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A vez das debêntures

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Se é comum, na necessidade de um empréstimo, que as pessoas físicas recorram a bancos ou às novas fintechs de crédito – sensação do momento , com as empresas não é diferente.

As companhias têm outras alternativas quando precisam de recursos para pagar suas contas ou financiar seus projetos. Além de recorrerem aos bancos, também podem emitir papéis que representam a sua dívida. Em troca, pagam uma bela taxa de juros a quem está disposto a comprar os papéis e, assim, emprestar frações desse débito.

O que não falta são opções

Na hora de comprar a sua debênture, você deve ficar atento a todos os detalhes que estão descritos no prospecto.

Sei que a ideia de ler um contrato enorme não é das mais atraentes, mas é importante que você preste atenção a alguns pontos.

A classificação da debênture pode ser simples ou conversível.  A opção simples consiste no resgate em moeda nacional, que é a opção mais comum. No caso das conversíveis, além do regaste em moeda nacional, em alguns casos pré-estabelecidos é possível converter a dívida em ações da empresa.

Além disso, há diferentes garantidas oferecidas. Já que você sabe que quanto maior os juros pagos, maior tende ser o risco.

• Garantia real: quando a empresa oferece seus bens como garantia.

• Garantia flutuante: se a empresa falir, os debenturistas têm prioridade.

• Sem preferência e subordinadas: não oferecem privilégio e não têm preferência na ordem de pagamento dos credores.

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Outro ponto interessante para ser observado é o imposto, já que há a possibilidade de isenção da cobrança de Imposto de Renda. Na maioria dos casos, você será tributado seguindo a tabela regressiva do IR (a mesma que é utilizada para outros títulos de renda fixa).

Visando, porém, promover o setor de infraestrutura (transporte, energia elétrica, logística, dentre outros) o governo decidiu isentar a cobrança de Imposto de Renda e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para títulos deste setor. Por isso, é essencial considerar esse benefício na hora de fazer a conta de seu lucro final.

Afinal, o que importa é o seu rendimento real – já descontando todos os impostos e tarifas.

Se o benefício é bom para você e a procura é alta, cada vez mais empresas relacionadas ao setor optam por emitir esse título como forma de captação.

Vide 2018, ano recorde para a emissão de debêntures, em especial, as incentivadas. Foram quase R$ 200 bilhões em emissões.

Nessa esteira, o ano de 2019 promete seguir com muito mais opções para você, investidor. O panorama é o seguinte: com o processo de retomada da economia, as grandes companhias irão buscar capital para giro ou novos investimentos. Ainda mais que a torneira do BNDES se fechou, então haverá maior procura para levantar capital por meio das debêntures.

Alerta

Alguns cuidados devem estar sempre com você nessa trajetória de investimento em emissões privadas. Mesmo porque são empresas que irão utilizar o seu dinheiro e você corre diversos riscos, como de o plano da companhia não sair como o planejado e, com isso, você não receber o pagamento ou atrasar.

Por isso, cada papel merece uma avaliação única que leve em conta não apenas as suas próprias particularidades, como também em relação a quem é o emissor.

Para saber das novas emissões, você pode acompanhar diretamente através da sua corretora ou no site www.debentures.com.br, mantido pela Anbima.

Por fim, considere sempre a data de vencimento (que não costuma ser curta) como o prazo final para carregar o investimento. Não é para colocar o dinheiro que irá utilizar em pouco tempo, já que você poderá sair perdendo no caso de uma eventual venda antecipada.

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