Qual o tamanho do problema causado pela prisão de Maduro?

Mercados com Rafael Bevilacqua
Na madrugada do sábado (03), quando se tornou pública a notícia da prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, a primeira reação foi de preocupação. Não por acaso, assim que os mercados asiáticos iniciaram suas atividades na madrugada da segunda-feira (05), os preços de ativos de risco, como o ouro, dispararam. No entanto, à medida que o dia transcorreu, o movimento foi se normalizando, e o Ibovespa fechou em alta.

O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia em alta. O Ibovespa subiu 0,83 por cento, a 161.869,76 pontos, atuando acima de 160 mil pontos durante a maior parte do pregão, com um volume de 22 bilhões de reais. No câmbio, o dólar caiu 0,35 por cento para 5,40 reais ao fim do pregão.

O movimento foi impulsionado pelas ações do setor financeiro, mas as ações das empresas de petróleo pressionaram o índice para baixo. Petrobras (PETR4) recuou cerca de 1,6 por cento. Da mesma forma, nas bolsas internacionais, índices acionários e papéis de energia responderam à prisão de Maduro.

Para além disso, os seguem atentos a dados de inflação e de atividade econômica no Brasil e nos Estados Unidos. Esses números devem influenciar expectativas sobre a política de juros do Federal Reserve (FED), o banco central americano, que influencia os fluxos para ativos de risco e moedas emergentes.

A prisão de Nicolás Maduro e a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela continuam a repercutir globalmente. Nos mercados externos, as ações globais e contratos futuros subiram após o evento, com impulso em setores ligados a energia e tecnologia.

O que esperar? Os investidores estão apreensivos, mas não alarmados, avaliando que a intervenção americana pode não ter impacto direto imediato na macroeconomia global. A produção de petróleo da Venezuela representa uma pequena fração da oferta global, e isso ajuda a limitar o efeito direto sobre preços. Mas a sensibilidade ao cenário geopolítico e macroeconômico segue alta, com foco em indicadores futuros.


E Eu Com Isso?

O dólar enfraquecido ante o real no primeiro pregão da semana indica que as expectativas locais podem resistir a choques externos moderados. No entanto, a continuidade dessa tendência depende de dados econômicos robustos e da orientação das políticas monetárias em mercados desenvolvidos. Nesta terça-feira, a atenção dos investidores será dividida entre dados econômicos, decisões de bancos centrais e a evolução da situação geopolítica envolvendo Estados Unidos e Venezuela.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade


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