Relatório Focus – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Tue, 14 Dec 2021 14:47:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png Relatório Focus – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 O Copom está pessimista https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-esta-pessimista https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-esta-pessimista#respond Tue, 14 Dec 2021 14:47:40 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=34749 A Ata da 243ª Reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada na manhã desta terça-feira (14) mostra que o BC (Banco Central) está pessimista com relação à inflação. Logo no início, o texto adverte que “no cenário externo, o ambiente se tornou menos favorável”. Isso ocorreu por dois motivos. O primeiro foi que os… Read More »O Copom está pessimista

O post O Copom está pessimista apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A Ata da 243ª Reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada na manhã desta terça-feira (14) mostra que o BC (Banco Central) está pessimista com relação à inflação. Logo no início, o texto adverte que “no cenário externo, o ambiente se tornou menos favorável”. Isso ocorreu por dois motivos. O primeiro foi que os bancos centrais das “principais economias” (leia-se Estados Unidos) “expressaram claramente a necessidade de cautela frente à maior persistência da inflação, tornando as condições financeiras mais desafiadoras para economias emergentes.” O segundo foi o surgimento da variante Ômicron do coronavírus.

No caso do Brasil, além de a retração de 0,1% no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre ter sido menor que o previsto, os índices de confiança para o quarto trimestre mostram deterioração. Assim, o Copom revisou para baixo sua expectativa de crescimento.

O cenário para a inflação também está mais complicado. “A alta nos preços dos bens industriais ainda não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, refletindo a gradual normalização da atividade no setor, dinâmica que já era esperada.”

Com isso, as projeções de inflação se aceleraram. As expectativas do Relatório Focus para 2022 subiram de 4,4% para 5,0%. E as previsões para 2023 avançaram de 3,3% para 3,5%. E as projeções do Copom também subiram. A inflação prevista para 2022 avançou de 4,1% para 4,7%, e a expectativa para 2023 subiu de 3,1% para 3,2%.

Isso justifica uma política monetária mais apertada. A Selic prevista para o fim de 2022 subiu dos 9,50% na Ata anterior para 11,25%. A projeção para o máximo da Selic no ano que vem subiu exatos dois pontos percentuais, avançando de 9,75% para 11,75%. E a projeção da Selic para 2023 também subiu, avançando de 7% na Ata anterior para 8%.

A causa de tudo isso é o mau comportamento fiscal do governo. “O Comitê avalia que questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevam o risco de desancoragem das expectativas de inflação, mantendo a assimetria altista no balanço de riscos”, diz o texto. “[A]s projeções de inflação estão acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023.”

Por isso, “o Copom concluiu que o ciclo de aperto monetário deverá ser mais contracionista do que o utilizado no cenário básico por todo o horizonte relevante”.  E o texto considera que “diante do aumento de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista.”

Após debaterem o assunto, os membros do Copom concluíram que “o ritmo de ajuste de 1,50 ponto percentual, neste momento, é adequado para (…) garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, mas também consolidar a ancoragem das expectativas de prazos mais longos.”

Conclusão: o Copom permanecerá tentando ancorar as expectativas de inflação usando a receita clássica de contrair a demanda por meio da alta de juros. Com as consequências que todos conhecem: desaceleração da economia e pressão sobre os preços das ações das empresas dos setores mais pró-cíclicos.

Indicadores

O setor de serviços recuou 1,2% na passagem de setembro para outubro, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando uma retração de 1,9% em dois meses. Com o resultado de outubro, o setor ainda ficou 2,1% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro do ano passado, mas está 9,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014. Os dados são da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa iniciam o dia com uma leve alta, mantendo a trajetória de valorização registrada ao longo dos últimos pregões, enquanto os investidores esperam o resultado da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que deverá terminar na quarta-feira (15).

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Copom eleva Selic a 9,25% ao ano, maior patamar em quatro anos.

O post O Copom está pessimista apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-esta-pessimista/feed 0
O dilema do Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-dilema-do-copom-2 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-dilema-do-copom-2#respond Mon, 06 Dec 2021 14:13:12 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33853 Nesta semana será realizada a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2021. A certeza de que a taxa referencial Selic será elevada em 1,5 ponto percentual para 9,25% ao ano é quase absoluta, tendo em vista as declarações do próprio BC (Banco Central) nas Atas mais recentes das reuniões anteriores do Copom.… Read More »O dilema do Copom

O post O dilema do Copom apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Nesta semana será realizada a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2021. A certeza de que a taxa referencial Selic será elevada em 1,5 ponto percentual para 9,25% ao ano é quase absoluta, tendo em vista as declarações do próprio BC (Banco Central) nas Atas mais recentes das reuniões anteriores do Copom.

