reunião do FOMC – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 27 Jan 2022 14:15:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png reunião do FOMC – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 O Fed solta os falcões https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-solta-os-falcoes https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-solta-os-falcoes#respond Thu, 27 Jan 2022 14:15:08 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36072 O investidor americano John Templeton (1912-2008), fundador da gestora de recursos Templeton, costumava dizer que as quatro palavras mais perigosas para o investidor eram “desta vez é diferente”. Em geral pronunciadas em momentos de euforia do mercado, quando os preços sobem exageradamente, essas palavras indicavam que o investidor estava subestimando os riscos de uma correção… Read More »O Fed solta os falcões

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O investidor americano John Templeton (1912-2008), fundador da gestora de recursos Templeton, costumava dizer que as quatro palavras mais perigosas para o investidor eram “desta vez é diferente”. Em geral pronunciadas em momentos de euforia do mercado, quando os preços sobem exageradamente, essas palavras indicavam que o investidor estava subestimando os riscos de uma correção nos preços. Porém, foi exatamente isso que Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, disse na quarta-feira (26). Ao comentar os resultados da reunião de dois dias do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano, Powell disse que “a situação da economia está diferente”. Ou seja, que a inflação está muito alta e que a política monetária do Fed vai mudar.

Após quase dois anos sendo leniente com a inflação, a autoridade monetária americana soltou seus falcões. No jargão do mercado, há duas abordagens possíveis para os bancos centrais. Eles podem ser pombos (em inglês “dovish”), ou mais tolerantes com a inflação, para que a política monetária não comprometa o ritmo da economia ou o nível de emprego. Ou podem ser falcões (“hawkish”), quando assumem uma postura mais estrita para manter estáveis os índices de preços. O Fed mudou de lado. Até agora, manteve a combinação de juros perto de zero com a injeção direta de recursos na economia para contrabalançar os efeitos negativos das medidas de restrição. Porém, isso vai mudar, e logo.

As declarações de Powell deixaram três pontos muito claros. O primeiro é que o Fed não tem mais dúvidas de que a inflação americana está elevada demais. “A situação não melhorou desde a última reunião de dezembro, de fato ela piorou um pouco”, disse Powell ao comentar os resultados.

Atualmente em 7% no ano calendário de 2021 quando medida pelo CPI (Consumer Price Index) e em 5,7% nos 12 meses até novembro, medida pelo índice PCE (Personal Consumption Expenditure), a inflação está muito acima da meta de 2% ao ano que deve ser perseguida pelo Fed. Mais do que isso, a economia está aquecida. O desemprego está em 3,9%, perto das mínimas históricas e em linha com o que o banco central considera, na prática, pleno emprego.

O segundo ponto é que os juros vão subir, e logo. Desde março de 2020, os Fed Funds, equivalentes à taxa Selic, são mantidos na faixa entre zero e 0,25% ao ano. Na prática, os juros são nulos. Powell praticamente garantiu que haverá uma alta em março. Ele não citou números, mas as expectativas são de que será um avanço de 0,25 ponto percentual. No entanto, o discurso mudou. A nova palavra é “ágil”. O presidente do Fed disse nada menos de três vezes durante sua entrevista coletiva concedida após a reunião que a autoridade monetária americana será “ágil” ao combater a alta de preços.

Até antes da reunião, a projeção era de que haveria no máximo quatro altas de juros neste ano, todas de 0,25 ponto percentual, de modo que os Fed Funds encerrassem 2022 a 1% ao ano. Agora, surge a hipótese de cinco elevações, pois Powell não foi claro quanto ao ritmo e à quantidade de alterações nas taxas.

O terceiro ponto é que o Fed vai zerar os estímulos à economia postos em marcha em março de 2020, e que levaram seu balanço à impressionante cifra de US$ 8,9 trilhões. Powell afirmou que esse processo deverá começar paralelamente à elevação dos juros, ou seja, ainda no primeiro trimestre deste ano.

Além de reduzir o tamanho de suas posições, o banco central vai reduzir sua ênfase em títulos lastreados em ativos imobiliários, como papéis privados garantidos por hipotecas, e concentrar os investimentos em título públicos. A meta, informou o comunicado da reunião, “é reduzir o impacto sobre a alocação setorial de crédito na economia”. O impacto de todas essas novas informações foi uma correção nos mercados americanos, com quedas dos principais índices de ações.

