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Como a redução da Selic afeta os investimentos no longo prazo

A redução da Selic ao patamar atual (2,00% ao ano, no caso da Meta) afetou de diversas maneiras os investimentos – e, ainda mais, terá consequências duradouras. Com a taxa no nível em que a vemos hoje em dia, alguns investimentos ganharam mais força, atraindo assim mais investidores, enquanto outros, por enquanto, foram deixados de lado. São os casos, por exemplo – e respectivamente -, dos ativos de renda variável da Bolsa e de alguns títulos públicos. No caso destes últimos, porém, é válido ressaltar que, mesmo no cenário atual, eles ainda continuam sendo boas opções frente à poupança. Está entre os principais erros dos investidores agir impulsivamente diante de situações como a da redução da Selic à sua mínima histórica; por isso: manter a calma e buscar informações de qualidade são passos essenciais agora.

Assim, é importante que você saiba que existe uma série de elementos responsáveis por dar dinâmica ao mercado. E, entre eles, está justamente a Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira.

Para entender um pouco melhor os impactos da redução da Selic na escolha dos seus investimentos, continue a leitura deste artigo.

O que há por detrás da queda da Selic?

Como já dito, a Selic é a taxa básica de juros da economia. Na prática, ela influência todas as outras taxas de juros que são cobradas no Brasil e, mais ainda, é definida a cada 45 dias pelo BC (por meio do Copom) como forma de ou estimular a economia ou regular a inflação. Assim, de maneira geral, quando a Selic se eleva, a inflação tende a cair – e vice-versa. Isto é: há, entre ambas, uma relação inversamente proporcional.

Com sua elevação, transações como empréstimos e financiamentos ficam mais caras, o que, por sua vez, diminui o consumo. Pela lógica de mercado, se a procura por produtos e serviços cai, a inflação segue o mesmo fluxo, impulsionada pela redução do consumo.

Já a queda da Selic promove o efeito contrário, “barateando” as operações mencionadas anteriormente. Consequentemente, a busca por crédito na hora de abrir ou manter um negócio, por exemplo, fica mais fácil. Em circunstâncias adversas, como a atual, a atual redução da Selic visa justamente a criar um ambiente mais favorável ao consumo, de maneira geral.

Quais são os principais impactos dessa redução na hora de investir?

Nos investimentos indexados à Selic, a diminuição da taxa compromete a rentabilidade projetada. Isto faz com que investidores busquem, no geral, outras soluções – ou, ainda mais, pensem em novas estratégias. Abaixo, você verá as consequências de longo prazo da diminuição da Selic ao nível atual.

Aumento da demanda por investimentos de renda variável

Com a redução da Selic ao patamar atual, foi-se a época em que os investimentos em renda fixa vinculados à Selic proporcionavam retorno de aproximadamente 14% ao ano. Isto, é claro, não significa que tais investimentos em renda fixa “estejam mortos”, como muitos dizem, mas sim que, agora, estratégias mais elaboradas de investimento são necessárias para que seja possível obter maior rentabilidade.

Como dito anteriormente, diante das reduções gradativas da taxa, ela chegou a 2% ao ano. Assim, houve uma debandada de investidores (até os mais conservadores) para a outra ponta: a renda variável, que oferece diversos investimentos que possibilitam ganhos elevados. Aqui, chama atenção principalmente a quantidade de ingressantes na B3, a Bolsa de Valores brasileira. Entre 2019 e 2020, o número dobrou.

Preferência por ativos indexados a outros índices

Outra consequência, correlacionada à primeira, é a busca por ativos que não estejam ligados à Selic. É aqui que entra a diversificação da carteira, posto que ter apenas ativos ligados à taxa pode não ser tão lucrativo quanto era em anos anteriores.

O momento desafiador atual praticamente acionou um alerta quanto à qualidade da diversificação dos ativos e à maneira como ela é decisiva para impulsionar ganhos e, simultaneamente, amenizar possíveis perdas. Na prática, se você ainda preferir investir em títulos do Tesouro Direto, é válido também vislumbrar aqueles indexados ao IPCA, a fim de manter uma rentabilidade mais veemente.

Agora, conhecendo melhor os resultados da redução da Selic, é preciso acompanhar as tendências recentes do mercado e injetar dinheiro nos ativos mais interessantes no momento, com boa projeção aos prazos médio e longo. Algumas boas alternativas são Fundos de Investimentos em Ações (FIAs) e Ações específicas. Na hora de filtrar as melhores opções, não hesite em consultar analistas certificados, além de se manter bem informado.

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