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Corona crash: 3 setores que mais ganharam e perderam com a crise

O mercado financeiro é muito eficiente em criar nomes. Temos o circuit breaker, procedimento de segurança da Bolsa, o “mercado do touro” (bull market), para quando há uma tendência geral de alta nos ativos na Bolsa de Valores, e o “mercado do urso” (bear market), para quando há a situação inversa (uma propensão à baixa). E esses são apenas alguns exemplos. No caso da pandemia, não poderia ser diferente: temos, atualmente, o termo corona crash.

A Covid-19 causou um impacto considerável sobre o cenário econômico mundial. Muitos países e setores entraram em períodos de desaceleração. As despesas dos governos aumentaram nas áreas de saúde e assistência social. Sem citar, é claro, o aumento do desemprego.

Agora, porém, a situação vem começando a mudar. Com o cenário menos nebuloso, é possível, ao olhar-se aos meses de altas volatilidades e incerteza, ver como alguns setores da economia não foram afetados – alguns conseguiram até mesmo prosperar durante o período. Outros, diferentemente, realmente sentiram a crise. Neste artigo, então, trazemos a você os principais exemplos dos dois cenários.

Setores que perderam com o corona crash

Entre os setores da economia que foram diretamente impactados pela pandemia do coronavírus, podemos destacar os setores aéreo (e, por consequência, o de turismo), de construção civil e o varejo tradicional. Vejamos cada setor separadamente.

1. Setores aéreo e de turismo

Companhias aéreas, que, em alguns casos, estavam antes da pandemia acostumadas a ter lista de espera para certos voos, foram obrigadas a criar planos emergenciais para ressarcimento de passagens, cancelamento de malhas aéreas e adequação operacional. Ademais, muitas viagens tiveram de ser canceladas por um período consideravelmente longo.

Mesmo agora, com as viagens por voo sendo liberadas em diversos lugares, o prejuízo ainda é grande. A lógica é a seguinte: um avião com 100 lugares e 30 passageiros ocupando assentos com distância de, pelo menos, um metro, de São Paulo para Brasília, por exemplo, tem praticamente as mesmas despesas (combustível, recursos humanos, tarifas aeroportuárias) de um voo, com as mesmas características, com 100% de ocupação. Mas não os mesmos lucros.

O setor de turismo, de forma geral, sofreu o mesmo efeito que as empresas aéreas sofreram. Muitas companhias (grandes e pequenas, até mesmo as familiares) da área tiveram de fazer cortes de despesas, inclusive com o desligamento de funcionários. Isto inclui redes hoteleiras, agências de viagens, guias turísticos, entre outros.

2. Construção civil

Os impactos do corona crash na construção civil já são perceptíveis, apesar de que, nos prazos médio e longo, a tendência é de recuperação. Em um primeiro momento, houve retração de investimentos e aquisições.

Muitos dos que haviam comprado empreendimentos na planta e, portanto, pagavam parcelas que fomentavam o andamento das construções ficaram inadimplentes e cortaram uma fonte de recursos essencial.

Além disso, alguns órgãos da classe se mobilizaram para que os trabalhadores da construção civil também ficassem resguardados em quarentena, o que impediu a continuidade de algumas obras. No caso dos empreendimentos realizados pelos governos, como licitações para construção de estradas e reformas de prédios administrativos, tais oportunidades foram, em partes, extintas, ou seja, o corona crash impactou esse setor da economia em diferentes níveis e direções.

3. Varejo tradicional

Com lojas fechadas, não houve possibilidade de vendas em ambientes físicos – os quais, para muitas empresas, ainda são o principal canal comercial. Sem plano de contingência inicial, para enfrentar a situação gerada pela quarentena, muitos negócios do varejo tradicional fizeram demissões em massa ou fecharam, definitivamente, suas operações.

Alguns deles, porém, se reinventaram: focaram as vendas no mundo digital ou implementaram o esquema de delivery (para assim não pararem de vez). Muitos conseguiram equalizar suas contas, mas poucos vão, de fato, apurar um crescimento de vendas em 2020.

Fato é que todos perceberam a força dos meios digitais. De agora em diante, o setor de comércio eletrônico (falaremos sobre ele abaixo) será olhado com outros olhos.

Setores que se fortaleceram com o corona crash

Como o comportamento de consumo e as prioridades econômicas se reverteram com o corona crash, empresas que atuam com serviços remotos e que conectam cliente e produto se fortaleceram.

1. Empresas de delivery e aplicativos

As empresas de delivery e aplicativos — de alimentação ou produtos variados — estão entre as que mais se beneficiaram com o corona crash. Isto se deve ao fato de a demanda por seus serviços terem aumentado de maneira vertiginosa.

Além disso, muitas empresas de aplicativos que usam entregadores que se locomovem por bicicleta ou motocicleta trabalham com um modelo de freelancing e têm poucas exigências para o início do relacionamento de trabalho. Ademais, elas acabaram absorvendo uma boa parte dos profissionais que ficaram desempregados por causa do corona crash.

2. Plataformas de trabalho remoto

Plataformas de trabalho remoto e, por consequência, empresas que realizam seu desenvolvimento também foram beneficiadas com a necessidade de as pessoas se manterem em isolamento social.

Empresas que conseguiram dar continuidade a seus processos no modelo home office investiram em plataformas e canais de comunicação virtual. Assim, desenvolvedoras de plataformas tiveram um aumento de demanda por suas atividades.

Aqui, cabe uma menção às plataformas de ensino à distância, que também absorveram as necessidades de escolas e universidades, as quais tiveram de suspender as aulas presenciais.

3. Varejo online

Também podemos dar destaque às vendas do varejo online e de todo o mercado que gira em torno dele, como o marketing digital, o desenvolvimento de e-commerce, entre outros.

As lojas que já trabalhavam com o varejo online como canal de vendas intensificaram suas ações comerciais no mundo digital, enquanto muitas foram obrigadas a desenvolver lojas virtuais e e-commerce para realizarem suas vendas.

Isso fomentou o varejo online e fez com que empresas direcionassem seus investimentos para os desenvolvimentos web, de marketing digital e de outras áreas relacionadas.

O corona crash no mercado financeiro fez com que os investidores repensassem suas estratégias. Ainda que a pandemia tenha causado grandes impactos na economia e na infraestrutura do País, ela também forçou outros setores a se desenvolverem rapidamente, os quais representam boas oportunidades de investimento.

Assim, é válido acompanhar esses movimentos, percebendo quais heranças o corona crash vai definitivamente deixar ao mercado financeiro. Desse modo, será menos complicado compreender os setores com maior tendência de crescimento no futuro (tais como, por exemplo, o setor de comércio eletrônico).

Caso queira saber mais sobre como podemos te ajudar, entre em contato conosco. Tire suas dúvidas com o time da Levante e saiba como podemos ajudar você a entender o mercado e suas movimentações.

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