 15 bilhões por mês a partir de dezembro, o que faria o programa se encerrar em junho de 2022. Agora já há expectativas que a redução seja de até 30 bilhões por mês, finalizando o programa no primeiro trimestre e abrindo espaço para uma alta dos juros nos Estado Unidos ainda durante o segundo trimestre do ano que vem. O que representa uma virada radical na política tolerante que o Fed vinha adotando desde o início da pandemia.

Indicadores

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro encolheu 0,1% no terceiro trimestre em comparação com o trimestre anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira.

Em relação ao terceiro trimestre de 2020, a economia cresceu 4,0%. No segundo trimestre, o PIB brasileiro havia recuado 0,4%. Segundo o IBGE, o PIB está no patamar do fim de 2019 e do início de 2020 e ainda está 3,4% abaixo do máximo da série histórica.

E Eu Com Isso?

A quinta-feira começa com os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 avançando em resposta às quedas da véspera.

No entanto, à medida que os investidores analisam o resultado desanimador do PIB é provável que haja um componente de volatilidade.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

—

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

—

Leia também: Powell vai antecipar o fim da festa e não é hora de vender.

O post Pandemia, Powell e PIB apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/pandemia-powell-e-pib/feed 0
Powell vai antecipar o fim da festa e não é hora de vender https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/powell-vai-antecipar-o-fim-da-festa-e-nao-e-hora-de-vender https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/powell-vai-antecipar-o-fim-da-festa-e-nao-e-hora-de-vender#respond Wed, 01 Dec 2021 15:00:53 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33636 Na terça-feira (30), Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, realizou a tradicional apresentação semestral diante de um comitê do Senado americano. É quando os presidentes do Federal Reserve buscam explicar com mais detalhes para os senadores como veem a economia e o que pretendem fazer a respeito. A rigor, Powell… Read More »Powell vai antecipar o fim da festa e não é hora de vender

O post Powell vai antecipar o fim da festa e não é hora de vender apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Na terça-feira (30), Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, realizou a tradicional apresentação semestral diante de um comitê do Senado americano. É quando os presidentes do Federal Reserve buscam explicar com mais detalhes para os senadores como veem a economia e o que pretendem fazer a respeito.

A rigor, Powell não disse nada muito diferente do que as Minutas da mais recente reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) haviam informado – que a inflação está muito elevada e que o Fed vai cumprir seu dever constitucional e agir para resolver o problema.

No entanto, como falou para mais pessoas além do restrito círculo de leitores das publicações do Fed, Powell sacudiu os mercados como só um presidente do BC americano consegue fazer.

Ele afirmou com todas as letras que, na próxima reunião do Fomc em dezembro, será discutida uma aceleração da retirada de estímulos à economia americana.

Desde o início da pandemia, o Fed vem comprando todos os meses US$ 120 bilhões em títulos públicos e lastreados por hipotecas para injetar dinheiro na economia.

Com isso, o balanço do Fed aumentou em US$ 4,5 trilhões, para US$ 8,7 trilhões. É dinheiro demais, mesmo para padrões americanos.

O que mudou?

Ainda em outubro, o Fed havia anunciado que começaria a reduzir essa compra em US$ 15 bilhões todos os meses a partir de novembro, zerando o programa até junho de 2022.

Porém, Powell afirmou em seu depoimento diante do Congresso que na próxima reunião do Fed, em dezembro, será discutida uma aceleração disso.

Ele não indicou valores. Porém, a expectativa dos investidores é que, na mais conservadora das hipóteses, a redução seja acelerada para US$ 30 bilhões por mês já em dezembro, o que encerraria o programa ainda em março. A data anterior era junho.

Por que esses três meses fazem tanta diferença?

Por um motivo simples: apesar de não haver nenhuma comunicação oficial por parte do Fed, é consenso nessa entidade chamada mercado que, assim que o programa estiver encerrado, o Fed terá liberdade para começar a elevar os juros.

