Corte de gastos – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Fri, 23 Apr 2021 13:35:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png Corte de gastos – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 O País da resiliência | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-pais-da-resiliencia-denise-campos-de-toledo-levante https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-pais-da-resiliencia-denise-campos-de-toledo-levante#respond Fri, 23 Apr 2021 12:17:52 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23625 Depois de muitas idas e vindas, se conseguiu chegar a um entendimento em torno do orçamento deste ano. Longe de ser a melhor alternativa, acabou sendo o melhor dentro do atual contexto político. O governo escapa de implicações legais e evita atritos com a base de apoio, que não quis ceder muito em relação às… Read More »O País da resiliência | Denise Campos de Toledo

O post O País da resiliência | Denise Campos de Toledo apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Depois de muitas idas e vindas, se conseguiu chegar a um entendimento em torno do orçamento deste ano. Longe de ser a melhor alternativa, acabou sendo o melhor dentro do atual contexto político.

O governo escapa de implicações legais e evita atritos com a base de apoio, que não quis ceder muito em relação às emendas. Gastos relacionados à pandemia, que são importantes para o atual momento social e econômico, ficam fora do teto, há corte parcial de emendas em relação ao texto original, e a equipe econômica ganha margem de manobra para cortar despesas discricionárias e poder bancar as obrigatórias.

Não que isso represente alguma folga. A situação continua apertada para o cumprimento do teto e da meta fiscal. Só não está pior porque houve toda uma contabilidade criativa para ajuste dos interesses políticos, passando a ideia de responsabilidade fiscal.

Mas acabou sendo melhor do que algumas ideias mirabolantes que surgiram nas últimas semanas e foram motivo para muita instabilidade e desconfiança do mercado. Além disso, se voltou a falar em avanço da agenda de reformas e privatizações, como Eletrobrás e Correios.

Paralelamente, ainda temos o governo tentando assumir uma postura mais diplomática e conciliadora em relação à questão climática e o meio ambiente. Foi o que ficou de declarações anteriores e a própria participação do presidente Bolsonaro na Cúpula do Clima.

Isso após a troca de comando do Itamaraty, que também indicou uma possibilidade de melhora nas relações internacionais. Falta, agora, convencer com ações e números mais efetivos. Mas se vê, pelo menos, uma posição de menos confronto, o que deixa subentendida a percepção que é preciso alguma mudança para evitar problemas maiores do ponto de vista externo e interno.

A pandemia e os entraves políticos que vem trazendo para o governo, desde as dificuldades para a obtenção de vacinas e insumos até a instalação da CPI da Covid, junto com a queda de popularidade, talvez, levem a um reposicionamento em várias frentes.

De novo se percebe uma falta de convicção mais consistente. Mas se alguns resultados forem obtidos já será muito positivo para o País. Da mesma forma que o orçamento também parece estabelecer uma certa trégua política e fiscal.

Em meio a tudo isso, o mercado local ainda acompanha com atenção os sinais de melhora do cenário externo, especialmente dos Estados Unidos, apesar das preocupações ainda presentes com novas ondas da pandemia.

Se percebe um direcionamento mais favorável dos ativos, desde a curva de juros até o dólar, com a Bolsa defendendo um nível mais alto para o Ibovespa. E ainda há um “esforço” para adequar as expectativas à sinalização, muito clara e persistente, do Banco Central de que na próxima reunião do Copom virá mesmo uma elevação de 0,75 pp na Selic e não de 1 ponto como muitos ainda acreditam, diante dos números ainda não muito favoráveis da inflação e a própria incerteza fiscal. 

O que temos é a resiliência prevalecendo em muitas frentes onde, certamente, poderíamos avançar de forma muito mais satisfatória.

A Coluna da Denise Campos é publicada toda sexta-feira em nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

Quer receber essa e outras notícias para por dentro do universo dos investimentos de maneira prática? Clique abaixo e inscreva-se gratuitamente!

e-eu-com-isso

Leia mais da Denise Campos de Toledo: O enrosco político na questão fiscal | Denise Campos de Toledo.

O post O País da resiliência | Denise Campos de Toledo apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-pais-da-resiliencia-denise-campos-de-toledo-levante/feed 0
Tributar banco é mau negócio https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/tributar-banco-e-mau-negocio https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/tributar-banco-e-mau-negocio#respond Tue, 02 Mar 2021 17:51:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=21476 O tradicional provérbio português “descobrir um santo para cobrir outro” ilustra aquelas situações em que a solução encontrada para um problema acaba criando outra dificuldade. Foi o que o governo fez na noite da segunda-feira (01). No dia 18 de fevereiro, na “live” em que criticou a Petrobras pelos aumentos na gasolina e no óleo… Read More »Tributar banco é mau negócio

O post Tributar banco é mau negócio apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
O tradicional provérbio português “descobrir um santo para cobrir outro” ilustra aquelas situações em que a solução encontrada para um problema acaba criando outra dificuldade. Foi o que o governo fez na noite da segunda-feira (01). No dia 18 de fevereiro, na “live” em que criticou a Petrobras pelos aumentos na gasolina e no óleo diesel, o presidente Jair Bolsonaro anunciou uma isenção “ad aeternum” do Pis e da Cofins sobre o gás de cozinha, e uma isenção temporária, nos meses de março e de abril, sobre o óleo diesel.

