Levante Ideias - Cosan

Resultado da Cosan (CSAN3) do 1T21

Na noite desta sexta-feira (14), após o fechamento de mercado, a Cosan S.A. (CSAN3), holding que comanda a Raízen, Rumo Logística, Moove e Comgás, apresentou seus resultados consolidados do 1T21. Os números vieram bons, com crescimento importante de receita e Ebitda (métrica da geração de caixa bruta), porém com rentabilidade ainda aquém do potencial total das companhias controladas.

O destaque do resultado ficou com a Raízen Combustíveis (Marketing & Serviços), com recuperação da margem Ebitda por metro cúbico voltando aos patamares acima de 110 reais, puxados pelo bom desempenho na Argentina e maior preço realizado de combustíveis no Brasil, além da Rumo que obteve crescimento no volume transportado de produtos (13 por cento na comparação anual), além de recuperação das tarifas médias de transporte (6 por cento de crescimento). A Moove também vem crescendo forte, ganhando cada vez mais relevância no balanço da Cosam, obtendo um crescimento forte de mais de 60 por cento no Ebitda, em mais um trimestre recorde.

O destaque negativo ficou com a Raízen Energia, com menor volume de vendas de açúcar próprio e etanol, além da maior parcela de comercialização de energia via trading, combinado com preços menores de energia no mercado livre, com o Ebitda recuando 26,1 por cento na comparação anual para o segmento.

No consolidado, a Cosan obteve receita líquida de 22,5 bilhões de reais (crescimento de 24 por cento na comparação com 1T20), Ebitda de 2,6 bilhões de reais, ajustado por efeitos não-recorrentes (8 por cento acima na comparação anual) e geração de caixa operacional de 3,8 bilhões de reais, crescimento de 30 por cento em relação ao ano anterior, sobretudo pela incorporação da Rumo em seu balanço total e crescimento forte da Moove e recuperação de margens da Raízen Combustíveis.

E Eu Com Isso?

Esperamos uma reação positiva para as ações da companhia (CSAN3), com o Ebitda consolidado ficando na faixa superior da projeção (guidance) para 2021 fornecido pela companhia em fevereiro deste ano, com surpresa positiva de Rumo e Raízen Combustíveis.

A alavancagem financeira da companhia segue um pouco alta em 3,1 vezes (relação entre dívida líquida e Ebitda), porém com posição de caixa e perfil de endividamento saudável. Além disso o pré-pagamento de outorga da Rumo de 5,4 bilhões de reais pesou na geração de caixa livre (3,77 bilhões de reais negativos), que apesar de contribuir para o aumento na alavancagem (0,1 vezes em relação ao trimestre anterior), é um efeito não recorrente e deve ajudar a Rumo a gerar um montante de caixa superior devido à economia com reajustes de parcela de concessão no longo prazo.

A Cosan holding vem em um novo ciclo de crescimento em todas as suas linhas de negócios, com a ambição de abrir o capital de todas as suas empresas controladas (Moove, Raízen e Compass na fila) após uma importante reestruturação da companhia (extinção de RLOG3 e CZZ), de modo a se estruturar como um veículo de investimento mais robusto, além de destravar valor para os acionistas de CSAN3, com melhor precificação de suas subsidiárias.

Na Raízen Energia, está em vista a incorporação da Biosev (BSEV3), segunda maior produtora de Açúcar e Etanol do país, consolidando a companhia como a líder na produção destes produtos, além de investir na maior eficiência no trading de energia no mercado livre. Na Raízen Combustíveis segue o trabalho de gerar maior valor agregado para suas lojas de conveniência com a bandeira OXXO (Joint Venture com a Femsa, engarrafadora oficial da Coca-Cola no Brasil), para gerar mais recorrência e margem para o segmento e também a negociação para a compra de uma refinaria da Petrobras, verticalizando a operação.

Na Moove continua o trabalho de ganho de mercado nos países atuantes, além de lançamentos de novos produtos, agregando mais margens, sendo a empresa com o ritmo de crescimento mais forte dentro do grupo.

A Compass continua no trabalho de verticalização das operações de distribuição de gás natural e infraestrutura do setor, negociando uma compra da Gaspetro para ampliar seus braços de atuação.

A Rumo continua crescendo forte, acompanhando as safras recordes do agronegócio brasileiro, além da inauguração da operação da Malha Central que deve trazer gradativamente mais receitas e maior volume de produtos, além dos grãos. A geração de caixa também deve crescer forte com o pré-pagamento da outorga das Malhas Central e Paulista, economizando com o reajuste de parcelas anuais da concessão. Em adição segue em andamento as obras de ampliação da Malha Paulista e extensão da Malha Norte, ampliando a capacidade e o acesso maior da operação às maiores regiões produtoras de grãos e commodities do país.

O modus operandi da holding segue o mesmo: ampliação forte de receita e geração de caixa operacional, com investimentos altos mirando o longo prazo e ganho de rentabilidade por meio do ganho de escala.

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