Donald Trump, ex-presidente americano

Trump e Brexit reduzem incertezas

Após uma pausa de quatro dias seguidos devido ao feriado de Natal, os investidores voltam à atividade tendo ganho presentes de dois Papais Noeis improváveis: o quase ex-presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson. Depois de refugar por alguns dias, Trump sancionou a lei do pacote de ajuda de 900 bilhões de dólares de medidas de alívio pela Covid-19, aprovado pelo Congresso americano ainda antes do Natal. Inicialmente Trump havia se recusado a assinar o projeto de lei.

Apesar de ambos os projetos terem sido aprovados na Câmara dos Deputados e no Senado com maiorias suficientes para derrubar um veto presidencial, a demora teria consequências muito negativas para a economia, o que provocaria um impacto negativo no mercado. Porém, Trump retornou à racionalidade e aprovou a lei.

Além do auxílio econômico, o presidente americano também sancionou medidas que impedem uma paralisação do governo americano.

E há mais à vista. A Câmara dos Deputados pode avaliar ainda uma proposta de elevar o pacote de ajuda individual de 600 para 2 mil dólares. Apesar de a aprovação ser considerada improvável, só a perspectiva foi capaz de animar o mercado.

Com relação ao Brexit, o complicado processo de retirada do Reino Unido da União Europeia, as duas partes conseguiram chegar a um acordo poucos dias antes do prazo definitivo. Os pontos mais sensíveis eram a maneira de resolver disputas envolvendo impostos de importação ou restrições comerciais, a permissão para navios europeus pescarem em águas britânicas, além de incentivos comerciais, vistos para viajantes e padronização de produtos.

Durante as complicadas negociações, ambos os lados tiveram de fazer concessões, e haverá muitos pontos a serem acertados no futuro. Mesmo assim, a notícia foi suficiente para animar os mercados europeus, que estão registrando fortes altas no início da manhã.

Relatório Focus

Em sua última edição de 2020, o relatório Focus, do Banco Central (BC), trouxe poucas mudanças em relação à semana anterior. O prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 permaneceu indicando uma retração de 4,4 por cento, mesma cifra da semana anterior. Há quatro semanas, a expectativa era de queda de 4,5 por cento.

A inflação prevista pelo IPCA para o ano também não se alterou, permanecendo em 4,39 por cento, acima dos 3,54 por cento de há quatro semanas. E a taxa de câmbio prevista para o fim do ano caiu levemente para 5,14 reais, ante os 5,15 da semana passada. Há quatro semanas, a projeção era de 5,36 por cento.

E Eu Com Isso?

A liquidez deve permanecer reduzida nestes últimos pregões do ano, com muitos investidores e gestores de recursos evitando assumir novas posições. Essa redução da liquidez tende a aumentar a volatilidade.

Nesse cenário, a redução das incertezas faz tanto os contratos futuros de Ibovespa quanto os contratos futuros do índice americano S&P 500 iniciarem os negócios com altas de 0,7 por cento.

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Leia também: Wall Street ignora Trump.

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