Desde o início da pandemia as taxas americanas vêm sendo mantidas na prática em zero, o que provocou fortes elevações nos preços dos ativos financeiros e das commodities e justificou uma alta dos índices de inflação para os maiores níveis em 30 anos.

O remédio clássico para essa distorção é elevar os juros. Entretanto, os efeitos colaterais desse tratamento são bem conhecidos. O crédito fica mais caro e escasso, as pessoas têm menos dinheiro para gastar e as empresas faturam menos vendendo produtos e prestando serviços.

Ou seja, os lucros tendem a emagrecer e os investidores vendem ações devido à piora das expectativas. Foi o que ocorreu na terça-feira. O índice S&P 500 caiu quase 2% o Ibovespa recuou 0,87% após oscilar violentamente e, no pior momento do dia, rondar 100 mil pontos.

O que fazer?

Nesses momentos é muito fácil perder a cabeça e vender. O clássico erro de estratégia de tentar deter um prejuízo que, na prática, não existe, ao menos no regime de caixa. Explicando: suponha que você comprou 100 ações da companhia A por R$ 10 cada. Sua posição vale mil reais. Em uma turbulência, as cotações recuam para R$ 9 e sua posição passa a valer R$ 900. Você perdeu 100 reais? Na prática, não. Você comprou 100 ações e permanece com 100 ações. Se não vender nenhuma ação e as cotações voltarem para R$ 10, essa variação de preços não terá tido nenhum efeito sobre o seu patrimônio. Porém, se você vender as ações a R$ 9, você terá realizado o prejuízo. E realizado aqui significa tornar esse prejuízo real, concreto.

Se o valor do seu portfólio encolheu com as quedas das últimas semanas e chegou ao mínimo do ano no pregão da terça-feira, desesperar-se não parece ser a melhor postura. Apesar de observar os números encolhendo em sua planilha, pense que o número de ações permanece o mesmo. E na opinião dos analistas da Levante Ideias de Investimentos, a alavancagem operacional das empresas, ou seja, os ganhos de eficiência obtidos durante a pandemia vão garantir bons resultados por vários trimestres – desde que a mudança do cenário não tenha sido forte a ponto de prejudicar os fundamentos da companhia. Então vale lembrar o velho provérbio escocês: em uma tragédia, alguns choram e outros vendem lenços.

E Eu Com Isso?

Em uma reação à queda da véspera, os contratos futuros do Ibovespa e também os contratos futuros do índice americano S&P 500 iniciam o dia em alta. No entanto, o mercado está sujeito a uma volatilidade elevada devido às incertezas com relação à variante Ômicron do coronavírus.

As notícias são positivas para o mercado em um clima de forte volatilidade.

—

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

—

Leia também: E se as vacinas não funcionarem mais?

O post Powell vai antecipar o fim da festa e não é hora de vender apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/powell-vai-antecipar-o-fim-da-festa-e-nao-e-hora-de-vender/feed 0
Juro deve subir com Powell no Fed https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/juro-deve-subir-com-powell-no-fed https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/juro-deve-subir-com-powell-no-fed#respond Tue, 23 Nov 2021 14:21:03 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33413 A notícia de recondução de Jerome Powell para a presidência do Federar Reserve (Fed), o banco central americano, deve provocar uma elevação dos juros nos Estados Unidos, que já foi antecipada pelos investidores. Quatro anos atrás, a indicação de Powell para o Fed pelo ex-presidente Donald Trump foi questionada. Sua antecessora, a economista Janet Yellen,… Read More »Juro deve subir com Powell no Fed

O post Juro deve subir com Powell no Fed apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A notícia de recondução de Jerome Powell para a presidência do Federar Reserve (Fed), o banco central americano, deve provocar uma elevação dos juros nos Estados Unidos, que já foi antecipada pelos investidores.

