| A Movida registrou lucro líquido de 135,6 milhões de reais no 2T26, segundo prévia operacional não auditada. O valor mais que dobrou em relação ao 2T25 e ficou acima da faixa projetada pela companhia (guidance) após o 1T26, que era entre 110 milhões e 130 milhões de reais. A empresa também destacou que esse foi o maior lucro líquido em um único trimestre em quatro anos. O balanço completo será divulgado em 12 de agosto.Entre abril e junho, a receita bruta somou 4 bilhões de reais, avanço de 3,2 por cento na comparação anual. O crescimento foi sustentado principalmente pela operação de locação, que atingiu faturamento recorde de 2,55 bilhões de reais, alta de 21 por cento em um ano. Já o segmento de seminovos teve queda de 17,8 por cento, para 1,5 bilhão de reais. Essa composição mostra uma empresa mais dependente do bom desempenho da locação, enquanto a venda de veículos segue em ritmo mais fraco.A rentabilidade também apresentou melhora relevante no trimestre. O Ebitda cresceu 22 por cento na comparação anual, para 1,68 bilhão de reais, enquanto o Ebit avançou 29 por cento, chegando a 1,01 bilhão de reais. A Movida vendeu 19,4 mil veículos no período e registrou margem Ebitda de seminovos de 1 por cento. O número ainda é baixo, mas indica algum controle em um segmento que costuma ser sensível a preço de venda, depreciação da frota e condições do mercado de usados. |
| E Eu Com Isso? |
| A leitura para a Movida é positiva, pois o resultado combina lucro acima da própria projeção, avanço de rentabilidade e forte crescimento em locação. Ainda assim, a queda em seminovos mostra que a recuperação não é homogênea e que a gestão da frota segue sendo ponto central para proteger margens e caixa. Para o setor de locação, os números reforçam um ambiente melhor para empresas com escala, disciplina financeira e eficiência operacional. O desafio agora é sustentar lucro e desalavancagem sem depender apenas de um trimestre forte. |
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