A questão é o que vai ocorrer depois. Segundo a edição mais recente do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (06), a expectativa para a Selic em dezembro de 2022 está em 11,25%. O prognóstico para 2023 subiu para 8,00%, ante 7,75% na semana passada e frente a 7,50% há quatro semanas.

Ou seja, a expectativa dos investidores é de aumento dos juros se estendendo por muito mais tempo do que se esperava anteriormente.

Há outro ponto. Os prognósticos para o desempenho da economia também vêm piorando. A estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2021 foi reduzida para 4,71%, ante 4,93% há quatro semanas.

Essa não é a única redução.

A projeção para 2022 caiu para 0,51% ante 1,00% há quatro semanas. E até mesmo a expectativa para o PIB de 2023 recuou levemente. A projeção agora é de um crescimento de 1,95%, levemente abaixo dos 2,00%.

O que essa montanha de números quer dizer? A política monetária parece estar “atrasada” em relação ao comportamento da inflação e da economia real. Devido à pandemia, o BC manteve os juros em 2% ao ano por vários meses.

Isso impediu uma queda maior da economia devido à pandemia, mas também desancorou as expectativas de inflação. O quadro foi agravado pela alta dos preços das commodities e do petróleo, e pela escassez hídrica que vem pressionando para cima os preços dos alimentos.

Ou seja, se olharmos apenas para os índices de inflação, que devem ficar acima do teto da meta em 2022, o Copom deveria prosseguir em sua tarefa desagradável de elevar a taxa de juros e apertar a política monetária.

Porém, se observarmos apenas o comportamento esperado da economia real, o BC poderia até mesmo afrouxar a política monetária para conter a desaceleração esperada do PIB. Até porque a economia fraca poderá retirar energia dos índices de inflação.

Assim, a atividade econômica poderá desacelerar antes de a política monetária fazer efeito. Essa distorção temporal coloca o Copom em um dilema, que provavelmente só começará a ser resolvido em 2022.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa iniciam a semana e o dia com uma leve alta, estimulados por expectativas de que a variante Ômicron seja menos grave do que se temia.

Essa expectativa gerou um movimento de alívio nos mercados internacionais, com os contratos futuros do índice americano S&P 500 em leve alta.

As notícias são positivas para a Bolsa.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Copom aumenta Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano.

O post O dilema do Copom apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-dilema-do-copom-2/feed 0
Apenas mais um ajuste no cenário https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/apenas-mais-um-ajuste-no-cenario https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/apenas-mais-um-ajuste-no-cenario#respond Mon, 25 Oct 2021 14:39:19 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32398 A semana se inicia com um momento dedicado ao pragmatismo. Durante vários meses, essa entidade conhecida como mercado considerou garantido o compromisso do governo com a disciplina fiscal e com a estabilidade das contas públicas. Qualquer movimento de Brasília diferente disso vinha sendo creditado aos desvios pontuais decorrentes do combate à pandemia. Não fosse o… Read More »Apenas mais um ajuste no cenário

O post Apenas mais um ajuste no cenário apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A semana se inicia com um momento dedicado ao pragmatismo. Durante vários meses, essa entidade conhecida como mercado considerou garantido o compromisso do governo com a disciplina fiscal e com a estabilidade das contas públicas. Qualquer movimento de Brasília diferente disso vinha sendo creditado aos desvios pontuais decorrentes do combate à pandemia. Não fosse o coronavírus, era o raciocínio, tudo estaria na mais perfeita ordem.

No entanto, a decisão do governo da quinta-feira (21) de realizar algumas manobras contábeis para pagar um auxílio emergencial mais robusto acabaram com essa percepção. É fato que, pela fria letra da lei, o teto de gastos não será rompido.

Porém, na ponta do lápis, o governo vai gastar mais do que o esperado, e isso terá consequências sobre a economia e sobre os resultados das empresas.

Como seria de se esperar, as expectativas para inflação, juros e economia já mudaram, como mostra a edição mais recente do Relatório Focus. Mais do que isso, frustrou-se uma expectativa que vinha sendo acalentada pelos investidores de que o governo estaria imune à tentação de abrir os cofres para obter vantagens políticas.

A política é a arte do possível e, dentre as atividades humanas, é a que está mais longe do ideal. Por isso, essa decisão não deveria ser inesperada para quem acompanha o dia a dia das articulações políticas.

Mesmo assim, gerou-se uma expectativa entre uma parcela relevante dos investidores de que desta vez seria diferente. Não foi, e será preciso inserir esse dado nas novas avaliações de preço.

Não é o fim dos tempos. Será apenas mais uma dentre tantas correções de rota. E nunca é demais lembrar: há dezenas de oportunidades e estratégias vencedoras. Basta encontrá-las.

Relatório Focus

A volatilidade da semana passada alterou os prognósticos para inflação, juros e crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e no próximo, segundo a edição mais recente do Relatório Focus, divulgada pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira.

