MGLU3 — As Ações da Magazine Luiza Ainda Valem O Investimento?

MGLU3 — As Ações da Magazine Luiza Ainda Valem O Investimento?

Desde 2011, a Magazine Luiza faz parte do novo mercado da B3, a Bolsa de Valores brasileira. A empresa possui ações ordinárias (MGLU3) e, também, está listada no mercado fracionado (MGLU3F).

Perto de 2016, quando a empresa começou a tornar-se conhecida, a Magalu passou rapidamente a ser considerada como uma Small Cap (ações com menor capitalização na Bolsa, que podem apresentar boas perspectivas de valorização) promissora entre as empresas listadas na Bolsa.

Daquele ano para cá, entretanto, a companhia já mudou de patamar. Hoje em dia, a Magalu tornou-se uma das blue chips (ações maiores e mais consolidadas no mercado) mais conhecidas da nossa Bolsa.

Nos últimos anos, os papéis se transformaram em referência quando o assunto é valorização. Entre 2016 e 2019, as ações MGLU3 cresceram 18.000% e, com isso, alcançaram um novo nível  na B3, inclusive representando uma das maiores altas recentes.

Porém, o cenário, atualmente, não anda tão positivo para a empresa.

Quais são os atrativos da Magazine Luiza?

Dentre os principais atrativos, podemos citar:

  • A constante inovação digital da companhia;
  • A integração omnicanal que ela realiza (ou seja, a empresa relaciona, na prática, seus meios digitais e físicos. Por exemplo, ela vem utilizando as suas lojas físicas na logística de entrega com o “clique e colete” e o “retire na loja”.);
  • A presença no e-commerce;
  • As vantagens no market share (ela é dominante no setor);
  • O posicionamento de destaque dentro do segmento do comércio eletrônico, que teve seu crescimento impulsionado pela pandemia e tende a seguir crescendo — a empresa viu um crescimento de mais de 80% em suas vendas totais de 2019 para 2020 (na comparação do terceiro trimestre de 2019 ao terceiro trimestre de 2020).

 Por que essas ações tiveram uma valorização histórica?

De 2011 a 2015, a MGLU3 permaneceu estável, cotada, em média, a R$ 2,00. Após 2016, quando a Bolsa voltou a subir, a Magalu acompanhou esse movimento, mas desempenhando de maneira bem mais impressionante que suas concorrentes.

Um dos motivos que podem explicar essa ascensão das ações da empresa é o já citado omnicanal (omnichannel). Diferentemente de suas concorrentes, a Magazine Luiza integrou os seus sistemas físicos e digitais, além de ter investido fortemente em seu e-commerce, o que fez com que a sua operação online crescesse bastante. 

Esse investimento nas vendas online e em sua integração foi feito antes de suas concorrentes. Com isso, quando o e-commerce ganhou tração no Brasil, a empresa já estava bem à frente. 

O que o investidor deve avaliar para investir na MGLU3?

A avaliação antes do investimento na MGLU3 depende dos objetivos de cada investidor.

Se a ideia é investir a longo prazo, vale avaliar sempre:

  • Os indicadores e os números apresentados pela empresa em seus resultados;
  • As aquisições e o plano de crescimento da companhia (assim como a sua estimativa de crescimento);
  • A parte operacional;
  • As inovações;
  • O setor no qual ela está inserida – varejos físico e eletrônico, mas principalmente o eletrônico;
  • Os múltiplos da companhia.

Se o investidor pensa a curto prazo ou é um day trader, é necessário analisar:

  • gráficos e movimentos (de mercado, políticos, eventos etc.) que podem afetar os preços da empresa a curto prazo.

Investidores iniciantes também podem contar com a ajuda de analistas e profissionais da área para tirar dúvidas neste momento, como é o caso da Levante Ideias. O nosso time de Analistas acompanha diariamente os movimentos da B3 e os fundamentos das empresas para saber qual é o momento adequado para comprar ou vender os ativos.

Quais os riscos atuais do investimento na Magazine Luíza?

O mercado de ações envolve, naturalmente, certos riscos.  Mesmo que a Magazine Luiza seja uma empresa estável no mercado, com crescimento constante – na maior parte das vezes -, existem outros fatores que influenciam a Bolsa de Valores, sejam internos ou externos à empresa.

Diante do cenário atual de pandemia, a questão relativa à velocidade da vacinação pode influenciar as ações da empresa, por exemplo. Isso porque essa questão tem relação direta com a volta definitiva do varejo físico, um dos catalisadores que poderiam beneficiar ainda mais a empresa.

Outro fator que pode ser visto como um “risco” consiste no movimento global de “troca de carteira”. Iremos falar sobre isso abaixo.

Qual é o momento atual do Magalu e do setor?

Até setembro/outubro do ano passado, as ações do MGLU3 estavam em um movimento de alta leve. De lá para cá, elas entraram em um movimento de estagnação, mantendo-se em um patamar similar, até o início de 2021, quando começaram a traçar um movimento de queda.

Para se ter uma ideia, do início do ano até o dia 26/03, as ações MGLU3 acumulavam queda de 20,63%.

Por que isso aconteceu, investidor?

Principalmente, pelo movimento de troca de carteira que citamos acima.

Esse movimento, puxado pelos “big sharks” (grandes investidores) dos mercados internacionais, tem como consequência uma valorização das empresas de valor (Value Stocks) e uma desvalorização de empresas de crescimento (Growth Stocks). Em suma, essa troca de carteira vem acontecendo desde o início do ano.

E, é claro, vale ressaltar: pode haver exceções. Mas diversas empresas Growth vêm sendo impactadas.

Além disso, houve um aumento – que deve continuar a acontecer – nos juros americanos. Isso prejudica as empresas de tecnologia, pois elas irão gerar valor “lá para a frente”. Aumentando-se os juros de 10 anos, por exemplo, como ocorreu nos EUA, quando se traz o valor dessas empresas para o momento presente, ele acaba diminuindo – o que pode impactar as ações dessas companhias.

Assim, o Magazine Luiza, por ser visto como uma Growth Stock, posto que está inserido no e-commerce e pode ser considerado, até mesmo, uma tech, sofre com essa troca de carteira.

As ações da Magazine Luiza ainda valem o investimento?

Esse tipo de decisão deve ser realizada com base em uma dupla análise.

Primeiro, você deve entender os seus objetivos ao investir na empresa.

Em segundo lugar, entra a questão dos riscos e das estimativas de crescimento do papel e do mercado. 

Agora, neste momento, o Magalu e empresas similares, como comentamos acima, não estão passando pelo melhor dos momentos. Porém, esse movimento de troca, hora ou outra, entrará em declínio, e as ações MGLU3, por exemplo, podem retomar a trajetória de crescimento na qual se encontravam.

Vale lembrar: a empresa é “querida” pelo mercado, líder do setor e está em constante inovação.

Por fim, o recomendado é sempre possuir uma carteira de investimentos diversificada, para ficar menos exposto aos riscos do mercado. Identificar oportunidades e avaliar qual a melhor forma de aplicação dos ativos se torna bem menos arriscado quando você conta com análises, indicadores, relatórios e opinião de profissionais que acompanham o mercado diariamente.

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