| A Telefônica Brasil / Vivo (VIVT3) apresentou resultados fortes no 2T26, com crescimento nas principais linhas do balanço. A receita líquida somou 15,8 bilhões de reais, alta de 7,6 por cento na comparação anual e leve aceleração frente ao trimestre anterior. O EBITDA avançou 10,9 por cento, para 6,6 bilhões de reais, maior resultado trimestral desde o 3T23. A margem EBITDA subiu 1,3 ponto percentual, alcançando 41,8 por cento. Já o lucro líquido cresceu 17,0 por cento, para 1,57 bilhão de reais, mostrando boa conversão do aumento das receitas em resultado final.O crescimento continuou apoiado nos negócios de telefonia móvel, fibra e serviços digitais. A receita de serviços móveis aumentou 6,6 por cento, para 10,2 bilhões de reais, impulsionada pelo pós-pago, que avançou 7,9 por cento. A base pós-paga chegou a 73,2 milhões de acessos, enquanto o ARPU atingiu 53,90 reais. Na fibra, a receita cresceu 10,7 por cento, com 8,2 milhões de casas conectadas. O Vivo Total respondeu por 86 por cento das novas conexões de fibra, enquanto os serviços digitais voltados a empresas cresceram 13,2 por cento no período.A melhora das margens também refletiu o controle de custos e o maior peso de receitas de valor agregado. A margem EBITDA após arrendamentos chegou a 32,6 por cento, avanço de 1,2 ponto percentual. O capex somou 2,6 bilhões de reais, equivalente a 16,4 por cento da receita, mesmo com os investimentos em 5G, fibra e infraestrutura de rede. O fluxo de caixa operacional cresceu 14,3 por cento, para 4,0 bilhões de reais. Já o fluxo de caixa livre recuou 10,7 por cento, para 2,7 bilhões de reais, pressionado por capital de giro e maior pagamento de tributos. |
| E Eu Com Isso? |
| No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido chegou a 2,8 bilhões de reais, alta de 17,9 por cento, reforçando a consistência da trajetória de resultados. A remuneração aos acionistas também permaneceu elevada, com 7,0 bilhões de reais pagos em 2026, montante 31,6 por cento superior ao registrado nos sete primeiros meses de 2025. A manutenção do compromisso de distribuir ao menos 100 por cento do lucro líquido do ano amplia a previsibilidade de retorno ao investidor.Para os próximos trimestres, a monetização dos ativos regulatórios e o avanço do Vivo Total podem sustentar novas melhorias operacionais. Em contrapartida, a evolução do fluxo de caixa livre, das despesas financeiras e do capex continuará exigindo atenção. Ainda assim, a Vivo encerrou o trimestre combinando crescimento, expansão de margens e elevada capacidade de geração de resultados. |
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