Combustíveis – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Fri, 20 Aug 2021 13:52:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png Combustíveis – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 BR Distribuidora: Enxugamento de ativos e transição para novos segmentos https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/br-distribuidora-enxugamento-de-ativos-e-transicao-para-novos-segmentos https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/br-distribuidora-enxugamento-de-ativos-e-transicao-para-novos-segmentos#respond Fri, 20 Aug 2021 13:52:45 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30124 A BR Distribuidora (BRDT3), agora Vibra Energia (novo nome da companhia), espera levantar aproximadamente R$ 1 bilhão com a venda de até 25 de seus ativos logísticos, nos quais a distribuidora não possui mais interesse. A estratégia da companhia com os desinvestimentos é ampliar a sua vantagem competitiva, deixando a estrutura mais leve e otimizada.… Read More »BR Distribuidora: Enxugamento de ativos e transição para novos segmentos

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A BR Distribuidora (BRDT3), agora Vibra Energia (novo nome da companhia), espera levantar aproximadamente R$ 1 bilhão com a venda de até 25 de seus ativos logísticos, nos quais a distribuidora não possui mais interesse.

A estratégia da companhia com os desinvestimentos é ampliar a sua vantagem competitiva, deixando a estrutura mais leve e otimizada.

No balanço do segundo trimestre, a Vibra Energia divulgou que já tem avançado nas negociações para 3 de seus ativos, que devem gerar cerca de R$ 130 milhões até o fim deste ano.

Além dos desinvestimentos, outra estratégia da distribuidora está no movimento de transição energética para uma economia de baixo carbono, visando estar mais bem posicionada no mercado de energia elétrica, ao substituir os combustíveis mais poluentes por outros de menor impacto, como o gás natural, por exemplo.

De acordo com o CEO, Wilson Ferreira Jr, a rede tem aproximadamente 8 mil postos hoje, sendo um dos maiores custos a energia elétrica, além da compra de combustíveis e aluguéis.

A ideia é utilizar a estrutura da Targus, a recém comprada comercializadora de energia, para oferecer soluções de energia renovável para a rede de postos, tanto para economia de custos quanto para adequação às mudanças em relação às políticas ambientais.

O objetivo no longo prazo é que a companhia se torne uma distribuidora e comercializadora completa de energia renovável, atuando com combustíveis e fontes de energia mais limpas, em substituição ao óleo diesel, por exemplo, avaliando quais as próximas fontes com grande potencial (etanol, biocombustíveis, gás natural, hidrogênio, etc).

Nesse sentido, a Vibra está em fase final de estruturação de uma trading de etanol e de derivados, com um anúncio de novidades para setembro. 

E Eu Com Isso?

Olhando para os desinvestimentos nos ativos de logística, os efeitos nos resultados já poderão ser sentidos nos próximos resultados.

Já na transição de segmentos, o movimento também é positivo no médio e longo prazo para a Vibra Energia (BRDT3), visto que, a partir dos desinvestimentos, a companhia poderá gerar recursos para financiar e melhor compatibilizar a base de ativos com sua operação, reduzindo a ociosidade, otimizando custos e compatibilizando a sua oferta de produtos e de serviços com as mudanças na demanda do mercado.

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Leia também: Resultados da BR Distribuidora (BRDT3) do 2T21.

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Petrobras: aumento do diesel https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/petrobras-aumento-do-diesel https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/petrobras-aumento-do-diesel#respond Fri, 09 Apr 2021 14:52:43 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23250 No dia primeiro de maio expira o prazo de isenção de impostos federais sobre o diesel, correspondente a cerca de 9 por cento a 9,7 por cento no preço final do combustível ao consumidor (0,33 reais por litro), o que deve gerar uma pressão para cima nos preços das bombas logo na estreia do general… Read More »Petrobras: aumento do diesel

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No dia primeiro de maio expira o prazo de isenção de impostos federais sobre o diesel, correspondente a cerca de 9 por cento a 9,7 por cento no preço final do combustível ao consumidor (0,33 reais por litro), o que deve gerar uma pressão para cima nos preços das bombas logo na estreia do general da reserva Silva e Luna no comando da Petrobras.

As recentes declarações do presidente da república a respeito da discordância da política de preços praticado pela Petrobras na gestão anterior e a fala afirmando “ser inadmissível um aumento de 39 por cento no preço do gás”, lançam novamente uma nuvem de incerteza a respeito de uma ingerência na estatal, a fim de cumprir o seu “dever social”.

