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Mercado Futuro: entenda o que é e saiba como investir nele

Você já ouviu falar em Mercado Futuro?

Como já é sabido, para investir no mercado financeiro, é necessário ter uma estratégia sólida e consistente.

Então, para que tal estratégia atinja esses atributos, conhecimentos do mercado, bem como uma análise efetiva das diretrizes e variações do mesmo, são de suma importância no momento das negociações.

No entanto, sabe-se também que, no mercado como um todo, há possíveis riscos, que podem levar os investidores a perderem dinheiro com certas variações imprevisíveis. E é por isso que o Mercado Futuro vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e no universo dos investimentos.

Assim, tal estratégia vem atraindo, cada vez mais, pessoas que estão em busca de hedge e, também, de ganhos com operações de prazo mais curto.

Ou seja, trata-se de uma opção relevante para os investidores que desejam variar as operações efetuadas na Bolsa de Valores.

Porém, assim como acontece com muitos outros tipos de investimento, o Mercado Futuro gera muitas dúvidas – principalmente, entre os investidores iniciantes

Por isso, nós, da Levante, escrevemos este artigo para você, investidor, que deseja saber mais sobre o Mercado Futuro, além de entender o que é necessário para operar nele.

O que é Mercado Futuro?

Antes de apresentar, de fato, tal conceito, é necessário compreender que o Mercado Futuro “contempla” um dos quatro tipos de derivativos da Bolsa (a termo, futuro, de opções e de swap): os contratos futuros.

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Em suma, derivativos são contratos dependentes de outros ativos e que variam por influência dos preços oriundos de outras ferramentas financeiras. Essas ferramentas, por sua vez, definem o valor de mercado dos derivativos financeiros.

De modo geral, o Mercado Futuro diferencia-se em relação aos outros tipos de derivativos por conta de os seus negócios acontecerem na Bolsa de Valores.

Contudo, em sua acepção mais simples, o Mercado Futuro recebe esse “nome”, justamente, por ser o ambiente em que se negociam contratos futuros.

Como função, o Mercado Futuro é usado como hedge (proteção de carteiras) e para, no geral, especulação, arbitragem etc.

Por exemplo, alguns exemplos de ativos negociados nesse ambiente são as commodities (café, soja, milho, boi gordo etc.), bem como contratos de índice e de dólar. Ademais, o “ativo” negociado nesses contratos é chamado de ativo subjacente – o qual é altamente padronizado.

Assim, no Mercado Futuro, as operações sofrem ajustes diários – de acordo com as mudanças das expectativas do mercado frente ao preço futuro do ativo referenciado no contrato.

O que são os Contratos Futuros?

Por se tratar de um ambiente de negociações, o Mercado Futuro demanda a criação de meios que legitimem e garantam os direitos de compra e venda de determinado ativo a um preço preestabelecido.

Tais meios são chamados de Contratos Futuros, que estipulam os preços de, por exemplo, um commodity baseando-se na expectativa do mercado para o seu preço na data de vencimento do contrato.

Tais contratos são, basicamente, a representação do compromisso de compra e venda de uma parcela de um certo ativo em uma data futura – com um preço pré-determinado.

Necessariamente, todo contrato futuro deve seguir um padrão em sua formulação, a fim de que todos os investidores estejam certos de que a sua negociação é feita nas mesmas condições e nos mesmos termos, bem como de que estão negociando, de fato, o mesmo “ativo”.

Como funciona o Mercado Futuro?

Ao contrário do que muita gente imagina, o Mercado Futuro não se restringe apenas à atuação de investidores institucionais. Pois, um dos seus pontos interessantes é a atual flexibilidade quanto aos agentes participantes.

Na verdade, a participação do investidor Pessoa Física nesse meio está cada vez maior.

Em essência, a lógica de funcionamento desse mercado é simples, pois ela depende dos mesmos elementos encontrados em qualquer transação comercial: oferta e demanda.

Note, entretanto, que, no mercado futuro, cada ativo é negociado a partir de um lote mínimo.

Na prática, os ganhos e perdas são definidos pela valorização ou pela desvalorização do preço futuro do ativo em relação à data da compra.

Imagine que você esteja analisando o gráfico do ativo e que, em um determinado momento, decida negociar uma certa quantidade de contratos. Caso os contratos, no momento da venda, estejam valendo mais do que valiam quando foram comprados, registra-se lucro – ou seja, obtém-se resultados positivos.

Você pode optar pela negociação aberta e fechada em um único dia, que é o caso das operações de day trade. Em suma, essa estratégia consiste em comprar um ativo e vendê-lo no mesmo dia visando ao lucro. No Mercado Futuro, essas operações são as mais comuns.

Para que serve o Mercado Futuro?

A resposta dessa pergunta não é tão simples, visto que há diferentes usos para os contratos futuros, e cada qual com o seu objetivo específico.

Em sua criação, a função tradicional do Mercado Futuro era ser usado como um ambiente seguro e de proteção de contratos ou como uma fonte de ganho financeiro. No entanto, ao longo das negociações, investidores foram atribuindo a ele novas formas de uso.

Abaixo, há um panorama das principais funcionalidades do Mercado Futuro.

Hedge ou Proteção

O uso de contratos futuros pode diminuir impactos de eventuais variações nos preços de mercado do seu ativo-objeto (ativo subjacente).

Logo, tal proteção – ou hedge – ocorre tendo em vista um preço fixado para que esse ativo financeiro seja negociado em uma data futura, previamente estabelecida pelo contrato, independentemente da atualização – relativa à variação do preço à vista do próprio mercado na nova data – do custo daquele bem.

Isto é, o investidor que opta por tal estratégia não está interessado em lucrar com as operações, mas sim em evitar possíveis perdas.

