
No sábado (17), o presidente americano Donald Trump afirmou que vai ampliar as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a diversos países da UE se não houver um acordo para permitir a compra da Groenlândia pelos Estados Unidos.
Trump afirmou que imporá taxas adicionais de 10 por cento a partir de 1º de fevereiro sobre mercadorias importadas de Alemanha, França, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Suécia, Holanda e Finlândia. Se o assunto prosseguir sem um acordo, as tarifas vão aumentar para 25 por cento a partir de 1º de junho. A UE e o Reino Unido haviam firmado acordos comerciais com os EUA no ano passado.
O tom subiu no domingo (18). Os principais países da UE condenaram as ameaças e as consideraram uma chantagem. A França propôs responder com medidas econômicas nunca antes testadas.
As opções de retaliação da UE incluem um pacote de tarifas sobre 108 bilhões de dólares em exportações americanas para a Europa. O pacote havia sido suspenso por seis meses no início de agosto de 2025. As opções também incluem um Instrumento Anticoerção que podem afetar o comércio de serviços ou investimentos dos EUA.
As ameaças de tarifas também devem tornar tensos os próximos dias na cidade suíça de Davos. Começa nesta segunda-feira o Fórum Econômico Mundial, que vai reunir líderes de todo o mundo, incluindo um grande grupo dos EUA liderado por Trump.
A reação inicial dos mercados financeiros foi fraca, mas mostra um aumento da desconfiança. O euro se recuperou de uma mínima de sete semanas, subindo 0,3 por cento para 1,1628 dólar. Os preços do ouro subiram. A onça-troy (28,8 gramas) do ouro subiu 1,6 por cento para 4.689 dólares a onça.
Os preços do petróleo caíram ligeiramente devido a preocupações de que a demanda possa sofrer caso a guerra comercial se intensifique. O Brent, referência para o mercado europeu e para a Petrobras caiu 1 por cento para 63,47 dólares o barril.
Desde abril do ano passado, Trump ameaça periodicamente retaliar países com tarifas comerciais. O ocorrido no sábado não é novidade. O que mudou foi o tom da resposta europeia, menos conciliador e buscando mais o confronto. Tudo pode mudar em instantes, mas no início dos negócios nesta segunda-feira, a perspectiva é de um aumento das tensões comerciais entre os principais blocos econômicos mundiais.
E Eu Com Isso?
O dia deve ser negativo para os mercados acionários devido ao aumento da tensão comercial entre Estados Unidos e União Europeia. O feriado americano reduz o volume de negócios, o que eleva a volatilidade e pode afetar as ações brasileiras.
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