Apesar das declarações do presidente, o posicionamento de Silva e Luna a respeito da política de preços, e também da continuidade do plano de negócios 2021-25 anunciado recentemente pela companhia, ainda é incerta.

Segundo a consultoria especializada no mercado de óleo e gás StoneX, a Petrobras hoje pratica uma diferença para baixo de 0,14 reais por litro em relação ao Preço de Paridade de Importação (PPI), valor de referência para os importadores atuantes no Brasil (inclusive para as grandes distribuidoras), uma diferença menor em relação ao observado durante a ameaça de greve dos caminhoneiros, porém ainda insustentável no longo prazo para a companhia.

E Eu Com Isso?

Esperamos uma continuidade da pressão negativa sobre os preços das ações da Petrobras (PETR3/PETR4) no curto prazo enquanto não houver uma definição clara de como a nova gestão conduzirá as operações da estatal.

Em meio à complexidade da cadeia de suprimentos e produção de combustível, a Petrobras continua sendo alvo de uma espécie de “bode expiatório” para acobertar o principal vilão da alta de preços de combustíveis no país: o dólar em patamares altíssimos, que teima em não abaixar pelas sequências de lambanças em Brasília principalmente, com aumento da percepção de risco de investimentos no Brasil.

O dólar alto implica em forte alta de custos de insumos no país em diversas frentes. Falando especificamente da cadeia do óleo diesel, há dois componentes diretos e um indireto:

i) Há uma mistura regulamentada de 13 por cento de biodiesel na composição do produto final no país que, este por sua vez, é majoritariamente produzido pela soja (em forte alta desde 2020), o que encarece a componente responsável por cerca de 12 por cento no preço final.

ii) O país possui um parque de refino inadequado ao tipo de petróleo produzido no país, além da capacidade instalada insuficiente para abastecer todo o território nacional, o que implica em importação de petróleo compatível (cotado em dólar) e importação direta de diesel pelas empresas tradings e distribuidoras, que necessitam completar a sua oferta.

iii) O componente indireto é a escassez de oferta cada vez maior pelo prolongamento do preço praticado pela Petrobras abaixo do PPI, que faz com que as importadoras obtenham concorrência desleal e reduzam o volume. A redução da oferta faz com que as distribuidoras necessitem praticar preços mais altos para compensar a queda no volume, o que encarece os preços no final, sobretudo em regiões mais afastadas do litoral.

O novo CEO da Petrobras (PETR3/PETR4) terá um desafio complexo no qual a solução encontra-se em Brasília e não dentro da companhia, assumindo o comando no meio de uma encruzilhada. Caso haja uma mudança na política de preços da Petrobras, no qual haja um maior controle e preços abaixo da paridade de importação por um longo período, o prejuízo financeiro bilionário na estatal poderá se repetir.

Em complemento, o andamento do processo de vendas das refinarias da companhia pode travar pela incerteza gerada sobre o mercado de refino e distribuição devido a uma interferência negativa do Estado, minando um dos principais processos para a redução do endividamento da companhia, ainda em cifras extremamente altas.

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Leia mais sobre a empresa: Investir em Petrobras ficou arriscado demais | Domingo de Valor.

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As exéquias da Lava Jato https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-exequias-da-lava-jato https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-exequias-da-lava-jato#respond Wed, 24 Mar 2021 13:50:54 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=22742 Foi um dos velórios mais longos de que se tem notícia. Durou mais de dois anos, mas foi concluído na tarde da terça-feira (23). Ontem, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), alterou seu voto anterior, proferido em março de 2018, e decidiu a favor da suspeição do juiz Sérgio Moro na condução… Read More »As exéquias da Lava Jato

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Foi um dos velórios mais longos de que se tem notícia. Durou mais de dois anos, mas foi concluído na tarde da terça-feira (23). Ontem, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), alterou seu voto anterior, proferido em março de 2018, e decidiu a favor da suspeição do juiz Sérgio Moro na condução dos processos da Operação Lava Jato que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após esse prolongado rito fúnebre, a maior operação de combate à corrupção já realizada pelo Judiciário brasileiro está oficialmente sepultada.

O impacto dessa decisão será profundo. É questão de tempo para os demais acusados e condenados pedirem a anulação de suas sentenças e prepararem seu retorno ao cenário político, o que vai embaralhar de vez as cartas da sucessão presidencial. As eleições agendadas para 2022 pareciam já estar definidas. No entanto, no dia 8 de março, o ministro Edson Fachin anulou as condenações de Lula. Apesar de a decisão ainda ter de ser confirmada pelo plenário do Supremo, em teoria isso torna o ex-presidente um “ficha limpa” e permite uma eventual candidatura. E a provável volta de Lula à disputa insere uma nova variável nas já complicadas equações eleitorais.

