A RD Saúde (RADL3), dona das redes Raia e Drogasil, prevê abrir pelo menos um novo centro de distribuição por ano para sustentar seu ritmo de expansão, que mira quase uma farmácia nova por dia. A companhia inaugurou nesta semana sua 16ª unidade de distribuição, localizada em Itupeva, no interior de São Paulo, em parceria com o Pátria Investimentos, por meio do fundo Pátria Log FII.
O novo CD faz parte de um pacote de investimentos de 250 milhões de reais, que também inclui a unidade de Viana, no Espírito Santo, primeira totalmente robotizada da rede, e a de Londrina, prevista para o início de 2027.
Cada galpão built-to-suit demanda investimentos entre 90 milhões e 150 milhões de reais, dependendo do tamanho e da localização. O aumento do aporte necessário nos últimos anos está ligado à maior demanda por câmaras frias para armazenar medicamentos refrigerados, especialmente os GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, usados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Esse avanço tornou a malha refrigerada mais relevante para a RD Saúde, exigindo caminhões preparados, maior controle de temperatura e uma cadeia logística mais cara e complexa em toda a rede.
A nova estrutura de Itupeva tem cerca de 25 mil m², capacidade para armazenar até 28 milhões de medicamentos e movimentar 420 mil itens por dia quando atingir maturidade operacional. Em média, uma planta logística da companhia é planejada para atender entre 250 e 350 lojas, o que explica a necessidade de expansão contínua da infraestrutura.
O plano acompanha a meta de abertura de 350 novas lojas por ano, sem prazo definido para revisão. Hoje, a RD Saúde está presente em 674 cidades brasileiras, com 3.614 lojas, sendo 1,4 mil no estado de São Paulo, onde possui market share de 34 por cento.
E Eu Com Isso?
Para a RD Saúde, o investimento em centros de distribuição reforça uma vantagem competitiva importante: escala, capilaridade e capacidade de abastecimento em um setor cada vez mais dependente de eficiência logística. A expansão das lojas exige uma rede de suporte robusta, mas o crescimento dos medicamentos refrigerados adiciona uma nova camada de complexidade e custo à operação.
Ao mesmo tempo, essa demanda pode favorecer empresas com maior estrutura, capital e capacidade de execução, dificultando a competição de redes menores. No varejo farmacêutico, a notícia mostra que a disputa por crescimento passa cada vez menos apenas pela abertura de lojas e cada vez mais pela capacidade de entregar, armazenar e operar com precisão em uma cadeia de saúde mais sofisticada.
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