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Baleia e o auxílio emergencial

Na política doméstica, a quarta-feira (6) ficou marcada pelo lançamento oficial da candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) para a presidência da Câmara dos Deputados para o próximo biênio. Rossi é apadrinhado de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e concorre contra o candidato da base aliada e líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL).

Em seu discurso de oficialização, o deputado defendeu a retomada do auxílio emergencial ou mesmo a expansão do Bolsa Família para socorrer a população mais vulnerável, a partir do diagnóstico de que a pandemia deve se estender por 2021. Segundo o emedebista, havia a expectativa de virar o ano com a situação controlada, mas isso não ocorreu e, diante disso, ainda será necessário oferecer mais proteção a uma rede de milhões de brasileiros.

Vale ressaltar que o próprio governo vem estudando a ampliação do Bolsa Família já no início deste ano, por meio do envio de uma Medida Provisória, a fim de abarcar mais 200 mil novas famílias. O custo dessa reestruturação – unificação de benefícios, reajuste de valores e criação de novas bolsas – aumentaria cerca de 4 bilhões de reais em relação ao montante gasto com o programa em 2020, que totalizou aproximadamente 30 bilhões.

Rossi também fez apelo para que deputados se unissem para cobrar o governo para disponibilizar o mais rápido possível e em larga escala uma vacina. Ainda, o possível sucessor de Rodrigo Maia adotou uma postura independente do governo e aproveitou o discurso para atacar seu adversário, Arthur Lira, afirmando que a Câmara não pode ser submissa, se não ela perde seus poderes fiscalizadores do Executivo.

E Eu Com Isso?

O posicionamento de Baleia Rossi é reflexo de suas alianças firmadas com partidos de oposição para o pleito, que ocorrerá no início de fevereiro. Supondo que o emedebista seja eleito, evidentemente, um retorno do auxílio emergencial nos moldes de 2020, ou até mesmo respeitando o valor de 200 reais (do projeto original do Executivo no ano passado), não caberia no Orçamento atual. Daí, seria necessário ou rever e cortar gastos para acomodar esses novos dispêndios ou flexibilizar mais um ano as regras fiscais. A segunda opção teria forte impacto negativo nos mercados.

Nosso cenário-base, contudo, prevê uma solução intermediária: o aumento de gastos com o Bolsa Família como forma de auxiliar a parcela da população mais impactada pelos resquícios da pandemia em 2021 e, em contrapartida, a aprovação de medidas de ajuste fiscal para compensar as novas dotações. Nesse contexto, Baleia Rossi acenaria para sua base sem comprometer o delicado quadro fiscal brasileiro – aliviando a pressão no mercado. Ainda não está claro, entretanto, qual desfecho para a Câmara os investidores entendem como melhor.

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