inflação em alta – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Wed, 09 Feb 2022 17:26:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png inflação em alta – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 A inflação persiste https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-inflacao-persiste https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-inflacao-persiste#respond Wed, 09 Feb 2022 17:26:38 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36337 Esta quarta-feira (09) é um dia de inflação. Logo cedo, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) anunciou a inflação na primeira quadrissemana de fevereiro para a cidade de São Paulo, com uma alta de 0,79% nos preços. A inflação se acelerou ante os 0,74% da quadrissemana anterior, e também ficou acima dos 0,57% da… Read More »A inflação persiste

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Esta quarta-feira (09) é um dia de inflação. Logo cedo, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) anunciou a inflação na primeira quadrissemana de fevereiro para a cidade de São Paulo, com uma alta de 0,79% nos preços. A inflação se acelerou ante os 0,74% da quadrissemana anterior, e também ficou acima dos 0,57% da primeira quadrissemana de janeiro.

Em seguida, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou a primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de fevereiro, mostrando uma inflação de 1,38%, abaixo dos 1,41% da primeira prévia de janeiro. No acumulado de janeiro, o IGP-M registrou uma alta de preços de 1,82%.

Na primeira prévia do IGP-M de fevereiro, o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) registrou uma alta de preços de 1,75%. O IPA representa 60% do IGP-M.

E, finalmente, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma inflação de 0,54% em janeiro, abaixo dos 0,73% de dezembro. Nos 12 meses até janeiro, a inflação medida pelo IPCA foi de 10,38%, acima dos 10,06% nos 12 meses anteriores. Em janeiro de 2021, a alta havia sido de 0,25%. Segundo o IBGE, foi a maior alta para o mês de janeiro desde os 1,27% de 2016.

O que esse autêntico balaio de números mostra é algo que ficou claro na Ata da 244ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada na terça-feira (08): “A inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes, e segue se mostrando mais persistente que o antecipado”. Mais do que isso, a Ata informa que “a alta nos preços dos bens industriais não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, ainda refletindo a gradual normalização da atividade no setor”.

Até o início do quarto trimestre de 2021, a aceleração dos índices de preços esteve concentrada em alimentos, energia e combustíveis. As causas eram bem definidas. A estiagem reduziu a produção agrícola e tornou a comida mais cara. Além disso, a alta das commodities agrícolas no mercado internacional em um momento de depreciação do real em relação ao dólar amplificou esse movimento.

A estiagem reduziu a geração de eletricidade por meios hídricos e aumentou a participação da energia térmica, trazendo surpresas desagradáveis a cada conta de luz. E, para complicar ainda mais, a cotação do barril de petróleo avançou bastante. Combustível mais caro pressionou os custos do transporte.

Os desdobramentos desse cenário se alteraram nos últimos meses do ano passado. Gradativamente, a alta de preços localizada em alimentos, energia e combustíveis se espalhou pelos demais setores da economia. Era de se esperar que isso ocorresse.

Teoricamente, o preço dos serviços de um pintor de paredes ou de uma manicure não é afetado pela alta internacional do barril do petróleo. Porém, eles têm de comer todos os dias e precisam morar em algum lugar. Se fazer isso fica mais caro, o pintor e a manicure até podem resistir a elevar o preço de seus serviços por algum tempo para não perder a freguesia. No entanto, em algum momento eles terão de reajustar o que cobram.

À medida que esse movimento de reajustes se espalha pelos diversos setores da economia, a inflação se torna mais e mais persistente e mais difícil de combater. O que indica que o BC (Banco Central) deverá manter os juros em alta por algum tempo.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciam a quarta-feira em alta devido às expectativas positivas com os resultados das empresas, que estão sendo divulgados.

As notícias são positivas para a Bolsa.

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Leia também: Defenda seu dinheiro da inflação.

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A maratona do BC https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-maratona-do-bc https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-maratona-do-bc#respond Thu, 28 Oct 2021 14:47:28 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32568 Uma boa comparação com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) foi com uma corrida de longa distância entre o BC (Banco Central) e a inflação. Durante quase todo o ano de 2021, a manutenção de uma política monetária frouxa fez com que a inflação ganhasse vantagem sobre o BC e se distanciasse cada… Read More »A maratona do BC

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Uma boa comparação com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) foi com uma corrida de longa distância entre o BC (Banco Central) e a inflação.