A avaliação do Fed sobre o aquecimento da economia poderá ser corroborada nesta manhã, com a divulgação da primeira prévia sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) americano no quarto trimestre. A estimativa mais comum é de um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2020, o que indica um ritmo acelerado para o crescimento econômico.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciaram a sessão com leves altas, reagindo à forte baixa da véspera (no caso dos Estados Unidos) e reagindo também ao fechamento em alta, mas abaixo da máxima do dia (no caso brasileiro).

No entanto, a divulgação do PIB americano no quarto trimestre e a continuidade do processo de ajuste dos mercados à atitude mais estrita do Fed poderá provocar volatilidade no mercado.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: O Fed entre a cruz e a espada.

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Investidores surfam no ajuste https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/investidores-surfam-no-ajuste https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/investidores-surfam-no-ajuste#respond Thu, 04 Nov 2021 14:09:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32766 Quem já se arriscou sobre uma prancha de surf sabe conhece os termos “inside”, arrebentação e “outside”. Explicando: “inside” é a região do mar mais próxima à praia, onde há poucas ondas e muita espuma. “Outside” é a área em que se surfa e está mais distante da areia, onde as ondas têm pouca espuma.… Read More »Investidores surfam no ajuste

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Quem já se arriscou sobre uma prancha de surf sabe conhece os termos “inside”, arrebentação e “outside”. Explicando: “inside” é a região do mar mais próxima à praia, onde há poucas ondas e muita espuma. “Outside” é a área em que se surfa e está mais distante da areia, onde as ondas têm pouca espuma. Finalmente, arrebentação é o local da praia onde as ondas “quebram” ao se aproximarem da costa. É uma transição entre o mar mais profundo e o mais raso. Das três áreas é a mais arriscada para o surfista, pois é onde as águas estão mais agitadas e têm um comportamento menos previsível. Mas também é o local que promete as melhores ondas.

A razão para o paralelo litorâneo em plena quinta-feira é a reação dos mercados à decisão anunciada na quarta-feira (03) por Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

Embora seja preciso muita imaginação para imaginar Powell sem gravata e sobre uma prancha, é possível dizer que ele foi extremamente competente para fazer o mercado surfar sem quedas na área de arrebentação.

Ao adotar uma postura mais transparente do que o habitual para os banqueiros centrais com relação à estratégia para conter a crise, ele conseguiu gerenciar as expectativas dos investidores.

Assim, ninguém se surpreendeu quando ele confirmou que o Fed iniciaria a redução das compras de títulos públicos e hipotecários ainda neste mês de novembro.

Da mesma forma, a redução mensal de US$ 15 bilhões nas recompras também não foi algo inesperado.

Essa ausência de surpresas permitiu à grande maioria dos participantes do mercado, cada qual seguindo sua estratégia, terem tempo para se posicionar de maneira a enfrentar o esvaziamento gradual do pacote de ajuda sem que isso provocasse solavancos nos preços.

A previsibilidade dos eventos também facilitou aos agentes econômicos se prepararem para o novo cenário da economia que vai se desenhar de agora em diante.

Esse “novíssimo normal”, que sucedeu o “novo normal” pré-pandemia, pode ser caracterizado por um ambiente com algumas características bem específicas:

1) a liquidez permanecerá elevada. Apesar da redução dos influxos de recursos, ainda há muito dinheiro em circulação. Apenas no caso do Federal Reserve, seu balanço subiu de US$ 4,1 trilhões em março de 2020 para cerca de US$ 8,6 trilhões no fim de outubro, indicando a quantidade de dinheiro que ainda pode circular.

2) as maiores empresas, que conseguiram se beneficiar da alavancagem operacional conquistada durante a pandemia, seguirão apresentando bons resultados.

3) o crescimento econômico global vai continuar modesto, devido às fricções entre oferta e demanda e a ineficiências que permanecem no interior das principais cadeias de suprimentos de itens imprescindíveis, como petróleo e chips.

Todos esses eventos deverão levar a ajustes e a gerar oportunidades para o investidor, algo que será acompanhado de perto pelos analistas da Levante Ideias de Investimentos.