É difícil medir o peso político do ex-presidente, que foi julgado e condenado, e permaneceu 580 dias encarcerado na sede da Polícia Federal em Curitiba. O Lula que, eventualmente, aparecerá nas máquinas de votação no ano que vem é sem dúvida menor do que o candidato vitorioso em quatro eleições, duas em que concorria pessoalmente, e duas apoiando Dilma Rousseff. O quanto menor é a pergunta de vários bilhões de dólares. Medir a preferência do eleitorado é algo difícil em circunstâncias normais. Em um país devastado pela pandemia, a complicação aumenta exponencialmente.

E, ainda que seja possível medir o tamanho de Lula na preferência do eleitorado, a questão seguinte é: qual Lula está disputando a Presidência? O Lula fiscalmente responsável da Carta ao Povo Brasileiro de 2002 ou o Lula gastador pós-2008? O presidente que manteve Henrique Meirelles à frente do Banco Central (BC) por oito anos, ou o presidente que se aliou gostosamente ao Centrão para impedir as investigações do Mensalão e do Petrolão ainda em seu primeiro mandato?

Ainda não há respostas para essas perguntas, e nem se sabe se a decisão será sacramentada pelo plenário do Supremo. Mas isso acrescenta novas doses de incerteza a um cenário já bastante indefinido.

Se Lula é uma incógnita, o atual presidente também é. Não custa lembrar que, em 2018, o então candidato Jair Bolsonaro empunhava uma bandeira liberal, privatista e favorável às reformas. O presidente Bolsonaro avançou pouco com as reformas, desidratou o ministro Sérgio Moro, interveio na Petrobras e demorou um ano para ceder aos fatos de que há uma pandemia e que é preciso vacinar maciçamente o povo para contê-la. Qual desses dois Bolsonaros será candidato, o liberal ou o populista? Outra questão de vários bilhões de dólares.

Cenário Internacional

Os preços do petróleo vêm mostrando uma volatilidade elevada. Na terça-feira as cotações caíram devido a notícias de uma terceira onda da pandemia na Europa e da redução dos prognósticos para o crescimento da economia alemã em 2021. A estimativa agora é de um avanço de 3,7 por cento, abaixo dos 4,1 por cento previstos anteriormente. Divulgada na terça-feira (23), a nova estimativa derrubou os preços do petróleo em mais de 6 por cento. No entanto, as cotações estão subindo mais de 2 por cento nesta quarta-feira com notícias de que um navio porta-contêineres encalhou no canal de Suez, e está bloqueando a passagem, travando uma das principais rotas comerciais que abastece a Europa com petróleo.

Na manhã desta quarta-feira, os contratos futuros do petróleo do tipo Brent eram negociados a 62,38 dólares, alta de 2,62 por cento, e os contratos do petróleo do tipo West Texas Intermediate (WTI) eram negociados a 59,35 dólares, alta de 2,75 por cento. Os contratos de ferro com teor de 62 por cento eram negociados a 167 dólares por tonelada.

E Eu Com Isso?

A quarta-feira começa com uma alta nos contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500. No entanto, o dia pode ser marcado por volatilidade, na expectativa de mais um pronunciamento do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, diante do Senado americano.

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Leia também: Discurso de Lula.

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Incertezas na Petrobras (PETR3, PETR4) https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/incertezas-na-petrobras-petr3-petr4 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/incertezas-na-petrobras-petr3-petr4#respond Fri, 19 Feb 2021 13:56:47 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=21235 Na noite desta quinta-feira (18), o presidente da República Jair Bolsonaro, em sua live semanal, criticou o novo aumento no preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras no mesmo dia. Os aumentos foram 10 por cento para a gasolina e 15 por cento para o diesel, acompanhando as fortes altas no preço do petróleo nas semanas… Read More »Incertezas na Petrobras (PETR3, PETR4)

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Na noite desta quinta-feira (18), o presidente da República Jair Bolsonaro, em sua live semanal, criticou o novo aumento no preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras no mesmo dia.

Os aumentos foram 10 por cento para a gasolina e 15 por cento para o diesel, acompanhando as fortes altas no preço do petróleo nas semanas recentes, anabolizadas pelo preço do dólar em patamares historicamente altos.

