Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Wed, 12 Jan 2022 16:40:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Analisando a inflação na gringa https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/analisando-a-inflacao-na-gringa https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/analisando-a-inflacao-na-gringa#respond Wed, 12 Jan 2022 16:40:35 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35259 Na manhã desta quarta-feira (12), o BLS (Bureau of Labor Statistics) americano deverá confirmar o forte aumento da inflação nos Estados Unidos em 2021. O prognóstico é de uma alta de 0,4% no CPI (Consumer Price Index) em dezembro, fazendo com que a inflação acumulada no ano passado chegue a cerca de 7%, o maior… Read More »Analisando a inflação na gringa

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Na manhã desta quarta-feira (12), o BLS (Bureau of Labor Statistics) americano deverá confirmar o forte aumento da inflação nos Estados Unidos em 2021. O prognóstico é de uma alta de 0,4% no CPI (Consumer Price Index) em dezembro, fazendo com que a inflação acumulada no ano passado chegue a cerca de 7%, o maior nível desde 1982.

Considerando-se o núcleo da inflação (“core index”), que não considera os preços mais voláteis dos alimentos e da energia, a alta esperada é de 0,5% em dezembro, o que faz com que a variação acumulada em 2021 seja de 5,4%, também a maior em muitos anos.

Em si, essa divulgação não é novidade. Os prognósticos dos investidores quanto a uma alta acelerada dos preços vêm se acumulando desde meados de 2021. No entanto, há dois pontos a considerar nesse cenário.

O primeiro é a diferença entre a variação de preços de todos os itens com o núcleo da inflação. Esse 1,6 ponto percentual a menos registrada no “core index” mostra que boa parte do aumento de preços se localiza nos preços do petróleo e dos alimentos.

O mercado de petróleo vem sendo mantido apertado, dentre outros fatores, pela resistência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais a Rússia, organização conhecida como Opep+, em aumentar a produção em ritmo mais acelerado.

No início da pandemia, esse cartel dos principais produtores reduziu a extração do óleo para manter os preços. A produção permanece reduzida, mesmo com a gradual volta das atividades econômicas à normalidade. Por isso, os preços permanecem em patamares elevados. Também vale citar o elevado custo de capital do setor nos últimos anos, o que gerou baixos investimentos em capital fixo que pudessem viabilizar o aumento ligeiro da produção.

Não por acaso, aqui mesmo no Brasil, os preços da gasolina subiram 47% em 2021, sendo o item com maior variação na cesta de produtos do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ), que foi divulgado na terça-feira (11).

O segundo ponto é que está se formando um consenso de que o pico de dezembro será exatamente isso – um pico. É bastante provável que os preços desacelerem ao longo de 2022. As principais causas são a retirada dos estímulos e a normalização das cadeias produtivas. Com o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, cessando de injetar dinheiro na economia e começando a elevar as taxas de juros ainda neste primeiro trimestre, haverá menos combustível para mover os preços.

A expectativa é de normalização das cadeias de insumos, especialmente semicondutores. Com o fornecimento normalizado haverá menos estímulo para produtores de veículos elevarem seus preços, e automóveis são um item importante nos índices de inflação americanos. Nesse ponto específico, a única incerteza decorre do recrudescimento das contaminações pela variante Ômicron do coronavírus, que vêm crescendo em especial nos países da Ásia. Uma volta das medidas de restrição, especialmente em países com aplicação rígida como a China, poderá retardar essa volta à normalidade na oferta de insumos.

Como se não bastasse, Jerome Powell, presidente do Fed, foi bastante claro em seu depoimento no Senado americano na terça-feira de que a economia dos Estados Unidos está “saudável” e “demandando uma política monetária mais apertada”. Powell está passando pelos trâmites de uma nova indicação para a presidência do Fed, algo que deverá ser confirmado com facilidade.

Em suas declarações, Powell reiterou o que vem dizendo há tempos. Que o Fed vai encerrar as compras de ativos financeiros em março, que vai começar a elevar os juros ainda em 2022 e que “talvez mais tarde”, mas ainda neste ano, o Fed vai reduzir seu balanço. Isso quer dizer vender títulos e enxugar ainda mais a economia, caminhando para a normalização da política monetária.

Com tudo isso, as notícias de uma explosão inflacionária nos Estados Unidos são muito exageradas e um CPI de 7% em 2021 deve ser visto como o que de fato é – um ponto fora da curva.

E Eu Com Isso?