Indicadores

A produção industrial caiu 0,4% na passagem de agosto para setembro. Essa é a quarta queda consecutiva do indicador, que acumula perda de 2,6% no período. Com isso, a indústria se encontra 3,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, no cenário pré-pandemia, e 19,4% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011.

No ano, o setor acumulou expansão de 7,5% e, nos últimos 12 meses, de 6,4%. Após registrar crescimentos desde o quarto trimestre de 2020, no terceiro trimestre de 2021 a produção industrial teve queda de 1,1%.

Os dados são da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam a quinta-feira em leve baixa, apesar da trajetória positiva dos contratos futuros do índice americano S&P 500. A perspectiva é que o clima positivo no mercado internacional influencie as cotações por aqui.

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Leia também: A Ata do Copom e as falas do Fed.

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O Fed e o Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-o-copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-o-copom#respond Mon, 01 Nov 2021 13:41:42 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32659 A semana encurtada pelo feriado será marcada por dois eventos ligados a bancos centrais, ambos agendados para a quarta-feira (03). No Brasil, devido ao feriado de Finados na terça-feira (02), a Ata da reunião mais recente do Copom (Comitê de Política Monetária) será divulgada no dia 3, logo cedo. E na mesma quarta-feira se encerra… Read More »O Fed e o Copom

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A semana encurtada pelo feriado será marcada por dois eventos ligados a bancos centrais, ambos agendados para a quarta-feira (03). No Brasil, devido ao feriado de Finados na terça-feira (02), a Ata da reunião mais recente do Copom (Comitê de Política Monetária) será divulgada no dia 3, logo cedo. E na mesma quarta-feira se encerra a reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano, seguida pela esperada entrevista de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Em geral, eventos sem surpresas, as duas declarações – a Ata do Copom e a entrevista de Powell – serão cruciais para orientar os investidores com relação à política monetária no ano que vem, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Começando pelos Estados Unidos. As expectativas com relação aos juros americanos estão cristalizadas na manutenção das taxas perto de zero. Powell, porém, já tem declarado que poderá rever essa posição caso a inflação por lá permaneça consistentemente acima de 2% ao ano durante um período razoável em 2022.

No entanto, o que interessa mesmo aos investidores é saber como será o ritmo de redução da injeção mensal de dinheiro na economia americana. Em abril do ano passado, para conter os efeito da pandemia, o Fed começou a comprar US$ 120 bilhões todos os meses em títulos públicos e hipotecários para injetar dinheiro no sistema.

Powell já deu a entender que essa ajuda deverá se encerrar no primeiro semestre do ano que vem, e a expectativa dos investidores é que, em sua entrevista coletiva, ele indique qual será o ritmo desse encerramento, se mais concentrado no início ou no fim do primeiro semestre.

A solução dessa dúvida terá um impacto forte sobre a trajetória dos juros e do dólar nos mercados globais, influenciando também os preços dos ativos brasileiros.

Já com relação ao Copom (Comitê de Política Monetária), a trajetória dos juros já é conhecida até o fim deste ano. No Comunicado divulgado após a reunião em que elevou a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano, o Comitê antecipou outra elevação semelhante na reunião agendada para dezembro. Com isso, a Selic deve encerrar 2021 a 9,25% ao ano.

As dúvidas são com relação ao comportamento dos juros no ano que vem. Apesar de no Comunicado o BC indicar uma expectativa de juros em 9,75% em 2022, o prognóstico da edição mais recente do Relatório Focus espera juros ainda mais altos.

A razão para isso é a expectativa de alta da inflação. No Comunicado, o Comitê elevou a inflação prevista para este ano para 9,5% ante os 8,5% da reunião anterior. Aumentou a projeção da inflação de 2022 para 4,1% ante os 3,7% anteriores. E revisou drasticamente os prognósticos para a inflação dos preços administrados, que incluem itens como as tarifas de energia. A projeção para 2021 subiu de 13,7% para 17,1%.

Relatórios Focus

A primeira edição do Relatório Focus de novembro indica uma forte alta nos juros projetados para 2022, seguindo-se à decisão do Copom de elevar a Selic em três pontos percentuais entre o fim de outubro e o início de dezembro. Agora, a Selic prevista para dezembro de 2022 subiu de 9,50% na edição anterior para 10,25%.