O presidente afirmou que irá zerar os impostos federais que incidem sobre os preços dos combustíveis (que representam cerca de 15 a 17 por cento da composição total), para compensar a recente alta na refinaria, sem contrapartida de arrecadação por enquanto. A mudança valerá a partir do dia 01 de março.

Irritado com a alta dos preços que podem gerar mais pressões a respeito na negociação com os caminhoneiros, apesar de afirmar não interferir na companhia, disse que “alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias”.

Em oposição à pressão dos caminhoneiros, a Associação dos Importadores de Combustíveis (Abicom) vem afirmando que os preços dos combustíveis praticados pela Petrobras estão abaixo da paridade internacional e inviabilizam a atividade de muitos importadores no país, em uma competição desleal.

O representante dos acionistas minoritários e com assento no conselho, Marcelo Mesquita, sócio fundador da gestora Leblon Equities, afirma que as falas de Bolsonaro “dificultam a gestão da política econômica, da Petrobras e de todas as estatais” gerando volatilidade desnecessária e dificuldades para o ambiente de negócios no país.

E Eu Com Isso?

A fala do presidente é uma das mais preocupantes em termos de política econômica desde a sua posse em 2019, sinalizando ao mercado de que as estatais não terão vida fácil caso não atendam aos interesses e lobby de grupos específicos de sua base eleitoral.

Houve ruídos recentemente em relação ao plano de demissão voluntária anunciado pelo novo CEO do Banco do Brasil, André Brandão, que, segundo fontes, quase lhe custaram o cargo. Já a fala em relação à Petrobras se assemelha de alguma forma com o discurso da necessidade de controle de preços na gestão de Dilma Rousseff, em que os preços do petróleo (em 2013 e 2014) estavam acima dos 100 dólares por barril, episódio que culminou em prejuízos bilionários para a companhia.

A live de Bolsonaro gera uma incerteza grave sobre os rumos da companhia que, sob a gestão de Roberto Castello Branco (atual CEO), reduziu fortemente o endividamento que estava em níveis insustentáveis, recuperou e melhorou a rentabilidade das operações, enxugou a empresa vendendo ativos que só consumiam caixa, de modo que mesmo com preços de petróleo em patamares baixos, a companhia é capaz de gerar caixa positivo e mira até a volta de pagamento de dividendos.

As repercussões terão consequências negativas para as ações da Petrobras. A ambiguidade das falas do presidente levanta dúvidas sobre a possibilidade de maior ingerência política dentro da companhia, inclusive com o surgimento de rumores de uma possível demissão do atual CEO. Esse nível de incerteza atrapalha demasiadamente uma precificação justa das ações da Petrobras.

Os impactos de uma possível intervenção na Petrobras podem ir além de simplesmente gerar prejuízos financeiros. Pode afugentar o capital estrangeiro para investimentos, o que já vem ocorrendo no país de alguma forma. A fuga pode se espalhar não somente nos ativos em processo de venda pela companhia (refinarias principalmente), mas também em ativos nos setores de infraestrutura, energia elétrica e em todos os setores que há alguma regulamentação estatal mais firme, com consequências sobretudo no médio e longo prazo.

Análise Complementar – composição dos preços dos combustíveis

No levantamento de dados mensal realizado pela ANP, a composição média dos combustíveis na ponta, para o consumidor final é o seguinte:

40 por cento é o preço do combustível à venda na refinaria (Gasolina + Etanol Anidro ou Diesel).

16 por cento de Tributos Federais (PIS/Cofins, Pasep, Cide)

28 por cento de Tributos Estaduais (ICMS predominantemente)

16 por cento restantes de Margem Bruta de Distribuição.

Ou seja, mais da metade do preço praticado nas bombas não é proveniente dos preços praticados nas refinarias. Os tributos têm um peso grande e tem sua razão de ser: é um dos principais meios dos Estados arrecadarem recursos, sendo um bem essencial e pouca volatilidade na demanda, sendo uma fonte segura de arrecadação de impostos e recursos para manter a máquina pública em funcionamento.

Mas olhando para a paridade de preço praticado pela Petrobras, que é o assunto do momento, na última vez em que as cotações do petróleo Brent (preço de referência) estavam nos patamares acima de 60 dólares (em 2015), o dólar operou na média de 3,45 reais no ano, cerca de 63 por cento abaixo do câmbio de hoje.

