Levante Ideias - Banco Inter

Inter na disputa das corretoras

Em meio a um acirramento da disputa no mundo das corretoras, com XP (XP:NASDAQ) e BTG Pactual (BPAC11) competindo pelos escritórios de agentes autônomos (AAIs), o Banco Inter (BIDI11) vem correndo por fora na disputa, mantendo suas características de plataforma digital com a Inter Invest.

O segmento de investimentos da companhia encerrou o primeiro trimestre do ano com R$ 52 bilhões de ativos sob custódia (AuC), um aumento de 154% na comparação anual, além de mais de 1,5 milhões de clientes ativos na plataforma de investimentos, cerca de 15% de sua base total.

Segundo Felipe Bottino, responsável pela área de investimentos do banco Inter, a companhia não pretende entrar na disputa pelos agentes autônomos, uma vez que enxerga como mais estratégico manter o relacionamento com os clientes dentro de casa.

Com uma estratégia que pode ser chamada de “wealth tech”, o Inter pretende não se utilizar das estratégias convencionais do mercado onde há muitas vezes conflito de interesse entre as partes, onde o intermediário recebe uma comissão dependendo pelo produto que indica.

A gestora de fortunas da companhia, subdivisão da parte de investimentos, chamada Win, a companhia aposta em um atendimento digital, com 1 gerente para cada 100 clientes, tentando garantir um bom nível de atendimento.

E Eu Com Isso?

A notícia evidencia uma estratégia diferenciada para o Inter, apesar de ainda estar apenas começando, mostra que o banco não pretende ficar de fora do crescimento expressivo que o mercado de capitais brasileiros vem obtendo.

Por isso, esperamos que isso traga impacto positivo para as ações da companhia, porém apenas no longo prazo, conforme a estratégia vier se provando acertada.

Além do atendimento digital, o Inter pretende inovar em diversas frentes neste mercado, com iniciativas como cashback de metade das comissões que o banco ganha com IPOs de volta para os investidores.

Outra iniciativa é utilizar um limite dinâmico do cartão de crédito vinculado ao saldo de investimentos que o cliente tem no banco, diminuindo o risco para o banco e ajudando o cliente a conseguir ter um limite mais adequado à sua renda.

Recentemente, o banco fechou um acordo com o banco ABC (ABCB4) para aumentar sua presença na área de mercado de capitais e conseguir estruturar mais ofertas para disponibilizar em suas plataformas.

Enquanto o mercado em geral fica de olho na briga entre XP e BTG, os bancos digitais começam a intensificar seus movimentos pela gestão de ativos.

Recentemente, a aquisição da Easynvest pelo Nubank foi concluída, o que também deve mexer com o mercado.

Enquanto enxergamos os nomes de destaque disputando os segmentos dos mais afortunados, esperamos que o Inter e o Nubank apostem no varejo, se aproveitando de um custo de atendimento menor apoiado em suas plataformas tecnológicas.

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Leia também: Follow-on do Banco Inter.

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