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O que é LCI e LCA?

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Com a taxa básica de juros em um dos níveis mais baixos da história, os investimentos mais tradicionais, como os fundos DI e o Tesouro Selic, passaram a ter uma rentabilidade inferior aos anos passados. Por isso, mesmo os investidores mais conservadores precisam buscar diversificação, ainda que seja dentro da renda fixa.

Nesse contexto, é importante que você saiba o que é LCI e LCA. Estamos falando de aplicações de renda fixa que funcionam de forma muito semelhante: ambas são títulos emitidos por bancos. A diferença é que a primeira tem como objetivo financiar o setor imobiliário, enquanto a segunda é voltada para o agronegócio.

Neste artigo, vamos ver com mais detalhes as características de cada uma delas, além das vantagens, os riscos, a rentabilidade e os custos que representam ao investidor. Acompanhe!

O que é LCI e LCA?

Para começar, vamos mostrar o que significam essas siglas. A LCI é a Letra de Crédito Imobiliário e a LCA é a Letra de Crédito do Agronegócio. Como dissemos acima, estamos falando de títulos emitidos por bancos com lastro em empréstimos imobiliários, no primeiro caso, ou em empréstimos concedidos ao setor de agronegócio, no segundo.

O mais importante é saber que se trata de uma aplicação de renda fixa, na qual você estará exposto ao e ao setor imobiliário ou ao agronegócio, e que pode ser:

  • prefixada: o investidor sabe, no momento da contratação, quanto vai receber no vencimento do título;
  • pós-fixada: a rentabilidade acompanha a variação de algum indicador, como o CDI ou o IPCA.

Nesse quesito, as LCIs e as LCAs são bem parecidas com outras aplicações de renda fixa, como os títulos públicos oferecidos no Tesouro Direto.

Quais são os riscos de investir em LCI e LCA?

As duas letras apresentam os mesmos riscos. O primeiro é o risco de crédito, que é a possibilidade da instituição que emitiu o título quebrar e os investidores perderem todo o dinheiro aplicado. No entanto, esse risco é bastante reduzido, uma vez que tanto a LCI quanto a LCA contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

O FGC é um mecanismo que reembolsa os investidores de determinadas aplicações em caso de falência do banco. É importante destacar que existe um limite para isso, o qual é de R$250 mil por CPF por instituição financeira e de até R$ 1 milhão em quatro anos. Assim, para ficar protegido, basta aplicar até esse valor ou, se quiser investir mais, dividir em mais de uma instituição financeira.

O segundo risco é o de liquidez. A LCI e a LCA têm uma data de vencimento e, caso você queira resgatar o dinheiro antes disso, pode sofrer perdas. Isto é, os títulos têm baixa liquidez, pois são pouco negociados no mercado. Então, é possível que você demore para conseguir reaver o dinheiro e, quando conseguir, pode ser menos do que o esperado.

Existem casos em que não é possível resgatar antes do vencimento e outros em que está prevista uma espécie de multa para quem solicitar os recursos em menos de 90 dias após a data de aplicação. Portanto, as LCIs e LCAs não são indicadas para aplicar o dinheiro da sua reserva de emergência. Para isso, procure aplicações de alta liquidez, como os fundos DI e o Tesouro Selic que já mencionamos,

Ao mesmo tempo, as duas letras são investimentos considerados de baixo risco, compatível com o da poupança, por serem aplicações de renda fixa com proteção do FGC. Nesse sentido, o ideal é tentar casar o tempo em que o investimento vai permanecer parado com os seus objetivos. Por exemplo, se você pretende trocar de carro daqui a dois anos, procure uma aplicação com esse prazo.

Como é a rentabilidade da LCI e da LCA?

Essas duas aplicações fizeram tanto sucesso nos últimos anos justamente por unirem rentabilidade diferenciada com baixo risco. Com a taxa Selic em 4,5% (patamar de dezembro de 2019), o rendimento da poupança passa a ser de 3,15% ao ano. Além de ser pouquíssimo, é bem provável que ela perca até mesmo para a inflação em determinados momentos.

Agora, vamos pegar uma LCI que pague, por exemplo, 93% do CDI, que é a taxa de juros que os bancos praticam entre si em empréstimos de um dia e que costuma acompanhar de perto a Selic. Enquanto escrevemos este texto, verificamos no site da B3 que a taxa DI está em 4,90% ao ano. Assim, essa LCI renderia 4,56% ao ano, uma diferença de um ponto percentual que vai ser muito importante a longo prazo.

Apenas para efeito de comparação, se você colocar R$ 50 mil na poupança por cinco anos, com essa rentabilidade, chegará ao fim do período com R$ 59.487,00. Já se aplicar em algo que renda os 4,56% ao ano, terá R$ 62.777,00, segundo cálculos feitos utilizando a calculadora do cidadão do Banco Central. É uma diferença relevante, não é?

Vale destacar que os bancos menores costumam pagar rendimentos maiores do que os grandes bancos. Além disso, a rentabilidade é maior quanto maior for o prazo do investimento. É uma espécie de “prêmio” para o investidor que aceita deixar seu dinheiro aplicado por mais tempo.

Quais são os custos para investir em LCI e LCA?

Em geral, não há nenhum custo para o investidor, nenhuma taxa. No entanto, algumas corretoras de valores podem praticar algum tipo de taxa, por isso é importante checar essa informação antes de investir e evitar surpresas desagradáveis.

Agora vem uma das melhores partes de investir em LCI e LCA: ambas são isentas de Imposto de Renda. É um grande atrativo e é nisso que muitas vezes elas ganham de outros investimentos de renda fixa, como os fundos DI e os títulos públicos do Tesouro Direto. Assim, o rendimento bruto é igual ao líquido, o que facilita a vida do investidor e proporciona uma rentabilidade melhor.

Quer ver? Vamos imaginar que você aplicou R$ 50.000,00 em um investimento que rendeu 5% em um ano, ou seja, você ganhou R$ 2.500,00. Pela tabela de IR para os investimentos de renda fixa, se o dinheiro ficou aplicado por 365 dias, a alíquota é de 17,5% sobre o rendimento, ou seja, R$ 437,50. Assim, seu rendimento líquido foi de R$ 2062,50, o que representa 4,12% de R$ 50.000,00. Na LCI e na LCA não ocorre esse desconto.

Agora você já sabe o que é LCI e LCA e como funcionam essas aplicações. São ótimas opções de diversificação na renda fixa, com baixo risco e retorno superior à das aplicações tradicionais. Antes de investir, compare sempre os prazos de vencimento e as taxas de rentabilidade oferecidas pelas diversas instituições financeiras.

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