A sessão da quarta-feira começa sem uma direção definida, com os contratos futuros do Ibovespa perto da estabilidade e os contratos futuros do índice americano S&P 500 ensaiando uma leve alta. O pregão pode ser volátil dependendo da reação dos investidores à inflação americana.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: A inflação passada e a futura.

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As commodities e a inflação https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-commodities-e-a-inflacao https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-commodities-e-a-inflacao#respond Tue, 27 Apr 2021 13:34:22 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23729 Os últimos meses têm sido muito positivos para os mercados acionários ao redor do mundo. A combinação entre o avanço da vacinação, a retomada da economia e as políticas de estímulo dos bancos centrais mais importantes fizeram disparar os preços das ações. Porém, esse movimento não se restringiu à renda variável. Também vem influenciando os… Read More »As commodities e a inflação

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Os últimos meses têm sido muito positivos para os mercados acionários ao redor do mundo. A combinação entre o avanço da vacinação, a retomada da economia e as políticas de estímulo dos bancos centrais mais importantes fizeram disparar os preços das ações. Porém, esse movimento não se restringiu à renda variável. Também vem influenciando os preços das commodities, especialmente as minerais.

Os exemplos são vários. O minério de cobre, por exemplo. Se observarmos uma série histórica de 60 anos da Commodities Stock Exchange (Comex) de Nova York, vemos que o pico absoluto dos preços foi em janeiro de 2011, quando as cotações atingiram 4,58 dólares por libra. Na segunda-feira (26) elas fecharam a 4,34 dólares por libra, apenas um pouco abaixo do pico histórico.

O mesmo raciocínio vale para o minério de ferro. Na segunda-feira (26) as cotações internacionais do minério com teor de hematita a 63,5 por cento no porto chinês de Tianjin, considerado uma referência global, subiram mais ainda, para 189 dólares por tonelada. Para comparar, em abril de 2020, as cotações eram de 80,90 dólares por tonelada. Em um ano, a alta foi de 129,3 por cento em dólares.

Cobre, ferro, milho, soja. A maioria das commodities está em alta e justifica um aumento da oferta. Porém, isso é mais difícil nas commodities minerais do que nas agrícolas. No caso do minério de ferro, por exemplo, o aumento de demanda veio numa época que a maioria dos players não estava investindo em aumento de capacidade. Assim, os preços deverão permanecer elevados, o que beneficia as produtoras brasileiras. Em sua maioria elas são empresas muito eficientes. Por isso, o cenário de demanda elevada devido aos investimentos em infraestrutura deve contribuir para uma alta de suas receitas.

Qual a conclusão disso? No caso brasileiro, investir em commodities é uma boa proteção contra as turbulências da política e contra uma eventual alta da inflação. O IPCA-15 de abril mostrou uma desaceleração em relação a março (Leia mais abaixo), mas, mesmo assim, a edição mais recente do relatório Focus mostra que os prognósticos para a inflação em 2021 superam 5 por cento. Ou seja, vale a pena pensar em ações de commodities como uma estratégia defensiva contra a inflação.

Cenário Internacional

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) inicia hoje uma reunião de dois dias que não deve trazer nenhuma mudança na política monetária. Os prognósticos são de que há 93,1 por cento de probabilidade de que o Fed mantenha a taxa de juros no atual intervalo entre zero e 0,25 por cento ao ano. Há uma probabilidade pequena de 6,8 por cento de que o Fed mande os juros para o terreno negativo, entre – 0,25 por cento e zero. Não se espera alta. Porém, o mais esperado é uma alteração da ênfase do Fed de manter acelerados os estímulos à economia.

Indicadores econômicos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial caiu para 0,60 por cento em abril, baixa de 0,33 ponto percentual em relação aos 0,93 por cento registrados em março. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,82 por cento. Em 12 meses, a alta é de 6,17 por cento, acima dos 5,52 por cento registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2020, a taxa foi de 0,01 por cento negativo. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com alta de 5,49 por cento, a gasolina  permanece como o produto com o principal impacto no índice.

E Eu Com Isso?

O dia começa com os contratos futuros do Ibovespa em leve queda, ao passo que o mercado americano apresenta uma discreta valorização. O dia deverá ser marcado por uma volatilidade elevada em função dos números das empresas que serão divulgados no decorrer do período e a espera da decisão do FED.

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Leia também: O governo e a CPI.