Durante quase todo o ano de 2021, a manutenção de uma política monetária frouxa fez com que a inflação ganhasse vantagem sobre o BC e se distanciasse cada vez mais. Agora, com a elevação da taxa referencial Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano, e com a “promessa” de que haverá outro aumento da mesma magnitude na reunião de dezembro, o BC parece ter acelerado e ganho distância suficiente para empatar com a inflação.

Na prática, o BC vai aumentar os juros em três pontos percentuais, elevando a Selic de 6,25% para 9,25% ao ano. O único detalhe é que esse aumento se dará em duas etapas, com um intervalo de sete semanas entre eles.

E o Comunicado foi bastante claro em indicar um cenário adverso à frente. Uma comparação com o texto da reunião anterior, publicado no dia 22 de setembro, mostra várias alterações importantes em como o Copom vê a economia:

– o cenário externo para as economias emergentes tornou-se “mais desafiador”, ante um ambiente “favorável, mas que pode tornar-se desafiador”.

– a economia brasileira está mostrando uma “evolução ligeiramente abaixo da esperada” em vez de uma “evolução positiva com recuperação robusta no segundo semestre”.

– a projeção de inflação do Copom em 2021 subiu para 9,5% ante 8,5%, e o esperado em 2022 avançou para 4,1%, ante 3,7%.

– a projeção para os preços administrados, que incluem as tarifas públicas e que vêm sendo um espinho no pé do maratonista, subiu para 17,1% ante 13,1% em 2021 e para 5,2% ante 4,8% em 2022. O Copom manteve inalterada a hipótese de bandeira tarifária “escassez hídrica” até dezembro desde ano e de “vermelha patamar 2” até dezembro de 2023.

– a projeção de juros do Copom em 2022 subiu para 9,75%, ante 8,50%.

Para além dos números, o Copom foi muito claro ao admitir a gravidade da situação. “O Comitê avalia que recentes questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevaram o risco de desancoragem das expectativas de inflação”, diz o texto.

Isso “aumenta a assimetria altista no balanço de riscos” e “implica maior probabilidade de trajetórias para a inflação acima do projetado”.

E também não deixou dúvidas quanto ao tratamento prescrito, afirmando que “neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance ainda mais no território contracionista” mesmo sabendo que “essa decisão implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.

A primeira tarefa de um banqueiro central é organizar as expectativas dos agentes econômicos para poder conduzir a política monetária de maneira eficiente.

Por isso, a interpretação desse comunicado mostra que o BC abandonou a suavidade no tratamento da inflação. Isso ficou claro quando o Comunicado reconhece a alta de preços, tanto no geral quanto nos administrados.

Na avaliação dos analistas da Levante Ideias de Investimentos há algumas críticas. Uma delas é que o Comunicado trata apenas de uma ancoragem “genérica”, sem especificar qual o período. E outra é que, nos últimos Comunicados, todas as decisões têm sido anunciadas como unânimes. Quem já observou dois economistas conversando sabe que unanimidade é fator escasso.

A velha piada é que quando três economistas conversam sobre um problema, eles sugerem quatro soluções para ele. E dificilmente a decisão de descumprir o que foi prometido no Comunicado e na Ata da reunião anterior, de elevar os juros em um ponto percentual, teria sido uma decisão unânime.

Qual a consequência de tudo isso?

O problema que já tratamos aqui e que continuaremos tratando. Enquanto não houver uma âncora fiscal firme para ancorar os preços, será necessário recorrer à âncora monetária, mantendo os juros elevados.

Assim, deverá haver uma revisão drástica para baixo nas expectativas de crescimento da economia brasileira em 2022.

Isso deve levar a revisões táticas na implantação de sua estratégia de investimentos. Porque, na maratona da economia, o BC pode até ter emparelhado com a inflação, mas ainda há muita pista pela frente.

