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Amazon: saída de Bezos

Conforme falamos na quarta-feira (3), o resultado trimestral da Amazon (AMZN/AMZO34) foi forte e acima das expectativas. Mesmo assim, as ações AMZN fecharam a sessão em queda de 2 por cento, enquanto o índice da bolsa de Nasdaq fechou praticamente estável.

Embora seja desafiador estabelecer uma relação direta entre os movimentos de curto prazo e os preços, tudo indica que o anúncio da saída de Jeff Bezos do cargo de CEO para presidir o Conselho repercutiu negativamente no mercado.

Conforme apurou o Wall Street Journal, porém, a decisão não foi uma surpresa, pelo menos internamente. Já corria nos bastidores do “alto escalão” da empresa há pelo menos seis meses que Bezos deixaria o cargo executivo máximo em breve. A sua atuação no dia a dia estava cada vez menor, e não por sabotagem, mas sim porque a Amazon já é capaz de “andar com as próprias pernas”.

Na carta de despedida escrita aos funcionários, Bezos demonstra orgulho em ter estabelecido um negócio, sobretudo, de inovação. Ele os encoraja a seguir este caminho, mesmo que no início de uma ideia diferente, elas pareçam estúpidas.

O substituto será Andy Jassy, um executivo de longa data (ingressou na companhia em 1997) e um dos criadores da Amazon Web Services (AWS), braço de negócios ligado aos serviços de nuvem ofertados pela companhia.

E Eu Com Isso?

Embora a saída de Bezos do cargo de CEO tenha repercutido mal, entendemos que não haverá impactos relevantes a médio e longo prazo na companhia. Acreditamos que as ações AMZN/AMZO34 devam se recuperar no curto prazo.

Cedo ou tarde, toda companhia terá que passar por um processo de sucessão. Embora seja doloroso, especialmente em empresas de tecnologia cuja figura do fundador e idealizador dos projetos essenciais e pioneiros trabalhando na gestão representam quase que um “ativo”, é um processo totalmente necessário. Bezos continuará no conselho, participando das decisões, assim como Bill Gates fez anos atrás na Microsoft.

O próximo CEO tem um currículo e tanto. A Amazon Web Services representa 11 por cento da receita total da Amazon, mas quase 60 por cento do resultado operacional. Ou seja, a sua margem é aproximadamente cinco vezes maior que a nos segmentos de varejo.

Um CEO atrelado a este negócio reforça a tendência secular dos serviços de tecnologia oferecidos de forma online por meio da nuvem (Cloud Computing). Não é por acaso, inclusive, que a Alphabet modificou a estruturação das suas áreas e a apresentação dos resultados, separando o segmento “Google Cloud” dos demais serviços.

Não se descarta ainda a possibilidade de a AWS ser desmembrada da Amazon, o que destravaria um enorme valor para os acionistas.

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