Para este ano, a projeção de inflação avançou para 8,96%, ante 8,69% da semana passada. A projeção de variação do IPCA prevista para 2022 subiu para 4,40% ante 4,18%.

A taxa de juros esperada para o fim do ano também subiu. A projeção de 2021 foi para 8,75% ante 8,25%. A de 2022 subiu de 8,75% para 9%.

E pela primeira vez no ano as projeções de crescimento da economia recuaram. O PIB esperado caiu de 5,01 para 4,97% neste ano, e o de 2022 recuou para 1,40% ante 1,50% na semana anterior.

Indicadores

O IPC-S da terceira quadrissemana de outubro de 2021 variou 1,05% e acumula alta de 10,03% nos últimos 12 meses, informou a Fundação Getulio Vargas.

Houve desaceleração nos reajustes em três das oito classes de despesa componentes do índice. A variação no grupo Educação, Leitura e Recreação caiu para 3,13% ante 4,62% na segunda quadrissemana de outubro de 2021. A variação dos preços das passagens aéreas recuou para 20,44% ante 30,57% na edição anterior.

E Eu Com Isso?

A semana começa com uma leve alta dos contratos futuros do índice americano S&P 500 devido às expectativas positivas com os resultados trimestrais das companhias americanas.

Nesta semana estão previstos os números de gigantes da tecnologia e de empresas que respondem por 25% do S&P 500.

Por aqui, os contratos futuros do Ibovespa começam o dia em alta, numa correção após as fortes quedas da semana passada.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: O fim do teto de gastos e a busca pelo valor.

O post Apenas mais um ajuste no cenário apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/apenas-mais-um-ajuste-no-cenario/feed 0
O BC dará a tônica da semana https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-dara-a-tonica-da-semana https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-dara-a-tonica-da-semana#respond Mon, 27 Sep 2021 13:47:18 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31295 A última semana do terceiro trimestre de 2021 será pautada pelas declarações do Banco Central (BC). Além do Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (27), na terça-feira (28) vai sair a Ata da 241ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). E na quinta-feira (30) será publicado o RTI (Relatório Trimestral de Inflação). Todas essas publicações… Read More »O BC dará a tônica da semana

O post O BC dará a tônica da semana apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A última semana do terceiro trimestre de 2021 será pautada pelas declarações do Banco Central (BC). Além do Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (27), na terça-feira (28) vai sair a Ata da 241ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). E na quinta-feira (30) será publicado o RTI (Relatório Trimestral de Inflação).

Todas essas publicações vão fornecer uma ideia precisa de como o BC está encarando a atividade econômica no Brasil e no exterior, e quais devem ser as diretrizes para a política monetária no que resta deste ano e em 2022.

Na semana passada, o Copom elevou a taxa referencial Selic em um ponto percentual, para 6,25% ao ano e praticamente contratou uma alta semelhante na reunião marcada para o outubro.

O Comunicado que explicou essa decisão mostrou algumas alterações significativas na percepção do Comitê sobre a economia. Listaremos algumas delas a seguir.

1) A economia global está mais adversa. Na reunião anterior, de 3 de agosto, o Comunicado citava apenas o risco de expansão da pandemia devido à variante Delta do Covid-19.

Na reunião mais recente, de 22 de setembro, somou-se a esse risco a possibilidade de diversos países emergentes apertarem suas políticas monetárias para conter a inflação.

Apesar de considerar que o ambiente econômico ainda está favorável para as economia emergentes, o Comitê avalia que o cenário “pode tornar-se mais desafiador”.

2) A inflação continua elevada devido aos preços dos alimentos e dos combustíveis. O Copom aumentou sua inflação esperada para este ano e para 2022. A taxa prevista para 2021 subiu para 8,5%, ante os 6,5% da reunião de agosto. A projeção para 2022 avançou de 3,5% para 3,7%.

3) A energia vai continuar pressionando a inflação. O cenário piorou. Na reunião de agosto, a expectativa era de “bandeira vermelha nível 1” para dezembro de 2021, 2022 e 2023.

Agora, a hipótese é “escassez hídrica” para dezembro deste ano e “bandeira vermelha nível 2” para dezembro de 2022 e 2023.

Em consequência disso, a alta prevista para os preços administrados, que incluem as tarifas de energia, subiu para 13,7% neste ano ante os 10,0% previstos na reunião anterior.

Conclusão: os juros vão subir. Na reunião de agosto, a projeção era de que 2021 se encerrasse com a Selic a 7,00%. Os juros permaneceriam nesse patamar durante todo o ano de 2022 e cairiam para 6,50% em 2023.

Em setembro, o prognóstico mudou bastante. Os juros para dezembro subiram de 7,00% para 8,25%. As taxas em 2022 devem subir mais um pouquinho, chegando a 8,50%. E a estimativa para 2023 subiu de 6,50% para 6,75%.