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Juro manda recado ao Congresso https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/juro-manda-recado-ao-congresso https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/juro-manda-recado-ao-congresso#respond Tue, 12 Jan 2021 14:13:33 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19967 Os contratos futuros de juros com os prazos mais longos estão mandando um recado claro aos nossos parlamentares: parem de brincar com o orçamento e com o teto de gastos. Nos primeiros dias do ano, o mercado acionário cravou vários recordes consecutivos e parece estar iniciando mais um dia de alta após a realização de… Read More »Juro manda recado ao Congresso

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Os contratos futuros de juros com os prazos mais longos estão mandando um recado claro aos nossos parlamentares: parem de brincar com o orçamento e com o teto de gastos. Nos primeiros dias do ano, o mercado acionário cravou vários recordes consecutivos e parece estar iniciando mais um dia de alta após a realização de lucros da véspera. No entanto, menos comentada – mas tão importante quanto – a curva dos juros longos no mercado futuro mostra que há um aumento na preocupação dos investidores com relação ao desempenho da inflação. A elevação dos índices, tanto para 2020 quanto para 2021, divulgada nesta terça-feira (12) não arrefeceu esses temores.

Na ponta do lápis, os contratos futuros de juros com vencimento em 2030 encerraram 2020 indicando juros esperados de 7,08 por cento ao ano. Na segunda-feira (11) essa taxa havia subido para 7,85 por cento, uma alta de quase 80 pontos-base (centésimos de ponto percentual). Os contratos ainda mais longos, com vencimento em 2035, também subiram. Fecharam 2020 a 7,56 por cento ao ano, e na segunda-feira cravaram 8,31 por cento ao ano, alta de 75 pontos-base.

Isso não ocorreu por acaso. Muito pelo contrário. A causa dessa alta nos juros futuros foi um aumento das expectativas dos investidores com relação à inflação no longo prazo. O comportamento dos índices divulgados nesta manhã, mostrando aumentos de cerca de 104 em itens fundamentais para a cesta básica como o óleo de soja, é um sinal claro de que os preços estão pressionados, seja pela alta das cotações do dólar, seja pela valorização no mercado internacional de commodities.

Essas oscilações dos preços são naturais, fazem parte do dia a dia dos mercados e seria insensato lutar contra elas com mecanismos com intervenções e congelamentos de preço. O Brasil já tentou isso várias vezes ao longo das últimas décadas. Os resultados oscilaram entre os péssimos e os desastrosos. A única defesa contra os solavancos naturais dos preços (e seu impacto nos juros futuros) é a manutenção de um orçamento nacional equilibrado e crível, uma responsabilidade que cabe ao Congresso. Se os parlamentares não se atentarem a isso, os recados de variáveis como a curva futura das taxas de juros – que embute a percepção de riscos de inflação – serão cada vez mais audíveis.

Indicadores I

A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2020 foi de 4,52 por cento, acima do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Foi o maior percentual anual desde os 6,29 por cento registrados em 2016. A inflação em dezembro foi de 1,35 por cento. Foi o percentual mensal mais alto desde o 1,57 por cento de fevereiro de 2003 e o maior nível para o último mês do ano desde os 2,10 por cento de dezembro de 2002. Em 2019, a inflação medida pelo IPCA havia sido de 4,31 por cento. A causa principal foi a alta de 14,09 por cento nos preços dos alimentos, provocada pelo aumento da demanda, pela alta do dólar e pela elevação das cotações das commodities no mercado internacional. A maior alta foi do óleo de soja, cujos preços subiram 103,79 por cento, e do arroz, com 76,01 por cento.

Indicadores II

A primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de 2021 avançou em relação à do mês anterior. Em janeiro, a inflação nos dez primeiros dias do mês foi de 1,89 por cento, acima do 1,28 por cento registrado no primeiro decêndio de dezembro. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 23,52 por cento para 24,87 por cento. A alta foi provocada pela aceleração da inflação no atacado, devido ao aumento dos preços do minério de ferro, que subiram 23,45 por cento após caírem 3,65 por cento. A alta de preços da commodity em 12 meses foi de 134,63 por cento. Na primeira prévia de janeiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,42 por cento ante 1,39 por cento em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu para 0,38 por cento ante 0,86 por cento em dezembro e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou para 0,94 por cento ante 1,24 por cento no primeiro decêndio de dezembro.

E Eu Com Isso?

Apesar da turbulência e da incerteza, os mercados iniciaram a manhã no terreno positivo. Os contratos futuros de Ibovespa começaram a sessão com alta de 0,3 por cento, ao passo que os contratos futuros do índice americano S&P 500 indicam uma alta parecida, de 0,2 por cento. O cenário pode indicar investidores comprando, em busca de papéis baratos após a queda da véspera, mas o cenário permanece volátil.

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Leia também: De olho nos apoios

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