Indicadores 

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) subiu 0,64% em outubro, após queda de 0,64% em setembro. Com este resultado, o índice acumula alta de 16,74% no ano e de 21,73% em 12 meses.

Em outubro de 2020, o índice havia subido 3,23% e acumulava alta de 20,93% em 12 meses. A queda menos intensa do minério de ferro, cujos preços recuaram 8,47% ante a queda de 21,74% em setembro, e a alta de 6,61% no preço do diesel pressionaram a inflação.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) subiu 0,53% em outubro, após queda de 1,21% em setembro. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou 1,05% em outubro, ante 1,19% em setembro. E o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,80% em outubro, ante 0,56% em setembro.

E Eu Com Isso?

O endurecimento da política monetária e o esperado desaquecimento suplementar da economia provocaram um impacto negativo no mercado, com os contratos futuros do Ibovespa iniciando o dia em baixa, apesar da alta em Wall Street.

As notícias são negativas para a Bolsa.

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Leia também: Copom aumenta Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano.

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Alta dos combustíveis https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/alta-dos-combustiveis https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/alta-dos-combustiveis#respond Tue, 05 Oct 2021 14:38:23 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31521 O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), continua em busca de uma solução para apaziguar a alta nos preços dos combustíveis. Com poucas novidades em outras agendas legislativas, Lira gostaria de chegar a um consenso sobre como contornar o preço salgado nas bombas com líderes partidários ainda nesta semana. Em outras frentes do… Read More »Alta dos combustíveis

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), continua em busca de uma solução para apaziguar a alta nos preços dos combustíveis. Com poucas novidades em outras agendas legislativas, Lira gostaria de chegar a um consenso sobre como contornar o preço salgado nas bombas com líderes partidários ainda nesta semana.

Em outras frentes do Congresso, a PEC dos Precatórios segue cumprindo com os prazos de audiência pública na comissão especial e o Senado Federal pode votar nesta terça (5) o novo marco legal das ferrovias – com ressalvas sendo feitas, sobre o último relatório, pelo setor privado e pelo ministério da Economia.

Na reunião de líderes realizada na segunda-feira (4) à noite, o que se observou foi fortes resistências às propostas colocadas em discussão. À mesa, estava a possibilidade de alteração na cobrança de ICMS em combustíveis, prevendo a uniformização das alíquotas de imposto nos estados; ou então a criação de um fundo de estabilização de preços, que poderia utilizar parte dos dividendos distribuídos pela Petrobras (PETR3/PETR4) ao governo.

Com relação à fixação da alíquota do ICMS, haveria um imbróglio de agenda, uma vez que a medida teria de ser via PEC (Proposta de Emenda à Constituição), com rito mais demorado.

Além disso, parlamentares ficaram reticentes com a possibilidade de superar uma intensa articulação contrária à proposta por parte de governadores.

Já a alternativa que prevê a criação do fundo não é inédita e já empacou em outras ocasiões no Congresso, tanto por falta de interesse político na medida quanto em dificuldades acerca do financiamento do fundo.

E Eu Com Isso?

Existem vários fatores que justificam a alta dos combustíveis e uma série de interesses econômicos sobre o bem, por se tratar de um bem amplamente utilizado pela população.

Ao governo federal, interessa mitigar a alta para conter os efeitos inflacionários sentidos pelo bolso do consumidor. Para os governos estaduais, o ICMS é importante fonte arrecadatória.

Sendo assim, não enxergamos uma solução de curto prazo para a questão.

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Leia também: Auxílio Brasil garantido.

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Copom eleva taxa Selic para 6,25% ao ano https://levanteideias.com.br/artigos/copom-eleva-taxa-selic-para-625-ao-ano https://levanteideias.com.br/artigos/copom-eleva-taxa-selic-para-625-ao-ano#respond Wed, 22 Sep 2021 21:28:06 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31156 Depois de muita expectativa para saber de quanto seria o aumento da Selic, o Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou, nesta quarta-feira (22), que a taxa básica de juros subiu para 6,25% ao ano, maior nível em mais de dois anos. Essa foi a quinta alta consecutiva da taxa. O aumento definido nessa reunião vai… Read More »Copom eleva taxa Selic para 6,25% ao ano

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Depois de muita expectativa para saber de quanto seria o aumento da Selic, o Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou, nesta quarta-feira (22), que a taxa básica de juros subiu para 6,25% ao ano, maior nível em mais de dois anos. Essa foi a quinta alta consecutiva da taxa.