Desoneração fiscal custa dinheiro. Pelas contas do Ministério da Economia, a isenção sobre o diesel significará uma queda de 3,7 bilhões de reais na arrecadação neste ano. O efeito da desoneração sobre o gás de cozinha é menor. A estimativa é de 922 milhões de reais neste ano e de 945 milhões de reais em 2023.

Para compensar essa perda de arrecadação, o Ministério da Economia elevou a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos de 20 por cento para 25 por cento. Também acabou com a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para pessoas com deficiências na compra de veículos que custam até 70 mil reais. E encerrou o Regime Especial da Indústria Química (Reiq), que garantia uma tributação diferenciada ao setor. O fim da isenção do IPI passa a valer imediatamente. Já as mudanças na CSLL e no Reiq entram em vigor no início de julho. Todas as decisões terão de ser aprovadas no Congresso Nacional.

À primeira vista e em uma avaliação rápida – ou seja, incorreta – as medidas fazem sentido. Afinal, o gás de cozinha é um item essencial em 99,9 por cento das residências brasileiras. Em um país em que 68 por cento das cargas são transportadas por caminhões, varrições no custo do óleo diesel são repassadas para toda a economia. Assim, nada mais justo do que tributar os malvados bancos para reduzir o preço da comida de milhões de brasileiros, certo?

Errado.

A decisão é questionável por três motivos. Em primeiro lugar, no Brasil os bancos são um oligopólio. Apesar do crescimento das fintechs e da incursão de empresas de varejo pelo segmento financeiro, os bancos ainda são responsáveis por algo entre 80 por cento e 90 por cento dos empréstimos concedidos para indivíduos e empresas. Quando a concorrência não existe ou é fraca, quem domina o mercado tem o poder de fazer preços. Assim, não é preciso ter um doutorado em economia para saber que, discretamente e aos poucos, os bancos vão repassar esse aumento do tributo para os custos do crédito e as tarifas de serviços. Ainda mais se, daqui a duas semanas, o Comitê de Política Monetária (Copom) ratificar as expectativas e começar a elevar a taxa Selic.

Em segundo lugar, a decisão mostra a incapacidade de o governo – Executivo e Legislativo – cortar seus próprios gastos. Antes de apreciarem a elevação dos tributos sobre os bancos (e sobre os clientes dos bancos), os nobres deputados querem aumentar em 18 bilhões de reais a fatia do Orçamento destinada a emedas parlamentares. Quase quatro vezes mais que a perda de arrecadação estimada com a isenção totalizada do gás de cozinha e do óleo diesel.

E, finalmente, mas não menos importante, a decisão é questionável porque altera a estrutura tributária e a estrutura de custos da economia sem grandes estudos, reduz a previsibilidade dos resultados das empresas e aumenta a incerteza futura sobre os movimentos do governo. A isenção sobre o diesel é uma medida populista. Se o governo pode aliviar para os caminhoneiros e passar a conta para os banqueiros, o que impede Brasília de isentar arroz e feijão de impostos e passar a tributar os planos de saúde? Ou zerar a mordida do Leão sobre os medicamentos e aumentar o IPI sobre os automóveis? A lista potencial de medidas é potencialmente interminável e inegavelmente prejudicial à economia, aos trabalhadores, empresários e investidores.

E Eu Com Isso?

A terça-feira começa com um movimento de baixa nos contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500. Por aqui, a queda segue a desvalorização do fim dos negócios da segunda-feira, quando os investidores já começaram a reagir negativamente à elevação dos impostos sobre os bancos.

 

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

Para ficar por dentro do universo dos investimentos de maneira prática, clique abaixo e inscreva-se gratuitamente!

e-eu-com-isso

Leia também: A calma do Federal Reserve.