Para comparar, a projeção há quatro semanas era de 8,50%. A inflação prevista para o ano que vem avançou para 4,55% ante 4,40%, e o prognóstico de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) encolheu de 1,40% para 1,20%.

E Eu Com Isso?

A semana começa com altas nos contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500, com os investidores animados pelos bons resultados corporativos.

Por aqui, o volume deve ficar abaixo da média devido ao pregão espremido entre o fim de semana e o feriado.

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Leia também: Um trimestre de resultados recordes.

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O Fed inicia sua dieta https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-inicia-sua-dieta https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-inicia-sua-dieta#respond Thu, 14 Oct 2021 14:48:33 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31923 É comum nas noites de domingo, após uma sequência de lautas refeições durante o fim de semana, olhar-se no espelho e prometer solenemente “amanhã eu começo meu regime”. Esse é um bom paralelo com as conclusões das minutas do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano, divulgadas na tarde da quarta-feira (13) pelo Federal… Read More »O Fed inicia sua dieta

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É comum nas noites de domingo, após uma sequência de lautas refeições durante o fim de semana, olhar-se no espelho e prometer solenemente “amanhã eu começo meu regime”. Esse é um bom paralelo com as conclusões das minutas do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano, divulgadas na tarde da quarta-feira (13) pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Com a diferença que as promessas de domingo à noite tendem a ser convenientemente esquecidas na segunda-feira, ao passo que a decisão do Fed de “emagrecer” (ou seja, reduzir o próprio balanço) deve ser levada a termo com disciplina.

O relatório da reunião diz que os 18 membros do Fomc, com ou sem direito a voto, concordaram que devem começar o processo de desaceleração da compra de ativos iniciado em abril passado como uma resposta à pandemia.

Atualmente, o Fed compra todos os meses US$ 120 bilhões em títulos, sendo 80 bilhões em títulos públicos e 40 bilhões em ativos hipotecários.

Pela proposta, em novembro ou em dezembro esse montante será gradativamente reduzido em 10 bilhões para os títulos públicos e em 5 bilhões para os títulos hipotecários. Assim, em junho ou em julho de 2022 as compras estarão encerradas.

“Os membros do Comitê em geral avaliaram que, desde que a recuperação econômica permanecesse amplamente no caminho certo, uma redução gradual concluída em meados do próximo ano seria apropriada”, diz a ata, na linguagem cautelosa dos bancos centrais.

A justificativa foi a crescente preocupação com a inflação. Na manhã da quarta-feira, bem antes da divulgação da ata, o BLS (Bureau of Labor Statistics) divulgou que a inflação ao consumidor em setembro havia sido de 0,4%, acima dos 0,3% registrados em agosto.

Os preços dos alimentos subiram 0,9%, a maior alta desde abril do ano passado, após terem avançado 0,4% em agosto. Em 12 meses, a inflação acumulada para o consumidor americano está em 5,4% ante 5,3% nos 12 meses até agosto.

A ata mostrou que os membros do Comitê estão preocupados se a inflação, que era vista como um fenômeno passageiro, pode estar se transformando em algo estrutural. Até então, o consenso no Comitê era que a oferta de mão de obra em breve retornaria aos níveis de 2019, o que reduziria a pressão sobre os custos do trabalho e sobre os índices de preço.

Mesmo assim, a opção por desacelerar a expansão monetária mostra que o Fed está fazendo hedge, buscando uma proteção para o caso de os dados contrariarem suas expectativas.

Apesar de a ata não tratar claramente do assunto, é um consenso entre os investidores que o Fed está buscando reduzir seu próprio balanço. Desde o início da pandemia, as aquisições de títulos públicos, hipotecários e também de créditos privados provocaram um sobrepeso no banco central americano. Antes da pandemia, seus ativos estavam ao redor de US$ 4,2 trilhões.

O dado mais recente indica que essa cifra inflou para US$ 8,5 trilhões. Esse “sobrepeso” do Fed acaba injetando dinheiro demais na economia americana, provocando desequilíbrios nos preços dos ativos. Daí a importância de o Fed iniciar um saudável processo de emagrecimento.

E Eu Com Isso?

A retirada da incerteza sobre o processo de redução das compras de títulos pelo Fed manteve os investidores otimistas, com altas nos contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 nesta manhã.