O aumento definido nessa reunião vai de acordo com a expectativa do mercado, que esperava uma elevação de um ponto percentual na taxa. Na reunião anterior, em 4 de agosto, o Copom elevou a Selic ao patamar de 5,25% ao ano, um aumento de 100 pontos-base.

De acordo com a edição mais recente do Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (20), a projeção do mercado é que a Selic termine 2021 no patamar de 8,25% ao ano. Ademais, a projeção para o fim de 2022 é que a taxa básica de juros suba para 8,50% ao ano. Em 2023 e 2024, a estimativa é de 6,75% ao ano e de 6,50% ao ano, respectivamente.

“Para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, afirma o Copom.

Inflação em alta

A inflação tem sido um dos principais motivos de preocupação do mercado em relação à economia e a principal razão para as recentes altas da Selic.

Nesse sentido, em agosto, a inflação subiu 0,87%. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa é a maior inflação para o mês em 21 anos.

Além disso, no ano, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula alta de 5,67% e, em 12 meses, de 9,68%. Este último é o maior acumulado desde fevereiro de 2016. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021 é de 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Na edição de segunda-feira (20) do Boletim Focus, a previsão da inflação subiu de 8% para 8,35% em 2021. Essa foi a 24ª elevação consecutiva do indicador. Dessa forma, como maneira de contornar a alta da inflação, o Banco Central utiliza a Selic como ferramenta para tentar controlar e manter a inflação na meta. 

A percepção dos analistas da Levante Ideias de Investimento é que apenas a divulgação do RTI (Relatório Trimestral de Inflação), agendada para o dia 30 de setembro, vai levar a uma convergência entre os prognósticos do mercado e a percepção do BC.

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Copom anuncia aumento da taxa Selic para 5,25% ao ano https://levanteideias.com.br/artigos/copom-anuncia-aumento-da-taxa-selic-para-525-ao-ano https://levanteideias.com.br/artigos/copom-anuncia-aumento-da-taxa-selic-para-525-ao-ano#respond Wed, 04 Aug 2021 21:37:59 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=29418 O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou, nesta quarta-feira (04), o aumento da taxa de juros básicos, a Selic, para 5,25% ao ano, um aumento de um ponto percentual. Essa é a quarta alta seguida, e o resultado vai ao encontro da expectativa do mercado, que esperava um aumento de 100 pontos-base. Na última reunião,… Read More »Copom anuncia aumento da taxa Selic para 5,25% ao ano

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O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou, nesta quarta-feira (04), o aumento da taxa de juros básicos, a Selic, para 5,25% ao ano, um aumento de um ponto percentual. Essa é a quarta alta seguida, e o resultado vai ao encontro da expectativa do mercado, que esperava um aumento de 100 pontos-base.

Na última reunião, em 16 de junho, o Copom elevou a Selic ao patamar de 4,25% ao ano, um aumento de 0,75 ponto percentual.

Apesar do aumento, há uma discussão entre os investidores se faz sentido realizar esse aperto na política monetária agora.

Entretanto, a alta da Selic já era esperada, ainda mais com o patamar, por ora, elevado da inflação no Brasil. Na última edição, o Boletim Focus, por exemplo, projetou que a taxa Selic chegue a 7% ao final do ano, mantendo-se próxima a esse patamar até o fim de 2022.

Ainda nessa linha, o Boletim Focus estima que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – a inflação oficial – ficará em 6,79% no ano. O centro da meta para 2021 é de 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. Atualmente, a inflação acumulada no ano está em alta de 3,77%, e, no acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 8,35%.

Apesar de os dados do IPCA de julho ainda não terem sido divulgados, a expectativa é de nova alta. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), que mede a prévia oficial da inflação, registrou inflação de 0,72% em julho, maior valor do índice para o mês desde 2004 (0,94%).

