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O Facebook e o risco

Há várias definições para o termo “risco”. O do dicionário é “probabilidade de insucesso de determinado empreendimento, em função de algum acontecimento eventual ou incerto, cuja ocorrência não depende exclusivamente da vontade dos interessados”.

A definição dos gestores ISO é um pouco mais ampla. “Risco é o efeito da incerteza nos objetivos, é um desvio – positivo ou negativo – em relação ao esperado.”

Genérica ou específica, a definição de risco é a de algo inesperado que altera uma situação. O risco pode ser estratégico, quando ameaça toda a organização.

Por exemplo, investir em uma empresa que opera cassinos. Tudo vai bem até um novo governo, inesperadamente, proibir o jogo. Uma mudança legal desse tipo pode quebrar a organização.

O que fazer, nesse caso?

Há várias alternativas. Uma delas é diversificar. A empresa pode aproveitar o conhecimento adquirido em receber e entreter pessoas e realizar investimentos em outros setores. Por exemplo, hotéis ou resorts.

Outra alternativa é monitorar cuidadosamente os políticos. Quando as eleições se aproximam, qual a visão dos presidenciáveis sobre o jogo? Pode ser que faça sentido contratar um lobby – que é uma atividade legal e legítima – e expor aos candidatos viáveis que a atividade gera empregos e é regulada.

Essas e muitas outras são as alternativas possíveis.

No entanto, esses riscos são conhecidos. O risco mais grave é aquele que não se conhece. Por exemplo, uma empresa cujos colaboradores estão em home office e baseiam toda a sua comunicação em grupos de WhatsApp.

Na segunda-feira (04), a queda de quase dez horas no software de comunicação e nas redes sociais Facebook e Instagram provocou turbulência e prejuízos.

A falha provocou milhões de reclamações, uma enormidade de piadas – “Sem Instagram descobri que sou casado, tenho dois filhos e meu nome está no Serasa” foi uma das mais compartilhadas – e reduziu o patrimônio de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, em US$ 6 bilhões, segundo uma estimativa da Bloomberg. Mais do que isso, gerou uma enorme consciência do risco tecnológico que estamos vivendo.

Em uma sociedade que opera quotidianamente em modo hiperconectado, os riscos de falhas sistêmicas são cada vez maiores. Apesar de o episódio da segunda-feira ter sido o mais notável, por ter afetado mais de um bilhão de pessoas, não foi o primeiro e não será o último.

Em 22 de julho, uma falha nos serviços da empresa americana Akamai, que presta serviços de computação em nuvem, derrubou os sites da AirBNB, da empresa aérea Delta, da varejista Costco Wholesale, entre outros.

Duas semanas antes, no dia 8 de julho, a rede de distribuição de conteúdo Fastly caiu e deixou fora do ar sites como o da Amazon e o de empresas de comunicação como The New York Times, Financial Times e El País.

Segundo um comunicado da Fastly, um cliente fez algo inesperado e ativou um erro de software que permanecia oculto. Esses incidentes ressaltam a vulnerabilidade do sistema que sustenta o funcionamento da rede, num momento em que as empresas e os usuários dependem mais do que nunca dele para o trabalho remoto.

Como evitar esses riscos na hora de investir seu dinheiro?

A única maneira é aumentar a abrangência e a profundidade das análises para calcular os riscos de maneira adequada. Para isso, é preciso possuir ferramentas de análise e experiência. E você pode contar com isso – sem risco – na equipe de analistas da Levante Ideias de Investimento.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciam a terça-feira em alta, compensando parcialmente a forte desvalorização da segunda-feira.

As notícias são positivas para a bolsa.

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Leia também: Facebook (FB): Pesquisa com público jovem.

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