A alta dos juros vai ocorrer ainda que o BC esteja marginalmente mais preocupado com a atividade econômica brasileira. “Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista”, diz o Comunicado.

Apenas essa análise rápida do Comunicado mostra que o Copom está observando um cenário mais adverso para a inflação, devido principalmente às condições climáticas e aos preços da energia. A divulgação da Ata deverá trazer mais explicações sobre a percepção do Comitê.

Relatório Focus

A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada pelo BC nesta segunda-feira (27), trouxe poucas alterações para este ano. A única mudança nas expectativas para 2021 foi um aumento na inflação prevista de 8,25% para 8,35%.

As demais projeções permanecem inalteradas: crescimento da economia em 5,04%, taxa de câmbio em R$ 5,20 e Selic em dezembro a 8,25%. Para 2022, porém, o crescimento econômico previsto caiu de 1,63% para 1,57%.

E Eu Com Isso?

A semana começa com os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciando a sessão oscilando ao redor da estabilidade.

Devido à distensão nos mercados internacionais, a projeção dos analistas da Levante Ideias de Investimentos é de um otimismo cauteloso para o pregão.

As notícias são positivas para a Bolsa.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Copom eleva taxa Selic para 6,25% ao ano.

O post O BC dará a tônica da semana apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-dara-a-tonica-da-semana/feed 0
Powell e o PIB https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/powell-e-o-pib https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/powell-e-o-pib#respond Mon, 30 Aug 2021 14:02:48 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30437 A semana para os investidores começa com dois assuntos relevantes. Os desdobramentos da fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), na sexta-feira (27), e a expectativa quanto à divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro do segundo trimestre, prevista para a quarta-feira (01). Começando por Powell. Suas declarações confirmaram uma expectativa dos investidores… Read More »Powell e o PIB

O post Powell e o PIB apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A semana para os investidores começa com dois assuntos relevantes. Os desdobramentos da fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), na sexta-feira (27), e a expectativa quanto à divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro do segundo trimestre, prevista para a quarta-feira (01).

Começando por Powell. Suas declarações confirmaram uma expectativa dos investidores de que o Fed vai começar a reduzir a compra de títulos “em breve”.

Powell não deu sinal de quando isso vai ocorrer, mas espera-se que a ata da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), nos dias 20 e 21 de setembro, traga mais informações a respeito.

Porém, o fato de a redução da recompra deixar de ser um “se” para se tornar um “quando” já fornece mais informações para o mercado.

Além disso, Powell disse o que os investidores queriam ouvir.

Ele afirmou com todas as letras que a redução ou suspensão das compras de títulos não indica que o Fed vai começar a elevar os juros.

Ou seja, para o presidente do Fed a alta recente da inflação americana ainda não é uma ameaça, e o BC americano poderá continuar cumprindo a segunda parte de seu mandato.

O Fed tem duas “obrigações” em sua atuação.

A primeira é preservar o valor da moeda no longo prazo. A segunda é fazer isso assegurando a menor taxa de desemprego possível.

Powell deixou claro que, se a inflação não é uma ameaça, o Fed vai continuar atacando o desemprego, mantendo os juros baixos.

Isso melhora os prognósticos para o desempenho da economia e para os resultados das empresas, justificando o novo recorde nos índices de ações americanos na sexta-feira.

Voltando agora nossas atenções para o Brasil.

A semana será marcada por indicadores econômicos importantes.

Na terça-feira (31), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publica os números de desemprego levantados na PNAD (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar).

Na quarta-feira (01), o Instituto divulga o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre. As expectativas são de uma alta de apenas 0,2% ante o 1,2% registrado no primeiro trimestre, indicado uma desaceleração da economia.

Relatório Focus

A edição mais recente do relatório Focus mostra uma elevação nas expectativas para a inflação e para o dólar.

A inflação esperada para 2021 subiu para 7,27% ante 7,11% do levantamento anterior, ao passo que a taxa de câmbio estimada para dezembro avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15.

O crescimento do PIB previsto encolheu para 5,22% ante os 5,27% da semana anterior, e a projeção para a taxa de juros Selic no fim do ano permaneceu inalterada em 7,50%.

Indicadores

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) desacelerou para 0,66% em agosto ante 0,78% em julho.

Com este resultado, o índice acumula alta de 16,75% no ano e de 31,12% em 12 meses.

Em agosto de 2020, o índice havia subido 2,74% e acumulava alta de 13,02% em 12 meses.

Os três componentes do IGP-M desaceleraram. O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) variou 0,66% ante 0,71% em julho. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou 0,75% ante 0,83% em julho. E o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) variou 0,56% em agosto ante 1,24% no mês anterior.

E Eu Com Isso?