Dessa forma, como maneira de contornar a alta da inflação, o Banco Central utiliza a Selic como ferramenta para tentar controlar e manter a inflação na meta. 

Para a próxima reunião, o Comitê prevê um aumento da mesma magnitude. “O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, afirma o Copom.

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A melhor dosagem para os juros | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-melhor-dosagem-para-os-juros https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-melhor-dosagem-para-os-juros#respond Fri, 30 Jul 2021 12:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=29130 A semana termina com incertezas em relação aos futuros passos da política de juros no País. A aposta quase unânime é de aumento de um ponto na reunião da próxima semana do Copom, com a Selic indo a 5,25%, agora, e 7% (ou até mais) no fechamento do ano. A dúvida é quanto à eficácia… Read More »A melhor dosagem para os juros | Denise Campos de Toledo

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A semana termina com incertezas em relação aos futuros passos da política de juros no País. A aposta quase unânime é de aumento de um ponto na reunião da próxima semana do Copom, com a Selic indo a 5,25%, agora, e 7% (ou até mais) no fechamento do ano. A dúvida é quanto à eficácia e aos efeitos colaterais desse aperto.

Não há dúvidas de que a inflação vem mantendo-se persistentemente elevada. O acumulado em 12 meses passa de 8%, e as projeções para 2021 estão na faixa de 6%. Para uma economia ainda muito indexada, com custos acumulados no atacado e setores ainda engatando uma retomada mais firme, carentes de recomposição de ganhos, temos uma combinação muito propícia para mais pressões de preços. E vale lembrar que, além do estouro do teto da meta deste ano, já há indicações de que a inflação de 2022 possa ficar acima do centro da meta, que será de 3,5%.

A questão é que a alta da inflação vem sendo puxada por muitos aumentos que independem dos juros ou da atividade doméstica, como a alta de commodities, de alimentos, de petróleo, de minério, dos preços administrados ou insumos e de componentes que ficaram escassos por desequilíbrios estruturais ou de produção. A energia pode até ter novos aumentos em função da crise hídrica e do uso das termelétricas, pesando mais nos índices. Mas não há uma pressão de demanda. A demanda em recuperação é que poderá dar margem para as recomposições que foram citadas. Só que juros muito altos, encarecendo o crédito, não só para os consumidores, mas também para as empresas, podem, em alguma medida, tirar fôlego dessa retomada. A economia pode ter mais dificuldade para manter um potencial maior de avanço. Potencial já comprometido pelo desemprego, pela perda de renda, até em função da inflação mais elevada, mas também pelo desequilíbrio gerado pela pandemia, com aumento da pobreza, e pelo endividamento maior. 

Claro que não dá para facilitar com a inflação, e, justamente por isso, o Banco Central acertou ao retomar a elevação dos juros. Sendo que os juros mais altos, até pelo diferencial em relação aos praticados no exterior, colaboram para uma maior atratividade para o capital externo. Isso pode ajudar a manter o dólar em patamar mais baixo. E o dólar é um diferencial importante na formação de preços. A dosagem do remédio é que deve ser bem avaliada. Não dá para ceder apenas ao recado que vem da curva de juros. Vale considerar, inclusive, que alguns preços de atacado estão cedendo, como mostrou o IGPM de junho, com alta de 0,78%, longe de uma variação confortável, mas abaixo das projeções. 

Ainda que o aumento agora seja de um ponto na Selic, como sinalizam as apostas do mercado, e os investidores mais conservadores agradeçam o ganho de rentabilidade, os ajustes futuros devem ser bem avaliados, não apenas sob o aspecto da convergência das projeções de inflação.

Embora o controle da inflação seja o objetivo da política do BC, temos uma situação atípica de desempenho da economia, prejudicado pela pandemia, que pode sofrer as consequências, inclusive, do cenário político mais conturbado. Aí muitos podem lembrar que esse cenário também traz incertezas do ponto de vista fiscal e, até, da estabilidade do mercado e do dólar. Mesmo assim, cabe uma avaliação mais cuidadosa das implicações de ajustes mais pesados na política de juros.