O post Tributar banco é mau negócio apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/tributar-banco-e-mau-negocio/feed 0
Diferença entre Ford e BB https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/diferenca-entre-ford-e-bb https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/diferenca-entre-ford-e-bb#respond Thu, 14 Jan 2021 13:51:15 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=20013 Segunda-feira, 11 de janeiro. Coincidentemente, duas empresas anunciam a mesma decisão. Devido a mudanças no mercado, alterações na tecnologia e à necessidade de manter a competitividade, é necessário adotar medidas amargas. Cortar custos, fechar unidades e demitir pessoas. Decisões desse tipo são impopulares e têm consequências para além de quem as toma. Não apenas ceifam… Read More »Diferença entre Ford e BB

O post Diferença entre Ford e BB apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Segunda-feira, 11 de janeiro. Coincidentemente, duas empresas anunciam a mesma decisão. Devido a mudanças no mercado, alterações na tecnologia e à necessidade de manter a competitividade, é necessário adotar medidas amargas. Cortar custos, fechar unidades e demitir pessoas. Decisões desse tipo são impopulares e têm consequências para além de quem as toma. Não apenas ceifam empregos diretos, como também prejudicam o faturamento e os lucros dos fornecedores, e podem provocar a extinção de empregos indiretos. Mesmo assim, cortes radicais de custos fazem parte da descrição de cargo de qualquer executivo à frente de uma empresa. A diferença são as consequências para quem coloca essas decisões em prática.

Ao anunciar o fechamento de três unidades da Ford no Brasil, com a demissão de 5 mil pessoas, Jim Farley, CEO global da montadora, foi claro. “A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas ações são muito difíceis, mas elas são necessárias para a criação de um negócio saudável e sustentável”, informou ele em um comunicado em que detalhava a decisão. Na segunda-feira (11), as ações da Ford fecharam a 9,30 dólares na Bolsa de Nova York, alta de 3,4 por cento ante o fechamento da sexta-feira (8), e mantiveram a trajetória de alta nos pregões seguintes. Na quarta-feira (13), os papéis fecharam a 9,78 dólares, alta acumulada de 8,7 por cento na semana. Farley permanece no cargo.

No mesmo dia, André Brandão, presidente do Banco do Brasil (BBAS3), anunciou uma reestruturação das operações, com o fechamento de 112 agências e um Plano de Demissão Voluntária (PDV) cujo objetivo era que 5 mil funcionários se desligassem voluntariamente. No dia do anúncio, as ações recuaram 1,6 por cento. Subiram um pouco nos pregões seguintes, mas desabaram na quarta-feira (13), amargando uma queda acumulada de 5,6 por cento. O motivo para a queda? Ainda se aguarda a confirmação oficial, mas a maioria dos observadores políticos de Brasília dá como certa a saída de Brandão do comando do banco.

Executivo experiente no sistema financeiro, Brandão fez carreira no HSBC Brasil e chegou à presidência antes da venda do banco para o Bradesco, em 2016. Antes de ser convidado a presidir o BB, ele trabalhava na filial americana do banco britânico. Brandão fez o que qualquer executivo responsável e competente deveria fazer para garantir a sustentabilidade e a perenidade da organização que preside. Ele e Jim Farley tomaram, ambos, decisões amargas, mas necessárias. A diferença é que um permanece no cargo (e deve até receber um bônus melhor, visto que as ações subiram) e o outro terá de buscar uma colocação, após sacrificar um posto elevado nas finanças internacionais. Por que um foi demitido e o outro não? Simples: um preside uma empresa privada, e o outro preside (ou presidia) uma companhia estatal.

A eventual e provável demissão de Brandão, indicado pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes, com a bênção de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, mostra os problemas da gestão estatal. O fechamento de agências não foi uma surpresa. Brandão não acordou de mau humor na segunda-feira, chegou ao banco e disse “fechem as agências e demitam 5 mil colaboradores”. Ao contrário, o plano vinha sendo maturado há algumas semanas, e havia sido submetido ao Conselho de Administração do banco. A maioria das agências que seria fechada fica em cidades pequenas. São unidades pouco rentáveis, localizadas em cidades pequenas. A mudança não afetaria o crédito agrícola. Ao contrário, houve um reforço do pessoal dedicado ao agronegócio. No entanto, para prefeitos do interior do Brasil, é sinal de desprestígio se a cidade perde a agência do BB, mesmo que a maioria das transações seja realizada pelo celular. Prefeitos irados ligam para deputados e senadores, que ligam para governadores, que marcam hora no Palácio do Planalto. E o mal está feito.

A virtual demissão de Brandão por ter tomado as decisões difíceis que qualquer executivo tem de tomar mostra que, independentemente de quem ocupe a Presidência da República, as empresas estatais são um problema. Sua gestão não segue apenas os cânones da administração, mas também é influenciada pelos humores e pelas sombras da política. Por isso, independentemente da qualidade de sua gestão, empresas estatais sempre terão um risco adicional.

E Eu Com Isso?

A quinta-feira começa com as ações levemente em alta. As expectativas são positivas com o provável detalhamento, pelo presidente eleito Joe Biden, do novo plano de estímulo econômico a ser implantado nos Estados Unidos.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

Para ficar por dentro do universo dos investimentos de maneira prática, clique abaixo e inscreva-se gratuitamente!

e-eu-com-isso

Leia também: Como a política afeta seus investimentos?

O post Diferença entre Ford e BB apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/diferenca-entre-ford-e-bb/feed 0