Quatro anos atrás, a indicação de Powell para o Fed pelo ex-presidente Donald Trump foi questionada. Sua antecessora, a economista Janet Yellen, havia feito um excelente trabalho de correção de rota após a crise do subprime.

No entanto, ligada aos democratas, ela não foi reconduzida por Trump e ficou no Fed por apenas um mandato.

Nascido em 1953, Powell é republicano de carteirinha, advogado por formação e tem uma longa carreira no mercado de capitais e no setor público americano. Mesmo assim, era pouco conhecido fora de Washington, cidade onde nasceu.

Pouco tempo depois de sua indicação, Powell começou a ser alvo das críticas de Trump por elevar os juros. Em um dos piores momentos, foi comparado por Trump ao presidente chinês Xi Jinping por “destruir a economia americana”.

No entanto, era ele quem estava à frente do principal banco central do mundo quando explodiu a pior pandemia em um século.

Powell se esforçou para não repetir o erro dos anos 1930, quando o Fed apertou os parafusos da economia afetada pelo crash de 1929. Para conter a pandemia, o Fed recorreu a instrumentos que nunca haviam sido usados, como a aquisição de dívidas privadas, a injeção de dinheiro diretamente na economia e a manutenção de juro zero nos Estados Unidos.

Porém, sua atuação foi adiante disso. Se mantidas indeterminadamente, essas decisões podem ocasionar desancoragem e uma alta da inflação. A primeira regra da economia monetária é que o aumento da quantidade de dinheiro em circulação eleva os preços da economia em geral, quando toda capacidade da economia se encontra ocupada. E quando isso ocorre, é dever do banqueiro central corrigir a rota para preservar o valor da moeda no longo prazo.

Isso vem ocorrendo nos Estados Unidos. O CPI (Consumer Price Index) de outubro indicou uma inflação acumulada em 12 meses de 6,2%, a mais elevada desde novembro de 1990, quando os preços do petróleo dispararam devido à primeira Guerra do Golfo.

Só isso deveria levar o Fed a apertar a política monetária – a meta de inflação está ao redor de 2%. No entanto, a situação não é tão simples. O índice que o Fed acompanha, o PCE (Personal Consumption Expenditure), cuja base de comparação é mais ampla que a do CPI, registra uma inflação menos intensa.

O número de outubro ainda não foi divulgado, mas a alta em 12 meses até setembro era de 4,4%. Para comparar, nos 12 meses até setembro, o CPI estava em 5,4%, um ponto percentual acima. E o “núcleo” do PCE, que exclui itens como alimentos e combustíveis, cujos preços variam de forma menos previsível, está ainda mais baixo. No 12 meses até setembro, a alta é de 3,6%. E esse percentual não se alterou nos últimos quatro meses.

Tendo em vista esse cenário, haveria boas justificativas para esperar para ver antes de elevar os juros. E Powell construiu um consenso dentro do BC americano (que é uma confederação de 12 Feds regionais) para ser tolerante com a inflação, o que permitiu uma recuperação mais rápida da economia.

No entanto, passado o pior da crise, ele deverá patrocinar uma volta à normalidade. Parte desse processo já começou com o fim das compras mensais de US$ 120 bilhões em títulos públicos e hipotecários. A redução começa agora em novembro e vai prosseguir até a extinção do programa, em junho do ano que vem. A próxima medida será uma alta de juros, que é esperada para 2023, mas também pode começar já no ano que vem. Não por acaso, a remuneração dos títulos de dez anos do Tesouro americano voltou para 1,65% ao ano, nível anterior à pandemia.

E Eu Com Isso?

A sessão da terça-feira começa com uma alta dos contratos futuros de Ibovespa como reação à baixa da véspera. No entanto, mais uma vez o cenário deve ser marcado por uma volatilidade elevada.

As notícias são positivas para a bolsa em um cenário de volatilidade.

—

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

—

Leia também: A inflação não é mais aquela.