A Coluna da Denise Campos é publicada toda sexta-feira em nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

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Leia mais da Denise Campos de Toledo: Cenário de retomada não minimiza o peso das incertezas.

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Incertezas sustentam alta dos juros | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/incertezas-sustentam-alta-dos-juros https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/incertezas-sustentam-alta-dos-juros#respond Fri, 25 Jun 2021 12:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=26927 A semana teve uma importante agenda de referência para as expectativas em relação à política de juros, a ser implementada no Brasil, ou o que se pode esperar em termos de ajuste da taxa básica. Saiu a ata da reunião do Comitê de Política Monetária da semana passada, o Relatório Trimestral de Inflação e novos… Read More »Incertezas sustentam alta dos juros | Denise Campos de Toledo

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A semana teve uma importante agenda de referência para as expectativas em relação à política de juros, a ser implementada no Brasil, ou o que se pode esperar em termos de ajuste da taxa básica.

Saiu a ata da reunião do Comitê de Política Monetária da semana passada, o Relatório Trimestral de Inflação e novos índices de preços. E não houve muita mudança nas expectativas, além da deflagrada pela última elevação da Selic e o comunicado do Copom.

Os juros vão subir mais que era esperado até chegarem ao patamar neutro, diante de pressões inflacionárias que devem prosseguir por uma série de fatores.

Ainda que se possa contar com o dólar em nível mais baixo, até por reflexo da elevação dos juros, e com alguma acomodação dos preços de commodities, a inflação, além de continuar rodando muito acima do teto da meta, ainda sente o impacto das commodities mais caras sobre os preços de varejo e da falta de alguns materiais e insumos, por desequilíbrios entre oferta e demanda, provocados pelas incertezas relacionadas à pandemia. 

Por outro lado, a retomada da atividade ainda tende a dar margem para mais aumentos de preços e, no cenário interno, tem todo o risco relacionado à crise hídrica. A forte correção que deve ser aplicada sobre as bandeiras tarifárias deve ter impacto significativo sobre as contas de energia, afetando também os custos para as empresas, com possível repasse para os preços de produtos e serviços. Isso, além do que deve ocorrer apenas pela retomada da atividade pós fase mais pesada da crise sanitária.

Nessa questão da energia, o próprio BC vê um possível impacto negativo sobre a atividade, que não é descartado nem pelo Ministério da Economia. Paulo Guedes falou em um “racionamento” provocado pelos preços. Seria a redução do consumo de energia para evitar despesas maiores, o que, de fato, pode ter alguma implicação sobre o ritmo de retomada. Sem esquecer da possibilidade de ser imposto algum tipo de racionamento, para evitar o risco de apagões, dada a gravidade da crise hídrica. O Ministério das Minas e Energia vem buscando amparo legal para as medidas que pretende tomar para gerenciar a crise.

Mas, mesmo com algumas incertezas relacionadas à atividade, a expectativa é de aceleração do crescimento, com uma expansão do PIB que deve ficar entre 5 e 6% este ano.

Essa projeção e mais a lista de fatores citados, que podem influenciar a trajetória da inflação, devem confirmar uma elevação maior dos juros básicos até o final do ano. Movimento que ainda pode ter o reforço das especulações constantes quanto ao corte de estímulos e antecipação da alta dos juros pelo Federal Reserve, nos Estados Unidos. Indicação que poderia limitar o impacto da alta dos juros por aqui, especialmente via câmbio.

Esse cenário de juros em alta já tem favorecido as aplicações de renda fixa, com o aumento do interesse dos investidores, especialmente, os de perfil mais conservador.

As incertezas fiscais e políticas do País também colaboram, já que trazem algum risco adicional de maior volatilidade dos ativos, o que, inclusive, também reforçaria a já prevista tendência de alta mais forte dos juros. CPI da Covid, crise hídrica, ampliação dos gastos com foco nas eleições, jabutis por interesse político, incluídos na agenda de pautas relevantes podem, inclusive, atrapalhar a esperada acomodação do câmbio, decorrente da alta dos juros. Dólar baixo se, tudo mais, correr dentro do previsto.

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