Revisao do déficit – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Wed, 30 Dec 2020 14:10:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png Revisao do déficit – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Pouca margem fiscal para 2021 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/pouca-margem-fiscal-para-2021 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/pouca-margem-fiscal-para-2021#respond Wed, 30 Dec 2020 14:10:14 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19767 Em um documento divulgado nesta terça-feira (29), a Secretaria do Tesouro Nacional concluiu que existe pouquíssima margem de manobra fiscal para enfrentar uma eventual segunda onda de Covid-19. O documento cita o “aumento recente das incertezas em relação aos impactos da segunda onda” para alertar que o espaço fiscal do País é limitado e que,… Read More »Pouca margem fiscal para 2021

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Em um documento divulgado nesta terça-feira (29), a Secretaria do Tesouro Nacional concluiu que existe pouquíssima margem de manobra fiscal para enfrentar uma eventual segunda onda de Covid-19.

O documento cita o “aumento recente das incertezas em relação aos impactos da segunda onda” para alertar que o espaço fiscal do País é limitado e que, nessa seara, é essencial que “despesas temporárias não se tornem permanentes”, o que implicaria em um sufocamento completo do orçamento público. O órgão também afirmou, ainda, que o déficit primário para 2020 deve vir abaixo da estimativa mais atualizada, de 831,8 bilhões de reais. O diagnóstico é justificado pelo elevado volume observado de “empoçamento de recursos (recursos parados nos ministérios, calculados em 34,8 bilhões de reais ao fim de novembro), bem como da menor execução de despesas obrigatórias em relação à sua previsão”.

Por fim, o relatório do Tesouro Nacional aponta que a dívida pública brasileira (Dívida Bruta do Governo Geral, ou DBGG) deve se estabilizar em torno de 95 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) com o fim dos gastos ligados à pandemia. No entanto, o percentual já é considerado elevado para um país emergente, e o Tesouro deve continuar tendo dificuldades para refinanciar a dívida pública brasileira. Como bem apontou um dos secretários do Tesouro, os limites para novos gastos públicos agora existem não apenas pelas restrições fiscais já existentes em 2021, mas também pela questão da sustentabilidade da dívida.

E Eu Com Isso?

No mesmo dia do encerramento dos pagamentos do auxílio emergencial disponibilizado pelo Governo Federal, o relatório do Tesouro serve para reforçar a necessidade de um progresso mínimo no ano que vem, a fim de retomar a sustentabilidade da dívida pública. Como já comentamos algumas vezes, a pandemia e seus consequentes gastos – uma vez que a pior fase de contaminação já ficou para trás – devem ser entendidos como um desvio no caminho da atual rota fiscal do País.

Qualquer novo desvio nesse sentido deve ser muito mal recebido pelo mercado. Sendo assim, o risco fiscal continuará sendo um fator importante para o ano de 2021, mas nosso cenário-base é de continuidade de controle dos gastos e viabilidade no pagamento e rolagem da dívida pública. Da mesma forma, não se considera uma segunda onda grave de casos e mortes no Brasil e no mundo, que forçaria a novos gastos e um eventual estresse da já apertada margem fiscal brasileira.

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Leia também: Senado ainda indefinido.

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Revisão do déficit primário https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/revisao-do-deficit-primario https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/revisao-do-deficit-primario#respond Mon, 23 Nov 2020 14:14:30 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=17220 O ministério da Economia revisou para melhor a previsão de déficit primário do governo central para 2020. Anteriormente estimado em 861 bilhões de reais, agora o rombo deve ficar na casa dos 844,6 bilhões, como apontam os novos cálculos do 5º Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas – divulgado pelo próprio ministério. No… Read More »Revisão do déficit primário

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O ministério da Economia revisou para melhor a previsão de déficit primário do governo central para 2020. Anteriormente estimado em 861 bilhões de reais, agora o rombo deve ficar na casa dos 844,6 bilhões, como apontam os novos cálculos do 5º Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas – divulgado pelo próprio ministério.

No mesmo documento, as estimativas para a retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 ficam na casa dos 4,5 por cento, um resultado melhor que a previsão anterior, que era de um encolhimento de 4,7 por cento. A inflação, medida pelo IPCA, saltou de 1,8 por cento para 3,1 por cento. Com o recuo de 16,4 bilhões, o déficit primário deve equivaler cerca de 11,7 por cento do PIB brasileiro. A porcentagem ainda é bastante elevada e o número deve ser, de longe, recorde na série histórica do Tesouro Nacional – evidentemente, o gasto extraordinariamente elevado se justifica por conta da pandemia de Covid-19 e suas consequências.

A título de comparação, a projeção do déficit primário feita pela Instituição Fiscal Independente, do Senado Federal, está em 779,8 bilhões de reais, após revisão divulgada no último Relatório de Acompanhamento Fiscal. O montante anterior era de 877 bilhões de reais, mas a melhora se deu por conta da arrecadação neste terceiro trimestre, nos (inesperados) pagamentos de diferimentos de tributos – já em meados de setembro/outubro – e em um melhor cenário para as receitas públicas também no quarto trimestre deste ano.

Impactos na prática 

Com a tendência de menor queda do PIB se confirmando no quarto trimestre, o rombo das contas públicas em 2020 deve ser até menor que a projeção revisada do ministério da Economia. Isso implica diretamente no patamar da relação dívida pública/PIB, que pode ser menor que as estimativas. Essa seria uma boa notícia para o mercado e para a economia.

Com mais uma semana de pouquíssimas notícias vindas do cenário político, o humor dos investidores deve se voltar para outros temas e qualquer novidade de Brasília deve vir por meio de declarações. A agenda legislativa será retomada somente após o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo.

A perspectiva de resultados melhores nas contas públicas deste ano é levemente positiva para os mercados.

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