O post Juro deve subir com Powell no Fed apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/juro-deve-subir-com-powell-no-fed/feed 0
Dia de Ação de Graças https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/dia-de-acao-de-gracas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/dia-de-acao-de-gracas#respond Mon, 22 Nov 2021 14:01:23 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33381 O Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) é uma das mais sólidas tradições americanas. Tem origem nos tempos coloniais, e é uma derivação das antigas festas da colheita. Encerrada a safra e garantidas as provisões para o inverno era hora de agradecer. Atualmente a importância religiosa deu lugar à comercial. O Thanksgiving celebra-se em uma… Read More »Dia de Ação de Graças

O post Dia de Ação de Graças apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
O Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) é uma das mais sólidas tradições americanas. Tem origem nos tempos coloniais, e é uma derivação das antigas festas da colheita. Encerrada a safra e garantidas as provisões para o inverno era hora de agradecer.

Atualmente a importância religiosa deu lugar à comercial. O Thanksgiving celebra-se em uma quinta-feira e é o maior feriado prolongado por lá – são quatro dias de folga. Para animar mais a folia, o dia seguinte é a Black Friday, data em que o comércio é mais movimentado.

A celebração abrevia os negócios no mercado e baixa a liquidez, pois desestimula os investidores e gestores de recursos a assumir grandes posições e se arriscarem a ser surpreendidos por notícias ruins enquanto os pregões estão inoperantes.

Isso tende a elevar a volatilidade dos preços, pois quando há menos negócios, qualquer transação um pouco maior pode afetar as cotações. E a semana será marcada por vários pontos de atenção.

Em primeiro lugar, prosseguem as discussões na Europa sobre o retorno das medidas de restrição. Como a cobertura vacinal é considerada insuficiente e o número de infectados vem crescendo, Áustria e Holanda já decretaram medidas de isolamento social e o governo alemão vem estudando a ideia.

Isso poderá comprometer tanto a recuperação esperada para este ano quanto a normalização prevista para 2022. As expectativas vinham sendo de que o ano que vem não teria problemas com a Covid-19, mas essa visão está sendo revista.

Do outro lado do Atlântico há outras discussões. A expectativa é que o presidente americano Joseph Biden anuncie nos próximos dias quem será o escolhido para mais quatro anos à frente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

São grandes as probabilidades de recondução de Jerome Powell, e a outra possibilidade é uma das diretoras, Lael Brainard, que está no Fed desde 2014 e é considerada mais tolerante com a inflação que o tolerante Powell.

Ou seja, esta será uma semana movimentada no mercado internacional, com uma tendência de volatilidade amplificada.

No entanto, se a história se repete, há pelo menos um ponto positivo. As estatísticas mostram que, desde 1950, os cinco últimos pregões de novembro são um momento de valorização das ações nos Estados Unidos.

Relatório Focus

A edição do Relatório Focus divulgada pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira mostra que as expectativas dos investidores com relação à inflação para 2021 superaram 10% e estão em 10,12%, ante 9,77% na edição anterior e 8,96% há quatro semanas.

A inflação esperada para 2022 subiu para 4,96%, ante 4,79% na edição anterior. A projeção para a Selic no fim deste ano segue inalterada em 9,25%, mas a expectativa para 2022 avançou para 11,25% ante 11% na semana passada e 9,50% há quatro semanas.

E Eu Com Isso?

A semana começa com os contratos futuros de Ibovespa em alta, seguindo o movimento de valorização dos contratos futuros do índice americano S&P 500. No entanto, a sessão deve ser marcada por volatilidade devido ao volume potencialmente menor.

As notícias são positivas para a bolsa em um cenário de volatilidade.

—

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

—

Leia também: A inflação não é mais aquela.

