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Aquisição Faria Lima Plaza

De acordo com informações de mercado, um fundo imobiliário sob gestão da XP Asset comprou 40 por cento do empreendimento Faria Lima Plaza por aproximadamente 30 mil reais por metro quadrado. Com isso, o edifício em construção foi avaliado em cerca de 1,2 bilhão de reais.

O projeto, composto por uma torre comercial de alto padrão e classe triple A, terá 20 andares e uma área bruta locável (ABL) de 40 mil metros quadrados. O edifício é localizado na esquina entre a icônica Faria Lima e rua Teodoro Sampaio, próximo à região conhecida como Largo da Batata na cidade de São Paulo.

A expectativa é que o prédio fique pronto em 2021. A XP adquiriu a parcela da HSI Investimentos no projeto, enquanto os outros 60 por cento seguirão em posse da família Szajman.

Embora a informação não seja confirmada, a nossa expectativa é que o fundo comprador seja o XP Properties (XPPR11), cuja estratégia é focada nas lajes corporativas localizadas em São Paulo.

A estratégia de aquisição, caso confirmada pelo XPPR11, será agressiva já que hoje o Fundo tem um patrimônio líquido de pouco mais de 400 milhões de reais, sendo 50 milhões em caixa. Porém como já vimos de outros fundos da casa, essa aquisição pode ser paga em tranches, e a cada pagamento é possível a remuneração pelo vendedor através de “prêmios” o que garantiria remuneração pelo capital já alocado. Uma coisa entretanto é fato, caso a aquisição se concretize, o XPPR11 será obrigado a realizar uma nova emissão de cotas.

Assim, esperamos impacto positivo no preço de negociação da cota do FII na sessão desta quinta-feira (3), pois avaliamos o múltiplo de preço por metro quadrado como adequado para uma transação nesta região.

A despeito da pandemia, o mercado imobiliário segue aquecido após quatro anos de crise entre 2015 e 2018. A taxa de juros em patamares baixos – fator de peso em negócios de ciclo longo, segue impulsionando no setor.

Contudo, o receio do mercado é que, além dos efeitos de curto prazo decorrentes da crise atual, a mudança nos hábitos de trabalho tenha impacto negativo nos preços de aluguel por metro quadrado nas lajes corporativas.

Na nossa visão, algumas regiões e projetos de alta qualidade (triple A) estão mais protegidos deste risco, como no caso de boa parte do portfólio dos bons fundos de lajes corporativas. É importante termos em mente que o Facebook fechou o aluguel de algumas lajes, também na Faria Lima, por 200 reais o m², valores que eram padrão para locação no pré-pandemia, o que reforça nosso call de que ativos bens localizados não serão impactados no “novo normal”.

* Este conteúdo faz parte do nosso boletim diário: ‘E Eu Com Isso?’. Todos os dias, o time de analistas da Levante prepara as notícias e análises que impactam seus investimentos. Clique aqui para receber informações sobre o mercado financeiro em primeira mão.

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