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Ações das Techs com a onda azul

Nesta quarta-feira (6) tivemos a confirmação da vitória dos candidatos democratas nas eleições de segundo turno para o Senado no estado da Geórgia. O resultado carimbou o fenômeno que vem sendo chamado de “onda azul”, que nada mais é do que a predominância do Partido Democrata na Presidência, na Câmara e no Senado americanos.

Os índices acionários reagiram de forma díspar ao resultado. De um lado, o índice das companhias listadas na New York Stock Exchange (NYSE) – o Dow Jones – avançou 1,44 por cento, já o índice das ações listadas na Nasdaq Stock Exchange recuou 0,61 por cento. O S&P 500, cuja composição é um “meio termo” entre tais bolsas, fechou em alta de 0,57 por cento.

Os desempenhos foram afetados ainda negativamente por volta das 16h, quando começaram a circular as primeiras imagens do protesto organizado por apoiadores do presidente Trump dentro do Capitólio. Apesar de toda a repercussão, Joe Biden teve sua vitória certificada pelo Congresso Americano.

E Eu Com Isso?

O desempenho positivo de grande parte das ações chamou a atenção dos investidores. Esperávamos uma resposta negativa caso os democratas vencessem as cadeiras restantes para senador.

A interpretação da “onda azul” é de que haverá maior facilidade para aprovação de pacotes de estímulos fiscais ao longo dos próximos dois anos. Acreditávamos que o mercado veria com maus olhos o excesso de utilização de tais mecanismos, contudo, ao menos por ora, não é o que se verifica.

É válido lembrar que as boas empresas (geralmente as listadas em bolsa) são ativos que oferecem proteção contra processos inflacionários, pois, geralmente, são capazes de repassar tais aumentos e incorporá-los nos seus resultados.

Contudo, o aumento do endividamento público sempre reacende a discussão sobre a possibilidade de uma falência institucional das economias. O mercado parece ignorar tal risco neste momento.

À despeito de toda essa discussão, as big techs não saíram imunes à onda azul. Acredita-se que, com a predominância dos democratas, haverá pressões regulatórias e, até mesmo, fiscais. Embora ainda seja cedo para avaliar possíveis projetos nesse sentido, o mercado, naturalmente, embute uma maior percepção de risco no investimento nestas ações.

Mais recentemente, Facebook (FB) e Google (GOOG) foram alvo de investigações tanto nos Estados Unidos como na União Europeia. Por lidarem diretamente com dados de usuários, a tendência é que estas empresas continuem sendo os principais alvos dos reguladores.

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Leia também: Big Techs na União Europeia.

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