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4 aspectos sobre o mercado futuro que você precisa conhecer

O mercado futuro vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e no universo dos investimentos. Entretanto, ele não é tão conhecido, no geral, por grande parte dos investidores atualmente, mesmo que esteja cada vez mais atraindo pessoas em busca de hedge e, também, ganhos com operações de prazo mais curto.

Trata-se, portanto, de uma opção relevante para aqueles que desejam variar as operações efetuadas na Bolsa. Porém, assim como acontece com muitos outros tipos de investimento, o mercado futuro gera muitas dúvidas, principalmente entre os investidores iniciantes

Se você deseja saber um pouco mais sobre o mercado futuro e entender o que é necessário para operar nele, continue a leitura.

O que é o mercado futuro?

O mercado futuro tem esse “nome” por ser o ambiente em que se negociam contratos futuros, que são, basicamente, contratos que representam o compromisso de compra e venda de uma parcela de um certo “ativo” a uma data futura (e isto a um preço específico, acordado). Como função, o mercado futuro é usado como hedge (proteção de carteiras) e para, no geral, especulação, arbitragem etc. Alguns exemplos de ativos negociados nesse ambiente são commodities (café, soja, milho, boi gordo etc.) e contratos de índice e dólar. O “ativo” negociado nesses contratos é chamado de ativo subjacente (o qual é altamente padronizado).

No mercado futuro, as operações sofrem ajustes diários – conforme mudam as expectativas do mercado frente ao preço futuro do ativo referenciado no contrato.

Como funciona e quem pode investir no mercado futuro?

Um dos pontos interessantes do mercado futuro é a atual flexibilidade quanto aos agentes participantes. Ao contrário do que muita gente imagina, ele não se restringe apenas à atuação de investidores institucionais. Na verdade, é cada vez maior a participação do investidor pessoa física neste meio.

Em essência, a lógica de funcionamento desse mercado é simples, pois ela depende dos mesmos elementos encontrados em qualquer transação comercial: oferta e procura. Note, entretanto, que, no mercado futuro, cada ativo é negociado a partir de um lote mínimo.

Na prática, os ganhos e perdas são definidos pela valorização ou desvalorização do preço futuro do ativo em relação à data da compra. Imagine que você esteja analisando o gráfico do ativo e que, em um determinado momento, decida negociar determinada quantidade de contratos. Caso os contratos, na momento da venda, estejam valendo mais do que valiam quando foram comprados, registra-se lucro – ou seja, obtém-se resultados positivos.

Você pode optar pela negociação aberta e fechada em um único dia, que é o caso das operações de day trade. No mercado futuro, elas são as mais comuns.

Como participar do mercado futuro?

Agora, vamos falar um pouco sobre o que você precisa para aderir a essa modalidade de mercado. Para isso, selecionamos 4 aspectos que você precisa conhecer antes de participar do mercado futuro.

1. Escolha da corretora de investimentos

Basicamente, é necessário ter uma conta aberta em uma corretora de investimentos para operar no mercado futuro. Para ser bem-sucedido no ambiente de negociação, a escolha cuidadosa da corretora é fundamental. Assim, verifique qual é a reputação e agilidade do suporte oferecido (se é 24 horas), além de conferir o nível de estabilidade e roteamento do sinal.

No último caso, ele é necessário por estabelecer a comunicação entre você, a corretora e a Bolsa. Um roteamento ruim pode, por exemplo, travar a abertura de uma ordem de compra ou venda e, consequentemente, render prejuízos. Tudo, é claro, também depende da plataforma de negociação usada.

A depender do volume de contratos a ser negociado por operação, não convém realizá-la via home broker da corretora. Nessas circunstâncias, o mais recomendável é contratar o uso de uma plataforma de operações profissional. Existem diferentes opções disponíveis no mercado (com prós e contras).

2. Definição da margem de garantia

Como mencionamos brevemente há pouco, as operações são autorizadas pela corretora somente mediante margem de garantia. Tal margem é como se fosse um “depósito de caução”. Em operações de day trade, a própria corretora determina a margem; no caso de operações mais longas, tal determinação é feita pela B3.

Para proteger seu próprio capital, é aconselhável que o investidor aloque um montante superior ao mínimo solicitado. Basta pensar que, em uma movimentação contrária intensa do preço em relação à sua posição (compra ou venda), o prejuízo pode ultrapassar o previsto.

Além disso, a margem não necessariamente precisar ser “em dinheiro”; isto é: ações, títulos do Tesouro Direto e afins podem ser colocados como margem de garantia.

3. Criação da estratégia operacional e do gerenciamento de risco

Antes de decidir negociar, informe-se sobre a volatilidade típica do ativo escolhido. Ela pode ser alta ou baixa – a ponto de o preço quase mal sair do lugar. Isto é importante porque interfere na estratégia adotada para obter ganhos satisfatórios no mercado.

Assim como acontece no mercado de ações, as operações que envolvem contratos futuros também permitem a criação de alvos de ganho e perda máxima tolerável. Você pode ter mais de uma tática, inclusive, mas o ponto é que todas elas estarão intimamente ligadas ao ritmo de deslocamento do preço do ativo selecionado.

Atente-se também ao gerenciamento de risco, igualmente imprescindível para que sua participação no mercado futuro alcance o sucesso almejado. Além de metas, é preciso ficar de olho nas deliberações que podem afetar o preço do ativo ao longo do dia, da semana ou do mês.

4. Alavancagem

No mercado futuro, a alavancagem é extremamente comum, mas deve ser usada com muita responsabilidade. No fundo, ela acaba sendo usada pelos investidores como uma maneira de investir em contratos de preços mais elevados sem ter todo o valor em conta. Para isso, os investidores usam a margem de garantia definida pela corretora, que é sempre bem abaixo do valor real do contrato do ativo.

Para facilitar o processo, as corretoras costumam permitir alavancagem. Porém, é preciso tomar muito cuidado para que o total alavancado não ultrapasse 70% (no pior dos cenários) da sua margem de garantia.

Como é possível notar, o mercado futuro tem algumas características bem peculiares em comparação com o tradicional mercado de ações, por exemplo. Outras, todavia, são consideravelmente semelhantes, dadas as devidas proporções. Cabe a você, agora, analisar se vale a pena ingressar nesse mercado.

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