Inflação de dezembro fica abaixo do esperado



A última leitura de inflação deste ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia do IPCA, ficou abaixo do esperado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a variação do índice em dezembro foi de 0,25 por cento, levemente acima dos 0,20 por cento de novembro, mas abaixo das expectativas, que oscilavam entre 0,27 por cento e 0,40 por cento.

A variação acumulada em 12 meses encerrou 2025 em 4,41 por cento, abaixo dos 4,50 por cento nos 12 meses até novembro e em linha com as projeções. Segundo o IBGE, em 2024, o acumulado havia sido de 4,71 por cento, sendo 0,34 por cento em dezembro.

Confirmando as projeções, o grupo Transportes foi responsável pela maior variação de preços, com alta de 0,69 por cento, e também pelo impacto positivo mais acentuado, representando 0,14 ponto percentual (p.p.). A maior variação acumulada no ano (6,69 por cento) foi no grupo de Habitação.

No grupo Transportes, o principal e maior impacto individual no índice do mês veio do item passagens aéreas, cujos preços subiram 12,71 por cento e elevaram o índice em 0,09 p.p. O preço do transporte por aplicativo subiu 9,00 por cento e exerceu um impacto positivo de 0,02 ponto percentual no índice.

Os combustíveis subiram 0,26 por cento, com altas de 1,70 por cento no etanol e de 0,11 por cento na gasolina. O gás veicular e o óleo diesel apresentaram recuos de 0,26 por cento e 0,38 por cento, respectivamente.

O grupo Habitação teve a maior variação do ano, com alta de .6,69 por cento e um impacto de 1,01 ponto percentual no índice em 12 meses. Nele sobressai o subitem energia elétrica residencial que, com alta acumulada de tarifas de 11,95 por cento, respondendo pelo maior impacto individual no ano, com 0,47 ponto percentual.

Conforme o esperado, a inflação de serviços seguiu pressionando o índice, puxada pela alta expressiva nas passagens aéreas. Em contrapartida, os preços de alimentos e de bens industriais devem ajudar a conter o avanço do índice, ainda refletindo os descontos da Black Friday.


E Eu Com Isso?

A inflação levemente abaixo do esperado deve justificar mais otimismo com relação aos juros no início de 2026. Para o IPCA cheio de dezembro, que será divulgado apenas no início de janeiro, a projeção é de variação próxima de 0,40 por cento, o que levaria a inflação em 12 meses a recuar de 4,46 por cento para cerca de 4,37 por cento, ainda dentro da banda de tolerância da meta vigente, justificando o início de um afrouxamento da política monetária.

As notícias são positivas para a Bolsa

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