Natura (NATU3) conclui saída da Avon International e reforça foco na América Latina

A Natura (NATU3) concluiu a venda da Avon International para a gestora americana Regent, encerrando um processo que havia sido anunciado originalmente em outubro. Pelo acordo, a Natura receberá um valor nominal simbólico de uma libra, além de bônus de desempenho e pagamentos contingentes atrelados ao cumprimento de condições específicas ao longo do tempo. A transação marca o desligamento definitivo da companhia das operações internacionais da Avon fora da América Latina, em linha com a estratégia de simplificação de sua estrutura corporativa.

Como parte do acordo, a Natura também reafirmou o compromisso de disponibilizar uma linha de crédito de até 25 milhões de dólares à Avon International. Esse financiamento terá prazo de vencimento de cinco anos a partir da primeira utilização e poderá ser sacado até 31 de dezembro de 2026. A manutenção dessa linha de crédito tem caráter transitório e visa assegurar estabilidade operacional à Avon International no período pós-transação, sem que a Natura mantenha exposição direta à gestão ou à condução estratégica do negócio vendido.

A companhia destacou ainda que a operação não inclui o mercado russo da Avon, nem a marca Avon, seus direitos econômicos, a propriedade intelectual ou as operações da Avon na América Latina. Esses ativos permanecem sob controle da Natura, que segue com presença relevante na região por meio de suas marcas e canais próprios. Com isso, a venda se restringe às operações internacionais que vinham apresentando maior complexidade operacional e menor aderência à estratégia central do grupo.

E Eu Com Isso?A conclusão da venda representa um passo relevante na reorganização do portfólio da Natura. A saída da Avon International reduz a dispersão geográfica, simplifica a estrutura de custos e diminui riscos associados a mercados com menor sinergia operacional. Ao mesmo tempo, a manutenção dos ativos latino-americanos preserva a escala e a relevância da Avon em uma região considerada estratégica, onde a companhia possui maior conhecimento de mercado, integração logística e potencial de captura de margens.

Como desdobramento, a operação tende a contribuir para maior foco gerencial e disciplina financeira, permitindo que a Natura concentre esforços no fortalecimento de suas marcas principais e na recuperação de rentabilidade. A redução de complexidade e a eliminação de operações com menor retorno esperado reforçam a leitura de uma empresa mais enxuta, com estratégia mais clara e alinhada à geração de valor no médio e longo prazo, especialmente em seus mercados prioritários.

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