Lembrando que o custo da Petrobras de produção do combustível é em dólar, com repasse de preço na refinaria já em reais, sendo o efeito câmbio, assim como no preço de todos os materiais básicos utilizados no país (Agronegócio, carne, minério de ferro e aço), sofrem um impacto fortíssimo com o câmbio. Assunto que curiosamente não é citado pelo governo federal nessa disputa em torno dos preços de combustíveis no país, que a nosso ver, merece uma atenção nessa prateleira de discussões.

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Leia mais a empresa: Política de preços da Petrobras (PETR3/PETR4).

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As tentações da intervenção https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-tentacoes-da-intervencao https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-tentacoes-da-intervencao#respond Fri, 19 Feb 2021 13:39:08 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=21229 O petróleo é uma commodity estratégica. Não é um acaso que na maioria dos países sua prospecção e extração sejam responsabilidade de empresas estatais. Em um país como o Brasil, com grande extensão territorial e predomínio do modal rodoviário no transporte de cargas, a produção de petróleo e o preço dos combustíveis têm um potencial… Read More »As tentações da intervenção

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O petróleo é uma commodity estratégica. Não é um acaso que na maioria dos países sua prospecção e extração sejam responsabilidade de empresas estatais. Em um país como o Brasil, com grande extensão territorial e predomínio do modal rodoviário no transporte de cargas, a produção de petróleo e o preço dos combustíveis têm um potencial – sem trocadilhos – explosivo. Uma alta descontrolada do custo do diesel e da gasolina pode parar o País (como ocorreu em 2018). Combustível mais caro quer dizer comida mais cara, especialmente para quem ganha menos, algo com grande capacidade de provocar solavancos no governo. Por isso o peso das declarações do presidente Jair Bolsonaro na noite da quinta-feira (18).

Em sua costumeira “live” semanal, ele considerou o aumento dos combustíveis anunciado também na quinta-feira como “fora da curva” e “excessivo”. Bolsonaro disse que não vai intervir na Petrobras. Mas ele afirmou que “terão consequências” as declarações de Roberto Castello Branco, presidente da estatal, de que “não tem nada a ver com caminhoneiros”. O presidente aproveitou a “live” para anunciar a renúncia dos impostos federais sobre o gás de cozinha e a interrupção da tributação federal sobre o óleo diesel por dois meses.

Há alguns anos, um ex-ministro da Fazenda comentou um momento de depreciação do real em relação à moeda americana com uma frase tão óbvia quanto verdadeira. “O problema do dólar flutuante é que o danado flutua”, disse ele. Ou seja, o dólar não se movimenta necessariamente na direção que interessa ao governo. Aliás, o movimento tende a ser na direção contrária, mostrando claramente que o governante do momento está fazendo alguma barbeiragem.

Por isso, além de lançarem uma grande incerteza para os acionistas da estatal, as declarações do presidente mostram como é difícil para os governantes resistir à tentação de dirigir os movimentos da mão invisível do mercado. Devido aos extraordinários e necessários gastos com o auxílio emergencial devido à pandemia, as contas públicas estão em uma situação delicada. Renunciar momentaneamente e sem estudos a qualquer fatia da arrecadação agrava o quadro. Lança mais incerteza sobre o equilíbrio fiscal, e eleva os prêmios de risco exigidos por essa entidade mítica chamada mercado para comprar ativos brasileiros, tanto públicos quanto privados.

Internacional

As ações nos Estados Unidos iniciam o dia com um leve movimento de alta, estimuladas pelas declarações de Janet Yellen, secretária do Tesouro (equivalente a Ministra da Fazenda) dos Estados Unidos. Yellen voltou a defender o pacote de estímulos econômicos de 1,9 trilhão de dólares proposto pelo presidente Joseph Biden, e minimizou os riscos de uma explosão da inflação americana, algo que preocupou os investidores ao longo da semana.

E Eu Com Isso?

A sexta-feira começa com um movimento de baixa. Os contratos futuros de Ibovespa iniciam a última sessão da semana com uma queda de 0,8 por cento, em uma resposta às declarações do presidente da República sobre os combustíveis.

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Leia também: Economia dos EUA.

