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Conheça os melhores tipos de investimentos e como funcionam

Apesar da crise política e econômica, o Brasil tem boas oportunidades de investimento. Para aproveitá-las, você deve conhecer o mercado e os produtos financeiros disponíveis. Assim, garante boas escolhas e ganha rendimentos melhores com o seu dinheiro. No entanto, você sabe qual o melhor tipo de investimento?

No post de hoje, vamos mostrar como identificar o seu perfil de investidor e daremos dicas sobre as modalidades de aplicações mais indicadas para a atual conjuntura econômica. O objetivo é ajudar você a superar as expectativas e necessidades. Então, aproveite a leitura!

Por que é importante conhecer as oportunidades?

Quando se tem maior esclarecimento sobre o mercado, fica mais fácil identificar as oportunidades de investimento. Dessa forma, você pode passar a escolher ativos com base em estudos de cenário e não mais por meio de indicações ou “achismo”. Ou seja, você errará menos, diminuirá as perdas e passará a ganhar mais em menos tempo.

Porém, além do cenário econômico, é importante que você conheça o seu perfil de investidor, de modo a discernir qual modalidade será o ideal para você em cada momento da vida. Existem 3 tipos de perfil: o conservador, o moderado e o agressivo. Conheça abaixo um pouco mais sobre cada um deles!

1. Conservador

Esse tipo de investidor se preocupa mais com a segurança de suas aplicações e tem uma baixa tolerância a perdas. Por isso, deve escolher investimentos que tragam um retorno financeiro menor, mas que são garantidos. O mais importante para ele é não perder dinheiro com as aplicações.

2. Moderado

O investidor de perfil moderado, diferente do conservador, tem uma tolerância média as perdas. Isso quer dizer que ele preza pela segurança, mas também busca por investimentos mais rentáveis, mesmo que possam perder um pouco no início. Então, o equilíbrio entre renda fixa e variável é o mais recomendado.

3. Agressivo

Por fim, o investidor agressivo tem uma alta tolerância a perdas, preferindo investimentos mais rentáveis a longo prazo. Ele entende que as perdas a curto prazo são naturais para que ele possa obter um retorno maior depois.

É importante ressaltar que ser agressivo é diferente se ser inconsequente. O investidor agressivo geralmente tem grande conhecimento do mercado financeiro, o que, em alguns casos, permite que ele assuma perdas sem obter grandes prejuízos. Ele pode até equilibrar as aplicações com a renda fixa, mas manterá a maior parte do capital na renda variável.

Se você ainda tem dúvida sobre qual é o seu perfil de investidor, a maioria das corretoras imobiliárias disponibiliza um teste online gratuito antes mesmo de abrir a conta. Aproveite essa oportunidade!

Qual o melhor tipo de investimento?

Para identificar os melhores tipos de investimento, é preciso entender o cenário econômico atual. Com a taxa básica de juros mais baixa no Brasil, investimentos de renda fixa — os preferidos dos investidores conservadores — se tornam pouco vantajosos.

A poupança, um dos produtos financeiros favoritos de 88% dos brasileiros, segundo a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), é um dos recursos menos rentáveis.

Investir em ações e fundos imobiliários, que pagam dividendos e se valorizam ao longo do tempo, por outro lado, se torna uma alternativa interessante para quem busca maior rentabilidade. Pensando nisso, listamos os melhores tipos de investimentos para os próximos meses. Confira!

1. Fundos de investimentos

Um fundo de investimento é constituído por uma carteira com variadas classes de ativos. Cada cota representa um percentual do todo. Então, você participa integralmente dos resultados, mas de forma proporcional ao número de cotas adquiridas.

Os fundos são gerenciados por profissionais expert no mercado, que têm estratégias avançadas, fazendo todo o trabalho de alocação e realocação dos recursos por você. Sendo assim, os fundos de investimentos representam a forma mais simples de diversificação para o seu capital, o que dilui as perdas e aumenta as chances de ganho.

Você pagará uma taxa de administração pelos serviços, mas, considerando as vantagens, vale a pena. Os fundos de investimentos tem suas atividades reguladas e fiscalizadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pela ANBIMA. Os principais tipos de fundos de investimentos são:

  • Fundos de Renda Fixa;
  • Fundos Multimercado;
  • Fundos de ações;
  • Fundos Cambiais;
  • Fundos DI.

2. CDB’s e Debêntures

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido pelos bancos para captar recursos. Em outras palavras, é como se o investidor emprestasse dinheiro ao banco.

Trata-se de um investimento muito seguro, já que a aplicação conta com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que em casos críticos pode cobrir a dívida em até R$ 250 mil por CPF. Isso faz dessa opção uma ótima alternativa para o investidor conservador.

As Debêntures também estão na categoria de renda fixa e funcionam como os CDBs, mas, em vez de emprestar dinheiro aos bancos, você empresta às empresas privadas de outros segmentos. Apesar de não ser coberto pelo FGC, essa modalidade oferece outros tipos de garantias, o que também a torna segura e interessante.

Mas lembre-se, independentemente de você escolher CDBs ou Debêntures, o investimento só será vantajoso se oferecer uma rentabilidade média de pelo menos 100% do CDI.

3. Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários são outra excelente alternativa de investimento, já que essa aplicação financeira pode remunerar mais que a taxa básica de juros só com os dividendos. Porém, se difere dos outros fundos de investimentos por ter suas cotas negociadas em bolsa de valores.

Essa classe de ativos mescla a renda fixa, pagando dividendos mensais, com a renda variável, tendo oscilação diária dos preços das cotas. Também é caracterizada por grupos de investidores que desejam aplicar parte dos seus recursos em negócios imobiliários, sejam eles locação, arrendamento, venda de imóveis e outras atividades ligadas ao setor.

Os fundos imobiliários atendem bem os 3 tipos de perfil de investidor, que se beneficiam das vantagens de investir nesse mercado sem assumir os riscos da compra de um imóvel físico.

4. Tesouro Direto

Depois da poupança, o Tesouro Direto é um dos investimentos mais procurados, devido à facilidade de investir e a alta liquidez oferecida. Por estar na categoria de renda fixa, é ideal para os perfis conservadores. O emissor dos títulos é o Governo Federal e, como o único risco é o de quebra do país, é considerado um dos investimentos mais seguros.

O Tesouro Direto permite aplicações a partir de R$ 30,00 e praticamente qualquer pessoa pode começar a investir. Ainda é possível escolher modalidades atreladas a taxa Selic, com ganhos fixos mensais, Tesouro IPCA (com ganhos variáveis), taxas prefixadas e pós-fixadas. Tudo dependerá dos seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

5. LCI e LCA

Assim como o CDB, as Debêntures e o Tesouro Direto, as LCs (Letras de Crédito) pertencem à categoria de renda fixa. Aqui o investidor empresta dinheiro para fomentar o desenvolvimento dos setores imobiliário (LCI — Letra de Crédito Imobiliário) e do agronegócio (LCA — Letra de Crédito do Agronegócio).

Elas contam com a garantia do FGC e possuem condições variadas para a aplicação, como valor mínimo, prazo de resgate e taxas de juros oferecidas. Porém, uma de suas maiores vantagens é a isenção do imposto de renda sobre os lucros. Então, procure títulos que ofereçam taxas iguais ou acima do CDI para ter uma boa rentabilidade.

6. Ações

As ações representam uma fração do capital social de uma empresa. Isso quer dizer que o investidor que compra ações se torna sócio dela.

Por isso, as ações são recomendadas para quem já tem um pouco mais de experiência no mercado financeiro, sendo ideais para os 3 tipos de perfis, uma vez que existem ações mais seguras para se investir do que outras.

Por exemplo: ações de bancos e do setor de energia elétrica são mais seguras e conservadoras, pois oscilam menos que a média e ajudam a proteger a carteira em épocas de crise. Vale ressaltar que as porcentagens investidas por um indivíduo conservador, moderado e agressivo serão diferentes nesse tipo de investimento.

Uma boa forma de ter sucesso com a renda variável, mas especificamente em ações, é ter o apoio dos profissionais da corretora, que podem oferecer carteiras recomendadas mensalmente aos investidores.

7. Small Caps

Geralmente, quando o investidor começa a aplicar seus recursos em ações, ele opta por grandes empresas consolidadas no mercado. No entanto, também é possível investir em companhias menores de capital aberto, que podem proporcionar ótimas oportunidades, apesar de oferecerem menor liquidez na bolsa brasileira.

Essas empresas são chamadas de Small Caps. Apesar de menores, elas podem ter excelente gestão, boa taxa de lucratividade e muito espaço para poder crescer no mercado. Como toda grande empresa começa pequena, essa pode ser uma ótima oportunidade para o investidor.

As Small Caps estão no grupo das empresas com valor de mercado inferior a R$ 3 bilhões. Considerando que as grandes empresas passam dos R$ 200 bilhões, as menores têm um grande potencial de valorização. Portanto, uma Small Cap tem uma capacidade maior de se multiplicar. O desafio aqui é descobrir quais são as mais promissoras.

Qual investimento escolher para fazer uma reserva de emergência?

A maioria das pessoas, principalmente no início, visa fazer investimentos para formar uma reserva de emergência. Isso é importante para as situações imprevistas, como cobertura de gastos com acidentes e/ou doenças.

Por se tratar de uma reserva, as aplicações não podem sofrer oscilações, precisa oferecer um rendimento mensal acima da inflação e ter alta liquidez. Então, os produtos mais recomendados são os títulos de renda fixa, como o Tesouro Selic, o CDB e as LCs de liquidez diária.

Fundos de investimento de curto prazo também podem ser boas opções, mas é importante que a maior parte do patrimônio deles esteja alocado em ativos de renda fixa.

Como pôde perceber, o melhor tipo de investimento é aquele que está de acordo com as expectativas, necessidades e momento de vida de cada um. Além disso, a experiência com o mercado financeiro é outro elemento que contribui para o rendimento, não importando onde estão aplicados os recursos financeiros.

Então, agora que já sabe qual é o melhor tipo de investimento para você, identifique o seu perfil e busque ajuda profissional para aumentar as chances de acerto nas escolhas!

Gostou das dicas? Descubra agora o que são e como funcionam os simuladores de investimentos!

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