
A nova unidade, denominada P-79, terá capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo por dia. Com sua entrada em operação, a capacidade total de produção do campo de Búzios deverá alcançar aproximadamente 1,3 milhão de barris diários, consolidando o ativo como o maior produtor individual do país. Búzios já havia superado a marca de 1 milhão de barris por dia em outubro do ano passado, reforçando sua relevância estratégica dentro do portfólio da companhia e no contexto da produção nacional de petróleo.
O avanço da P-79 ocorre em paralelo ao recente início de produção da plataforma P-78, a sétima unidade do campo, que entrou em operação no final de dezembro e rapidamente atingiu volumes superiores a 50 mil barris por dia em menos de 24 horas. Para 2026, não há previsão de novas plataformas entrando em produção, mas o cronograma segue ativo: a P-80 deve deixar o estaleiro rumo ao campo em agosto, enquanto a P-82 está prevista para zarpar até outubro, com ambas projetadas para iniciar produção em 2027. Além disso, a companhia mantém negociações e processos licitatórios em andamento para projetos futuros, incluindo Sergipe Águas Profundas, revitalizações de campos maduros e a unidade Búzios 12, com horizonte de primeiro óleo após 2030.
E Eu Com Isso?
Do ponto de vista estratégico, a antecipação da produção da P-79 reforça a capacidade da Petrobras de capturar valor por meio da aceleração de projetos de alta produtividade e baixo custo unitário, característica central do pré-sal. Cada mês ganho no início da operação representa geração adicional de caixa, diluição mais rápida do investimento e maior resiliência financeira em diferentes cenários de preço do petróleo. O foco em Búzios, um dos campos mais rentáveis do portfólio, evidencia a priorização de ativos com elevada eficiência operacional e retorno ajustado ao risco mais previsível.
Como desdobramento, o movimento tende a fortalecer o perfil operacional e financeiro da Petrobras ao longo dos próximos trimestres, ao mesmo tempo em que aumenta a previsibilidade da curva de produção. A combinação de antecipação de projetos, crescimento orgânico em ativos-chave e planejamento de longo prazo para novas unidades sustenta uma trajetória de expansão gradual, sem rupturas relevantes no capex ou no balanço. Em conjunto, esses fatores contribuem para uma leitura construtiva sobre a capacidade da empresa de executar sua estratégia no pré-sal, mantendo disciplina operacional e foco em geração de valor ao longo do ciclo.
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