A segunda-feira começa com o mercado sem tendência definida no Brasil e com leve alta nos Estados Unidos, mas deverá apresentar forte volatilidade enquanto os investidores calculam o impacto do furacão Ida nos Estados Unidos e o aumento da tensão política no Brasil.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Powell garante que a festa continua | Domingo de Valor.

O post Powell e o PIB apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/powell-e-o-pib/feed 0
A Selic vai subir 1% https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-selic-vai-subir-1 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-selic-vai-subir-1#respond Mon, 02 Aug 2021 14:47:08 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=29299 Na terça-feira (03) e na quarta-feira (04) haverá mais uma reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Desde a edição passada, em junho, estava mais do que avisado pelo Banco Central que a taxa de juros referencial Selic deveria subir 0,75 ponto percentual. Nos últimos dias, entretanto, cresceu a certeza de que essa alta será… Read More »A Selic vai subir 1%

O post A Selic vai subir 1% apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Na terça-feira (03) e na quarta-feira (04) haverá mais uma reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Desde a edição passada, em junho, estava mais do que avisado pelo Banco Central que a taxa de juros referencial Selic deveria subir 0,75 ponto percentual.

Nos últimos dias, entretanto, cresceu a certeza de que essa alta será maior, de um ponto percentual. Com isso, a Selic deve passar dos atuais 4,25% ao ano para 5,25%. Mais um passo em direção ao alvo esperado pelos investidores, que é de juros a 7% ao ano no fim de 2021.

Como é possível antecipar isso?

O fato de as expectativas do mercado terem mudado pode ser comprovado pela variação nos preços das opções de Copom.

Complicou?

Vamos explicar rapidamente.

Essas opções são diferentes daquelas negociadas no pregão da B3. Funcionam muito mais como apostas. Os participantes testam diversas probabilidades. De chover ou não. De um determinado time de futebol ganhar ou perder. E também da decisão do Copom.

Por exemplo, um participante pode lançar uma opção, dizendo “pago 30% se o Copom elevar os juros em 100 pontos-base”. Quem compra essa opção paga os 30% do valor da opção ao lançador e ambos esperam o resultado do Comitê ser divulgado.

Se o resultado se verificar e o Copom de fato elevar a Selic em 100 pontos-base, o comprador da opção recebe 100 e aufere um lucro de 70. O lançador da opção paga 100. Descontando-se os 30 recebido, ele perde 70. E ambos esperam a próxima reunião do Copom.

Essas opções são uma boa indicação das expectativas do mercado. Na sexta-feira, as opções encerraram o pregão pagando probabilidade de 80% para uma alta de 100 pontos-base.

Ou seja, considera-se que a essa probabilidade é elevada.

Em meados de julho, há pouco mais de dez dias, as opções de alta de 75 pontos-base pagavam algo ligeiramente acima de 60%. No encerramento do pregão de sexta, precificavam 7,5%, uma queda acentuada e rápida.

A avaliação dos especialistas da Levante Ideias de Investimento é que uma alta de 100 pontos-base vai provocar poucas oscilações no mercado, pois essa expectativa já está refletida nos preços.

Relatório Focus 

A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (02), mostra que as expectativas de taxa de juros permanecem elevadas.

A taxa referencial Selic prevista para dezembro de 2021 permanece nos 7% ao ano que foram atingidos na edição anterior.

Esse percentual está valendo para o fim de 2022, também inalterado ante a semana anterior. Isso significa que, pelo menos por agora, as projeções são de uma política monetária mais apertada até o fim do ano que vem, de modo a conter a inflação.

Porém, os prognósticos para o IPCA deste ano voltaram a subir e chegaram a 6,79%, ante os 6,56% da edição anterior.

E Eu Com Isso?

A semana e o mês de agosto começam com os contratos futuros do Ibovespa em alta, recuperando-se parcialmente das fortes quedas do último pregão de julho.

As notícias são positivas para a Bolsa.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: O Bitcoin vai subir mais.

O post A Selic vai subir 1% apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-selic-vai-subir-1/feed 0
A nova narrativa dos juros https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-nova-narrativa-dos-juros https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-nova-narrativa-dos-juros#respond Mon, 26 Jul 2021 15:14:58 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=28565 A divulgação da edição mais recente do Relatório Focus nesta segunda-feira (26) mostra uma mudança nas expectativas. Não foi um movimento de ruptura. Ao contrário, foi um ajuste construído gradualmente, semana a semana. Porém, o Focus mostra que os prognósticos para a taxa de juros referencial Selic mudaram de patamar. A projeção para dezembro deste… Read More »A nova narrativa dos juros

O post A nova narrativa dos juros apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A divulgação da edição mais recente do Relatório Focus nesta segunda-feira (26) mostra uma mudança nas expectativas.

