E começa o mês de maio
E chegamos a maio, considerado pelos investidores mais experientes como o mês mais difícil para o mercado. ‘Sell in May and Go Away’, dizem muitos deles, em uma referência à chegada dos meses mais quentes do hemisfério norte.
Lendas à parte, o saldo do ano é positivo até agora. O índice Ibovespa acumula alta de +9,44 por cento em 2019. Para algumas ações, o saldo é ainda melhor: CSN (CSNA3) subiu +63,5 por cento; Sabesp (SBSP3) se valorizou +51 por cento; BRF (BRFS3), +39,0, entre outros bons resultados. Moral da história: quem escolheu os ativos certos se deu muito bem.
A maior atenção continua voltada à Reforma da Previdência, que promete melhorar a qualidade fiscal do governo. No entanto, ela tem encontrado forte oposição e também algumas dificuldades de articulação do governo.
O primeiro dia de maio nos deu uma prévia do que teremos, muita agitação e muita volatilidade.
Ontem, o Banco Central dos EUA (FED) decidiu manter a taxa de juros estável entre 2,25 e 2,50 por cento. A decisão já era esperada e me pareceu acertada – afinal, a economia dos EUA continua crescendo com bons números e, do meu ponto de vista, a inflação mais baixa nos últimos meses ainda não deve ser motivo de preocupação. O inesperado foi o comunicado do FED, que afirmou com todas as letras que o objetivo é cumprir a meta de inflação. Por essa razão, não há espaço para redução de juros no momento.
A declaração fez os mercados que começavam a se animar com uma possível redução de juros no futuro virarem e fecharem em queda. Um conjunto de ações brasileiras negociadas nos EUA fechou em queda de -1,87 por cento.
A notícia é negativa e impacta principalmente países emergentes, como o Brasil.
E Eu Com Isso?
Como a Bolsa ficou fechada em função do feriado do Dia do Trabalho, teremos um dia de ajuste para os ativos locais. O movimento negativo visto ontem no exterior será amenizado com um melhor humor local.