Especulação

Além da finalidade de proteção, é possível, por meio do Mercado Futuro, analisar as possíveis variações do mercado – ou seja, especular – e, com elas, lucrar.

Também, tal estratégia, diferentemente do hedge, é para investidores cuja finalidade é o lucro – obtido por meio de “pequenos” diferenciais de preços durante as compras e vendas de contratos.

Aqui, independe o produto que está sendo negociado, o importante é movimentação de curto prazo previstas nos contratos.

Como já citado, o day trade é principal método de atuação entre os investidores, visto que, ao término do pregão, apura-se os ganhos e perdas sempre comparando as diferenças presentes em cada ponta das operações.

No entanto, a fim de aproveitar movimentos mais longos do mercado, há perfis de investidores – especuladores – que permanecem com posições em aberto durante alguns dias.

Arbitragem

Já no que tange à arbitragem, tal funcionalidade é voltada para investidores experientes e que procuram obter lucro por meio da análise das discrepâncias de preços de um mesmo produto em diferentes mercados – isto é, por meio da arbitragem.

Portanto, além de exigir um conhecimento apurado acerca do Mercado Futuro, esta estratégia envolve o entendimento de outros elementos, tais como de mercadorias e de ativos financeiros negociados no mercado “real”.

Isto é, a arbitragem leva em consideração oscilação de preço de um determinado ativo em diferentes mercados – fenômeno que não é tão comum no mercado financeiro.

Então, quando o investidor perceber um movimento desse tipo, deve-se agir rapidamente antes que o mercado regularize tal variação – ajustando, assim, os preços.

Em suma, neste tipo de operação, o lucro é pequeno. É claro que o tamanho desse lucro varia de acordo com o volume de compras e vendas, bem como as suas quantidades.

Não obstante a raridade de tal oscilação e do fato de tal estratégia demandar certa experiência, a quantidade e a frequência dos negócios são fatores que possibilitam maiores chances de ganhos aos investidores.

Quais são os principais contratos do Mercado Futuro?

Em síntese, no universo do Mercado Futuro, há inúmeros produtos a serem comercializados, e cada contrato possui um código referente a um determinado produto.

Ademais, é importante ressaltar que as três primeiras letras representam o tipo de contrato referente ao produto, que a quarta letra representa o mês de vencimento do contrato e que, por fim, o número que encerra o código representa o ano, também, de vencimento.

Mercado Futuro - Tabela de Contratos Futuros Bolsa
Elaboração Levante Ideias

Isto é, por exemplo, CCMG15 significa um contrato de milho que vence em fevereiro de 2015.

Assim, como já demonstrado por meio das tabelas, no Mercado Futuro, negocia-se vários produtos que são relevantes a nível global. Além disso, os contratos futuros são divididos em tipos de produto:

Commodities

São divididos em três: boi gordo (BGI), milho (CCM) e café arábica (ICF).

Moedas

São divididos em dois: Dólar cheio (DOL) e Dólar mini (WDO).

Índices

São divididos em três: Índice cheio (IND), Mini índice (WIN) e S&P 500 (ISP).

Quais são os riscos de investir no Mercado Futuro?

Como todos os tipos de investimento, investir no Mercado Futuro acarreta certos riscos.

Em suma, no Mercado Futuro, no que diz respeito aos processos de alavancagem, caso ocorra perda de 20% do valor do contrato, perde-se todo o valor investido.

Ainda, é importante ressaltar que, no mercado, há diversas formas de se operar visando à obtenção de lucros. Dentre elas, a alavancagem é a que mais se destaca, visto que inúmeros players e algumas grandes empresas atuam de tal maneira.

Tal processo consiste na utilização de determinados recursos a fim de obter oportunidades de multiplicar seus resultados. Isto é, falando claramente, obtém-se lucro por meio de um dinheiro que não está em caixa.

Porém, deve-se sempre estar atento e saber bem como utilizar esse processo de investimento, pois ele pode trazer perdas significativas. 

Além disso, vale dizer que um dos maiores riscos de se investir por meio de contratos futuros reside no, em geral, curto prazo do investimento e na possível falta de fundamentos sólidos.

Como operar no Mercado Futuro?

Em suma, para operar no Mercado Futuro, é necessário somente possuir uma conta em uma corretora. Lembrando que, para escolher a corretora responsável pelos seus investimentos, alguns critérios devem ser estudados.

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Além disso, caso deseje alavancar sobre o seu capital, controle e verificação de riscos são fatores que devem ser muito bem pensados.

Todavia, deve-se ter em mente que a escolha de um determinado contrato futuro é feita mediante os objetivos pretendidos com o investimento. Isto é, depende de fatores como: o tempo de liquidação da operação, o risco, valor a ser investido, rentabilidade, entre outros.

Sendo assim, a análise técnica de determinada operação é o que ditará o exato momento para se comprar e vender um contrato.

Então, a fim de identificar tendências de alta ou de queda, no Mercado Futuro – assim como é feito no mercado de ações -, também é imprescindível que se analise os gráficos e performances.

Conclusão

Em suma, o Mercado Futuro é um recurso para investidores que visam à diversificação de seus investimentos, além daqueles que querem “renovar os ares” e encontrar novas oportunidades.

Porém, fique sempre atento e apenas realize esse tipo de investimento após ter uma boa noção do funcionamento do Mercado Futuro. Assim como ele pode trazer bons rendimentos, pode, também, acarretar perdas.

Esperamos que este artigo tenha ajudado você a compreender melhor o Mercado Futuro. Caso tenha alguma dúvida, deixe seu comentário abaixo! Estamos sempre prontos para ajudá-lo! 

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