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Leia também: O Fed vai começar o aperto?

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O Fed e a incerteza https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-a-incerteza https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-fed-e-a-incerteza#respond Thu, 29 Jul 2021 15:54:55 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=29127 A muito aguardada reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que se encerrou na quarta-feira (28) manteve os investidores na incerteza em relação ao futuro da política monetária americana. Ao comentar os resultados, Jerome Powell, presidente do Fed, confirmou as expectativas e manteve os juros referenciais na faixa entre zero e 0,25% ao… Read More »O Fed e a incerteza

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A muito aguardada reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que se encerrou na quarta-feira (28) manteve os investidores na incerteza em relação ao futuro da política monetária americana.

Ao comentar os resultados, Jerome Powell, presidente do Fed, confirmou as expectativas e manteve os juros referenciais na faixa entre zero e 0,25% ao ano. Na prática, isso quer dizer a continuidade do juro zero.

Até aí, nenhuma surpresa.

E ninguém esperava algo diferente.

No entanto, Powell foi pouco conclusivo no principal ponto de dúvida entre os investidores, que é a continuidade ou não do programa de recompra de títulos públicos e hipotecários.

Somadas, as aquisições mensais do Fed injetam US$ 120 bilhões na economia todos os meses, garantindo liquidez elevada e teoricamente estimulando o aumento da produção, a alta dos investimentos e a geração de empregos.

Durante a entrevista coletiva tradicionalmente realizada após a reunião, Powell descartou a hipótese de descontrole da inflação, e disse que a alta nos índices de preços ao consumidor é provocada por restrições na oferta, e não por uma explosão na demanda.

Ele afirmou que isso “não deve deixar marcas permanentes” na economia, mas que “o Fed vai agir se for necessário.”

O presidente do Fed afirmou não conseguir dizer se o fim da compra de títulos vai ocorrer antes de os juros começarem a subir.

“Não seria o ideal comprar bônus e elevar juros ao mesmo tempo”, disse ele.

Powell acrescentou que “há divisões” no Fed em relação ao momento ideal de interromper esse processo. E ele decepcionou quem esperava um sinal na tradicional conferência do Federal Reserve em Jackson Hole, no Wyoming, marcada para agosto.

“Não está claro se será o caso de anunciar algo” no evento, disse ele.

Banqueiros centrais têm de medir milimetricamente as palavras, pois sabem que uma vírgula mal colocada pode provocar turbulências gigantescas nos preços.

Desde que assumiu o cargo, Powell tem se esforçado para ser didático e transparente.

Mesmo assim, suas declarações têm mantido uma sombra de incerteza sobre o procedimento futuro do Fed.

Desde o início da pandemia, o mercado se tornou pesadamente dependente dos estímulos. Se não forem bem conduzidos, a redução ou o encerramento desses programas podem levar a um movimento drástico de correção de preços.

Daí a cautela do Fed.

No entanto, a própria ausência de uma indicação clara também é um ponto de risco, e esse risco adicional está, cada vez mais, entrando nos cálculos dos investidores.

Indicadores 1

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou para 0,78% em julho ante 0,60% em junho. O índice acumula alta de 15,98% no ano e de 33,83% em 12 meses.

Em julho de 2020, o índice havia subido 2,23% e acumulava alta de 9,27% em 12 meses.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) subiu 0,71% em julho ante 0,42% em junho. Dois itens se destacaram. Minério de ferro, cujos preços subiram 2,70% após terem caído 3,04%, e fertilizantes, cujo preços subiram 14,28% ante 5,705 em junho.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,83% em julho ante 0,57% em junho. E o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) variou 1,24% em julho ante 2,30% em junho.

As informações são da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Indicadores 2

O ICOM (Índice de Confiança do Comércio) subiu 5,1 pontos em julho, ao passar de 95,9 para 101,0 pontos. Foi o nível mais alto desde os 102,3 pontos de janeiro de 2019.

Em médias móveis trimestrais, o indicador subiu 5,6 pontos, registrando a terceira alta consecutiva.

O ICS (Índice de Confiança de Serviços) subiu 4,2 pontos em julho, para 98,0 pontos, o maior nível desde os 98,3 pontos de março de 2014. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 5,4 pontos, terceira alta seguida.

