A Embraer (EMBJ3) apresentou um 2T26 forte, com lucro líquido de 1,11 bilhão de reais, alta de 25 por cento na comparação anual. A receita avançou 10,3 por cento, para 11,3 bilhões de reais, enquanto o EBITDA ajustado subiu para 1,81 bilhão de reais frente a 1,39 bilhão um ano antes. A margem EBITDA passou de 13,5 por cento para 16 por cento, mostrando que o crescimento das entregas veio acompanhado por melhora relevante da rentabilidade e maior eficiência da operação. A companhia entregou 65 aeronaves no trimestre, alta de 7 por cento, sendo 20 jatos comerciais e 45 executivos. Ao mesmo tempo, a carteira de pedidos atingiu o recorde histórico de 34,5 bilhões de dólares, crescimento anual de 16 por cento, com destaque para Defesa, cujo backlog avançou 42 por cento, enquanto Aviação Comercial cresceu 15 por cento. Essa combinação de entregas maiores e carteira recorde aumenta a visibilidade de receitas para os próximos anos. Além disso, o avanço comercial recente mostra que a demanda segue saudável, criando espaço para que a fabricante continue aumentando gradualmente sua produção. A melhora operacional levou a Embraer a elevar duas projeções importantes para 2026. A margem EBIT ajustada agora é esperada entre 10 por cento e 10,6 por cento, frente aos 8,7 por cento a 9,3 por cento anteriores, enquanto a projeção de fluxo de caixa livre ajustado subiu de pelo menos 200 milhões para 400 milhões de dólares ou mais. A empresa manteve as metas de receita entre 8,2 bilhões e 8,5 bilhões de dólares e de entregas entre 80 e 85 aeronaves comerciais e 160 a 170 executivas. Ganhos de produtividade, créditos tarifários e o fim de tarifas sobre aviões enviados aos Estados Unidos contribuíram para a revisão. |
E Eu Com Isso? |
Em nossa avaliação, o trimestre reforça uma leitura bastante positiva para a Embraer, principalmente porque o avanço não está vindo apenas de mais vendas, mas também de eficiência e expansão das margens. O prazo de produção do Praetor, por exemplo, caiu de 18 para cerca de 8,5 meses, mostrando o potencial existente para novos ganhos de produtividade. A companhia espera que a lucratividade cresça acima da receita nos próximos anos, enquanto a Eve adiciona uma possível nova avenida de crescimento a partir de 2028. O principal desafio continua sendo executar uma carteira cada vez maior sem criar gargalos, mas o backlog recorde, a geração de caixa e a melhora das margens deixam o cenário mais construtivo. |
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