O post Dia de Ação de Graças apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/dia-de-acao-de-gracas/feed 0
Investidores surfam no ajuste https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/investidores-surfam-no-ajuste https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/investidores-surfam-no-ajuste#respond Thu, 04 Nov 2021 14:09:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32766 Quem já se arriscou sobre uma prancha de surf sabe conhece os termos “inside”, arrebentação e “outside”. Explicando: “inside” é a região do mar mais próxima à praia, onde há poucas ondas e muita espuma. “Outside” é a área em que se surfa e está mais distante da areia, onde as ondas têm pouca espuma.… Read More »Investidores surfam no ajuste

O post Investidores surfam no ajuste apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Quem já se arriscou sobre uma prancha de surf sabe conhece os termos “inside”, arrebentação e “outside”. Explicando: “inside” é a região do mar mais próxima à praia, onde há poucas ondas e muita espuma. “Outside” é a área em que se surfa e está mais distante da areia, onde as ondas têm pouca espuma. Finalmente, arrebentação é o local da praia onde as ondas “quebram” ao se aproximarem da costa. É uma transição entre o mar mais profundo e o mais raso. Das três áreas é a mais arriscada para o surfista, pois é onde as águas estão mais agitadas e têm um comportamento menos previsível. Mas também é o local que promete as melhores ondas.

A razão para o paralelo litorâneo em plena quinta-feira é a reação dos mercados à decisão anunciada na quarta-feira (03) por Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

Embora seja preciso muita imaginação para imaginar Powell sem gravata e sobre uma prancha, é possível dizer que ele foi extremamente competente para fazer o mercado surfar sem quedas na área de arrebentação.

Ao adotar uma postura mais transparente do que o habitual para os banqueiros centrais com relação à estratégia para conter a crise, ele conseguiu gerenciar as expectativas dos investidores.

Assim, ninguém se surpreendeu quando ele confirmou que o Fed iniciaria a redução das compras de títulos públicos e hipotecários ainda neste mês de novembro.

Da mesma forma, a redução mensal de US$ 15 bilhões nas recompras também não foi algo inesperado.

Essa ausência de surpresas permitiu à grande maioria dos participantes do mercado, cada qual seguindo sua estratégia, terem tempo para se posicionar de maneira a enfrentar o esvaziamento gradual do pacote de ajuda sem que isso provocasse solavancos nos preços.

A previsibilidade dos eventos também facilitou aos agentes econômicos se prepararem para o novo cenário da economia que vai se desenhar de agora em diante.

Esse “novíssimo normal”, que sucedeu o “novo normal” pré-pandemia, pode ser caracterizado por um ambiente com algumas características bem específicas:

1) a liquidez permanecerá elevada. Apesar da redução dos influxos de recursos, ainda há muito dinheiro em circulação. Apenas no caso do Federal Reserve, seu balanço subiu de US$ 4,1 trilhões em março de 2020 para cerca de US$ 8,6 trilhões no fim de outubro, indicando a quantidade de dinheiro que ainda pode circular.

2) as maiores empresas, que conseguiram se beneficiar da alavancagem operacional conquistada durante a pandemia, seguirão apresentando bons resultados.

3) o crescimento econômico global vai continuar modesto, devido às fricções entre oferta e demanda e a ineficiências que permanecem no interior das principais cadeias de suprimentos de itens imprescindíveis, como petróleo e chips.

Todos esses eventos deverão levar a ajustes e a gerar oportunidades para o investidor, algo que será acompanhado de perto pelos analistas da Levante Ideias de Investimentos.

Indicadores

A produção industrial caiu 0,4% na passagem de agosto para setembro. Essa é a quarta queda consecutiva do indicador, que acumula perda de 2,6% no período. Com isso, a indústria se encontra 3,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, no cenário pré-pandemia, e 19,4% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011.

No ano, o setor acumulou expansão de 7,5% e, nos últimos 12 meses, de 6,4%. Após registrar crescimentos desde o quarto trimestre de 2020, no terceiro trimestre de 2021 a produção industrial teve queda de 1,1%.

Os dados são da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam a quinta-feira em leve baixa, apesar da trajetória positiva dos contratos futuros do índice americano S&P 500. A perspectiva é que o clima positivo no mercado internacional influencie as cotações por aqui.