Não foi um movimento de ruptura. Ao contrário, foi um ajuste construído gradualmente, semana a semana. Porém, o Focus mostra que os prognósticos para a taxa de juros referencial Selic mudaram de patamar.

A projeção para dezembro deste ano subiu para 7,00%. Para comparar, eram 6,50% há quatro semanas, e 5,75% no início de junho.

Isso quer dizer que, na cabeça dos agentes econômicos consultados para a elaboração do Focus, o fim de 2021 terá uma política monetária contracionista.

Caso o Banco Central decida não contrariar a narrativa dessa entidade chamada mercado, é quase certo que isso fique claro em algum momento neste trimestre.

Em breve, em alguma das reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), a palavra “estimulativa” deixará de ser aplicada à política monetária.

Esse movimento de ajuste ainda não terminou.

Na sexta-feira (23), o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), que é uma prévia do IPCA, indicou uma inflação de 0,72% em julho.

Esse resultado foi acima do esperado e indica uma inflação acima de 8% nos 12 meses até julho. Como o IPCA-15 e o IPCA são idênticos, com a única diferença sendo o período de apuração, é bastante provável que a inflação “oficial” siga muito acima da meta, obrigando o Banco Central a endurecer a política monetária por mais tempo e com mais firmeza do que o esperado anteriormente.

Isso terá um impacto profundo não apenas sobre a economia, como também sobre os ativos financeiros. É bastante provável que a alta dos juros demore um pouco para fazer a inflação retornar ao centro da meta.

Assim, tudo indica que teremos um cenário em que tanto as aplicações de renda fixa cujos rendimentos estejam vinculados ao CDI quanto aquelas de alguma maneira indexadas aos índices de inflação se tornem mais atrativas do que foram durante os últimos trimestres.

Indicadores

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) subiu 1,3 pontos em julho, para 82,2 pontos, maior valor desde outubro de 2020 (82,4 pontos).

Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 3,2 pontos, segundo aumento após seis meses consecutivos de queda, informou a Fundação Getulio Vargas na manhã desta segunda-feira (26).

Segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), a confiança dos consumidores cresceu pelo quarto mês consecutivo. Apesar da melhora das expectativas, os consumidores vem tendo dificuldade de recuperação financeira.

Isso é mais evidente nas famílias de menor poder aquisitivo. Elas vêm tendo mais dificuldade de obter emprego, organizar as finanças familiares e sofrem maior impacto do aumento dos preços principalmente dos alimentos.

E Eu Com Isso?

A semana começa com os mercados globais instáveis devido a um forte movimento de venda das ações chinesas. Os contratos futuros de Ibovespa começam o dia em leve alta e o mais provável é um comportamento positivo, em um cenário de volatilidade.

As notícias são positivas para a bolsa em um cenário de volatilidade.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Inflação supera expectativas.

O post A nova narrativa dos juros apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-nova-narrativa-dos-juros/feed 0
Há risco de inflação? https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ha-risco-de-inflacao https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ha-risco-de-inflacao#respond Thu, 22 Jul 2021 14:59:03 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=28474 Governo e oposição discutem se a inflação está, ou não, fora dos parâmetros. Enquanto isso, o comando do Banco Central está tendo de calibrar seu modo de atuação tendo em vista preços em alta. Tudo isso parece próximo, mas está acontecendo no Hemisfério Norte. Nos Estados Unidos, o governo democrata vem minimizando a alta de… Read More »Há risco de inflação?

O post Há risco de inflação? apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Governo e oposição discutem se a inflação está, ou não, fora dos parâmetros. Enquanto isso, o comando do Banco Central está tendo de calibrar seu modo de atuação tendo em vista preços em alta.

Tudo isso parece próximo, mas está acontecendo no Hemisfério Norte.

Nos Estados Unidos, o governo democrata vem minimizando a alta de preços, mas a oposição republicana está alertando para os índices cada vez mais elevados, tanto no atacado quanto no varejo.

Já o BCE (Banco Central Europeu) elevou sua meta de inflação para 2%. A anterior era abaixo desse percentual.

Além disso, economias menos relevantes, como o México, estão mostrando sinais de que os preços sobem.

Aqui no Brasil, apesar do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) ter mostrado uma acomodação, ela ocorreu em um patamar elevado.

E o IPCA, que traz a meta oficial, vem subindo concretamente e registrando expectativas cada vez maiores na edição semanal do Relatório Focus.

A inflação voltou a ser um problema mundial?

Provavelmente não.

Porém, o risco de descontrole de preços está maior do que estava anteriormente à pandemia. Para entender isso, temos de pensar na inflação como um fenômeno tanto monetário quanto da chamada economia real.

Pela definição acadêmica, inflação é um processo de elevação sistemática de todos os preços da economia.

Se, por exemplo, um navio encalhar no Canal de Suez e bloquear o transporte de petróleo, as cotações do petróleo vão subir.

