Varejo-na-Bolsa

O ressurgimento do varejo

Os resultados do terceiro trimestre de 2020 mostraram o ressurgimento do varejo após os efeitos mais fortes das restrições devido à Covid-19. Usando os dados dos resultados dos 16 principais varejistas do País, podemos observar um crescimento médio de 31,2 por cento na receita líquida em relação ao terceiro trimestre de 2019.

Os principais destaques de crescimento deste trimestre ficam por conta dos players mais digitais, que forma mais capazes vender mesmo com as restrições impostas. Os melhores exemplos são Magazine Luiza, cuja receita no período cresceu 71 por cento, e os supermercados, cujas vendas aumentaram devido à falta de opções para comer fora de casa. Com as restrições, a receita do GPA aumentou em 57 por cento no terceiro trimestre.

Fazendo um levantamento das vendas feitas somente pelo meio digital, isso é vendas próprias e vendas feitas pelas plataformas de marketplace, os 16 maiores varejistas movimentaram cerca de 97 bilhões de reais de janeiro a setembro, um recorde. O grande destaque desse aumento de vendas ficou por conta do marketplace, uma vez que varejistas menores foram obrigados a recorrer aos maiores para poder continuar vendendo durante a crise.

O varejo na Bolsa

Apesar da notícia não trazer nenhuma alteração para o cenário atual, essa análise nos mostra a boa recuperação do setor de varejo e coloca ainda mais expectativas com relação ao quarto trimestre, uma vez que possui duas datas significativas para o varejo, Black Friday e Natal.

Vale destacar que, na nossa visão, aconteceram dois movimentos claros, um concedendo vantagens a quem sabia melhor atender o cliente de forma digital e o segundo de compra de alimentos.

O primeiro deles já era uma tendência antes mesmo da crise e por isso acreditamos que quem melhor conseguir trazer uma boa experiência digital para seus clientes vai provavelmente colher bons frutos após a crise.

O segundo movimento, de maior compra em supermercados, deve ser menos intenso com o fim do isolamento, porém também acreditamos que boa parte das empresas vai adotar o home office parcial sem toda força de trabalho estar de volta aos escritórios, o que é favorável para o setor.

Evidenciando esses movimentos, o GPA colocou no ar sua plataforma própria de marketplace na tentativa de correr atrás dos concorrentes e aproveitar a mudança trazida pela tecnologia.

Já o Magazine Luiza já informou que a venda de alimentos é um dos setores que mais cresce na companhia e já está deixando produtos de supermercado em suas lojas para conseguir realizar entregas rápidas para seus clientes.

Acreditamos que o setor de varejo eletrônico vai continuar sua trajetória de crescimento, ganhando espaço em relação ao varejo físico tradicional, com as empresas investindo nas suas plataformas digitais para continuar a crescer.

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