Tesla China-made Model 3 vehicles are seen during a delivery event at its factory in Shanghai, China January 7, 2020. REUTERS/Aly Song - RC2YAE9II6HS

Tesla: Model Y é entregue na China

A Tesla (TSLA) entregou nesta segunda-feira (18) os primeiros carros “Model Y” na China, o segundo modelo produzido na fábrica de Xangai, que foi aberta há dois anos.

O primeiro modelo comercializado em solo asiático – o Model 3 – foi o carro elétrico mais vendido no país em 2019: cerca de 138 mil veículos. A cifra representa mais de 12 por cento do total de carros elétricos vendidos no período.

A Tesla irá apresentar os seus resultados completos de 2020 na próxima quarta-feira (27). A expectativa em Wall Street é que a companhia consiga entregar o seu primeiro resultado líquido positivo anual, podendo dar início a uma nova fase, ao menos em termos contábeis, para a companhia e seus investidores.

E Eu Com Isso?

A notícia é importante para a Tesla (TSLA) e seus acionistas. Segundo informações de mercado, o governo chinês pretende que as vendas de carro elétrico correspondam a 20 por cento da venda total de veículos até 2025.

Como no ano passado a Tesla entregou cerca de 500 mil veículos globalmente, espera-se que a China possa representar cerca de 40 por cento das entregas globais da companhia em poucos anos.

Apesar de levemente positiva, não esperamos impacto relevante no preço das ações com a notícia. O preço da TSLA possui, praticamente, uma dinâmica à parte, o que dificulta a previsão das suas oscilações no curto prazo.

Evidentemente, a companhia não atuará sozinha no mercado de carros elétricos na China. Há outras empresas no ramo, como a BYD e BAIC e, mais recentemente, a NIO, uma startup chinesa que quer tentar “bater de frente” com a tecnologia da empresa de Elon Musk.

Em 2020 as ações da NIO (NIO) valorizaram mais de 1.100 por cento, enquanto TSLA subiu “apenas” 743 por cento.

Apesar do carro elétrico ser uma tendência para o século, há uma série de dúvidas no ar. Primeiro, o já conhecido problema das baterias à base de lítio, cujo custo e logística reversa é um desafio, em seguida a infraestrutura de recarga, visto que não se sabe exatamente se o mundo seria capaz de suportar uma frota gigante de carros elétricos com o que há disponível hoje e, por fim e não menos importante, a ótica de investimentos. Estas companhias já embutem em seus preços um crescimento (g) ousado, o que (no mínimo) pode aumentar o prazo de retorno do investimento nas suas ações.

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Leia também: O caso Ford e os entraves aos investimentos no País.

 

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