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Combustível explosivo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/combustivel-explosivo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/combustivel-explosivo#respond Tue, 09 Feb 2021 14:00:01 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=20799 No passado, os motores que funcionam à base de gasolina, diesel, gás e etanol eram chamados de motores a explosão. Essa denominação é incorreta, pois o que ocorre dentro deles não é uma explosão, mas uma queima controlada de combustível. Ela gera gás, aumenta a pressão, move os pistões e faz o motor girar. Por… Read More »Combustível explosivo

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No passado, os motores que funcionam à base de gasolina, diesel, gás e etanol eram chamados de motores a explosão. Essa denominação é incorreta, pois o que ocorre dentro deles não é uma explosão, mas uma queima controlada de combustível. Ela gera gás, aumenta a pressão, move os pistões e faz o motor girar. Por isso, o nome mudou. Esses equipamentos agora são denominados motores de combustão interna. Mudanças de nomes à parte, um componente explosivo permanece. No Brasil, país de proporções continentais em que duas a cada três toneladas de carga são transportadas por caminhões, aumentos dos preços dos combustíveis têm consequências explosivas, pois afetam a economia como um todo.

A oscilação das ações da Petrobras (PETR3/PETR4) na segunda-feira (08) é uma prova disso. Ontem, a estatal anunciou o terceiro aumento nos preços dos combustíveis neste ano, devido à alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Mesmo assim, as cotações despencaram. Os preços das preferenciais encolheram 3,1 por cento. As ações ordinárias caíram mais ainda, 4,1 por cento. O que derrubou os papéis foi o temor dos investidores de que, dado o potencial explosivo do tema, o governo – que controla a Petrobras – caia na tentação de segurar os reajustes nos preços dos combustíveis. Nesse caso, a explosão trocaria de lugar. Migraria dos pistões dos motores dos caminhões para o bolso dos investidores na estatal, que amargariam mais um prejuízo.

Não é de hoje que a relação entre as cotações internacionais do petróleo e o valor pago pelos motoristas ao abastecer seus veículos é um tema explosivo no Brasil. Aumentos nos preços do diesel, da gasolina e do etanol (que segue as variações da gasolina) são combustível de foguete para os índices de inflação. A alta nos custos do transporte é repassada imediatamente ao longo das cadeias produtivas. Daí a tentação de todo presidente da República. Ao controlar a Petrobras, o governo tem o poder de manipular os preços nas refinarias, contendo a alta nas bombas. Isso foi feito à exaustão durante o confuso primeiro governo de Dilma Rousseff, o que levou a Petrobras a amargar prejuízos imensos e a tornar-se a petroleira mais endividada do mundo. O valor de mercado da estatal, claro, desabou. Dois números mostram bem isso. Em janeiro 2016, ainda antes do processo de impeachment de Dilma, a Petrobras valia 78,7 bilhões de reais na bolsa. Em janeiro de 2021, apesar dos solavancos do mercado, a capitalização da petroleira era de 369,2 bilhões de reais, uma valorização de 370 por cento. Isso prova o quanto a mão pesada do controle estatal pode custar aos investidores.

Nada indica que isso volte a ser feito. Ao contrário, Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, foi a Brasília na segunda-feira e jurou de pés juntos que não há interferência do governo nos preços dos combustíveis. Mesmo assim, em junho do ano passado, a estatal alongou de três para 12 meses o período de análise dos preços internacionais do petróleo para definir seus reajustes. A mudança das regras lançou algumas suspeitas. Durante o fim de semana, a companhia divulgou dois fatos relevantes para explicar o assunto, o que turbinou as quedas da véspera. E esperam-se novos solavancos ao longo dos próximos dias. Em tempos de pandemia e aperto nos ganhos de centenas de milhares de caminhoneiros, uma das principais bases eleitorais do presidente, a tentação do Planalto de tomar decisões políticas com os preços dos combustíveis permanece tendo um enorme potencial explosivo.

Indicadores I

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,25 por cento em janeiro, registrando a menor variação desde os 0,24 por cento de agosto de 2020. Os prognósticos eram de uma alta de 0,34 por cento. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses é de 4,56 por cento, praticamente estável em relação aos 4,52 por cento acumulados nos 12 meses até dezembro. Os reajustes em alimentos e bebidas perderam força, e a mudança na bandeira das tarifas de energia elétrica ajudaram a desacelerar a inflação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Indicadores II

A primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de fevereiro indicou uma alta de 1,92 por cento nos preços, ante 1,89 por cento da primeira prévia de janeiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

E Eu Com Isso?

Em uma sessão em que os mercados internacionais não apresentaram tendência definida e os contratos futuros do índice americano S&P 500 operam com uma leve queda, os contratos futuros do Ibovespa iniciam o dia perto da estabilidade, com uma leve tendência negativa.

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Leia também: Desemprego americano diminui.

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