E Eu Com Isso?

A quinta-feira começa com os contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500 em alta devido à expectativa positiva com os resultados das empresas.

As notícias são positivas para a Bolsa.

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Leia também: Um trimestre memorável.

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Os números da economia americana https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-numeros-da-economia-americana https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/os-numeros-da-economia-americana#respond Wed, 07 Jul 2021 14:22:20 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=27706 Nesta quarta-feira (07), os investidores ao redor do mundo vão analisar milimetricamente cada uma das palavras do comentário da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), equivalente americano do Copom (Comitê de Política Monetária), cuja divulgação está agendada às 15 horas. A grande questão que ronda essa entidade chamada mercado é qual será o ritmo… Read More »Os números da economia americana

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Nesta quarta-feira (07), os investidores ao redor do mundo vão analisar milimetricamente cada uma das palavras do comentário da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), equivalente americano do Copom (Comitê de Política Monetária), cuja divulgação está agendada às 15 horas.

A grande questão que ronda essa entidade chamada mercado é qual será o ritmo de desaceleração do programa de estímulos que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, vem aplicando na economia desde o início da pandemia.

Rememorando: desde o início da pandemia, o Fed vem comprando US$ 120 bilhões em títulos públicos americanos todos os meses e mandou os juros para, na prática, zero.

Tudo isso para estimular a economia e impedir uma quebradeira generalizada.

Agora que a vacinação nos Estados Unidos avança aceleradamente e que a economia retornou a um estado próximo ao da normalidade, a questão é quando o Fed vai diminuir a intensidade dessas medidas de estímulo.

Ou seja, quando as compras de títulos vão parar e quando os juros vão começar a subir.

Em suas declarações, Jerome Powell, presidente do Fed, tem repetido que o BC americano não vê a alta da inflação como um problema.

Ele tem declarado que prefere esperar para ver a economia se recuperando a plena carga antes de começar a retirar o combustível que vem elevando os preços.

Por isso, os investidores estão observando cuidadosamente os indicadores econômicos americanos, europeus e asiáticos para tentar concluir qual será a direção dos juros.

Embora não se espere uma definição forte do que o Fed vai fazer – banqueiros centrais agem de maneira cautelosa e preferem demorar para acertar em vez de errar depressa – é bastante provável que o comunicado estabeleça um norte para os investidores traçarem suas estratégias.

Por isso, mesmo que o texto seja inconclusivo, ele deve provocar uma movimentação razoável nos mercados, Brasil inclusive.

Enquanto o comentário não sai, os índices estão subindo devido a indicadores positivos.

Na Europa, a Comissão Europeia elevou o crescimento projetado de junho do PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro para 4,8% neste ano.

Em maio, a projeção era de um crescimento menor, de 4,3%.

O prognóstico de crescimento para 2022 subiu para 4,5%, leve alta ante os 4,4% projetados antes.

E os investidores vão acompanhar com muita atenção os indicadores do mercado de trabalho americano.

São eles que mostram de fato qual é a temperatura da economia.

Indicadores 1

As vendas no comércio varejista subiram 1,4% em maio após terem crescido 4,9% em abril.

Com isso, o desempenho do varejo se encontra 3,9% acima do patamar pré-pandemia.

O setor acumula ganho de 6,8% no ano e de 5,4% nos últimos 12 meses.

Quando comparadas a maio do ano passado, as vendas no varejo aumentaram 16,0%.

Pelo terceiro mês consecutivo, houve aumento nesse indicador. Os dados são da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Indicadores 2 

O IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) variou 0,11% em junho, muito abaixo dos 3,40% de maio.

Com este resultado, o índice acumula alta de 14,26% no ano e de 34,53% em 12 meses.

Em junho de 2020, o índice havia subido 1,60% e acumulava elevação de 7,84% em 12 meses, informou a Fundação Getulio Vargas.

E Eu Com Isso?

O pregão da quarta-feira começa com os contratos futuros de Ibovespa em uma boa alta, principalmente em uma reação às fortes quedas da véspera.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros do índice S&P 500 avança um pouco menos, à espera dos indicadores e do documento do Fed, o que deve acentuar a volatilidade do mercado.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: E se o Bitcoin acabar?

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