Fazendo contas

O que fazer com a restituição do Imposto de Renda?

*Atualizada em 19/09/18

A Receita Federal liberou no dia 10 de setembro a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda. No total, mais de R$ 3,3 bilhões voltarão para as mãos de 2,6 milhões de contribuintes. O valor médio a ser recebido é de R$ 1.246, que pode (e deve) ser usado para começar um novo investimento.

Se você está recebendo agora a sua restituição, significa que você está entre idosos e os primeiros que enviaram a declaração. A correção da restituição, a ser depositada nas contas dos contribuintes neste dia 15 de agosto, será de 2,58%, de acordo com a Selic retroativa a maio deste ano.

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Como consultar se a sua restituição do Imposto de Renda foi liberada?

Se você ainda não sabe se será contemplado com a restituição, pode fazer a consulta na página da Receita Federal, por meio do aplicativo para tablets ou smartphones ou pelo telefone 146.

O que fazer com o dinheiro da restituição?

Primeiro, lembre-se que este dinheiro não caiu do céu e muito menos é um presente da Receita. Este valor que você receberá foi calculado com base nos impostos que você pagou a mais ao longo do ano passado, então nada de pegar o dinheiro e sair torrando por aí. (Essa armadilha de nossa mente ocorre mais do que você imagina).

Cuidado também com armadilhas de antecipação do valor do IR: os juros cobrados de quem pega o valor de forma antecipada acabam se tornando dores de cabeça maiores do que as dívidas.

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Veja abaixo algumas sugestões simples para aproveitar bem a restituição do Imposto de Renda.

1) Quite dívidas caras

A primeira dica dada por qualquer educador financeiro é quitar ou diminuir os endividamentos caros, como dívidas do cheque especial ou do cartão de crédito, já que elas podem ter juros de até 10% ao mês (tornando-as uma bola de neve muito rapidamente).

2) Crie uma folga no orçamento

Ter um colchão de liquidez (também conhecido como reserva de emergência) é fundamental para qualquer investidor. Afinal, você nunca sabe quando os imprevistos vão acontecer, então é importantíssimo estar prevenido.

Com base em seu controle de custos, pense na seguinte situação: se você precisar ficar sem trabalhar por algum tempo, quantos meses você consegue se manter com suas contas essenciais?

Esse será o seu objetivo de curto prazo: juntar o suficiente para conseguir se manter caso ocorra algum contratempo. O valor ideal deve variar entre seis e 12 meses do seu custo fixo mensal.

Se você não tem dívidas, mas também ainda não tem investimentos, a sugestão de investir na reserva de emergência é uma ótima opção.

Se você tem um perfil conservador e não aceita muito bem possíveis riscos quando o assunto é dinheiro, as principais indicações são o Tesouro Selic e os fundos DI. Nos dois casos, o resgate pode ser feito a qualquer momento e seu dinheiro estará protegido e com rendimento atrelado à taxa básica de juros.

A dica aqui é ficar de olho nas taxas de administração cobradas pelos fundos DI. Geralmente, os grandes bancos costumam cobrar taxas muito altas. Isso significa que, apesar da facilidade de investir no próprio banco onde você tem conta, o seu rendimento pode estar sendo ‘comido’ por essa taxa. Reduzir a mordida dos gestores na sua reserva é crucial.

3) Comece ou complemente um plano de aposentadoria

Uma opção para você que está pensando no longo prazo é fazer um investimento de olho na aposentadoria.

Como a previdência social brasileira há alguns anos vive uma situação muito delicada, você precisa se programar desde já para não depender dela. Assim, é preciso aprender a planejar a aposentadoria.

Aqui, como seu objetivo não é de curto prazo, vale a pena aumentar a sua exposição ao risco. Considere fundos de ações e multimercado.

4) Invista para o futuro de seus filhos

Todos sabem que os custos com um (ou mais) filhos não são os menores. São diversas despesas dessa(s) pessoa(s) que é(são) totalmente dependente(s) de você.

Dependendo da idade de seus filhos atualmente, você pode realizar um bom planejamento para a faculdade ou quem sabe compra de um carro…

Para tanto, vale a pena investir em um título público atrelado à inflação, como o Tesouro IPCA + 2035, ou um Prefixado 2025.

E você, o que vai fazer com a sua restituição do Imposto de Renda? Conte para nós aqui no campo dos comentários. Se tiver alguma dúvida, responderemos para você 😉

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