As notícias são positivas para a bolsa em um cenário de volatilidade.

—

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

—

Leia também: A Ata do Copom e as falas do Fed.

O post Investidores surfam no ajuste apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/investidores-surfam-no-ajuste/feed 0
O Fed e o Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-o-copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-o-copom#respond Mon, 01 Nov 2021 13:41:42 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32659 A semana encurtada pelo feriado será marcada por dois eventos ligados a bancos centrais, ambos agendados para a quarta-feira (03). No Brasil, devido ao feriado de Finados na terça-feira (02), a Ata da reunião mais recente do Copom (Comitê de Política Monetária) será divulgada no dia 3, logo cedo. E na mesma quarta-feira se encerra… Read More »O Fed e o Copom

O post O Fed e o Copom apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A semana encurtada pelo feriado será marcada por dois eventos ligados a bancos centrais, ambos agendados para a quarta-feira (03). No Brasil, devido ao feriado de Finados na terça-feira (02), a Ata da reunião mais recente do Copom (Comitê de Política Monetária) será divulgada no dia 3, logo cedo. E na mesma quarta-feira se encerra a reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano, seguida pela esperada entrevista de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Em geral, eventos sem surpresas, as duas declarações – a Ata do Copom e a entrevista de Powell – serão cruciais para orientar os investidores com relação à política monetária no ano que vem, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Começando pelos Estados Unidos. As expectativas com relação aos juros americanos estão cristalizadas na manutenção das taxas perto de zero. Powell, porém, já tem declarado que poderá rever essa posição caso a inflação por lá permaneça consistentemente acima de 2% ao ano durante um período razoável em 2022.

No entanto, o que interessa mesmo aos investidores é saber como será o ritmo de redução da injeção mensal de dinheiro na economia americana. Em abril do ano passado, para conter os efeito da pandemia, o Fed começou a comprar US$ 120 bilhões todos os meses em títulos públicos e hipotecários para injetar dinheiro no sistema.

Powell já deu a entender que essa ajuda deverá se encerrar no primeiro semestre do ano que vem, e a expectativa dos investidores é que, em sua entrevista coletiva, ele indique qual será o ritmo desse encerramento, se mais concentrado no início ou no fim do primeiro semestre.

A solução dessa dúvida terá um impacto forte sobre a trajetória dos juros e do dólar nos mercados globais, influenciando também os preços dos ativos brasileiros.

Já com relação ao Copom (Comitê de Política Monetária), a trajetória dos juros já é conhecida até o fim deste ano. No Comunicado divulgado após a reunião em que elevou a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano, o Comitê antecipou outra elevação semelhante na reunião agendada para dezembro. Com isso, a Selic deve encerrar 2021 a 9,25% ao ano.

As dúvidas são com relação ao comportamento dos juros no ano que vem. Apesar de no Comunicado o BC indicar uma expectativa de juros em 9,75% em 2022, o prognóstico da edição mais recente do Relatório Focus espera juros ainda mais altos.

A razão para isso é a expectativa de alta da inflação. No Comunicado, o Comitê elevou a inflação prevista para este ano para 9,5% ante os 8,5% da reunião anterior. Aumentou a projeção da inflação de 2022 para 4,1% ante os 3,7% anteriores. E revisou drasticamente os prognósticos para a inflação dos preços administrados, que incluem itens como as tarifas de energia. A projeção para 2021 subiu de 13,7% para 17,1%.

Relatórios Focus

A primeira edição do Relatório Focus de novembro indica uma forte alta nos juros projetados para 2022, seguindo-se à decisão do Copom de elevar a Selic em três pontos percentuais entre o fim de outubro e o início de dezembro. Agora, a Selic prevista para dezembro de 2022 subiu de 9,50% na edição anterior para 10,25%.

