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Robôs de investimento: como funcionam?

Confiar o dinheiro a um robô é uma possibilidade para você? De forma bem tímida, essa modalidade de investimento onde as escolhas são delegadas a um algoritmo vem ganhando espaço no Brasil. Em torno desta alocação automatizada existe muita euforia, mas será que os robôs de investimento são confiáveis para rentabilizar o dinheiro da melhor forma?

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Para tirar essa e outras dúvidas que recebemos dos nossos leitores aqui da Levante, preparamos um artigo especial sobre o tema. Vamos lá?

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O que são os robôs de investimento?

Essas ferramentas online são algoritmos que seguem os movimentos de mercado e calculam em tempo real qual é a melhor alocação de recursos. E isso leva em conta fundamentalmente qual é o perfil de risco de cada cliente.

Por isso, as empresas que prestam esse serviço costumam pedir ao investidor que responda a um questionário que vai apontar se ele está mais para moderado ou para arrojado.

Praticidade que funciona?

Geralmente, quem usa esse tipo de ferramenta nos investimentos costuma destacar a praticidade e a ausência de emoção na hora de investir – principalmente aqueles com perfil com maior aversão a riscos.

Por isso, antes de escolher de fato se o serviço é bom para você, tenha sempre em mente se a opção escolhida se encaixa bem no seu perfil, combinado?

O que acaba acontecendo também é que muitas pessoas apontam que os robôs ainda têm dificuldades em superar os gestores de fundos, principalmente porque costumam montar carteiras mais simples, formadas principalmente por ETFs e títulos do Tesouro Direto.

Caso você não se incomode com esse fato, considere os robôs como uma opção de investimentos. Se não for o seu caso, talvez seja melhor pensar melhor, ok?

O que avaliar na hora de escolher um robô?

Como em qualquer investimento, você deve avaliar principalmente a rentabilidade oferecida pelas opções do mercado, inclusive a dos robôs. Em pesquisa divulgada pelo site Infomoney, os fundos apresentam a mesma comodidade na hora de investir, só que com retornos maiores.

Gestores x robôs

Com uma volatilidade maior em tempos de juros baixos, fica difícil para o robô ter um resultado melhor que o gestor, que está focado em analisar diversos fatores macroeconômicos. Neste caso, existe um profissional qualificado que está tomando as decisões por você, com um histórico vencedor muito maior do que os robôs, que ainda estão ‘engatinhando’.

Por outro lado, as empresas que oferecem os serviços dos robôs afirmam que a proposta é prover ao investidor uma carteira diversificada. Outra vantagem citada é o balanceamento automático das carteiras, fato que não está disponível para muitos investidores e acaba sendo um diferencial.

Muito tem se falado sobre os robôs que investem seu dinheiro para você, mas, por ora, parece ser muito barulho por pouco, já que os bons fundos de investimento têm apresentado rentabilidades bem superiores com a mesma comodidade

Quais são os tipos de robôs?

Basicamente, estamos falando de dois tipos de robôs, os Advisors (orientadores, em uma tradução livre do inglês) e os de Trading.

No caso dos robôs orientadores, você terá de responder a uma série de perguntas sobre seus objetivos de investimento e seu apetite ao risco. Com base nestas informações, o algoritmo do software vai criar uma carteira de investimentos que esteja de acordo com o seu perfil.

Já os robôs de trading operam em alta frequência, por isso são recomendados a investidores com mais experiência e apetite ao risco. É preciso configurar uma estratégia baseada em análise técnica, que irá efetuar centenas de operações na Bolsa de Valores em um mesmo dia. Neste caso, é comum a compra e a venda de um ativo financeiro mais de 10 vezes em um mesmo dia.

Na teoria, qualquer investidor com R$ 1.000,00 pode ter acesso a um robô trader. Na prática, é preciso ter alguns conhecimentos prévios para realizar a programação, já que o robô executa a programação que for definida (nunca toma as decisões sozinho). Para se ter bons resultados com robôs traders é importante ainda estar familiarizado com as operações (tipos de ordens).

Quais robôs estão disponíveis no Brasil?

No Brasil, existem dois robôs propriamente ditos: Magnetis e o Vérios:

  • Magnetis

No caso do Magnetis, as carteiras partem de 100% de renda fixa divididos em Fundos DI e outros investimentos até chegar em uma carteira com até 50% de renda variável.  Nessa composição mais agressiva, a carteira possui ações, ETFs e fundos multimercados.

O robô não investe em títulos públicos e os recursos de renda fixa são alocados em CDBs, LCIs e LCAs, dando sempre preferência aos títulos que tem a maior rentabilidade líquida e utiliza uma estratégia de médio e longo prazo.

O valor mínimo de investimento é de R$ 10 mil, porém depois do aporte inicial podem ser feitos novos depósitos a partir de R$ 100 na Easynvest, corretora escolhida para a operação.

A taxa de administração cobrada é de 0,4% ao ano sob o valor do patrimônio. Se o investimento for de R$ 500 mil, a taxa cai para 0,3%; se for de mais de R$ 2 milhões, vai para 0,2%. Mas atenção: esses valores não incluem taxa de administração dos fundos (você paga duas taxas de administração) e nem os emolumentos e corretagens.  Se todos estes custos forem somados, a taxa de administração do robô de investimento será de aproximadamente 0,75% do patrimônio ao ano.

  • Vérios

No caso da Vérios, após responder um questionário para estabelecer sua predisposição ao risco e o prazo de investimento, o investidor pode escolher entre 5 opções de carteira de investimentos.

Na carteira mais agressiva, o investimento é feito com até 80% de renda fixa (Tesouro Direto) e apenas 20% em renda variável (ETFs).

Por questões estratégicas, a Vérios não investe em títulos privados. Na composição da carteira, há o PIBB11, que replica o índice IBRX50 (as 50 maiores empresas listadas na bolsa brasileira) e o IVVB11, que replica o índice S&P500 (as 500 maiores empresas listadas nas bolsas de Nova York).

O resgate é feito com 5 dias úteis de antecedência e a taxa de gestão varia entre 0,4% a 0,65% ao ano sobre o valor investido. Neste caso, já estão somados os custos que o investidor teria se fizesse tudo por conta própria.

A aplicação mínima é de R$ 12 mil e os aportes seguintes podem ser feitos a partir de 100 reais através da corretora Rico.

Conclusão

A grande questão sobre o uso de robôs é: se você nunca comprou uma ação, viu como reage às oscilações de preço, como vai saber que o seu perfil é ousado ou não?

Muitas pessoas respondem ao questionário dizendo que é sim de perfil arriscado, mas depois de ter colocado o primeiro pé no risco, se apavoram e voltam correndo para a renda fixa. Nada como sentir na pele a delegar a um robô. Com os devidos cuidados e orientações, você mesmo pode realizar as suas aplicações.

E você, o que pensa sobre os robôs de investimento? Tem alguma dúvida sobre o assunto? Quer contar um caso de sucesso usando a automação? Então deixe um comentário!

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