É um aumento de preços, mas não é inflação.

Porém, se essa alta do petróleo contaminar, por exemplo, os preços das commodities, do aço e da energia por um período mais prolongado, aí pode ser considerado inflação.

No caso, inflação de oferta: a contração da oferta de uma commodity essencial pressiona os índices de preço.

Ao mesmo tempo, se o governo de um país começar a imprimir moeda de maneira desenfreada (por exemplo, monetizando a dívida pública), isso poderá provocar inflação.

No caso, inflação monetária: o excesso de dinheiro pressionando os preços.

O que está ocorrendo nos Estados Unidos, na Europa e, por consequência, no Brasil, é uma alta de preços tanto monetária quanto da economia real.

No caso real, o exemplo mais didático é o dos microchips, cujas cadeias de produção foram afetadas pela pandemia.

Esses componentes são essenciais para a produção de inúmeros itens -de automóveis a aparelhos médicos – e a queda da demanda eleva os preços, compromete a produção de equipamentos e pode disparar um processo inflacionário.

No caso da inflação monetária, as políticas expansionistas do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, do Banco Central Europeu e das autoridades monetárias da China, do Japão e da Inglaterra justificam uma alta sistemática de preços devido à expansão monetária.

O quanto disso é um risco?

Durante as últimas décadas, a expansão monetária, especialmente nos Estados Unidos, foi compensada por ganhos de produtividade (especialmente na China) e por um aumento da produção de alimentos que manteve controlados os preços da comida.

Agora, a expansão monetária se acelerou e a economia se contraiu. O resultado é não só um aumento da inflação, mas a volta de uma inflação “antiga”, semelhante à dos anos 1970.

A questão de vários trilhões de dólares é se os banqueiros centrais têm as ferramentas para conter a expansão dos preços.

E Eu Com Isso?

Os mercados no Brasil e nos Estados Unidos iniciam o dia em leve alta, mantendo a trajetória de recuperação das perdas registradas na segunda-feira (19).

No entanto, a alta pode ser comprometida devido a notícias ruins com os resultados corporativos nos Estados Unidos.

As notícias são positivas para a bolsa em um cenário de volatilidade.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Como o BC vê a inflação.

O post Há risco de inflação? apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ha-risco-de-inflacao/feed 0
Semana curta e intensa https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/semana-curta-e-intensa https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/semana-curta-e-intensa#respond Mon, 05 Jul 2021 14:23:56 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=27618 A primeira semana de julho tende a ser um momento de refluxo nos mercados. Nos Estados Unidos, os pregões suspendem as atividades devido ao feriado de 4 de julho. Como neste ano o Dia da Independência foi em um domingo, a folga ficou para hoje, segunda-feira. No Brasil, o feriado paulista de 9 de julho… Read More »Semana curta e intensa

O post Semana curta e intensa apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A primeira semana de julho tende a ser um momento de refluxo nos mercados. Nos Estados Unidos, os pregões suspendem as atividades devido ao feriado de 4 de julho.

Como neste ano o Dia da Independência foi em um domingo, a folga ficou para hoje, segunda-feira.

No Brasil, o feriado paulista de 9 de julho interrompe os negócios na B3. Isso deixa o mercado sem direção, apesar de as demais praças continuarem funcionando.

Apesar da queda do número de pregões e da consequente redução da liquidez, a semana promete ser intensa em vários sentidos.

Na sexta-feira (02), a divulgação de um nível de emprego americano (“non-farm payroll”) acima do esperado em junho revigorou o debate sobre o momento em que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) vai reduzir as medidas de estímulo à economia.

Na comemoração americana do domingo (04), boa parte dos estabelecimentos abriu suas portas. O próprio presidente Joseph Biden recebeu mil servidores públicos e militares para uma festa nos jardins da Casa Branca, a primeira recepção oficial desde a ampliação da vacinação.

Tudo isso indica uma aceleração no processo de normalização da economia americana, com reflexos importantes sobre a liquidez e os juros no mercado internacional.

Guardadas as devidas proporções, um fenômeno semelhante vai ocorrer por aqui.

Na quinta-feira (08), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deverá divulgar o IPCA de junho, cravando a inflação “oficial” para o primeiro semestre do ano.

Isso também deverá balizar as expectativas do mercado para o comportamento da taxa Selic.

Por enquanto, não houve alteração das expectativas para os juros, apesar de os novos cálculos indicarem movimentos de alta no PIB (Produto Interno Bruto) e na inflação.

Relatório Focus

A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (05), mostra uma elevação da projeção de crescimento econômico para 2021.

A estimativa de avanço do Produto Interno Bruto avançou para 5,18% ante os 5,05% da semana anterior, e dos 4,36% de há quatro semanas.

A estimativa de inflação subiu para 6,07% ante 5,97% da semana anterior.

