A PRIO (PRIO3) divulgou seus dados operacionais referentes ao mês de dezembro, registrando produção total de 155,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd), avanço de 12,2 por cento em relação a novembro. O principal fator para esse crescimento foi a consolidação da participação de 80 por cento no campo de Peregrino, que passou a ser considerado integralmente ao longo de dezembro. Como o fechamento da aquisição adicional de 40 por cento ocorreu no dia 11 de novembro, o ativo contribuiu de forma proporcional com 82,2 mil barris por dia no mês.
Além do forte desempenho de Peregrino, a companhia também reportou vendas totais de 4,57 milhões de barris em dezembro, indicando um ritmo comercial alinhado à expansão da capacidade produtiva. Entre os demais ativos, o campo de Frade apresentou produção de 31,67 mil boepd, com leve aumento em relação ao mês anterior. Já o cluster Polvo + TBMT registrou produção de 16,7 mil boepd, alta de 14,6 por cento na comparação mensal. O campo de Albacora Leste atingiu produção de 26,16 mil boepd, avanço de 6,5 por cento. No dia 13 de dezembro, foi finalizada a instalação do segundo compressor no campo, permitindo a retomada da produção normalizada e contribuindo para o resultado do mês.
Os resultados de dezembro marcam mais um ponto relevante para a PRIO, que passa a consolidar. Peregrino como um dos pilares de crescimento após a ampliação de participação no ativo. A maior escala produtiva tende a favorecer a diluição de custos e ganhos de eficiência operacional, enquanto a diversificação entre os campos de Frade, Polvo + TBMT, Albacora Leste e Peregrino contribui para reduzir a vulnerabilidade da companhia a interrupções pontuais. Com isso, a companhia encerrou o mês com a maior produção do ano.
Em dezembro, a PRIO comercializou 4,6 milhões de barris de petróleo, volume significativamente superior ao observado no terceiro trimestre, impulsionado principalmente pela combinação entre maior produção e maior disponibilidade de volumes exportáveis. O desempenho do mês foi puxado, sobretudo, pelo campo de Peregrino, que se consolidou como o principal destaque operacional após a PRIO ampliar de forma expressiva sua participação no ativo ao longo dos últimos meses. Com a integração da nova fatia adquirida e a estabilização das operações, Peregrino passou a contribuir de maneira relevante para o aumento do volume total produzido e, consequentemente, do volume comercializado.
O avanço das vendas, aliado ao crescimento da produção em relação ao terceiro trimestre, tende a impulsionar tanto a receita quanto o EBITDA da companhia, criando um cenário favorável para a continuidade do crescimento em 2026. A expectativa é de que a produção siga em trajetória ascendente, especialmente diante dos avanços no processo de entrada em operação do campo de Wahoo, que possui potencial para adicionar cerca de 40 mil barris por dia à capacidade produtiva da PRIO em 2026. A consolidação de Peregrino, somada à futura contribuição de Wahoo e ao melhor aproveitamento do portfólio atual, reforça a tendência de expansão operacional e financeira da companhia, que segue fortalecendo sua posição no setor de óleo e gás.
E Eu Com Isso?A PRIO continua enfrentando pressões sobre seus indicadores de produção, o que mantém o mercado em um ambiente de maior cautela. Atualmente, as ações da companhia são negociadas a aproximadamente 4,5x EV/EBITDA e 5,5x lucro estimado para os próximos 12 meses, múltiplos ainda em linha com a média do setor de óleo e gás.
Essa precificação reflete, em grande medida, as incertezas operacionais recentes, especialmente relacionadas ao campo de Peregrino, além dos riscos inerentes à execução dos projetos em andamento. Ainda assim, a companhia segue avançando de forma disciplinada na implementação de seu plano estratégico de crescimento.
Com base em um EBITDA projetado de 12 bilhões de reais para 2026, entendemos que há espaço para uma reavaliação positiva da tese de investimento, mesmo diante dos desafios operacionais de curto prazo.
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