Para comparar, a projeção há quatro semanas era de 8,50%. A inflação prevista para o ano que vem avançou para 4,55% ante 4,40%, e o prognóstico de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) encolheu de 1,40% para 1,20%.

E Eu Com Isso?

A semana começa com altas nos contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500, com os investidores animados pelos bons resultados corporativos.

Por aqui, o volume deve ficar abaixo da média devido ao pregão espremido entre o fim de semana e o feriado.

As notícias são positivas para a bolsa.

—

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

—

Leia também: Um trimestre de resultados recordes.

O post O Fed e o Copom apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-o-copom/feed 0
Atenção à inflação americana https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/atencao-a-inflacao-americana https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/atencao-a-inflacao-americana#respond Tue, 14 Sep 2021 14:02:34 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30915 O post Atenção à inflação americana apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Está prevista para a manhã desta terça-feira (14) a divulgação da inflação americana no varejo referente a agosto. As expectativas para o CPI (Consumer Price Index) eram de uma inflação mensal de 0,4%, levando a inflação acumulada em 12 meses até agosto para 5,4%.

Os prognósticos para o “core index” são menores. A projeção para o índice de inflação que exclui a variação de preços de itens mais voláteis, como alimentos e combustíveis, é de 0,3% para o mês e de 4,2% para o acumulado em 12 meses até agosto.

O CPI não é o indicador usado como meta pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Para isso, o Fed usa o índice PCE (Personal Consumption Expenditures), que costuma indicar variações menores nos preços.

Mesmo assim, o CPI é um componente importante na formação das expectativas do mercado, pois corrige as aposentadorias e vários preços importantes da economia americana, além de remunerar os títulos públicos indexados à inflação.

Além do percentual em si, os investidores vão observar como alguns itens específicos da inflação vêm se comportando.

Por exemplo, a ruptura de algumas cadeias de suprimentos e a dificuldade em recrutar reduziram a oferta de automóveis e elevaram bastante os preços dos veículos usados.

A divulgação do CPI será importante na formação de expectativas, porque, nas últimas semanas, tem havido uma grande incerteza entre os investidores.

Desde o início do ano passado, o Fed vem injetando dinheiro diretamente na economia, por meio de compras mensais de US$ 120 bilhões em títulos públicos e hipotecários.

Além disso, a autoridade monetária vem mantendo os juros americanos perto de zero.

Na reunião de Jackson Hole, realizada virtualmente no fim de agosto, Jerome Powell, presidente do Fed, foi claro ao dizer que as compras líquidas de títulos têm hora para acabar, apesar de descartar a hipótese de elevar os juros.

Isso levou muitos investidores a prever um corte nas compras a ser anunciado já na reunião do Fed de setembro, agendada para a próxima semana – simultânea à reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) aqui no Brasil.

No entanto, poucos dias depois, o indicador de criação de empregos de agosto ficou muito abaixo do esperado, com a abertura de 253 mil vagas não-agrícolas, ante projeções de cerca de 720 mil.

Assim, a indicação é de uma economia americana criando menos empregos e necessitando de mais estímulos, ou de estímulos por mais tempo.

Daí a importância do CPI. Se os dados da inflação forem mais fortes do que o esperado, isso vai dar força à tese de redução dos estímulos monetários, levantando preocupações de que possam ser mais persistentes do que as autoridades do Fed acreditam.

O Fed se reúne na próxima terça e quarta-feira e deve discutir a redução de seu programa de compra de títulos, mas não anunciar formalmente seus planos até o final do ano.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciam o dia em baixa, mas o mercado está com poucos negócios, na expectativa da divulgação da inflação americana e dos desdobramentos do depoimento de Joaquim da Silva e Luna, presidente da Petrobras, na Câmara dos Deputados, onde deverá falar sobre os preços dos combustíveis.

Espera-se um dia de volatilidade dependendo do resultado do índice.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

—

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

—

Leia também: A Bolsa está barata.

O post Atenção à inflação americana apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/atencao-a-inflacao-americana/feed 0