É a primeira vez que o prognóstico está acima dos 6% desde 2019.

O dólar previsto para dezembro recuou para R$ 5,04 ante os R$ 5,10 da pesquisa anterior.

A única variável que não se alterou foi a estimativa para a taxa Selic de dezembro, que permanece em 6,50%.

No entanto, a Selic esperada para dezembro de 2022 subiu para 6,75%, ante os 6,50% da edição anterior.

E Eu Com Isso?

A segunda-feira será um dia sem tendência definida devido à interrupção dos negócios nos Estados Unidos em função do feriado do 4 de julho.

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam o dia com uma leve baixa, em um pregão que deverá ser marcado por uma forte volatilidade.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: A Selic ameaça a bolsa?

O post Semana curta e intensa apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/semana-curta-e-intensa/feed 0
O impacto da reforma tributária https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-impacto-da-reforma-tributaria https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-impacto-da-reforma-tributaria#respond Mon, 28 Jun 2021 15:04:49 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=27068 A segunda fase da proposta de reforma tributária, enviada ao Congresso pelo Ministério da Economia na sexta-feira (25), provocou e deverá continuar provocando muitos solavancos entre os investidores. Algumas das medidas sugeridas já eram esperadas, como a tributação sobre os dividendos e a extinção do pagamento de proventos na forma de JCP (Juros Sobre o… Read More »O impacto da reforma tributária

O post O impacto da reforma tributária apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A segunda fase da proposta de reforma tributária, enviada ao Congresso pelo Ministério da Economia na sexta-feira (25), provocou e deverá continuar provocando muitos solavancos entre os investidores.

Algumas das medidas sugeridas já eram esperadas, como a tributação sobre os dividendos e a extinção do pagamento de proventos na forma de JCP (Juros Sobre o Capital Próprio).

Outras foram francamente populistas, como a elevação do limite de isenção para a pessoa física dos atuais R$ 1.900 para R$ 2.500 – acima da proposta original do Ministério, que era de R$ 2.400.

A alteração deve conceder o benefício da isenção para cerca de 16 milhões de contribuintes, o dobro do contingente atual.

Algumas das iniciativas são pertinentes, como uniformizar em 15% a alíquota fiscal para os investimentos em fundos e em ações.

Atualmente, o ganho de capital dos investidores em ações é tributado em 20% nas operações “day-trade” e em 15% nas operações de prazo mais longo, ainda que esse período “mais longo” seja apenas um dia.

Além disso, a tributação sobre os fundos de investimento passa a ocorrer apenas uma vez por ano, em vez das duas cobranças anuais em vigor.

As distorções, porém, continuam.

Contrariando as expectativas, a proposta do Ministério passa a tributar os rendimentos dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII) com cotas negociadas em bolsa. Atualmente, esses rendimentos são isentos.

No entanto, outras aplicações de base imobiliária, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) permanecem isentos, assim como os papéis lastreados por ativos agrícolas.

Como qualquer mudança tributária, a proposta apresentada ao Congresso na sexta-feira (25) trará muita discussão e muita contestação.

O grande problema, porém, é que essa reforma não é estrutural.

Ela altera as alíquotas de imposto sobre pessoas e empresas, passa a tributar rendimentos hoje isentos, mas não resolve o desequilíbrio crônico das contas públicas, nem a distorção tributária que reduz a eficiência da produção e encarece o consumo ao lançar impostos em cascata sobre as atividades produtivas.

Relatório Focus

A edição mais recente do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (28), mostra poucas alterações em relação à edição da semana passada.

A projeção de crescimento da economia avançou levemente para 5,05% ante os 5,00% da edição anterior.

O prognóstico para a inflação de 2021, medida pelo IPCA, subiu para 5,97% ante os 5,90% anteriores.

Permaneceram inalteradas as projeções para os juros e o dólar.

A taxa Selic esperada para dezembro seguiu em 6,50% e a taxa de câmbio prevista para o fim do ano se manteve em R$ 5,10.

Indicadores

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) subiu 3,4 pontos em junho para 107,6 pontos, maior valor desde fevereiro (107,9 pontos).

Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 1,1 ponto, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Após cinco quedas consecutivas, o ISA (Índice Situação Atual) subiu 1,8 ponto, para 111,3 pontos.

O IE (Índice de Expectativas) subiu 5,0 pontos para 104,0 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada subiu 1,6 ponto percentual, para 79,4 por cento, maior valor desde janeiro (79,9 por cento).

E Eu Com Isso?

A semana começa com os contratos futuros em baixa.

O mercado permanece na expectativa tanto dos desdobramentos da proposta de reforma tributária quanto das novidades no cenário político, o que deve elevar a volatilidade dos ativos.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Entrega de relatório da Reforma Tributária.

O post O impacto da reforma tributária apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-impacto-da-reforma-tributaria/feed 0